Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Janeiro 2007
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15/01/07
• O Foro de São Paulo, versão anestésica - Olavo/DComércio - 15.01.2007
----- Original Message -----
From: M
Sent: Monday, January 15, 2007 12:11 PM
Subject: O Foro de São Paulo, versão anestésica - Olavo/DComércio -
15.01.2007
Amigo/a,
aí vai mais uma aula de Olavo de Carvalho.
Para aqueles que conhecem seu trabalho, é indubitavelmente a mais lúcida
e brilhante mente a se expressar, hoje, em português. E para os que o
conhecem mais de perto, um exemplo de humanidade: cultíssimo, íntegro,
generoso, valente - e como Carlos Lacerda em seu tempo, um paladino
temível em favor dos valores cristãos e democráticos caros aos
brasileiros, em processo de destruição pela hegemonia comuno-petista.
Tendo aceitado a oferta de trabalho de correspondente, mora hoje nos
EUA, onde está mais seguro quanto às promessas de morte - a si e a sua
família - que aqui os ameaçavam repetidamente.
Desde lá, continua seu trabalho de divulgação da verdade factual sobre
as reais condições sócio-políticas nacionais e internacionais. Faça uma
visita a seu site,
www.olavodecarvalho.org . Uma das coisas que irá descobrir é que
toda a degradante realidade atual vem sendo prevista e denunciada -
desde década e meia - por este gênio lúcido e corajoso.
E bom proveito.
Abs
M.
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O Foro
de São Paulo, versão anestésica
Por Olavo de Carvalho, de Washington, DC
CORBIS
Depois de esconder por dezesseis anos a existência da mais poderosa
entidade política latino-americana, a mídia chique deste país, vencida
pela irrefreável divulgação dos fatos na internet, trata agora de
disfarçar, como pode, o mais torpe e criminoso vexame jornalístico de
todos os tempos. O expediente que usa para isso é ainda mais depravado:
caluniar, difamar, sujar a reputação daqueles poucos que honraram os
deveres do jornalismo enquanto ela não se ocupava senão de
prostituir-se, vendendo silêncio em troca de verbas estatais de
propaganda.
Envergonhada de si mesma, ela não tem nem a dignidade de citar
nominalmente essas honrosas exceções. Designa-as impessoalmente,
fingindo superioridade, mediante pejorativos genéricos. O mais comum é
“radicais de direita”. Encontro-o de novo no artigo “Os limites de uma
onda esquerdista”, assinado por César Felício no jornal Valor no último
dia 12.
O autor é uma nulidade absoluta, e eu jamais comentaria uma só linha da
sua fabricação se as nulidades não se tivessem tornado, num jornalismo
de ocultação, os profissionais mais necessários e bem cotados. Por
favor, não me acusem de caçar mosquitos. Compreendam o meu drama: nas
presentes circunstâncias, a recusa de falar de nulidades me deixaria
totalmente desprovido de material nacional para esta coluna.
A primeira coisa que tenho a dizer a esse moleque é bem simples: Radical
de direita é a vó. Antigamente chamava-se por esse qualificativo o
sujeito que advogasse a matança sistemática de comunistas como os
comunistas advogam e praticam a matança sistemática de populações
inteiras. Hoje em dia, para ser carimbado como tal, basta você ser
contra o aborto ou o casamento gay. Basta você achar que o Foro de São
Paulo existe e é perigoso. Basta você fazer as contas e notar que
centenas de prisioneiros morreram de tortura na Guantanamo cubana e
nenhum na americana. Basta você apelar à matemática elementar e concluir
que a guerra do Iraque matou muito menos gente do que o regime de Saddam
Hussein sob os olhos complacentes da ONU. Se você incorre em qualquer
desses pecados mortais, lá vem o rótulo infamante grudar-se na sua
pessoa indelevelmente, como marca de escravo fujão ou ferrete de gado. E
não vem por via de nenhum jornaleco de partido, de nenhum panfleto
petista. Vem pela Folha de São Paulo, pelo Globo, pelo Estadão, pelo
jornal Valor – os órgãos da burguesia reacionária, segundo o site
oficial do PT.
Que é que posso concluir disso, objetivamente, senão que a esquerda
radical conseguiu impor à grande mídia a sua escala de mensuração
ideológica e o correspondente vocabulário, agora aceitos como opinião
centrista, equilibrada, mainstream, enquanto as opiniões que eram da
própria grande mídia ontem ou anteontem já não podem ser exibidas ante o
público porque se tornaram politicamente incorretas?
Será extremismo de direita concluir que o eixo, o centro, se deslocou
vertiginosamente para a esquerda, criminalizando tudo o que esteja à
direita dele próprio? Será extremismo de direita concluir que a única
direita admitida como decente na mídia chique é o tucanismo – abortista,
gayzista, quotista racial, desarmamentista, politicamente corretíssimo,
padrinho do MST e filiado à internacional socialista, além de bettista e
boffista, quando não abertamente anticristão? Será extremismo direitista
notar que o traço mais saliente dessa direita bem comportadinha é a
abstinência radical de qualquer veleidade anticomunista? Será extremismo
de direita entender que esse fenômeno é a manifestação literal e exata
da hegemonia tal como definida por Antonio Gramsci? Será extremismo de
direita concluir que o establishment midiático deste país é, no seu
conjunto, um órgão da esquerda militante mesmo nos seus momentos de
superficial irritação antipetista, quando jamais proferiu contra o
partido dominante uma só crítica que não viesse de dentro da esquerda
mesma e que não fosse previamente expurgada de qualquer vestígio de
conteúdo ideológico direitista?
Qualquer pessoa intelectualmente honesta sabe que um juízo de fato não
pode ser derrubado mediante rotulação infamante. Tem de ser impugnado
pelo desmentido dos fatos. Se quiser rotulá-lo, faça-o depois de provar
que é falso. Não antes. Não em substituição ao desmentido. Ora, o tal
Felício, em vez de desmentido, fornece uma brutal confirmação. Vejam só:
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