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(Márcio Del Cístia)

Junho 2007               Índice Geral


14/07/07

Decisão pró-Lamarca irrita Exército e abre crise

----- Original Message -----
From: M
Sent: Thursday, June 14, 2007 1:24 PM
Subject: .

Brasileiro,
"...irrita Exército..." certamente é expressão oriunda de sarcasmo, tão venenoso quanto esquerdótico.
Promover a general post mortem um desertor, psicopata assassino, traidor de colegas e da Pátria, vai além de uma mera 'provocação', antes

é mais um público tapa na cara das Forças Armadas Brasileiras.

Sancionada pelo presidente, tal promoção é clara declaração que o dito cujo e seu staff são contrários a tudo que estas Forças representam e significam constitucionalmente, enquanto baluartes de defesa da integridade nacional e dos valores democráticos caros a nosso povo.
Com sua sanção, o desdedado aprova, avaliza, alinha-se e se equipara, efetiva e praticamente ao desvario alucinado do psicopata traidor e assassino e às suas declaradas intenções de submeter nosso país a uma ditadura comunista.
Ao assinar esta bestialidade o exu de Garanhuns apeia voluntária e publicamente de sua condição de Comandante Supremo das Forças Armadas, função que só se justifica - constitucional e éticamente - enquanto complemento apoiador às razões da existência destas Forças - garantir pelas armas os direitos democráticos livremente acordados pela Nação.
Portanto, e sem meias palavras:

REEDITE-SE '64! TANQUES ÀS RUAS JÁ.

Que assim o permita Deus.
M.

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14/06/2007
Decisão pró-Lamarca irrita Exército e abre crise
El Roto/El Pais

Lula ganhou uma nova crise para administrar. Uma crise de contornos militares. A decisão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça favorável ao ex-guerrilheiro Carlos Lamarca e a seus familiares ateou indignação nos gabinetes da cúpula das Forças Armadas.

Porta-voz da irritação, o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, telefonou para o ministro da Defesa, Waldir Pires, no meio da tarde desta quarta-feira (13). Pediu-lhe que interceda junto ao ministro Tarso Genro (Justiça), para anular os benefícios que a Comissão de Anistia injetou na biografia de Lamarca e nas contas bancárias de seus descendentes.

Waldir Pires apressou-se em transmitir ao colega da Justiça o azedume dos militares. Na opinião do general Enzo, corroborada pelos comandos da Aeronáutica e da Marinha, as decisões da Comissão de Anistia são meramente indicativas. Têm o peso de uma sugestão. Cabe ao ministro da Justiça acatá-las ou não. No caso de Lamarca, gostariam que fosse rejeitada ou, ao menos, atenuada.

Os 22 integrantes da comissão reconheceram, em deliberação unânime, a condição de anistiado político de Lamarca. Concederam à sua família uma pensão mensal equivalente ao soldo de general de brigada. De resto, indenizaram a viúva de Lamarca e os dois filhos do casal em R$ 300 mil.

Para a esquerda brasileira, Lamarca é um herói da resistência armada à ditadura militar. Para o Exército, porém, o ex-tenente guerrilheiro não passa de um desertor. Os militares já haviam considerado descabida a pensão de coronel que a viúva Maria Pavan Lamarca obtivera na Justiça em 1993. A equiparação ao soldo de general é vista como um despautério que beira à “provocação”.

O Exército argumenta que, mesmo que estivesse vivo, Lamarca não teria direito à aposentadoria militar. Considera-se que ele rompeu com a caserna ao abandonar voluntariamente a carreira militar. Deseja-se que o assunto, por delicado, seja submetido à mediação do presidente da República.

Criada em 2001, sob Fernando Henrique Cardoso, a Comissão de Anistia já analisou mais de 30 mil pedidos de indenização de supostas vítimas da ditadura. Foram acolhidos cerca de 55% das solicitações. Custaram R$ 2,3 bilhões ao erário. Produziram também um gasto mensal de R$ 28 milhões em pensões e aposentadorias. De todos os casos julgados, nenhum deixou as Forças Armadas tão abespinhadas quanto o caso de Lamarca.

Escrito por Josias de Souza às 00h49


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