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Janeiro 2007               Índice Geral


30/01/07

Artigo comentado: Fenaj e Chávez Autor: Sandro Guidalli em 30 de janeiro de 2007

From:  M
Sent: Tuesday, January 30, 2007 9:03 AM
Subject: Fenaj e Chávez

Artigo comentado: Fenaj e Chávez Autor: Sandro Guidalli em 30 de janeiro de 2007
 
Amigo/a,
Sandro Guidalli sublinha um gravíssimo fator de risco para a democracia: a mídia cooptada. Parte crucial na estratégia gramsciana para a tomada do Poder por comunistas, quase toda nossa imprensa - escrita, falada e televisiva - é hoje orientada por comuno-petistas que a usam como arma de guerra psicológica, omitindo, distorcendo ou descaradamente mentindo a respeito dos fatos, no empenho de adormecer a consciência nacional, cegando-a para a imensa armadilha totalitária que há décadas vem sendo armada contra nossa gente.
Mesmo os empresários desta mídia estão hoje reféns das verbas publicitárias governamentais e docilmente obedientes às conveniências esquerdistas.
É imperioso manter em mente que este estado de coisas não decorre do acaso, mas é parte substancial de bem arquitetado planejamento oriundo da maior associação comunista na História Mundial - o Foro de São Paulo,  cuja ação é responsável por uma quantidade de governos latino-americanos atualmente em mãos esquerdistas, não obstante os povos do sub-continente sejam massivamente conservadores e liberais.
Um dos crimes da mídia foi precisamente ocultar à população a existência de década e meia deste Foro, e quando isto não mais foi possível, passou a minimizar sua influência e atuação 'vendendo-o' como "um mero clube de debates teóricos". Sabemos que, ao contrário, é a central de planejamento de que emanam todas as estratégias para a atuação em uníssono de todos os militantes. De longe, é o maior e o mais perigoso inimigo que o Brasil e a Latino-América democrática jamais tiveram.
Se vc escutar ou ler alguém afirmando tal balela, poderá estar certo de uma de duas possibilidades: é um ingênuo que engoliu sem pensar ou um esquerdopata tecendo sua teia de mentiras.
Abs
M.

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Fenaj e Chávez
30 janeiro 2007

Editorias - Cultura, Foro de São Paulo, Governo do PT, Media Watch, Venezuela

por Sandro Guidalli

Desmascarar a Fenaj é tarefa inadiável e fundamental para o respeito aos milhares de consumidores de jornais e revistas do país, diariamente ludibriados quanto aos interesses reais dos sindicalistas de duas caras.

O site da Fenaj, a Federação Nacional do Jornalistas, deixa bem explícito: ela é francamente contra qualquer cerceamento da liberdade de agir dos profissionais da imprensa, no Brasil e no mundo. Nele, uma banner encaminha o leitor para uma página especialmente dedicada ao tema. São freqüentes campanhas em favor da expressão sem limites dos jornalistas ao lado das tradicionais bandeiras de entidades do gênero, como a luta por melhores salários e proteção aos jornalistas sindicalizados. Mais recentemente, a Fenaj está empenhada em evitar o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, assunto em pauta no STF e motivo para outro artigo.

Não é segredo, porém, que a Fenaj é dominada por sindicalistas esquerdistas simpáticos ao PT. Não poderia ser diferente, pois é da natureza dos jornalistas ligados aos movimentos sindicais uma formação marxistóide da realidade. Aliás, esta formação é a regra e não a exceção das escolas de comunicação. É absolutamente natural, portanto, que a direção do órgão veja as delinqüências do PT com olhos amenos e que reverbere pouco politicamente quando se trata de algo que possa causar desconforto ao partido em geral.

Dentro destas circunstâncias está a grande incoerência da Fenaj e que muitas vezes margeia o cinismo. Vigilante defensora dos direitos de expressão dos jornalistas, a Fenaj torna-se órgão auxiliar do PT e de Lula quando é necessário omitir seus crimes. Este amparo vai além e significa também apoiar os aliados do continente.

O caso mais flagrante no momento é o do governo de Hugo Chávez. Disposto a eliminar paulatinamente a imprensa livre venezuelana, o aspirante a ditador substituto de Fidel Castro como líder continental vai transformar seu país num cercado de ovelhinhas em que qualquer crítica independente ao seu governo será tratata como infidelidade à pátria. O fim próximo das emissoras privadas coincidirá com a presença asfixiante de Chávez e seus subordinados em programas de TV e rádio a dar vazão à obsessão anti-americana e à propaganda comunista.

Este escândalo continental, entretanto, se é timidamente tratado pela própria imprensa brasileira, é simplesmente ignorado pela Fenaj, zelosa em não ferir os sentimentos dos aliados que tem no governo. A entidade, pelo que se sabe, até agora não emitiu uma nota de repúdio à decisão de Chavez, contrariando sua política de intolerância ao cerceamento do trabalho da imprensa. Na verdade, esta política tem duas faces. Ela surgirá, com rigor, quando governos conservadores como o dos Estados Unidos forem acusados de arranhar a liberdade de imprensa. E sumirá, por completo, quando o centro das acusações forem governos esquerdistas e anti-capitalistas, como Cuba e, agora, Venezuela.

Além disso, a Fenaj tem pretensões políticas que, para obter sucesso, dependem muito do governo Lula. Seus diretores e associados mais atuantes lutam para a criação de um Conselho de Jornalistas, uma espécie de "OAB da imprensa", órgão que teria como objetivo justamente o de controlar estes profissionais criando uma série de normas que visariam enquadrá-los ideologicamente. Em linha com esta "bandeira", está a desesperada campanha em favor do diploma. Num país em que o exercício da profissão de jornalista é absolutamente livre, fica muito mais difícil controlar a imprensa e muito mais árdua a manutenção dos sindicatos, base sobre a qual se sustenta a Fenaj. O fim do diploma acabaria com a filiação compulsória de recém-formados aos sindicatos de jornalistas estaduais. Isso representa perda de poder pois o oxigênio desta entidade está justamente na quantidade dos focas-proletários [*].

Desmascarar a Fenaj é, por isso, tarefa inadiável e fundamental para o respeito aos milhares de consumidores de jornais e revistas do país, diariamente ludibriados quanto aos interesses reais dos sindicalistas de duas caras.

Notas:

[*] Foca é o nome que se dá ao jornalista sem experiência mesmo diplomado e geralmente manipulado pela chefia esquerdista. É capaz de sair às ruas, se chamado, para gritar slogans contra Bush, por exemplo.
 


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