
Infelizmente estes conhecimentos por muitas vezes confundem e excitam as crian�as e adolescentes, pois na maioria das vezes quando somos crian�as ouvimos dos nossos pais e professores, a reprova��o da magia. Com o nosso desejo de agrad�-los aceitamos sua vis�o de mundo, segundo os quais os poderes m�gicos s�o errados, perigosos ou simplesmente inexistentes.
Geralmente as experi�ncias m�gicas na inf�ncia e adolesc�ncia se dividem em quatro categorias: cura de outras pessoas com ervas; f�rmulas m�gicas e toques; estados alterados de consci�ncia e comunica��o com esp�ritos.
Por�m algumas crian�as s�o afortunadas e nasceram em fam�lias onde as aptid�es ps�quicas s�o entendidas, aceitas ou at� encorajadas. Quando t�m experi�ncias "estranhas", seus pais tranq�ilizam-nas, assegurando-lhes que nada h� de errado nelas, estas crian�as aprendem a esperar tranq�ilamente o inesperado e a n�o limitar seus conhecimentos ao que lhes � passado atrav�s dos cinco sentidos.
Assim, desde a nossa inf�ncia muitos talentos considerados diferentes, se perdem com o passar dos anos. Muitas crian�as conseguiram reter em suas vidas estas experi�ncias e de uma forma ou de outra as desenvolveram ainda mais com o passar dos anos; enquanto que outras crian�as as perderam...
De fato, mesmo quando reconhecida mais tarde, a magia, enche-nos de uma sensa��o de temor e espanto quando irrompe em nossas vidas. Por�m n�s Bruxas nunca nos esquecemos da verdade b�sica acerca da cria��o: a Terra e todas as coisas vivas compartilham da mesma for�a vital, tudo � composto de Intelig�ncia Divina.
Sabemos que a vida � toda ela uma teia de seres interligados, e estamos entrela�ados nela como irm�s e irm�os do Todo. Se fizermos um exerc�cio de mem�ria, e tentarmos nos lembrar da nossa inf�ncia com mais detalhes, com certeza vir� a nossa mente alguma experi�ncia m�gica. Por exemplo:
Uma ocasi�o em que o conhecimento veio espontaneamente eintuitivamente.
Talvez tenha lido o pensamento de algu�m.Sabido o que tinha no interior de um presente.Desejado algo inveross�mil que logo se concretizou.
Pode ter sentido um forte parentesco com a natureza.Um v�nculo forte com animais e plantas.
Pode ter visto esp�ritos, fadas ou gnomos, ou pode at� mesmo t�-los escutado durante a noite.
Pode ter sentido um certo poder que lhe chega dos astros.
Sonhos M�gicos, nos quais poderiam estar presentes, gnomos fadas, Deus,etc.
Estas s�o apenas algumas descri��es, dentre muitas outras que podem ter acontecido.
"Como poderei saber se eu tenho o dom?".
A reposta � dif�cil... N�o que seja algo complicado, mas �s vezes a maneira de responder pode se tornar um tanto antip�tica e desanimadora aos que est�o come�ando.
Quando come�amos a nos interessar mais pela Wicca, normalmente � porque trazemos dentro de n�s o dom; que at� aquele determinado momento estava dormindo e que a partir de ent�o come�ou a ser despertado.
Partiremos do antigo ditado: " O que �, j� nasce feito". A maioria das pessoas descobre a Arte (ou esta as descobre) no momento de suas vidas em que mais necessitam dela. Outras sentem-se convocadas, como se durante muito tempo respondessem a um chamamento.
Sentem-se conduzidas, algum poder ou for�a maior do que elas penetra em suas vidas e lhes abre in�meras janelas. Uma voz chama; elas sentem-se desafiadas a descobrir estados superiores de consci�ncia, os quais est�o acima e s�o mais profundos do que as normas sociais e culturais em que foram criadas e cresceram. Isso a muitas, n�o � percept�vel de in�cio, pois passou anos e anos sendo inconscientemente reprimido.
Agora, se voc� acha que a Wicca combina com sua maneira de ser, se quer realmente seguir em frente, ent�o estude muito e pratique bastante. A verdade �: Voc� nunca ir� "se tornar" Bruxa. Isso n�o � poss�vel. Voc� ir� apenas aprender a trabalhar seu dom. Ir� tamb�m aprender a vivenciar sua condi��o de Bruxa!
Existe um outro ditado entre n�s que diz: "Uma vez Bruxa, sempre Bruxa". Ent�o n�o se preocupe! Se voc� realmente tiver o dom, ele ir� crescer sem que se perceba, e quando finalmente notar ter� a certeza: Sou uma escolhida
� muito comum as pessoas sentirem a necessidade de dar uma virada nas suas vidas, elas sentem que algo as impulsiona para frente e para o alto, por�m ao mesmo tempo se sentem confusas por onde come�ar o seu caminho de busca. Sentem que algo n�o est� bem, e no seu �ntimo sabem que precisam mudar algo em suas vidas. Por�m a maioria das pessoas n�o descobrem por si mesmas, o destino tra�ado de suas pr�prias vidas, procurando assim na maioria das vezes "s�bios" ou "gurus". Delegando assim a outras pessoas a responsabilidade de melhorar as suas pr�prias vidas.
Na verdade, todas as respostas de que necessitamos est� dentro de n�s mesmos, nisso consiste a busca.No decorrer da busca, o desenvolvimento da consci�ncia vai sendo confirmado e aprofundado nas provas da vida di�ria. Se ocorrem quedas ou desvios, o indiv�duo deve encontrar em seu interior o impulso que o erguer� e o reconduzir�.
A busca � uma esp�cie de sintonia, por isso devemos sintonizar a nossa alma com o Universo e com certeza, este mesmo nos mostrar� o nosso verdadeiro caminho a seguir! A busca � express�o da lei do retorno, que leva todos os seres de volta � origem. Talvez nesta busca, voc�s ou�am os chamados dos Deuses, e percebam que a Bruxaria � o sentido que faltava para vossas vidas. Por�m para outras pessoas, talvez essa n�o seja a realidade e a�, outros horizontes t�o maravilhosos quanto � Bruxaria com certeza se abrir�o.
Assim a certa altura da trajet�ria, busca e buscador fundem-se em uma realidade maior e, ent�o, a busca deixa de existir assim como � compreendida em suas etapas iniciais; permanece um movimento ascensional, unificado, da consci�ncia individual e do cosmos.
Uma Bruxa n�o se torna Bruxa de uma hora para outra, ela nasce Bruxa. Assim, partindo deste princ�pio de que somos Bruxas desde que nascemos, com o passar dos anos e o desenvolvimento de nossa capacidade intelectual e emocional � comum se iniciar as experi�ncias m�gicas ou seja, o recebimento de conhecimentos n�o acess�veis �s outras pessoas atrav�s dos canais normais de informa��o.
Muitas Bruxas modernas remontam seus primeiros encontros com a magia, quando sua inoc�ncia e capacidade de maravilhar-se eram compar�veis �s dos nossos mais primitivos ancestrais.