A Cura Pela Dor
Capítulo
2 - Meu patrão Draco Malfoy
-Meu patrão: Draco Malfoy. - disse sr. Bean.
Gina não acreditava no que via, estava chocada. “Malfoy...?” Ele parecia realmente mal. Se apoiava em uma bengala e estava mais pálido do que de costume, se isso for possível. Sorria cinicamente para ela.
-Eu vou embora, chame essa droga de carruagem de volta, senhor Bean. - finalmente disse, muito irritada e tentando ignorar Malfoy.
-Aonde pensa que vai Weasley, você foi contratada e já te paguei um adiantamento! - disse com sua voz arrastada como ela recordava.
-Vou embora! Não fico nem mais um minuto na casa de quem matou meus pais e irmãos. - quase gritou.
-Se eu fosse você pensaria melhor. Vai para onde? Para aquele seu apartamento? Por quanto tempo? Uma semana? E depois vai morrer de fome? Pois se é isso que você quer, vá em frente.
“Desgraçado, andou me vigiando? Mas ele tem razão”.
-Onde fica o meu quarto? - Gina viu que ele sorria, provavelmente caçoava dela. - E outra coisa, quero que aceite minhas condições. - não poderia ficar assim, sem exigir nada.
-E quais são elas? - fazia-se curioso.
Gina não sabia, precisava pensar.
-Depois combinamos isso. - respondeu com indiferença.
-Bean, leve-a aos aposentos. - ordenou Malfoy com aparente indiferença. - O jantar será servido às oito, esteja presente.
Gina foi para o quarto, os móveis eram todos na cor marfim e o ambiente passava tranqüilidade, mas ela não estava nada tranqüila, era uma suíte, então resolveu tomar banho. O banheiro era muito refinado, tendo as torneiras de ouro e uma grande banheira, além do chuveiro. Pensava no que faria da sua vida: havia duas possibilidades, ir embora no dia seguinte, jogar o dinheiro sujo de comensal na cara de Malfoy e ir morar com Rony e Hermione, ou ficar e tentar trabalhar cuidando dele. “Gina que absurdo, cuidar dele! O assassino da sua família”.
Quando Gina estava na Escola de Medi-bruxos de Londres, a guerra contra Voldemort atingia seu ápice. Foi uma época de trevas, ataques a trouxas, “sangues ruins” e bruxos que estavam do lado da Aliança da Fênix, ou simplesmente contra Voldemort eram freqüentes. Harry Potter, ajudado por Rony e Hermione, além de Dumbledore, Sirius e Lupin, conseguiu derrotar Voldemort.
A família Weasley comemorava simplesmente, em um jantar n’A Toca, no qual Gina não estava presente por estar no dormitório da escola, e Rony com Harry no hospital. Foi quando vários comensais conseguiram penetrar a barreira de feitiços protetores e matar a todos. Um deles, Pansy Parkinson, foi capturada e como a própria Gina viu, em seu julgamento declarou que Draco Malfoy desfizera os feitiços protetores e executara todos, para acabar com a “família” postiça de Harry e vingar seu Lord.
Mas como não havia provas suficientes somente Pansy foi presa, na nova prisão de segurança máxima, pois Azkaban fora desativada após os dementadores terem passado para o lado de Voldemort. Draco Malfoy foi inocentado, apesar de desaparecido desde o ataque aos Weasley.
Vestiu-se e desceu para o “tal” jantar. “Fico ou não? Fico ou não?”
-Sente-se, o jantar será servido. - disse Bean, que era mordomo e parecia ser o único empregado da casa.
A mesa estava arrumada elegantemente e Gina observava.
-Nunca viu uma mesa bem decorada Weasley. - era ele. - Acredito que não seria possível, com a sua pobreza... - Draco teve um acesso de tosse, parecia sem ar.
Gina ia responder-lhe mau, mas como ele começou a tossir achou melhor ficar quieta.
-O senhor está bem? - Bean perguntava preocupado.
-Estou melhor. - Malfoy respondeu se recompondo. - Pode servir a entrada.
Jantaram sem conversas, Gina estava adiando a discussão sobre sua decisão e Malfoy estava aéreo. Depois, foram para o escritório dele.
-Quais são as suas condições? - Malfoy sentado em sua mesa a olhava sem nenhuma expressão no rosto, mas Gina pôde reconhecer a dor que ele sentia.
-Que condições? - perguntou confusa e esquecida.
-Ora! As que você disse que exigia! - respondeu nervoso.
-Ah sim, bom, primeiramente: não quero que você lembre o nosso passado. - disse sem graça, olhando um ponto atrás do ombro de Malfoy.
-Que passado? - respondeu sarcástico.
- Sabia que você tinha esquecido! Nem lembrou de mim quando lançou o Avada nos meus irmãos e nos meus pais! - disse já fora de controle.
-Melhor não conversarmos sobre isso. - disse muito pálido, aparentava fraqueza.
Gina respirou fundo, não queria brigar com ele. Não tinha discutido sobre o assassinato com ele até agora, afinal ele estava desaparecido todo esse tempo.
-Segunda condição: quero mil e quinhentos galeões. - declarou com olhar firme e o ódio claro.
-Tudo bem, terá quanto quiser, Gina.
-Terceira condição: Não me chame de Gina! - irritara-se com essa proximidade, que não tinham mais.
-Só isso?
-Sim. - “O que ele queria mais?”.
-Pode se retirar para o seu quarto.
Ela estava muito nervosa e foi para seu quarto. Pensava constantemente em como era estranho estar tão perto e tão longe de Draco. “Não, Malfoy”. Agora ele era Malfoy, e ela Weasley.
Quando Gina estava no sexto ano e Draco no sétimo eles tiveram um namoro muito repentino e apaixonado, mas como nenhum dos dois quisera abrir mão de sua vida particular optaram por acabar o namoro. Ela sofrera muito com isso, pois se iludira com ele, pensara que ele largaria tudo por ela, o que não aconteceu. Draco, como Gina soubera posteriormente, tornara-se um comensal e ela cursou o sétimo ano e foi para sua especialização em medi-bruxa. Desde que terminaram, não tinham se reencontrado, até hoje. Porém o amor que ela tinha por ele transformara-se em ódio. Como ele pode matar todas as pessoas que ela amava tanto?
All
that we had was unbelievable
(Tudo
o que tivemos foi inacreditável)
Now
that’s gone it’s just inconceivable
(Agora
que se foi é inconcebíve)l
Still
in my dreams you are so damn beautiful
(Nos
meus sonhos você continua tão bonito)
How
could it be that you ruined my everything, everything, everything?
(Como
você pode arruinar meu tudo, tudo, tudo?)
N.A.: A música citada acima é Everything, da dupla M2M. Mandem e-mails, tá?