Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Fevereiro 2007
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05/02/07
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A apoteose da burrice nacional - Olavo/DComércio -
05.02.2007
--- Original Message -----
From: M
Sent: Monday, February 05, 2007 8:05 AM
Subject: : A apoteose da burrice nacional - Olavo/DComércio -
05.02.2007
Aí vai mais uma aula e, como sempre, brilhante.
Bom proveito.
Abs
M.
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Fonte: OlavodeCarvalho.org
A
apoteose da burrice nacional por Olavo de Carvalho, de
Washington, DC
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 5 de fevereiro de 2007
“Estão internacionalizando a Amazônia. Não dá para entender como um processo
desses ocorre no governo do PT”, exclama o senador Pedro Simon, diante do
projeto governamental que permite à União conceder à iniciativa privada a
administração e exploração econômica das florestas nacionais. Ora, se o
senador lesse os meus artigos ou assistisse às minhas conferências, não
estaria tão surpreso diante do óbvio. Desde pelo menos dez anos antes da
eleição do sr. Luís Inácio para a Presidência da República eu advertia: “Se
vocês querem saber o que é entreguismo, esperem o PT chegar ao poder.”
Por que eu dizia isso? Dizia-o pelo mesmo motivo que me levou a publicar, no
Jornal do Brasil do dia 1º., a seguinte notinha:
“Elogiado em San Salvador pela sua fidelidade inflexível ao movimento
comunista, homenageado na mesma semana em Davos pela sua conversão ao
capitalismo, o presidente Luís Inácio Lula da Silva parece ser o maior
enigma ideológico de todos os tempos. Porém ainda mais admirável é a recusa
geral da mídia em notar o paradoxo e pedir explicações ao personagem. O
cérebro nacional tornou-se tão lerdo e apático que já aceita sem reagir as
informações mais desencontradas, a tudo aquiescendo com indiferença bovina e
uma reconfortante sensação de normalidade.”
A solução do enigma Lula é, ao mesmo tempo, a resposta à perplexidade do
senador Simon. Tudo isso seria claro como um diamante, se não estivéssemos
num país onde não entender nada é um dever patriótico. Já expliquei mil
vezes, mas vou começar tudo de novo:
Enquanto os nacionalistas brasileiros, burros e intoxicados de esquerdismo,
continuam bradando contra o bom e velho “imperialismo ianque” dos anos 40 e
vendo nos conservadores americanos a encarnação máxima desse fantasma glutão
inventado por Stálin, muita coisa sucedeu nos EUA que escapa totalmente ao
seu acanhado horizonte de visão. A principal é que um grupo de milionários,
senhores quase absolutos da grande mídia e do establishment universitário,
embarcou com todas as suas armas e bagagens na aventura utópica do governo
mundial destinado a transcender e suprimir a república norte-americana. Não,
não se trata de nenhuma trama secreta. Está tudo publicado, explicado,
oficializado. Revolucionários desse porte não apostam no seu próprio
segredo, mas na estupidez das massas que não enxergam o que está diante do
seu nariz.
Muitas vezes mencionei aqui a comissão parlamentar de inquérito (Reese), que
já nos anos 50 havia provado o empenho de várias fundações bilionárias no
sentido de minar a identidade nacional, a cultura e a capacidade de defesa
da nação americana, de modo a criar um centro de poder transnacional
independente, sustentado na tripla base da economia globalizada, dos
organismos internacionais e do controle sobre a rede de movimentos
subversivos e revolucionários espalhados pelo mundo. Desde então esse
projeto deu passos enormes no sentido da sua realização.
Em 1994, no “Relatório sobre o Desenvolvimento Humano”, a ONU já declarava
abertamente:
“Os problemas da humanidade já não podem ser resolvidos pelos governos
nacionais. O que é preciso é um Governo Mundial. A melhor maneira de
realizá-lo é fortalecendo as Nações Unidas.” (V. mais explicações em http://www.olavodecarvalho.org/semana/040103globo.htm.)
No ano seguinte, a resolução aparecia sob a forma de um plano detalhado,
“Our Global Neighborhood,” publicado pela Comissão de Governança Global, que
pregava “a subordinação da soberania nacional ao transnacionalismo
democrático”. As etapas necessárias para a consecução do objetivo incluíam:
1. Imposto mundial. 2. Exército mundial sob o comando do secretário-geral da
ONU. 3. Legislações uniformes sobre direitos humanos, imigração, armas,
drogas etc. (sendo previsível a proibição dos cigarros e a liberação das
drogas pesadas). 4. Tribunal Penal Internacional, com jurisdição sobre os
governos de todos os países. 5. Assembléia mundial, eleita por voto direto,
passando por cima de todos os Estados Nacionais. 6. Código penal cultural,
punindo as culturas nacionais que não se enquadrem na uniformidade
planetária “politicamente correta”. (V. http://www.sovereignty.net/p/gov/gganalysis.htm
e http://www.olavodecarvalho.org/semana/030524globo.htm.)
O Tribunal Penal Internacional já é uma realidade desde 1998. O código penal
cultural já estava informalmente em vigor antes dessa data (expliquei isso
na palestra que fiz em 8 de julho de 1997 na Casa de América Latina, em
Bucareste, Romênia, depois reproduzida em O Futuro do Pensamento Brasileiro,
Rio, Faculdade da Cidade Editora, 1997; os intelectuais romenos entenderam
imediatamente a importância do recado, que proliferou em convites para
debates nas semanas seguintes; os brasileiros continuam imunes e sonsos.) As
legislações uniformes já são uma realidade patente, especialmente nos campos
dos direitos humanos, saúde e educação – com resultados uniformemente
desastrosos nas três áreas. Faltam o imposto mundial, a assembléia global e
o exército único. Passos importantes na direção deste último vêm sendo dados
diariamente, com a ajuda da grande mídia mundial, no sentido de negar o
direito de defesa às nações atacadas (principalmente quando essas nações são
os EUA e Israel) e de atribuir à ONU o monopólio da atividade guerreira
legítima.
De acordo com Jim Garrison, presidente do State of the World Forum (que ele
fundou em parceria com Mikhail Gorbachev) e talvez o principal teórico da
transmutação globalista hoje em dia, a função dos EUA resume-se à de um
“império transitório” destinado a dar à luz o governo mundial e dissolver-se
nele, desaparecendo como unidade identificável (v. http://www.wie.org/j24/garrison.asp).
O projeto globalista abrange ainda uma reforma radical da mentalidade humana
em escala planetária, mediante a imposição de novos critérios morais, como o
casamento gay, o abortismo, o feminismo, a eutanásia, sempre de maneira
rápida e inquestionada, reprimindo-se por meio do combate publicitário e
judicial qualquer resistência possível. O objetivo final é a supressão da
tradição religiosa judaico-cristã e sua substituição por uma religião
biônica mundialista, com fortes tonalidades ocultistas e ecológicas. Graças
à ação intensiva da ONU e da rede de ONGs associadas, essa parte do programa
está em fase avançada de implementação. Só para dar um exemplo entre
milhares: em inúmeras escolas públicas dos EUA e da Europa as crianças são
obrigadas a participar de rituais consagrados à “Mãe Terra”, de inspiração
nitidamente teosófica, ao passo que as orações cristãs em público são
proibidas e o simples ato de carregar uma Bíblia é motivo de punição. A
repressão legal ao cristianismo espalha-se rapidamente por todos os Estados
americanos, enquanto as entidades religiosas tradicionais se vêem
repentinamente privadas do acesso a verbas públicas concedidas generosamente
a organizações gays, comunistas, islâmicas etc.
Garrison é cínico o bastante para proclamar que a liderança americana tem de
ceder ante o projeto global porque, “para alcançar a grandeza, um império
necessita de uma visão transcendental que possa unir os elementos dispersos
num propósito abrangente. Ele tem de ser fundamentalmente construtivo e não
destrutivo”.
Ora, uma coisa é um corpo de valores e princípios capaz de orientar a
humanidade na direção de instituições políticas mais racionais e mais
humanas. Outra coisa é um projeto de dominação abrangente. Quem quer que, no
mundo, fale em liberdade, democracia, direitos humanos, garantias
constitucionais, aprendeu isso com o exemplo vivo da nação americana e com
ninguém mais. Esses valores, como já assinalava Alexis de Tocqueville,
surgem da síntese tipicamente americana das exigências políticas do
iluminismo inglês (muito diferente do iluminismo revolucionário da Europa
continental) com as tradições cristãs trazidas ao Novo Mundo no bojo do
Mayflower. Milhões de americanos morreram nos campos de batalha da Europa e
da Ásia, não para escravizar e explorar os vencidos como o fizeram a
Alemanha nazista e a URSS, mas para criar democracias independentes,
pujantes, capazes de concorrer com a própria economia americana e de
oferecer resistência aos EUA na arena da diplomacia mundial.
Em comparação, que valores e princípios nos oferece a elite globalista? O
abortismo, a eutanásia, o ateísmo militante, a destruição das identidades e
tradições nacionais, a tirania dos regulamentos econômicos uniformes que
subjugam e estrangulam povos inteiros, a imposição de normas culturais
aberrantes e fúteis inspiradas no lixo teosófico de Madame Blavatski, Alice
Bailey e Aleister Crowley. (V., além do já abundantemente citado False Dawn,
de Lee Penn, Under the Spell of Mother Earth, de Berit Kjos, Wheaton,
Illinois, Victor Books, 1992, e The Hidden Dangers of the Rainbow. The New
Age Movement and Our Coming Age of Barbarism, Shreveport, Louisiana,
Huntigton House, 1983.)
Nos EUA, a linha divisória da disputa política é entre os adeptos da
soberania nacional (conservadores) e os da submissão à estratégia globalista
(“liberals”, no sentido americano do termo, e esquerdistas em geral). A
posição do presidente Bush é ambígua, na medida em que por um lado busca
afirmar o poderio americano no Iraque mas por outro lado está comprometido
até à medula com o projeto globalista da “North American Commonwealth”, a
dissolução dos EUA numa unidade multinacional com o México e o Canadá. Bush,
por mais conservador que se pretenda em questões de moral, é no fim das
contas um membro do CRF, Council on Foreign Relations, o mais poderoso think
tank pró-ONU, diretamente responsável pela concepção da Commonwealth. Falar
em projeto, no caso, é eufemismo, pois Bush já assinou um protocolo de
intenções com o presidente do México e o primeiro-ministro do Canadá, dois
anos atrás, comprometendo-se a realizar a fusão. O documento permaneceu
secreto até que um cidadão desconfiado apelou ao Freedom of Information Act
(uma das maravilhas da democracia americana) e obrigou o governo a revelar
seu conteúdo. Quem quiser informação atualizada a respeito, leia o número de
janeiro da revista Whistleblower (www.wnd.com).
Tudo isso é a substância do debate político diário nos EUA. Não há um só
cidadão americano maior de idade que ignore que essas questões abrangentes,
muito mais do que a invasão do Iraque em particular, são o fundo da disputa
de entre o governo americano e a ONU. Ninguém nos EUA ignora que o destino
da humanidade nas próximas gerações depende de uma escolha fundamental
quanto à hierarquia de poder no mundo: continuará a existir um sistema de
nações independentes, mais ou menos garantido pela hegemonia política,
militar e econômica da democracia americana, ou esta cederá o lugar à uma
burocracia global firmemente disposta a eliminar a soberaria nacional dos
EUA e, junto com ela, a de todas as demais nações?
Os cretinos que, no Terceiro Mundo, esbravejam contra o “imperialismo
ianque” e buscam abrigo na “ordem internacional” representada pela ONU são
servos conscientes ou inconscientes do mais gigantesco, ambicioso e
desavergonhado plano imperialista que alguém já ousou conceber – algo que
ultrapassa, em amplitude e desejo de poder, os mais megalômanos sonhos de
Hitler, Stalin e Mao Dzedong.
Do ponto de vista econômico, esse plano pode ser resumido na fórmula: usar o
crescimento econômico globalizado como instrumento para fortalecer a
burocracia internacional que o regula e o administra. É uma receita quase
infalível, capaz de atrair a colaboração de correntes políticas as mais
heterogêneas, com a condição de que não questionem as implicações mundiais
do plano e se atenham aos aspectos parciais e regionais que pareçam
coincidir momentaneamente com as suas idéias e programas. Liberais que,
obsediados pela liberdade econômica, vejam nela uma causa sui e se tornem
cegos para os fundamentos culturais, religiosos e morais que a possibilitam
são utilíssimos para promover a destruição desses fundamentos em nome da
primazia do “mercado”, senão da “racionalidade científica”. Nacionalistas de
esquerda intoxicados de anti-americanismo são ótimos para sacrificar a
soberania de seus países no altar do imperialismo global no instante mesmo
em que imaginam salvá-la dos EUA. Comunistas e enragés em geral, empenhados
em criar blocos econômico-militares regionais para “resistir ao imperialismo
ianque”, esses então são os queridinhos por excelência do globalismo:
espalham ódio ao principal adversário do esquema, fortalecem a ONU e, de
quebra, já vão promovendo as integrações regionais que, pelo menos desde
Hans Morgenthau foram admitidas como a única via possível para a implantação
do governo mundial. Dos socialdemocratas embriagados de “Terceira Via”,
então, não preciso nem falar: esses são a própria burocracia internacional
em ação. Vocês entendem agora o que Garrison queria dizer com “visão
transcendental que possa unir os elementos dispersos num propósito
abrangente”? Não se trata de valores civilizacionais, mas apenas de uma
estratégia global capaz de atrair e usar em seu favor todas as cegueiras
regionais.
Ora, em matéria de cegueira, ninguém supera os brasileiros. O exemplo mais
recente é, evidentemente, a própria manifestação de surpresa do senador
Simon. Ele não tem a menor idéia de que, de todos os partidos brasileiros, o
que tem ligações mais profundas e extensas com as centrais do poder global –
e isso não vem de hoje – é o PT. Ele não enxerga sequer que a política
inteira do governo Lula, com sua característica síntese de contrários –
ortodoxia econômica e apoio declarado à revolução comunista bolivariana --,
recebe tanto aplauso internacional porque nela confluem harmonicamente (pelo
menos até agora) as duas linhas de ação principais do esquema globalista:
economia mundial administrada e utilização dos movimentos subversivos e
revolucionários contra os EUA. O senador tem mesmo de estar surpreso. Como
todo brasileiro falante, ele lê a grande mídia nacional e se acha informado.
É o mesmo que enfiar a cabeça num buraco. Querem ver até que ponto a mídia
nacional está ocultando o que acontece no mundo? Vejam a ilustração deste
artigo. É uma primeira página do jornal El Mercurio, do Chile. Vocês
imaginam essa matéria publicada na capa da Folha ou do Globo? Impossível.
Esses jornais podem dar uma agulhadinha ou outra em Hugo Chávez (o que, no
ambiente nacional, já basta para serem rotulados de “direitistas”), mas
jamais darão ao leitor uma idéia exata da gravidade do estado de coisas na
Venezuela. Ou em qualquer outro lugar do mundo. Seu repertório é
estritamente limitado ao temário-padrão das discussões internas da esquerda.
Um cérebro alimentado desse material tem mesmo de ficar chocado com o que
lhe parece uma “virada” pró-imperialista do PT. Porque jamais soube o que é
o PT.
Querem outro exemplo? Vejam o “Relatório de Situação" elaborado pelo Grupo
de Trabalho da Amazônia (GTAM) e distribuído entre integrantes e
colaboradores do chamado Sistema Brasileiro de Inteligência, cujo órgão
central é a Agência Brasileira de Inteligência (Abin):
“A questão indígena atinge uma gravidade capaz de pôr em risco a segurança
nacional. Considerando a atual reivindicação de autonomia e a possibilidade
de futura reivindicação de independência de nações indígenas, o quadro geral
está cada vez mais preocupante, especialmente na fronteira norte. As
organizações não governamentais (ONGs), algumas controladas por governos
estrangeiros, adquiriram enorme influência, na maioria das vezes usada em
benefício da política de suas nações de origem, em detrimento do Estado
brasileiro. Na prática, substituem, nas áreas indígenas, o governo
nacional.”
“Quanto à presença militar estadunidense na Amazônia, um componente
relativamente novo na questão da segurança da região amazônica brasileira é
a crescente presença de assessores militares estadunidenses e a venda de
equipamentos sofisticados às Forças Armadas colombianas, pretensamente para
apoiar os programas de erradicação das drogas, mas que podem ser utilizados
no combate às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ao ELN
(Exército de Libertação Nacional).”
Nem comento a redação, obra de semi-analfabetos. Ao longo de todo o
documento, a sigla ONU nem mesmo aparece. A transformação das áreas
indígenas em nações independentes, para quebrar a espinha dos Estados
nacionais a que pertencem, é um objetivo repetidamente proclamado pela ONU,
e as organizações não-governamentais presentes na Amazônia são todas
associadas à ONU, mas os iluminados experts militares que elaboraram o
“Relatório de Situação” não têm a coragem, não têm a hombridade – ou não têm
a inteligência -- de declarar que o território amazônico está sendo ocupado
pelo mesmo esquema internacional que orienta e subsidia os movimentos
anti-americanos por toda parte.
Preferem fazer de conta que as únicas forças agentes no cenário do mundo são
os Estados nacionais e, por via desse raciocínio, lançam a culpa de tudo nos
EUA, aproveitando a ocasião, é claro, para bajular o esquerdismo imperante.
Afinal, depois de apanhar tanto dos esquerdistas, alguns dos nossos bravos
militares parecem ter chegado à conclusão de que é melhor humilhar-se
voluntariamente do que sofrer humilhação forçada. Falam da honra das Forças
Armadas, mas lhe dão uma interpretação psicológica peculiar: não há desonra
em apanhar de alguém a quem se ama; logo, se você está sendo surrado, salve
a honra apaixonando-se pelo agressor.
O detalhe especialmente calhorda do relatório é a insinuação – sem a mais
mínima prova -- de que o governo americano fornece armas às Farc. Ora, o
governo Hugo Chávez fornece armas às Farc, reconhecidamente, abertamente, e
nunca os distintos autores dessa peça abjeta de desinformação reclamaram no
mais mínimo que fosse. As Farc são o movimento armado mais hidrofobicamente
anti-americano que já existiu no continente, mas é certo que têm boas
relações com a central globalista que fomenta o anti-americanismo no mundo
(v. meu artigo “Por trás da subversão”, http://www.olavodecarvalho.org/semana/060605dc.html).
Quanto ao Plano Colômbia, eu mesmo já denunciei, vezes sem conta que foi um
ardil globalista concebido para usar uma agência do governo americano como
instrumento para entregar às Farc o monopólio do narcotráfico no continente,
dando ainda aos esquerdistas, únicos beneficiários do plano, o pretexto de
condená-lo da boca para fora como como “ingerência imperialista”. Mas os
srs. membros do Grupo de Trabalho da Amazônia não gostam de distinções
sutis. Para eles, tudo o que é estrangeiro é “gringo” e, portanto, é agente
do imperialismo americano. E que haja alguma ligação, mesmo remota, entre a
invasão da Amazônia por agentes da ONU e o projeto governamental que tanto
surpreende o senador Simon é coisa que, decerto, nem lhes passa pela cabeça.
O PT está acima de qualquer suspeita. O PT é esquerda, portanto é patriota.
O PT gosta da ONU, portanto a ONU nada faria contra nós. Nosso inimigo é o
Tio Sam, é a direita, são os conservadores americanos. O Brasil, em suma,
tem um serviço de inteligência devotado ao emburrecimento próprio e da nação
inteira. O “Relatório de Situação” seria apenas o manifesto da Agência
Nacional de Falta de Inteligência, se não fosse também o do falso
patriotismo.