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Kagome n�o conseguia entender o que havia tomado seu corpo aquela noite, mas mal podia aguentar uma palavra mais de Inu-yasha. Ele tentou se explicar, impedir que ela fosse embora, mas n�o conseguiu. Ela foi para casa... denovo! Sango, Miroku e Shippou apenas suspiraram, resmungando algo como "o Inu-yasha � um imbecil mesmo". Ela seguiu para a floresta, querendo encontrar o po�o come-ossos, mas acabou encontrando algo mais. Uma luz fraca emanava perto do po�o. Seguiu para ver o que era, encontrou Kikyou pouco adiante, encostada numa �rvore, absorvendo almas. Ela pensou em se esconder, mas sabia que os olhos de Kikyou eram muito perspicazes.
"Se perguntando por que eu estou aqui?" falou Kikyou calmamente.
"N�o... �a para casa. Eu e o Inu-yasha brigamos..." respondeu Kagome.
"Voc� deve ter muita raiva de mim, n�o �, Kagome?"
"N�... Tenho. Muita raiva..." admitiu Kagome.
"Se n�o fosse por minha presen�a neste mundo, voc� e o Inu-yasha j� teriam se acertado e estariam juntos. Mesmo assim, tenho inveja de voc�..." fala Kikyou. "Veio aqui para me dizer isso?" estranha Kagome.
"Sim e n�o. Eu n�o sou um ser vivo. Embora tente disputar o cora��o do Inu-yasha com voc�, eu estou morta... jamais poderemos ficar juntos. Vou desistir... fique com ele."
"Idiota! O Inu-yasha nunca vai querer ficar comigo enquanto voc� estiver viv... andando por este mundo!!" grita Kagome.
Kagome fugiu de Kikyou e correu para dentro do po�o, desaparecendo numa luz p�rpura fraca. Neste momento, Inu-yasha vinha procurar por Kagome, mas acaba se encontrando com a Kikyou. Eles conversam por um longo tempo. Na sua era, Kagome entra triste em casa, ainda tentando fugir das palavras desmedidas de Kikyou sobre seu relacionamento com o hanyou. Ela procura todos, mas n�o h� ningu�m, nem mesmo Buyo. Kagome s� acha um bilhete dizendo que eles sa�ram para visitar uma amiga da fam�lia que estava doente e que voltariam daqui h� 2 dias. N�o havia energia, as luzes n�o ligavam. Kagome tomou um banho e subiu para seu quarto, deitando-se na cama a chorar. Ela e o Inu-yasha estavam sempre brigando, como poderiam ficar juntos oficialmente? Lembra-se das vezes felizes que estiveram juntos, por exemplo, quando as amigas dela acabaram por conhec�-lo. Lembra-se das vezes tristes... quando o vira beijar Kikyou ou quando Akitoki falou-lhe que o relacionamento entre hanyou e humano era imposs�vel. Inu-yasha chegou no mundo de Kagome determinado a leva-la de volta, mas n�o esperava a colabora��o da jovem. Subiu as escadas procurando Kagome e encontrou-a deitada infeliz em seu quarto mal iluminado. Ele imaginou que o causador de sua tristeza fosse ele, ent�o sentou-se aos p�s da cama de Kagome, esperando que ela o notasse.
"Inu-yasha... voc� ama a Kikyou?" perguntou Kagome devagar.
"Gosto da Kikyou mas ela me dispensou... pode cuidar de si mesma..."
Kagome entendeu porque Kikyou disse "Sim e n�o". Ela n�o foi apenas para dizer que Inu-yasha podia ser de Kagome, mas sim, para dispensar o Inu-yasha.
"Inu... yasha... voc� me ama?"
Inu-yasha n�o sabia o que responder. Kagome estava sentada em frente a ele, olhando-o tristemente. O que ele faria? E se a resposta que desse a Kagome n�o fosse a que ela queria? Os olhos castanhos de Kagome esperavam os longos segundos que se encaravam. Ela ajoelhou-se em frente a ele no ch�o. A luz tremulante da vela parecia querer se extinguir. Inu-yasha fechou seus olhos para refletir, mas sentiu algo tocar seus l�bios levemente. Kagome beijou Inu-yasha, t�mida. Nem mesmo ele poderia resistir a isso, e acabou abra�ando-a aperdado. As roupas de ambos espalhadas no ch�o diziam a for�a do sentimento que os envolvia. As m�os fortes de Inu-yasha acariciavam todo o corpo de Kagome, e ela s� conseguia envolv�-lo num abra�o leve. Inu-yasha beijou o pesco�o de Kagome, descendo por seu corpo suado, envolvido em prazer e sentimentos. Apesar de j� se ver envolvida com Inu-yasha, sabia que era apenas uma menina, imatura. Kagome passou as m�os pelos cabelos do hanyou enquanto ele fitava o belo corpo de Kagome com seus l�bios. Sentiu contorcer-se num gemido de dor agudo, mas ligeiro. Ela observava o corpo de Inu-yasha, cheio de marcas e cicatrizes que ele havia conseguido nesse anos de persegui��o e lembrou que a dor de perder-se em seus sentimentos era menor do que a dor de v�-lo nos bra�os de outra mulher.
"Inu... yasha..."
"Que?"
Kagome o beija gentilmente e sente seus corpos se tornarem um s� na noite fria a dentro. Ela sentia as batidas do cora��o de Inu-yasha, ele podia sentir seu suor se misturando com o da garota... tudo parte de uma mescla de prazer com ternura. Uma verdadeira onda de sentimentos. A realiza��o de um desejo oculto e o fruto proibido de um amor mais �ntimo. Sua respira��o cansada era como vapor que encobria a cena em que se encontravam, que n�nguem deveria descobrir. Kagome sussura no ouvido do hanyou:
"Voc�... � quente."
Na manh� seguinte, eles acordam juntos a cama de Kagome, envolvidos no grosso len�ol que recobria a cama dela. Inu-yasha olha para o rosto sonolento de Kagome depois daquela noite em claro, lembra-se dos eventos da noite anterior, reflete. Inu-yasha envolve Kagome em um abra�o apertadinho bem carinhoso e decide responder a pergunta da menina na noite anterior:
"Amo. Amo muito voc�..."
FIM |
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