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Biografia |
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1896 ~ 1969 |
Hekel Tavares Hekel
Tavares, compositor, regente, arranjador, orquestrador, folclorista,
nasceu em Satuba, AL, no dia 16/9/1896 e faleceu no Rio de Janeiro, RJ,
no dia 8/8/1969. Criança,
aprendeu a tocar harmônica, cavaquinho e piano, este último, com uma
tia. Em 1921,
transferiu-se para o Rio de Janeiro e ali estudou orquestração com J.
Otaviano. No ano
seguinte, sob a influência nacionalista da Semana da Arte Moderna, ao
lado de Marcelo Tupinambá, Henrique Vogeler e Valdemar Henrique, criou
um novo modelo musical onde se misturam elementos do erudito e do
popular. Em 1926,
através do teatro de revista, estréia como compositor com o maxixe Carnaval
Carioca, dele e de Goulart de Andrade, o próprio autor da peça, Sta
na hora, onde a música foi levada. No ano
seguinte, ganhou o reconhecimento através de sua composição Suçuarana,
em parceria com Luiz Peixoto, mas seu grande sucesso foi de fato, Casa
de Caboclo, também em parceria com Luiz Peixoto, de 1928, gravado
por Gastão Formenti. Em 1927,
idealizado por Álvaro Moreira e outros, estréia no subsolo do Teatro
Cassino Beira-Mar, o projeto Teatro de Brinquedo, dirigido ao público
da alta classe média. Na peça de estréia, Hekel Tavares, além de
musica-la, foi o pianista desse espetáculo e de outros que se seguiram.
Este projeto não obteve popularidade, tendo sua vida muito curta, o que
fez Tavares retornar à Praça Tiradentes nas revistas mais populares. Em 1935
cria a sua primeira composição erudita, André de Leão e o demônio
de cabelo encarnado, um poema sinfônico baseado no poema de
Cassiano Ricardo (1895 ~ 1974). De 1949
a 1953, percorreu o Brasil em missão especial do Ministério da Educação
e Cultura, recolhendo motivos folclóricos, muitos dos quais utilizou em
sua obra, tais como os poemas sinfônicos: O Anhangüera, com
argumento de sua esposa Maria Dutra Tavares e poemas de Murilo Araújo; Oração
de guerreiro (1955), para baixo profundo. Compôs ainda: Concerto
em formas brasileiras, para violino e orquestra; O sapo domado
e A lenda do gaúcho, fantasias infantis. Deixou ainda
inacabados: Rapsódia nordestina e Fantasia brasileira,
ambas para piano e orquestra; Palmares, drama folclórico. Em 1996, Fernando de Bortoli escreveu Hekel Tavares – O mais lindo concerto para piano e orquestra, publicado em São Paulo, com edição própria, onde inclui a listagem de toda a obra do compositor. Destaques musicais populares:
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