Blog do M
(Márcio Del Cístia)
Agosto 2007
Índice Geral
09/08/07
• Imprensa silenciou sobre o fato
----- Original Message -----
From: M
To: undisclosed-recipients
Sent: Thursday, August 09, 2007 12:15 PM
Subject: Imprensa silenciou sobre o fato
Uma primeira faísca correu ruas e avenidas em algumas
capitais, neste último dia 4. Breve e curta, mas não inócua: fez suar a
canalhada desde as sacristias vermelhas, passando pelas redações, levando o
desdedado a guinchar ameaças.
Nossa gente começa a acordar.
Mas, apenas começa. Cartazes gritaram contra corrupção, incompetência e
impunidade, evidenciando que o núcleo do problema, o foco gerador das
pestilências, parece não ser sequer suspeitado:
os planos de poder oriundos da maior organização comunista na história, o Foro
de São Paulo.
Por que razão a palavra 'comunista' - totalmente omitida nas passeatas - há
décadas anda ausente da mídia? E você deve lembrar-se que era um dos termos
proibidos na proposta fracassada da tal "Cartilha Politicamente Correta", em que
um debilóide comuno-petista emulava o Big Brother orwelliano.
Pensamos com palavras.
Nomear um fenômeno é focar a consciência sobre sua singularidade, destacando-o
de um fundo impreciso de sensações. Ampliamos a compreensão ao destacar-lhe
facetas pela criação de sinônimos. Com palavras refinamos conceitos, tijolos na
arquitetura do pensar.
O totalitarismo comunista é uma perversão de alma que apodrece a essência humana
ética, uma instância verdadeiramente inteligente que se alimenta da Verdade; a
profunda estupidez suicida que os transforma em monstros, não os torna burros,
antes agudiza a astúcia a serviço da insídia.
O idioma "politicamente correto", imposto pelos 'agentes de influência' e já
largamente disseminado no falar de nossa gente, é uma potente arma na guerra
psicológica na medida em que o pensamento divergente dos valores e objetivos
comunistas se faz literalmente inconcebível, pelo menos naquilo que depende de
palavras.
"Tal resultado é alcançado parcialmente com a invenção de novas palavras, mas
sobretudo através da eliminação de palavras indesejáveis e despindo as restantes
de qualquer significação heterodoxa e, tanto quanto possível, de significado
secundário, seja ele qual for. Reduziu-se o número de palavras pois cada redução
era um ganho, pois menos escolhas havia e menor era a tentação de pensar." ...
"Um dos objetivos da 'novilíngua' (vide Orwell) é apagar as emoções e tornar
tudo pasteurizado, anódino, sem emoção. Os sentimentos devem ser varridos para
debaixo do tapete." ( Félix Maier citando G.Orwell, "1964" in "Politicamente
correto: a transgenia das palavras", Mídia Sem Máscara, 13/08/03.)
Que isto funciona fica óbvio tanto na ausência da palavra comunista nos cartazes
das manifestações, no foco exclusivo sobre corrupção e incompetência, quanto na
apatia geral em relação à devolução dos atletas cubanos ao carrasco
comuno-caribenho. E ainda mais se alargamos a visão sobre a inércia indiferente
generalizada ante a continuada destruição comuno-petista do Estado de Direito.
Se tais fatos são-lhe claros, se percebe a urgência de reação, divulgue
maximamente os termos adequados:
comunista, comuno-petista e as equiparações petista = comunista = ditadura
totalitária = genocídio = morte da liberdade; comuno-petista = pobreza material
e moral, etc.
O antídoto para o veneno insensibilizador do 'politicamente correto' é a Verdade
com todo seu conteúdo sadiamente emocional.
Lembre-se, a omissão das palavras devidas equivale à omissão da Verdade e,
acredite, a trabalhar a favor do inimigo.
Abs
M.
---------------------
CUBANOS LIVRES?
08.08, 18h06
por Denis Lerrer Rosenfield
Se o Brasil não estivesse tão amortecido pela série de escândalos, a sua reação
deveria ter sido outra em relação à deportação de dois atletas cubanos. O
inverossímil parece ter invadido o nosso cotidiano, como se nada mais tivéssemos
a fazer do que contemplar a irresponsabilidade ou a mentalidade autoritária de
nossos governantes. Estamos entrando no realismo socialista fantástico!
Dois atletas cubanos desertaram de sua delegação durante os Jogos Panamericanos.
Se fugiram, é certamente porque não se sentiam livres e não tiveram outra opção
de comportamento. Se as coisas estivessem acontecendo normalmente, teriam pedido
uma autorização para uma festa com bonitas cariocas, regadas à bebida.
Policiados, não tiveram outra opção senão a fuga.
Conhecendo o regime de Fidel Castro - uma ditadura socialista que se caracteriza
pela negação sistemática dos direitos humanos -, sabemos que esses atletas,
mesmo fora de seu país, continuam vivendo dentro de uma prisão. O seu Estado é
denominado de "democracia popular". Se lá fosse o paraíso, ninguém gostaria dele
escapar. A permanência seria voluntária. Se todos estão encarcerados, é porque
estão obrigados a viver nesse "paraíso", de grades intransponíveis. A democracia
popular é a "democracia prisional".
O Brasil é uma terra de acolhida e de asilo. Inclusive criminosos têm encontrado
guarida em nosso país. Pedidos de extradição são sistematicamente negados pelo
Supremo Tribunal Federal. Muitas dessas pessoas circularam livremente pelo país
antes de terem o seu asilo concedido. Os que ficam nas dependências da Polícia
Federal não se tornam meros reclusos, na medida em que são atendidos por
advogados, podendo mesmo comunicar à imprensa as suas condições de detenção ou
as suas demandas.
O que aconteceu agora? Tudo é muito estranho. A polícia agiu rapidamente para
prendê-los, contrastando com a lentidão que é normalmente a regra nesses casos.
A desculpa apresentada de que foram simplesmente pegos por não portarem
documentos não se sustenta. Certamente, os policiais tinham fotos deles,
provavelmente fornecidas pela Polícia cubana.
Uma vez presos, nada mais se soube deles, senão aquilo que foi comunicado pela
Polícia Federal, como se fossem indivíduos que não gozam do direito de uso de
sua própria palavra. A liberdade de expressão lhes foi liminarmente negada, num
modo de funcionamento cubano. A imprensa não teve a eles acesso. A OAB tampouco.
Uma característica brasileira das mais importantes atualmente é a liberdade de
expressão e a liberdade de imprensa, direitos que são efetivamente exercidos em
nosso país. De repente, esse direito é negado a pessoas que simplesmente
sonharam em ter uma outra vida. Se é verdade que quiseram voltar a Cuba, por que
não o disseram em uma entrevista coletiva, livre? É curioso que esse desejo seja
mudo, como se fossem pessoas incapazes de dizerem o que pensam, autonomamente.
A rapidez com que tudo aconteceu não deixa de espantar. Direitos foram
aparentemente atropelados. A dúvida não pode deixar de ser exercida,
considerando o passado e presente do regime cubano, sistemático agressor dos
direitos mais básicos da cidadania.
Um avião cubano, enviado pelo ditador, veio buscá-los. Fidel Castro mesmo
reconhece que o país é pobre. O que ele não diz, é que sua pobreza é o resultado
do socialismo. A pobreza socialista. No entanto, para armas e aviões, os
recursos não são escassos. Poderiam ser mais bem empregados para alimentar a sua
própria população. Contudo, um traço de regimes ditatoriais consiste em não
poupar recursos para as atividades de policiamento da população, pois, sem
essas, a dominação cairia por si mesma, por força da gravidade política da
liberdade. Se os cubanos quisessem verdadeiramente voltar para o seu país,
utilizariam aviões de linha, voluntariamente. Concederiam alegremente
entrevistas nos saguões dos aeroportos. Expressariam claramente o seu desejo e a
sua decisão. Hoje, estão "alegremente" em casas de detenção. O que dizem as
nossas autoridades?