meia-noite no meu quarto ela vai subir ouço passos na escada vejo a porta abrir um abajur cor de carne um lençol azul cortinas de seda o seu corpo nú menina veneno o mundo é pequeno demais pra nós dois em toda cama que eu durmo só dá você só dá você só dá você seus olhos verdes no espelho brilham para mim seu corpo inteiro é um prazer do princípio ao sim sozinho no meu quarto eu acordo sem você fico falando pras paredes até anoitecer menina veneno você tem um jeito sereno de ser e toda noite no meu quarto vem me entorpecer me entorpecer me entorpecer