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Biografia |
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1894 ~ 1956 |
Louro Lourival Inácio de Carvalho, clarinetista, saxofonista e compositor, nasceu em Niterói, RJ, no dia 22/4/1894 e morreu no Rio de Janeiro, RJ, no dia 17/6/1956. Louro tinha os cabelos louros, daí seu apelido. Desde criança era interessado pela música. Aos oito anos improvisou um instrumento de sopro através de uma caixa de fósforos e nele tocava os sucessos da época. Empregou-se na fábrica de tecidos Companhia Manufatora Fluminense e ali, participou da banda da empresa onde iniciou seus estudos musicais. Em pouco tempo aprendeu a tocar clarineta e passou então a apresentar-se com a banda em coretos e festas públicas. Evoluído musicalmente aos 16 anos, deixou a banda e foi imediatamente contratado para reger a banda Euterpe Rio-Bonitense. Ali permaneceu, reorganizando e regendo 70 músicos profissionais, até desentender-se com um deles, fato que o levou a desligar-se. Passou então a lecionar aos instrumentistas da banda do Grupo Vinte e Um de Abril, em Capivari, perto de Campos, RJ. Foi por esta ocasião que fez a adaptação de um tema popular intitulando-a Dança do urubu. A mesma ficaria famosa, principalmente através da gravação de Pixinguinha e os Oito Batutas em 1922. Mais tarde, passou a atuar em festas, bailes, circos e cinemas do Rio de Janeiro e Niterói, quando passa a ser reconhecido. Ajudado por Chiquinha Gonzaga, formou o Grupo do Louro e gravou seu primeiro disco, na Casa Edison, registrando Dança do Urubu e a inteiramente sua, Moleque vagabundo. Ambas as gravações fizeram sucesso no Rio de Janeiro. Em 1919, apresentou-se com seu grupo no Teatro João Caetano, durante a representação das revistas A juriti, de Viriato e Chiquinha Gonzaga e As pastorinhas, de Abadie Faria Rosa e Paulino Sacramento. Em 1925, na Festa da Penha, encontrando com outro ótimo clarinetista, o Alfredinho, estabeleceram uma disputa de fôlego. Louro subiu e desceu os 365 degraus da escadaria, tocando a sua composição Choro do galo, sem interrompe-la. Dois anos depois, resolveu ir à Europa onde atuou, acompanhado por um novo grupo, no Teatro Olímpia, de Lisboa. Retornando ao Brasil, integrou ainda várias orquestras, tocando clarineta ou saxofone. Destaques musicais: |
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