Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Junho 2007
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18/07/07
• Lista fechada é duplo golpe
----- Original Message -----
From: M
Sent: Monday, June 18, 2007 9:25 AM
Subject: Lista fechada é duplo golpe
Amigo/a,
Puggina entra à talho-de-foice neste tema, ainda pouco compreendido quanto
às suas conseqüências.
Eventos passados e recentes, incluindo o Caso Renan e a feição pizzóide
que vem assumindo, fazem claro
que não mais temos no Congresso representantes do povo atuando em favor da
Nação.
Em termos efetivos, a Casa fez-se um lupanar em que gordas putas de
gravata e paletó comerciam seus votos em causa própria. Particularmente
grave é que seu melhor e mais rico cliente é um Executivo comuno-petista
decidido a eternizar-se no poder.
A atual proposta de Lista Fechada é uma tentativa golpista visando a
manutenção permanente do atual estado de dominância daquele Executivo com
intenções totalitárias.
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Lista fechada é duplo golpe
por Percival Puggina em 18 de junho de 2007
Resumo: Numa Casa que se tem revelado cada vez mais tolerante para com os
delitos de seus membros, a adoção da lista fechada se constitui num
definitivo alvará de soltura concedido a todo o plenário.
© 2007 MidiaSemMascara.org
Pode uma votação parlamentar formal se constituir em golpe? Sim, pode.
Recebe o nome de golpe congressual e tem, inclusive, antecedente histórico
no episódio em que o Congresso Nacional impediu o retorno de Café Filho à
presidência da República. Após o suicídio de Getúlio, lembremos, o posto
foi assumido por seu vice, Café Filho, que alguns meses depois sofreu um
enfarte, sendo substituído por Carlos Luz, presidente da Câmara. No dia 22
de novembro de 1955, Café, autorizado pelos médicos, enviou carta ao
Congresso anunciando que iria retornar, mas as duas Casas, sem qualquer
motivo de base constitucional, declararam-no impedido. Aquilo foi um golpe
congressual.
Para que entendamos bem do que estamos falando no caso da lista fechada, é
importante saber que golpes, na acepção política da palavra, são ações que
visam a manter no poder ou destituir do poder por meios irregulares. É o
que está por acontecer. Nos últimos cinco pleitos para a Câmara dos
Deputados, com o sistema em vigor - lista aberta - a renovação oscilou
entre um mínimo de 44% em 1998 e um máximo de 62% em 1990. Na eleição do
ano passado ficou em 48%. Com a adoção da lista fechada, que impede o
eleitor de votar no candidato de sua preferência, esse índice não deverá
passar de 5%. Trata-se, portanto, de artimanha que visa a manter com
mandato mais de um terço da Casa que a ela não retornaria pelo voto
popular. Eis o golpe número um.
Entre suas conseqüências mais fáceis de antever destaca-se a
potencialização do corporativismo característico da instituição, que se
consolidará como clube de amigos reunidos na defesa de seus interesses, ao
total resguardo da fiscalização do eleitor. Este primeiro golpe, portanto,
impedirá o eleitor de retirar do Parlamento, pelo recusa do voto, os
parlamentares cuja conduta moral ou política mereça rejeição. Numa Casa
que se tem revelado cada vez mais tolerante para com os delitos de seus
membros, isso se constitui num definitivo alvará de soltura concedido a
todo o plenário.
O voto em lista fechada promove, contudo, outro golpe ainda mais sério à
democracia ao cristalizar os blocos parlamentares de governo e oposição
nas suas atuais proporções. Ele está no eixo do projeto de poder concebido
por Lula e seu partido, e foi anunciado pelo presidente já na primeira
entrevista concedida após a proclamação do resultado do pleito de 2006.
Quem está mandando continuará mandando por longos anos. É o que pretendem,
contra a vontade popular, numa manobra que assume como dado da realidade o
fato de sermos uma casa de tolerância e um país que se deixou imbecilizar
politicamente.
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Mas nem todos são imbecis.
Uma parcela - significativa e crescente - de nossa gente, tem se dado
conta da verdadeira natureza do governo atual e de suas intenções
ditatoriais.
Mais e mais pessoas percebem que as manobras contra o Estado de Direito e
as liberdades democráticas sucedem-se em seqüência, interminavelmente.
E que inevitavelmente acabarão vencendo.
Porque não mais existe oposição - política, midiática ou popular.
Não mais temos forças vivas dispostas a se oporem aos planos de domínio
comunista.
Com uma única - possível - exceção: a porção silenciosa e ainda saudável
das Forças Armadas - esta que mantêm a consciência de que seu dever é para
com a Nação, não para com partidos.
Aqueles dentre nós que têm a lucidez de estarmos numa armadilha e a
hombridade mínima de não se curvar a canalhas, precisamos difundir
maximamente o apelo:
Comunistas no governo destroem o Estado de Direito,
instalam o caos e preparam uma ditadura.
REEDITE-SE '64. TANQUES ÀS RUAS JÁ!
Aplique-o em suas cartas, emails, no parabrisas de seu carro; use-o em
cartazes quando de manifestações públicas, multiplique-o em todas as
circunstâncias que sua criatividade descobrir.
Se conseguirmos que se generalize, na pior das hipóteses, a comunalha -
essencialmente covarde! - estará sabendo que ainda existem uma porção de
brasileiros dispostos a fazer-lhes barba, cabelo... e algo mais.
M.