Dicas para um Bom Parto!!

 (Para partos naturais, em casa, na água, em Clínicas de parto ou Cesáreas)



Um parto fora do hospital, apesar de ser um acontecimento não muito comum, não é algo assim tão extraordinário. Afinal, muitos dos nossos pais nasceram em casa. Em um passado não muito remoto, este era o meio mais comum de se vir ao mundo, por exemplo: na cidade de São Paulo, em 1958 cerca de 55% dos partos foram domiciliares. Em muitos lugares do Brasil ainda se nasce assim (regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste) onde existem poucos hospitais, ou é muito difícil o acesso a centros terciários de atenção a saúde. A ressalva é que nestes casos o parto geralmente é realizado por matronas, ou parteiras tradicionais..

Depois (década de 60) veio a modernização!! A tecnologia! A produção em série, que infelizmente também acabou contaminando a saúde. Não que isto em si seja ruim, mas que acaba relegando ao descrédito muitos elementos que são benéficos a humanidade. Aliás o homem moderno sofre dos efeitos deste processo, onde temos um desenvolvimento tecnológico cada vez maior em detrimento da perda da qualidade humana, um homem agressivo. Mais tecnologia e menos segurança social, menos felicidade. Junto com a moda do modernismo, onde o que o melhor é o que é mais novo, passou-se a nascer nos hospitais. Lá é que é seguro! MODERNISMO. A televisão é o veículo homogeneizador. Um liqüidificador do pensamento da sociedade. Mas será que tudo o que é mostrado às pessoas é verdade? Será que todos estão contentes com estas mudanças?

Parece que não! O mundo desenvolvido, tanto nos centros desenvolvidos dos países do terceiro mundo como nos países de primeiro mundo, assiste a um certo retorno ao verde, ao primitivo, ao natural. Em todos os lugares temos lojas de produtos naturais, nos supermercados, nas farmácias. Todos querem ter plantas vivas em suas casas. A homeopatia se expande em progressão geométrica, pelos seus resultados e não pela propaganda. A acupuntura também adquire cada vez com mais adeptos. Em vários países são proibidos aditivos alimentares artificiais, corantes, etc., particularmente nos Estados Unidos, onde se constatou a toxicidade de vários elementos.

O "movimento Leboyer", na década de 70, desencadeou a luta por um parto mais natural no mundo inteiro. Porque um poeta que lançou ao mundo imagens e conceitos em forma de poesia (não de experimentos "científicos" provocou uma revolução tão grande?

Em muitos países desenvolvidos aumenta o interesse em se dar à luz no próprio domicílio, principalmente nos EEUU, Inglaterra, Austrália e França. A Holanda tem hoje em dia cerca de 35% de todos os nascimentos no domicílio, e com uma das menores taxas de mortalidade infantil da Europa, e a menor inflação de toda a Europa! (sem contar o melhor rendimento entre o capital investido na saúde e a melhoria dos resultados perinatais...)

Por que estas pessoas estão preferindo tal caminho?


Por que um casal iria preferir um parto desta maneira, sem intervenção, sem drogas, sem anestesia, em uma posição "primitiva" , e as vezes na sua própria casa?

A resposta é complexa e os motivos são variados e pessoais. Mas temos visto, entre muitos, que alguns querem desfrutar da atmosfera tranqüila e já bem conhecida do próprio lar, sem luzes ofuscantes, sem cheiros estranhos, tendo ao seu lado somente pessoas que já conheçam e com as quais possuem um laço afetivo (em vez de profissionais da enfermagem, que aguardam o fim de seu plantão para poder ir descansar, e com quem nunca travou nenhum conhecimento). Outros querem a possibilidade de ficar com o bebê após o nascimento o tempo que for possível, e não entregá-lo a um pediatra antes de tocá-lo, vê-lo, senti-lo, e depois poder dar um banho morno, prazeroso e demorado. Curtir o nenê que acabou de nascer!. Outros não querem o atendimento massificado dos hospitais, onde serão um número a mais, a paciente do 314, ou o bebê numero 597.

Interessante lembrar que GRÁVIDA não é paciente, pois não esta doente, apenas vai de um bebê. É portanto uma PARTURIENTE.

Outras mulheres tem medo de hospital, ou entrar nele implica na lembrança de ocorrências passadas mui desagradáveis suas ou familiares (abortamentos, cirurgias, acidentes, contaminações hospitalares) ou a perda de pessoas próximas queridas.

Alguns casais querem ter um parto dentro d'água, modalidade esta que ainda não possível em hospital no Brasil (ou muito raramente) e preferem ter sue bebê no domicílio. Algumas temem por infeção hospitalar. Outras fazem questão da presença constante do marido,(e por que não participação?) raramente permitido em muitos hospitais.

O pressuposto comum destas motivações é que o parto não é uma doença, salvo em gestações de risco. É um fenômeno fisiológico. Acreditamos que cerca de 40 % dos partos possam ocorrer fora do hospital, seja em casa de parto ou nos domicílios, conquanto que atinjam determinadas condições de seguridade.

De qualquer maneira a decisão final vai ser tomada SOMENTE QUANDO SE ENTRA EM TRABALHO DE PARTO, mesmo com condições propícias de um pré-natal normal. Neste momento se examina a parturiente, se escuta o batimento do coração do nenê através de um aparelho chamado "Doppler" durante várias contrações, se avalia as condições da mãe, de pressão arterial, dilatação do colo uterino.

Na verdade há um protocolo para ser aplicado no pré-natal no sentido de reconhecer gestação de risco, que possa necessitar de intervenção ou assistência especializada:

· crescimento uterino (bebê) nem muito grande (maior que 4.200) nem muito pequeno (pode ser sinal de insuficiência placentária ou outra patologia).

· nunca ter tido uma cesariana (fator relativo, não absoluto)

· pressão arterial normal (também relativo)

· apresentação cefálica

· gestação a termo (entre 37 e 41 semanas) antes ou depois desta época deve-se discutir com o casal os prós e contras de todas as opções


Além disto a anuência TOTAL do marido é condição fundamental. Portanto é necessária a discussão prévia entre o casal e depois complementar com informações médicas, se necessário. É claro que existe um RISCO. Como também existe em um parto no hospital. Todo parto é potencialmente um momento de risco. É importante que este seja assumido por TODOS. Ainda não sabemos qual dos dois é o de maior risco, se o hospitalar ou domiciliar, para casos específicos.

Acreditamos que ambos tem suas indicações, portanto o parto em casa não é o melhor, mas é bom para aqueles que o julgam bom. Outros casos vão ter contra-indicação médica para ocorrer em casa, para estes o parto hospitalar é o melhor.

Pensando bem, o bebê é o fruto de um ato de amor e isso não se faz ou acontece em qualquer lugar, e diríamos, requer certos preparativos e condições. É preciso uma atmosfera..., atração, intimidade..., privacidade... sem ruídos (barulho de outros filhos) ou cheiros estranhos, ninguém olhando ou presenciando. No início apenas toques, sensualidade e poucas palavras. Olhares interpenetrantes. O instinto falando mais forte que a razão. O parto também deve e pode acontecer envolto nos mesmos predicados e adjetivos, adicionados do respeito ao bebê.

O parto é um fenômeno da esfera sexual, onde afloram elementos do mais profundo inconsciente. Instinto puro. Animal. Portanto é preciso não coibi-lo para que este elemento instintivo se manifeste. A palavra chave é LIBERDADE. Liberdade de expressão, de movimento, de poder deixar-se acontecer.

A parturiente pode querer gritar, sem ficar encabulada ou com a sensação que se está incomodando alguém ao lado ou contrariando uma regra, como em muitos hospitais é proibido (ou incomoda) gritar. Poder assumir a posição que for mais confortável para ela nos diferentes momentos. Poder ficar sem roupa na frente das pessoas sem sentir vergonha, afinal já são pessoas conhecidas, e o parto é um momento onde a mulher, quando ensimesmada, age mais livremente.

Algumas pessoas quando viajam ficam dias e dias sem evacuar, pois o intestino só funciona na própria casa. Não seria o parto um fenômeno mais complexo do que o funcionamento do intestino? Eu conheço pessoas que ficam uma semana sem evacuar quando estão fora de seu ambiente de referência, seu lar.

Um anel muscular que não se abre em situação de adversidade, sem se sentir a vontade.

Trazendo isto para o parto, não poderia haver uma coibição do processo de abertura do colo, por se estar em um "terreno estranho", em um ambiente hostil para a parturiente como o é o hospital para muitas pessoas?

Muitas cesarianas ocorrem porque o colo não dilatou, Sendo o colo um anel, um orifíco, que vai se abrir aos poucos também, será que sua dilatação não estaria sujeita à influência de fatores psicogênicos?

Diz-se que quando uma pessoa está tensa ela contrai os esfíncteres, será que em um ambiente não hospitalar este processo de dilatação não ocorreria mais facilmente? Um ambiente onde a mulher se sentisse mais a vontade, mais segura.

Poder ficar com o bebê em contato pele a pele logo depois do parto, o tempo que quiser, é realmente um privilégio. Olhar dentro dos olhos, levar ao seio caso ele queira sugar algo (o que vai ajudar a eliminação da placenta e diminuir a perda sangüínea) também o são. Durante a espera dos 9 meses, muita comunicação indireta, telepática, planos de carinho, pensamentos, se fizeram, e, acabariam frustados caso não seja possível este contato direto com o recém nascido, como acontece na maioria dos hospitais, onde o bebê é levado para ser examinado, e na volta a mãe da uma "olhadinha" para o seu bebê que vai ficar em observação por 3-4 horas em berço aquecido.

Os primeiros instantes após o nascimento são fundamentais para a criação de uma ligação. Chamada em inglês de "bonding". Um elo. Laços profundos se estabelecem. Portanto acreditamos que o melhor lugar para um recém-nascido ficar é o colo, a barriga da sua própria mãe, que normalmente é a pessoa maior interessada no bem esta do bebê.

Já foi observado que se anestesiamos uma carneira logo após dar à luz, ao acordar, ela não reconhece seus filhotes como seus. Elas os renega. Esta identificação, esta troca de olhares, fluidos, cheiros, parece ser muito importante. Certa feita uma jaguatirica deu a luz em Campinas, interior de São Paulo, no zoológico do Bosque dos Jequitibas, e o maior cuidado tomado era não tocar na cria, em hipótese alguma, pois se a mãe sentisse algum outro cheiro que não da sua cria, ela abandona a cria, deixa de reconhecer como sua.


E porque também não lembrar a figura do pai, que antigamente ficava na sala de espera aguardando acender a luz azul ou rosa, qual seria a importância de ver e participar do nascimento do seu próprio filho?

Vemos que é mui prazeroso e agradável para o bebê que chega tomar um banho após o parto. É relaxante. A água deve ser morninha, na temperatura do corpo. Não precisa pressa. Ele adora e sorri em retribuição. Freqüentemente abre os olho e tenta "reconhecer" o ambiente. Geralmente está cansado, não deve ser fácil nascer. Este procedimento pode ser realizado pelo pai, enquanto a mãe recebe os cuidados pós parto, além de ser bom para o homem presenciar o esforço que exige um parto de sua esposa.

Para a mamãe o parto também não é fácil. Principalmente se não houve uma preparação durante a gravidez. Preparação tanto física (condicionamento) como preparação específica para o parto. Deve-se fazer exercícios durante a gravidez, principalmente de alongamento; ficar na posição de cócoras em atividades cotidianas como conversar, assistir televisão, etc.. A natação, por exemplo, melhora o corpo inteiro; a yoga ajuda tanto no alongamento como no treinamento de respiração e na capacidade de concentração.

A respiração é fundamental! Se estiver automatizada (pela repetição) quando chegar o parto saberá tranqüilamente como proceder. A respiração de "cachorrinho" deve ficar para o fim do período de dilatação ou para o expulsivo propriamente dito.

Dar à luz é como escalar uma montanha, além do treinamento físico, obstinação, se não souber administrar o gasto de energia durante o percurso não se atinge o alvo...

Outro recurso que pode ajudar é o Tai-chi chuam, coopera no centrar-se. Caminhar todas as manhãs, começando com um percurso pequeno e ir aumentando gradativamente até atingir 1.500 m, isto massageia o pé e evita o inchaço, ajuda no retorno venoso, tanto a mulher descalça ou com um calçado de sola resistente - não de borracha.

A alimentação deve ser a mais natural possível, evitando-se principalmente o açúcar e todos os alimentos que o contenha (refrigerantes, sorvetes, etc.). Evitar enlatados. Dar preferência pela manhã às frutas, sucos e cereais. As refeições devem ser precedidas de uma boa dose de alimentos crus (saladas). Evitar oleosos, muito óleo na comida, frituras, etc., pois além de não fazer bem para o fígado, também vai deixar sua pele muito oleosa.

Para que se escute a música que somente fizer bem no momento do parto, pode-se gravar uma fita com antecedência.
Outro recurso que pode ajudar é o Tai-chi chuam, coopera no centrar-se. Caminhar todas as manhãs, começando com um percurso pequeno e ir aumentando gradativamente até atingir 1.500 m, isto massageia o pé e evita o inchaço, ajuda no retorno venoso, tanto a mulher descalça ou com um calçado de sola resistente - não de borracha.

A alimentação deve ser a mais natural possível, evitando-se principalmente o açúcar e todos os alimentos que o contenha (refrigerantes, sorvetes, etc.). Evitar enlatados. Dar preferência pela manhã às frutas, sucos e cereais. As refeições devem ser precedidas de uma boa dose de alimentos crus (saladas). Evitar oleosos, muito óleo na comida, frituras, etc., pois além de não fazer bem para o fígado, também vai deixar sua pele muito oleosa.

Para que se escute a música que somente fizer bem no momento do parto, pode-se gravar uma fita com antecedência, escutá-la na gravidez, e particularmente durante parto. Preferencialmente músicas que a mãe sinta que o bebê ficou bem, tranqüilo, calmo. Algumas experiências revelam que se, após o parto, o bebê estiver meio agitado, colocando-se estas músicas que escutava durante a gravidez acalma-se de pronto.

Quem vai estar presente?

A resposta é bem particular. Não há regras. Há mães que gostariam de festa, gente por perto, massagem, confete... outras podem preferir só a presença do marido e da equipe médica e não ser incomodada com nada, ficar na dela....

Se escolher alguém, procure quem já lhe conhece bastante, que lhe trás segurança, e se for mulher, que tenha tido uma BOA EXPERIENCIA DE PARTO, o que de partida já contra-indica quase a maioria das mães.

Outra coisa que não se deve tirar da cabeça é que a decisão REAL do local do parto é quando entrar em trabalho de parto, e mesmo assim se houver fatores que determinem um transporte para o hospital, ele será feito a tempo, isto é antes que ocorram complicações. Por isso deve-se ter a mente aberta para o desenrolar não ser como o ideal previsto, pois O DETERMINANTE DAS DECISOES É A SEGURANÇA DO BINOMIO MATERNO-FETAL, aceitamos a frustração mas não a decepção.

A EQUIPE deve ser escolhida com carinho. Deve-se conhecer outras pessoas que já tiveram partos com esta equipe, procure informações na Internet sobre o tipo de parto que você esta escolhendo.

No caso de realmente optarem pela experiência do parto não-hospitalar, primeiramente deve-se imaginar como tudo vai acontecer, onde gostaria de ter seu bebê, e fazer todos os preparativos necessários. Se optar pela sua casa, escolher o "cantinho" onde o bebê vai nascer, colocar um colchão no chão, almofadas..., um abajur com luz azul ajuda a relaxar. Por volta da 37a semana fazemos uma visita preliminar ao seu lar, onde discutiremos os detalhes não abordados nesta comunicação. Caso prefira tê-lo na Clínica, visite o lugar, tenha uma experiência de aromaterapia, desfrute da banheira enquanto grávida, e deixe claro que esta é a sua opção.



O Que Fazer Para um Parto em Casa de Parto

É conveniente ir preparando os itens e colocando em uma bolsa ... e deixá-la PREPARADA a partir das 37 semanas e NÃO DEIXAR PARA O DIA DO PARTO...

· Lençóis de sua preferência, somente se você quiser (trazer no caso de querer usar algum que seja de vocês) Neste caso devem ser bem lavados e passados a ferro quente (para diminuir chance de contaminação), guardá-los em um saco plástico para não pegar pó.

· Fraldas de pano, mais ou menos 10, poderão ser usadas na mãe e no nenê. Ajuda na limpeza do sangue.

· Pacote de fraldas descartáveis (não dá para não usar...) para recém nascidos. Procurar as que possuem menos substâncias químicas, menos cheiros.

· Absorventes grandes para depois do parto, sangramento é bem maior que uma menstruação.

· Saída de banho para O CASAL. Para o papai também um short de banho, pois muitas vezes ele vai ajudar a mãe no chuveiro, ou entrar na banheira.

· Sandálias de borracha para o banho e proteção contra o frio para depois do parto.

· Meias grossas para aquecer os pés da mamãe. NÃO ESQUECER 2 pares (um pode molhar)

· Necessaire com intimidadas para banho...

· Abrigo de ginástica para se usar durante as contrações. Particularmente no inverno.

· Uma toalha para se pegar o bebê do colo da mãe após o parto (que será previamente aquecida). Não esquecer do cobertorzinho para embrulhar depois do parto.

· Separar a primeira roupinha do bebê ( o pai que deve vestir o nenê) e uma roupa para a mamãe depois do parto. É sempre bom trazer mais de uma muda de roupas para ambos.

· Medicamento para após o parto: Arnica CH6 (em gotas), que ajudará no alívio da dor e apressará a recuperação e o aleitamento. Pode-se tomar a partir de 38 semanas, 3 gts 2 ou 3 x/dia até o parto. Depois do parto, normal ou não, tomar 3 gts cada hora por 2 dias, mais dois dias tomando cada 2 horas e depois seguir tomando cada 3 ou 4 horas mais 10 dias.

· Deixar alguém contatado para ajudar nos serviços domésticos na primeira semana é muito oportuno - particularmente para quem não tem ajuda de familiares. Pode-se deixar comida congelada para esta primeira e difícil semana.

· Caso você já tenha outro filho e não quer que ele participe, deixe engatilhado quem vai cuidar dele... mas pode participar se vocês quiserem

· Não esqueça do filme novo para a câmera fotográfica, não deixe para última hora. Prefira filme de 24, com 400 ASA, para usar menos flach

· Se quiserem que o parto seja filmado é bom contatar alguém que possa fazer como profissional, ou usar alguém da própria equipe de atendimento

Para os Partos em Casa:

· Em época de frio, 1 ou 2 aquecedores são indispensáveis, inclusive para manter o bebê aquecido depois do parto, e para o ambiente onde vai nascer. Prefira ter em casa o aquecedor que não desidrata.

· Para a limpeza do cordão umbilical sugerimos álcool a 70%, cotonetes limpos, que deve ser seguido da aplicação de leite da própria mãe.

· Plástico para revestir a cama onde a mamãe vai deitar depois do parto, para o sangramento não manchar o colchão (pode ser um sanito grande cortado e aberto ou especial para o parto)

· Banheirinha para se dar banho no bebê (de preferência portátil) para se levar no local onde vai nascer. Neste banho não é necessário usar sabonete, a intenção não é limpar, mas brincar, acarinhar, descobrir, tocar, olhar nos olhos, sentir o riso, etc. Deixamos o vernix (aquela gordurinha branca grudada no corpo do bebê) pois hidrata e protege a pele ) Atualmente existe uma banheira especial para o esta situação, que é o Tummy Tub, com excelente resultados para o bebê.

· Uma banheira ou banheiras de plástico para poder ficar dentro durante as contrações, ajuda a aliviar as dores mesmo para quem não pensa em ter o bebê dentro d'água (também temos).

· Abajur de luz fria ou de lâmpada de 100 w, para se iluminar o períneo. É bom ter lanternas para o caso de faltar luz.

· 1 ou 2 supositórios de glicerina, que podem ser aplicados assim que as contrações se iniciarem (opcional), caso o intestino não tenha funcionado satisfatoriamente nas últimas 12 horas - ajuda a esvaziar a ampola retal e não complicar no momento do parto. Algumas mulheres preferem um FLEET ENEMA.

· Após o parto uma refeição leve e energética faz muito bem à recém-mãe, pode-se até preparar antes e deixar congelada, ou algo semi-preparado...(sopa de legumes, canja de galinha, missoshiru, etc...)


Lembre-se, esteja sempre preparada para que as coisas saiam diferente do programado, para que não haja frustrações e possa se aproveitar do que aconteceu. A CESARIANA, caso seja necessária, não deve ser motivo de sofrimento.

Bom Parto!!


Por
Adailton Salvatore Meira
Médico Especialista em Parto na Água
[email protected]
 

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