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(Márcio Del Cístia)

Abril 2007               Índice Geral


09/04/07

ENTREVISTA DO GENERAL VALDÉSIO GUILHERME

----- Original Message -----
From: M
Sent: Monday, April 09, 2007 1:36 PM
Subject: ENTREVISTA DO GENERAL VALDÉSIO GUILHERME

Amigo/a,
veja a entrevista abaixo antes de ler estes comentários.

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Há declarações que merecem reflexão mais funda.
1. A revisão da Lei da Anistia - Há uma motivação estratégica. Qual é eu não sei.
2. Vem aí um doido e resolve se perpetuar no poder. Se o Congresso mudar a Constituição, vamos bater palmas.
3. Ustra - Faça-se uma lei que revogue a da Anistia e aí processe.

O Gal.Guilherme é um ministro do Superior Tribunal Militar, cargo que evidentemente obriga seu discurso aos limites da Lei. Entretanto, diferentemente do ministério comuno-petista, não ocupa tal função por ser mais um idiota corporativo. Ele sabe que:
Chávez apossou-se do Congresso Venezuelano, mudou a Carta Magna e fez-se ditador vitalício. Dentro da Lei.
Morales segue modelo igual para esticar seu mandato até 2018. Pra começar.
Em entrevista na última Veja, Tarso Lero Genro, jura de pés juntos não haver entre PeTralhas intenções de perpetuação no poder: Ameaçar a democracia?! Nós?!!! Que absurdo!
Claro, deve existir tonto tão tonto que ainda acredite em comuno-petista.

Mas o Superior Tribunal Militar não abriga tontos.

A Constituição postula e normatiza a alternância no poder por agremiações políticas pelo sistema eleitoral. Tivemos, ano passado, um exemplo desta maravilha: Alckmin, PSDB, numa batalha de canhões, se limitam a um estilingue. Sabidamente não é - são - imbecis, nem loucos. A terceira opção dá no prego: não houve batalha, mas um teatrinho gramsciano pra cegar os otários quanto a um joguinho de cartas marcadas.
E a Constituição que se foda.
Há denúncias sérias, acusações gravíssimas por técnicos e cientistas, quanto à fácil fraudabilidade das urnas eletrônicas - mas nunca apuradas, morrendo, uma a uma, em silêncio ominoso.

Mas o Gal.Guilherme submete-se à Constituição.

Que é mutável pelo Congresso, hoje um descarado logradouro de compra-e-venda onde os raros honestos estão mais perdidos que cego em tiroteio.

Mas o Gal.Guilherme respeita as decisões congressuais e suas leis.

Que crescentemente favorecem os planos do Foro de São Paulo rumo à ditadura comuno-petista.
Respeita estas leis sobre as quais estes mesmos comuno-petistas mijam abundante e alegremente todos os dias.
Respeita a Carta Magna com que os castro-lulistas limpam a bunda diariamente.

Frédéric Bastiat, com a aguda e sintética lucidez do gênio, define 'lei' como a organização coletiva do direito individual à legítima defesa, deixando claro o implícito - que o direito individual - à Vida, à liberdade e à propriedade - é anterior às leis e

SUA ÚNICA ORIGEM VÁLIDA!

Eticamente, um governo, enquanto produto de leis, existe para servir à Nação, depositária plena do direito individual e coletivo.
Eticamente, as Forças Armadas existem exclusivamente para apoiar pela força das armas este direito natural. Sua subordinação hierárquica só é eticamente válida enquanto seu Comando Supremo e suas instituições se alinharem ao direito básico do indivíduo, que se multiplica na Nação.
Estou afirmando com todas as letras:

AS FORÇAS ARMADAS EXISTEM PARA SERVIR À NAÇÃO.

Não a governos.
E jamais a um governo espúrio que não apenas não representa a Nação, mas que claramente opera leis igualmente espúrias no sentido de escravizá-la.
A seqüência em corolários é evidente por si mesma...
Abraço grande,
M.


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'O que já se gastou de dinheiro atrás de osso!'


Ministro do Superior Tribunal Militar (STM) e general da reserva, Valdesio Guilherme de Figueiredo quebra o silêncio da cúpula do Exército e com tom direto reage às recentes manifestações de apoio à punição de militares envolvidos em tortura durante o regime. Ele defende o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de "apenas torturar", e diz que há ministro do governo Lula que "já matou".
O general Guilherme, como é conhecido, avisa também que o Exército não mudou, apenas se recolheu.
E que irá intervir "se algum doido decidir se perpetuar no poder". Sobre os desaparecidos políticos, ele diz que o governo já gastou dinheiro demais "à procura de osso" e que a culpa é dos próprios guerrilheiros, que deixaram os corpos lá "para a onça comer".
Evandro Éboli

BRASÍLIA

O GLOBO: Setores do governo, familiares de perseguidos políticos e movimentos de direitos humanos defendem punição aos militares do governo militar. O que o senhor acha disso?

GENERAL GUILHERME: A Lei de Anistia foi sancionada pelo último presidente do ciclo militar e quem cometeu delito está usufruindo dela. E bem. Estão bem remunerados. Agora, quem cometeu delito do outro lado o fez sob a égide de uma Constituição, de 1967. Se comparar a pensão do presidente da República (R$ 4,5 mil) com a pensão dos pais do Mário Cozel Filho (soldado que morreu num atentado) é ridículo. Hoje, aqueles que cometeram delitos estão sendo premiados. Agora, não se pode dizer que o Exército é torturador, isso e aquilo. Meia dúzia de malucos faziam isso.

• O senhor considera revanchismo esses assuntos, como revisão da Lei de Anistia, aparecerem agora?

GENERAL GUILHERME: Como isso parte da cabeça de pessoas inteligentes, não acredito em isolamento, mas sim em estratégia. Existe uma motivação. Qual é, eu não sei. Não quero ser um complicador da política do Brasil, cada vez mais complicada. Agora, a soberania vai ter que ser defendida de qualquer jeito. Essa conversa de que o Exército mudou é conversa fiada. As Forças Armadas não mudaram nada, porque não mudam nunca. Apenas se recolheram. Agora, se tiver que intervir, claro que vão
intervir. É missão constitucional, a garantia da lei, da ordem e das instituições. Vem um doido aí e resolve dar uma de presidente da Venezuela e querer se perpetuar no poder. Quer dizer . Se o Congresso mudar a Constituição, vamos bater palmas. Se não mudar, aí não pode. É lógico que tem que haver uma defesa das instituições.

• Uma família de ex-militantes do PCdoB está processando o coronel Brilhante Ustra, para que ele seja considerado oficialmente um torturador. O que o senhor acha disso?

GENERAL GUILHERME: Vai se preocupar com Ustra?! Por que não se preocupar com tanto ministro que está aí e que fez pior que o Ustra? Tem ministro aí que matou. Enquanto o Ustra dizem apenas que torturou. Não consta que ele tenha matado ninguém.

• O senhor receia que o processo contra o coronel Ustra abra um precedente?

GENERAL GUILHERME: Numa ditadura se faz o que quer independentemente da lei. E não sei se agora estamos numa ditadura. Faça uma lei e revogue a Lei da Anistia! Não é mais simples? Processar, pode processar quem quiser. O Ministério Público está aí. Oferece a denúncia e o juiz aceita se quiser.
Deveríamos estar preocupados não com o coronel Ustra mas com a economia, com o desemprego, com a falta de equipamentos nos hospitais públicos, com a má qualidade do ensino.

• Os familiares reclamam da falta de informações sobre localização das ossadas dos desaparecidos. Acha possí­vel que esses restos mortais sejam encontrados?

GENERAL GUILHERME: A reivindicação é muito justa. Por outro lado, se alguém tinha obrigação de fazer sepultura de quem morreu, eram os guerrilheiros. Os militares que morreram em combate não estão desaparecidos não. Estes têm seu lugarzinho lá, arrumadinho. Agora, se largam o cara no meio do mato para a onça comer, é problema deles, não é das Forças Armadas. O que já se gastou de dinheiro atrás de osso!


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