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(Márcio Del Cístia)

Fevereiro 2007               Índice Geral


16/02/07

Imprensa venal firme em seu papel de “companheira de viagem - Graça Salgueiro

----- Original Message -----
From: M
Sent: Friday, February 16, 2007 7:07 AM
Subject: Imprensa venal firme em seu papel de “companheira de viagem - Graça Salgueiro

Amigo/a.
Nós, brasileiros, vivemos hoje um clima sócio-político que de tão confuso, inusitado, paradoxal – espanta, aturde e nos paralisa perceptualmente. Olhamos em volta, conversando com as gentes e a imagem que nos acode é de um bando de baratas tontas sob ação de algum inseticida.

Eventos sociais e políticos de gravidade alarmante, sucedem-se velozmente sem afetar minimamente o zig-zag tonto, sonambúlico, das baratas.

Este ‘inseticida’ é um mentecida conhecido por Esquerdismo (socialismo, comunismo). É venenoso sob qualquer de suas formas, mas mortalmente tóxico quando moldado pelo gramscismo. Nesta forma, sua eficácia decorre de insídia, de táticas sub-reptícias, que como gás invisível e inodoro, invade sorrateiramente nossas mentes e almas destruindo-nos a capacidade de juízo crítico com que apreendemos a realidade.
Em mãos de esquerdopatas, a mídia - nossa e internacional - tornou-se uma poderosa arma de guerra psicológica. Deturpando fatos, adulterando dados, vem moldando a opinião pública para apoiá-los em sua ânsia por poder.
Há três - e apenas três - perfis pessoais possíveis para a adição à esquerdopatia:
1. o ingênuo, geralmente jovem, que embarca nas promessas de 'um mundo melhor' do pseudo-humanismo esquerdótico, ignorando que aqueles governos foram responsáveis pelos maiores morticínios, atraso e miséria já registrados na História do Homem e que, por sua natureza essencialmente perversa, nunca produzirá nada diferente.
2. o 'doente', em geral tipos semi-intelectualizados movidos por violentos conteúdos de inveja e ódio destrutivo - nem sempre inconscientes - contra tudo e todos que lhes pareçam serem mais felizes; são frequentes na mídia, no professorado e lamentavelmente, cada vez mais nas igrejas, incluindo a Católica;
3. o canalha, consciente disto tudo, motivado por sede de poder e riqueza, compondo todos os grupos de liderança e usando fria e maliciosamente os dois tipos anteriores. Distribuem-se massivamente, inclusive como simples canalhas oportunistas, pelos partidos políticos.
Aqueles que - como Graça Salgueiro - enxergam a realidade, sabem que estamos sendo encaminhados para um gigantesco banho de sangue, que a apatia e inércia das pessoas de bem ante a progressão deste estado de coisas faz cada vez mais inevitável.
E se vc crê que estou sendo excessivamente pessimista... ...meus votos para que seu acordar não seja muito doloroso.
M.

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Fonte: Mídia Sem Máscara
Imprensa venal firme em seu papel de “companheira de viagem
por Graça Salgueiro em 16 de fevereiro de 2007

por Graça Salgueiro

Quando será a vez dos “jovens idealistas” latino-americanos sentarem no banco dos réus para responder por todos os seus crimes de terrorismo praticado nas décadas de 60 a 90?

Desde que, na Argentina, o ex-militante montonero Nestor Kirchner eleito presidente da República, resolveu revogar num ato de vil revanchismo a Lei de Anistia excluindo da mesma os combatentes (Forças Armadas, de Segurança e Policiais) do terrorismo da década de 70, a Justiça vem realizando julgamentos dos quais as condenações têm sido longas na maioria dos casos. No dia 1º de fevereiro foi a vez do depoimento do Vice-Almirante Luis María Mendía de 83 anos (que já cumpria prisão domiciliar), que foi Comandante das Operações Navais da ESMA (Escola de Mecânica da Armada) e que está sendo acusado, dentre outros crimes, de ser responsável pelo que ficou conhecido como “Vôos da Morte”, do qual diz-se terem desaparecido as marxistas monjas missionárias francesas.

Quem acusou o Vice-Almirante deste delito foi o Capitão-de-corveta Adolfo Scilingo em declarações ao jornalista Horacio Verbitsky, presidente do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), - curiosamente, Verbitsky é um “ex”-terrorista com várias mortes em seu currículo – um dos organismos de direitos humanos. Depois de admitir em 1994 que ele mesmo participou dos tais vôos oferecendo muitos detalhes, mais tarde Scilingo viajou voluntariamente à Espanha para desfazer a mentira perante o midiático juiz Baltazar Garzón quando foi detido, processado e condenado em 2005 a 640 anos de prisão por crimes de lesa-humanidade.

Mesmo tendo desmentido a existência dos “vôos da morte” e de ter inocentado o Vice-Almirante Mendía, o processo permaneceu com a calúnia, do mesmo modo que aconteceu no caso do Capelão da Polícia de Buenos Aires, aqui.

A agência estatal Telam foi a responsável pelo repasse do depoimento à agência AP e esta lançou no mesmo dia, em nível mundial, que o Vice-Almirante havia “assumido” a responsabilidade pelas mortes na Argentina e “admitido” pela primeira vez os “vôos da morte”. Ainda no mesmo dia lia-se em letras garrafais no El Nuevo Herald de Miami: Líder militar assume mortes na ditadura argentina”. O texto parecia copiado de outros jornais e a tônica, carregada de tintas fortes, era a “confissão de culpa” do Vice-Almirante Mendía sobre a existência e sua responsabilidade sobre os “vôos da morte”.

Em nenhum momento lê-se tal declaração no depoimento de Mendía. A imprensa comprometida não com a verdade mas com a calúnia e difamação daqueles que com o sacrifício das próprias vidas tentaram livrar o país (e isto aplica-se não só à Argentina mas ao Brasil, ao Chile, ao Uruguai, ao Paraguai) do comuno-terrorismo, resolveu “interpretar”, através de sua ótica revanchista e venal que, ao assumir a responsabilidade pelo comando das operações, Mendía automaticamente admitia os crimes dos “vôos da morte”.

No dia seguinte, 02 de fevereiro, a Srª Miriam Mata, uma cubana exilada em Miami desde 1961 depois de ter seu pai fuzilado em Cuba por Che Guevara, recorre ao site da AP e pede que a notícia seja corrigida. O site oferece um e-mail para que os leitores se comuniquem com eles, informando que a nota será enviada ao repórter responsável pela matéria mas, apesar de ter feito a solicitação por escrito e por telefone, durante dois dias seguidos o El Nuevo Herald de Miami continuou a publicar em sua página da internet a mesma notícia fraudulenta conforme relata a Srª Miriam. “Apesar de pedir correção por escrito e telefonicamente à informação publicada por El Nuevo Herald de Miami em sua página web dois dias consecutivos, e de solicitar a publicação do que havia dito na Corte o ex Vice-Almirante argentino Luis María Mendía e Gustavo Luis Breide Obeid sobre Cuba, não me deram resposta alguma. Hoje, 7 de fevereiro, os jornais da Argentina e uma página web haitiana de Nova York, ainda publicam a desinformação”.

No dia 7 de fevereiro, entretanto, o site da AP responde à mensagem da Srª Miriam mas pede que seja confirmado por escrito, pelo próprio Mendía ou por seu advogado, que a íntegra do depoimento publicado pelo site SEPRIN é autêntico, o que comprovaria que nada acerca dos “vôos da morte&rdquo
; fora citado na Corte.


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