:: o começo e o meio ainda sem fim :: PARTE 3


 


      Já no começo de 99 vieram algumas crises internas, como a saída de Alelê, as inúmeras saídas/voltas de Itamar e a busca interminável de alguém para ocupar o problemático cargo de baixista. Dois problemas foram resolvidos quando Itamar chamou Nino Rezende de Oliveira para acompanhar a banda num ensaio na varanda de Ventin (já munido de bateria própria, adquirida no início do ano), aberto a alguns amigos. Nino fazia parte, juntamente com Rodrigo "Selvagem", de uma banda de heavy metal que Itamar havia tentado formar num de seus recessos da Blekaut, e que não havia vingado. Nino foi o primeiro baixista fixo da banda desde os seus primórdios, e o fato segurou Itamar na Blekaut. 
     Nino era o único dos vários membros que haviam feito parte da banda até então que não estudava no ISBA, e isso abriu um horizonte a mais para o som do grupo, já que o baixista estudava na CEFET, onde havia uma cena musical tão grande quanto à do colégio dos demais membros. 
      Depois de alguns ensaios e vários convites para shows recusados (por falta de preparação), a banda fez a sua estréia ao vivo, na própria CEFET. O "1º Festival De Música da CEFET/BA" aconteceu em pleno dia dos namorados no estacionamento da escola. Ricardo (vocais), Itamar (guitarras e backing vocal), Nino (baixo) e Ventin (bateria) tocaram por 40 minutos, mesclando repertório próprio com algumas covers. O show não foi lá essas coisas pela falta de experiência dos quatro, mas isso só impulsionou os quatro a buscar um som cada vez melhor. Os três, melhor dizedo, já que Itamar saiu pela última vez da banda logo depois do festival. 
      Em agosto de 99, foi gravada no Estúdio Aquarius (antigo "mofão") a primeira fita demo da banda, a Demo Session #1. Com cinco músicas próprias e muitas covers, a fita recebeu vários elogios no ISBA, bem como algumas "críticas construtivas". Itamar, já fora da banda, participou da gravação, como convidado. Continuou ajudando os outros três até o final de 99. A banda percebeu que algo devia mudar com a desclassificação da música "Sair" no MUISBA 99, festival de música do ISBA. As composições estavam muito simples. Desta experiência nasceu "Por Um Segundo", música de Ricardo que foi trabalhada e se tornou o modelo para as novas composições, em se falando de estrutura. 

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