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Biografia |
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1893 ~ 1958
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Romeu
Silva
Regente,
saxofonista e compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ em 11/2/1893 e
faleceu na mesma cidade em 1/5/1958. Aos
18 anos, era funcionário dos Correios e já tocava saxofone na
orquestra do rancho Ameno Resedá. Ainda em 1911 integrou a orquestra da
Sociedade Dançante Carnavalesca Ninho do Amor, dirigida por Álvaro
Sandim. Dois anos depois, ainda na batuta de Sandim, integra a orquestra
do Rancho Flor do Abacate. Em
1923, deixando o conjunto do maestro Eduardo Souto, forma sua própria
orquestra, a Jazz-Band Sul Americano, mais tarde Jazz-Band Sul Americano
Romeu Silva. Sua orquestra tocava em festas, cabarés e na sala de
espera do famoso Cine Palais. Seu
primeiro disco foi registrado na Odeon em 1924, com os maxixes Tênis
Clube de Petrópolis (Sílvio de Souza) e Lolote estrilando
(Mário Silva). Nesta mesma época também começa a compor e grava Fubá
e Dor de cabeça. Divulgando
a música brasileira, tocando sambas, maxixes e frevos, excursionou pela
Europa. Em Portugal atuou em Lisboa nos teatros Trindade, Politeama,
Monumental e Maxim's. O sucesso o leva para outras cidades portuguesas
como: Figueira da Foz, Porto, Braga, Estoril e Coimbra. Atuou ainda em
várias cidades da Espanha, França, Bélgica, Suíça, Inglaterra, Itália e
Alemanha. No exterior chegou a gravar alguns discos com a famosa cantora
Josephine Baker. Em
1932 volta ao Brasil mas logo segue para Los Angeles, EUA, acompanhando
a delegação de atletas brasileiros aos jogos olímpicos, com a
Brazilian Olympic Band. Três
anos depois volta ao Brasil e trás em sua orquestra vários músicos
norte-americanos. Aqui atuou ainda em cafés, cinemas, teatros e no Cassino Atlântico. Chegou também a acompanhar Carmen
Miranda e o Bando da Lua em excursão pela Argentina. Em
1939, volta aos EUA para atuar no Pavilhão Brasileiro da Feira Mundial
de New York. Em 1941, novamente no Brasil, passa a tocar no Cassino da Urca até
o seu fechamento em 1946. Sua orquestra então é
desfeita e passa a trabalhar e um emprego no funcionalismo público
municipal. Completamente esquecido, no dia 1º de maio de 1958, Romeu Silva falece. Principais obras:
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