A Cura Pela Dor
Capítulo
4 - Vitalis
N.A.: Não resisti colocar outra música...não tenho jeito mesmo! Escrevo e já vou pensando em alguma música que se encaixe... essa é Save me do Hanson - cd This time around (o melhor!)
Durante a tarde, Gina foi ao escritório de Malfoy, faria os exames nele, nem que tivesse que amarra-lo e forçá-lo!
- Sua hora chegou, nem tente fugir de mim. - disse entrando no cômodo.
- Weasley, quando você vai entender que eu não farei ...
Gina tirou sua varinha das vestes, ele iria obedecê-la de qualquer maneira.
- Calma! Não precisa me estuporar! - Malfoy exclamou sentado em sua confortável poltrona. - Você sabe que eu faço o que quiser.
- Só com ameaças você faz o que eu quero! - estava nervosa. - Vamos para outro lugar, você precisa se deitar.
- Pode ser o meu quarto?
- Pode.
Foram até o quarto de Malfoy, que era no térreo mesmo, exatamente para ele não subir as escadas, ou aparatar, o que nas suas condições era impossível. Ele se dirigiu a cama e deitou, parecia nervoso.
- Bom Malfoy, primeiro farei o procedimento de rotina: ponha a língua para fora.
- Que é isso! - estava indignado.
- Eu preciso ver sua garganta, você está com essa tosse...
- Ah, nem vem!
- Pare de ser infantil!
Ele acabou por fazer o que Gina mandava. A garganta dele estava mesmo inflamada. Ela tirou de sua malinha um objeto estranho para se ouvir os batimentos cardíacos, um estetoscópio, descobriu em um hospital trouxa e achou ótimo.
- O que você vai fazer com esse objeto estranho? Isso é trouxa! Andou fuçando o estoque de bugigangas do seu pai. - a provocou.
- É para ouvir o seu coração e o pulmão. Sente.
Gina colocou o estetoscópio nas costas de Malfoy.
- Respire fundo. - ele obedeceu. - De novo. Certo, agora farei um feitiço detector. Para saber...
- Eu sei. - disse a cortando. - Se fui vítima de feitiços.
- Me deixa falar! Fique deitado quietinho. - disse observando Malfoy.
- Senta, deita, senta, deita, você está pensando o quê?
- Detectus.
Gina ficou pálida. Por isso ele não queria ser examinado...
- Malfoy quem lançou essa maldição em você? - indagou sentando-se na cama ao lado dele. - Isso é muito sério, ela é proibida pelo Ministério...
- Muita coisa é proibida pelo Ministério, Gina, mas acontece. - respondeu sarcástico como costumava ser sempre.
- Quem fez isso? É a maldição Vitalis.
- Importa quem foi?
- Você é um idiota! Quantas vezes te avisei, te implorei para você não se tornar um comensal. - estava tremendo e segurando as lágrimas, não iria chorar na frente dele.
- Não vamos voltar nesse assunto.
- Vamos sim! Estou cansada de tudo. Você sumiu depois de matar meus pais e nunca mais pude falar com você! Agora nós vamos conversar.
Malfoy ficou pálido e parecia se sentir mal.
- Mas não estou me sentindo bem.
- Não invente desculpas, Draco Malfoy!
Foi quando ele caiu desmaiado.
- Droga! Vingardium leviosa!
Gina levou Malfoy flutuando até a cama. Não tinha condições psicológicas de cuidar dele no momento, então saiu do quarto e foi para o seu próprio quarto.
Estava chocada e chorava muito, sabia que a maldição Vitalis, assim como a Avada Kevadra, é irreversível, ela sugaria todas as energias de Draco até a morte e nada Gina poderia fazer, a não ser olhar e se lamentar. É verdade que ela o odiava, mas isso era horrível demais. Os sintomas da maldição já eram visíveis, ele estava fraco, sem anticorpos para se defender, por isso a inflamação na garganta e a tosse, e provavelmente, dali em diante, pioraria. Como ela lidaria com isso?
Resolveu que iria embora, não estava disposta a vê-lo adoecer mais e mais sem poder fazer absolutamente nada. “Gina você o odeia, seria até interessante vê-lo sofrer?”, pensou consigo, mas ela sabia que apesar de tudo ainda o amava.
Guardou todos seus pertences na mala que trouxera e foi procurar o senhor Bean.
- Senhor, vim comunicar-lhe que vou embora, não quero mais o emprego. - disse aflita.
- Como? Vai abandonar meu patrão? - respondeu um baixinho confuso.
- Sim, mas falarei para outra pessoa cuidar dele. - disse virando as costas. - Ah! Aqui estão os mil galeões que ele havia me dado.
- Espere!
Gina aparatou, como sabia para onde iria não havia problemas.
Won’t
you save me, ‘cause saving is what I need
(Você
não irá me salvar, porque ser salvo é o que eu preciso)
I
just want to be by your side
(Eu
só quero estar ao seu lado)
Won’t
you save me, I don’t want to be
(Você
não irá me salvar, eu não quero estar)
Just
drifting through the sea of life
(Justamente
a deriva no mar da vida)
Era um fim de tarde como outro qualquer de folga para Richard. Ele dormia na sala de seu apartamento quando eis que surge Gina Weasley.
- Gina! Você está bem? - ele parecia realmente espantado. - Você não está com uma cara boa.
- Não, eu não estou nada bem. – disse, abraçando-o.
- O que aconteceu? Tem alguma coisa a ver com o seu sumiço? Você desaparece e não me avisa! Onde você estava? - parecia um de seus irmãos mais velhos, o que deixou Gina visivelmente mais triste, pois se lembrou que eles haviam morrido.
- Trabalhando. Sabe, aquele emprego misterioso que você me disse...
- Se soubesse não tinha te falado! O que fizeram com você? – “Nossa ele está mesmo preocupado”.
- O tal doente que precisava de cuidados era Draco Malfoy.
Richard ficou paralisado.
- O quê? Malfoy? Então ele está vivo.
- Como assim?
- Corre um boato de que ele estaria morto desde que aconteceu o incidente com seus pais, só que como ele havia sido seu namorado, e não tinha certeza se era verdade, achei melhor não te contar.
- Ele não morreu. Está amaldiçoado. - disse com um olhar perdido.
- Que maldição?
- Vitalis.
Richard pareceu espantado e mudou de assunto.
- Olha, Gina, você não está bem, é melhor tomar um banho e descansar um pouco, tá bom?
- Desculpa, eu sei que devia ter ido para casa do Rony...
- Claro que não Gi, você é minha amiga e sempre que precisar pode contar comigo! Agora vai fazer o que mandei se não vou falar pro seu irmão.
- Tá bom, você venceu.
Depois de um banho quentinho, Gina passou a se sentir um pouco melhor, um pouco porque agora sua consciência estava pesada, afinal ela deixara Malfoy sozinho. Será que ele estava bem agora?
Suddenly
the sky is falling
(Subitamente
o céu está caindo)
Could
it be too late for me
(Pode
ser muito tarde para mim)
If
I never said I’m sorry, then I’m wrong, I’m wrong
(Se
eu nunca me desculpei, então eu estava errado, estava errado)
Then
I hear my spirit calling
(Então
eu escuto minha alma chamando)
Wondering
if she’s longing for me
(Me
perguntando se ela anseia por mim)
And
then I know that I can’t live without her
(E então eu sei que não posso viver sem ela)