Sabias que

a 16 de Março/2006

fez 181 anos que CAMILO nasceu?

Os alunos do 11º E (de Literatura Portuguesa)

     reservaram-lhe  uma  SURPRESA.

Vem  conhecê-la!

 

 

 

  Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

Ex. mo. Sr.

Visconde Camilo Castelo Branco

 

Chamo-me Cátia Baía e sou aluna da ESOD e quero felicitá-lo pela sua obra “Maria Moisés”.

Logo de início, a novela chamou-me a atenção pela situação difícil e complicada de Josefa, que suscitava em mim alguma pena e ao mesmo tempo muita curiosidade em saber como iria desenrolar-se aquela acção.

Aquela cena de Josefa, a fugir para ir ter com António e ainda por cima com o bebé ao colo, comoveu-me imenso pois imagino o sofrimento daquela mulher. Ter de percorrer tantos quilómetros e acabada de dar à luz, fugindo para ir ter com o seu amado só mostra que ela foi  muito  corajosa.

Outra personagem que também me agradou e mostrou bravura e bondade foi a filha de Josefa, Maria Moisés. Apesar de nem ter tido a oportunidade de conhecer sua mãe, nem de ter crescido com o apoio e carinho do pai, foi acolhida por uma boa família que lhe soube dar educação e valores e isso reflecte-se mais tarde em adulta. O facto de ela ajudar meninos enjeitados só mostra o bom coração e generosidade que Maria Moisés tem. Uma moça simples que a única coisa que a deixa feliz é fazer os outros felizes dando-lhes apoio e amor como outras pessoas fizeram com ela.

 

Permita-me que o felicite mais uma vez, pois a cena final para mim foi a melhor. Acho que não podia haver final melhor do que esse final tão feliz.

Toda a novela está cheia de suspense e mistério que nos levam a não parar de ler nem por um minuto.

 

Os meus sinceros parabéns!

                                      Cátia Gisela

  

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                                                                                     Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

 Exmo.

 Sr. Visconde Camilo Castelo Branco,

  

            Sou Sandra Filipa Vieira Silva, aluna da Escola Secundária de Oliveira do Douro.

            Tomo a liberdade de lhe escrever para lhe dar conta da minha reacção à novela «Maria Moisés».

            Quando tive o primeiro contacto com   ela,  achei-a uma maçada, porque não entendia bem o vocabulário e muitas vezes o duplo sentido de algumas expressões, incluindo  certas  passagens da novela. Mas depois de uma leitura mais aprofundada e do  seu  estudo,  acabei por começar a entender melhor a novela. Com este estudo, verifiquei que esta obra está recheada de simbolismo, e com isto comecei a gostar um pouco mais dela apesar de existirem certos momentos da história de que não gostei muito ─ como por exemplo o da abertura. Penso que com este início um leitor que o  vá ler pela primeira vez  achará que esta  novela  não tem uma abertura cativante, que lhe suscite o interesse pelo livro. Um início dum livro a começar com um pequeno pegureiro a desatar a chorar porque perdeu uma cabra, sinceramente penso que não é um bom início de livro.

            Falando agora das personagens: a que mais me cativou foi Maria Moisés. Admiro-a pela sua coragem visto que não teve o amor dos pais, e também porque ela teve um enorme coração para se dedicar a cuidar de crianças enjeitadas. Foi um acto de grande bondade! Acho que V.  Ex.ª retratou bem a bondade e generosidade de muitas pessoas que estão espalhadas por este mundo e que ninguém conhece.

            Por agora acho que é tudo. Espero vir a ter uma resposta de sua parte.

 

            Com os meus sinceros cumprimentos:

                            Sandra Silva

 

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Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

Exmo.

Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

 

     O meu nome é Ivan, sou um jovem estudante do curso de Línguas e Literaturas, da Escola Secundária de Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia.

            Tomei a liberdade de lhe escrever uma breve carta para o felicitar pelo seu excelente trabalho na nossa Literatura, mas principalmente pela nossa novela “Maria Moisés” que me agradou muito.

            Saia Ex.ª Excelência que até ao momento foi das obras literárias de que mais gostei de ler. Penso que tem um tema muito forte e que ainda hoje se reflecte na sociedade actual.

            Mas gostaria que soubesse que à primeira leitura pensava que iria ser uma história aborrecida, sem assunto e nada interessante, pelo que fiquei com uma ideia errada e negativa sobre ela.

            Eram muitas as situações intrigantes no início não havia nada que me chamasse a atenção para continuar a ler “Maria Moisés”. Fazia-o quase por obrigação. Mas com o seu desenrolar, percebi que ia  ter uma grande história pela frente, o que acabou por me interessar muito. E só comecei a notar isso quando apareceram os primeiros momentos de suspense e de tensão, muito bem conseguidos.

            Na minha opinião, foi através da sua forma de escrita e capacidade intelectual e talento que o conseguiu, pois é de artista.

            Mas, como nem tudo são rosas, como se costuma dizer, acho que em certos momentos da novela faltou um pouco mais de acção. Mas também se assim fosse, talvez não existissem os momentos altos e baixos que de um momento para o outro (sem que me apercebesse disso) criam os tais momentos de suspense e tensão.

            Mesmo assim, continuo a achar que a história poderia ter outro rumo, com a mesma luta por um objectivo e de amor proibido, mas talvez Josefa e António ficassem juntos e Josefa teria conseguido salvar-se da morte. Depois, já com Maria Moisés, que também deveria ter outro nome, continuariam a luta pelo seu grande objectivo.

            No fim, teriam sido aceites pela sociedade rural que em tempos os discriminou. E assim se faria um final feliz. Mas seria tudo diferente…

            É uma pena extrema que vossa senhoria já não se encontre entre nós, pois seria uma honra conhecer pessoalmente um grande artista como o senhor foi.

                                                                              

            Com os meus sinceros cumprimentos, sou um dos seus admiradores.

                                                                   Ivan Pereira

 

 

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Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

Exmo.

Sr. Viscnde Camilo Castelo Branco,

  

            Sou Fabiana Guimarães, aluna da Escola Secundária de Oliveira do Douro; estou a escrever-lhe para dar  conta da  minha reacção   acerca da sua novela «Maria Moisés».

         Depois de uma primeira leitura, achei - a pouco interessante, pois não conseguia perceber as palavras eruditas e certos simbolismos. Mas quando comecei a estudá-la, pouco a pouco a minha opinião foi mudando, já que consegui descobrir os significados das palavras eruditas assim como o simbolismo de certos elementos (o rio, a morte de Josefa, o berço, etc.), a que no início não lhes dava muita importância.

         As personagens de que mais gostei foram: a Josefa, pela sua coragem para enfrentar a sua mãe por causa da sua gravidez; e Maria Moisés, pela sua bondade e “santidade”.

         As partes de que mais gostei foram: quando Josefa caminha para as poldras, já que está muito bem pormenorizada, permitindo que eu estivesse a ver tudo o que estava a acontecer; a parte em que Josefa morre, pois é a partir daqui que se desenrola toda a história, e este acontecimento está carregado de simbolismo; a parte final porque eu acho que Maria Moisés teve o final que merecia pela sua bondade e caridade.

         As personagens de que menos gostei foram: a Maria da Laje ja que ela era severa e demasiado ligada aos costumes, e porque não conseguia entender a sua filha Josefa; e o Cristovão de Queirós e Meneses por mandar prender o seu próprio filho no Limoeiro em Lisboa para impedir o seu relacionamento com Josefa, de condição inferior.

         Achei interessante o modo como está escrita a novela pois começa com a morte de Josefa e só depois conta como foi a sua vida assim que morreu...

         Também gostei muito da novela porque me mostrou os costumes e a vida que havia naquela época.

         Quero dar-lhe os meus parabéns por ter escrito esta obra de arte e dizer a V. Ex.ª que para mim você é um grande escritor.

 

         Obrigado pela sua compreensão:

        Fabiana Guimarães

 

 

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                                                                                     Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

               Exmo. Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

           

           Sou Andreia Filipa Santos Silva, aluna da Escola Secundária de Oliveira do Douro. Tomo a liberdade de lhe escrever para lhe falar da minha reacção à novela «Maria Moisés».

            No começo, quando me encontrava a ler a novela, achei-a um pouco aborrecida; houve situações que na altura me foram até intrigantes, como por exemplo o facto do Zé da Mónica andar à procura de uma cabra que tinha desaparecido. Este é um pormenor ao qual eu atribuí pouco significado e achei que era algo sem sentido. Mais tarde, com o decorrer da novela, apercebi-me de que foi um aspecto muito importante a ser referido.

            Agora sim, dou valor ao modo como começou a novela; é realmente fascinante como tudo se completa, isto é, foi devido à perda da cabra que mais tarde encontram Josefa numa situação de perigo e  no  fim da sua vida…Quero também referir que esta é uma situação à qual atribuí bastante valor; pode até dizer-se que é o auge da novela.

            Juntamente com esta situação que é sem dúvida alguma das favoritas, existe também a parte que Maria Moisés é encontrada... Adorei imenso a forma como se desencadeou esta parte e o modo como a minha personagem preferida foi encontrada. Daí a origem do seu nome.

Maria Moisés é a minha personagem devido ao desempenho! Ela revela-se uma grande mulher, e é bastante interessante a sua coragem e determinação; senti que esta personagem tinha em mente que existiam limitações a vencer. Não foi a sua vida passada que a fez pensar, reagir de tal modo, mas sim o seu presente: as pessoas que a criaram que lhe deram amor e fizeram dela uma pessoa fantástica. E um dia mais tarde, ela  fez o mesmo que lhe fizeram a ela. Talvez melhor...

Parabéns pela sua obra «Maria Moisés» que, mesmo escrita já há alguns anos, representa de certo modo os dias de hoje, conseguindo desta forma provocar um impacto negativo àquilo que acontece actualmente --- como é o caso da violência doméstica. Acho surpreendente o facto de o caso de Josefa poder ser comparada com algumas mulheres nos dias de hoje. Porque, infelizmente, apesar de muitas coisas terem mudado, que mudaram sem dúvida alguma, ainda hoje em 2006 existem mulheres em situações idênticas à de Josefa da novela «Maria Moisés».

 

            É com grande satisfação e prazer que falo desta obra que tive o privilégio de a conhecer...

 

            Com os meus melhores cumprimentos,

de V. Exa.,  com  toda  a  atenção,

 

Andreia  Silva

 

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Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

 

Exmo.

Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

  

            Sou aluna da Escola Secundária de Oliveira do Douro e estou no curso de Línguas e Literaturas onde tenho a disciplina de Literatura Portuguesa. Estudei a novela “Maria Moisés”, escrita por V. Ex.ª. Esta obra foi escolhida pelo meu professor, grande admirador de V. Ex.ª, e aprofundou, por isso, toda a história. Daí sinto-me capaz de lhe dar a conhecer a minha reacção à novela “Maria Moisés”.

            No cômputo geral, esta novela agradou-me. Foi a primeira obra de V. Ex.ª que li. Sei que ela faz parte de um vasto e riquíssimo percurso literário de V. Ex.ª, e que marcou a nossa Literatura, sobretudo no romance.  Por tudo isto, tomarei a liberdade de expressar a minha opinião sobre alguns aspectos desta interessante obra.

 

            V. Ex.ª soube usar com engenho a linguagem. Ao longo da novela, ela é tão expressiva e forte que permite transmitir sensorialmente o que narra, fazendo ouvir, ver,… todas as cenas de forma empolgante. Aliada a estas características, está a descrição pormenorizada que contribui ainda mais para a expressividade e transmissão de estados de espírito e situações e também para a própria passagem e movimento das cenas e personagens – como, por exemplo, “a caminhada de Josefa para a morte” que foi narrada com tal detalhe e realismo que é considerada uma das mais famosas passagens descritivas da Literatura Portuguesa moderna.

 

            A escolha, por parte de V. Ex.ª, de um espaço rural como palco de toda a história não foi tanto do meu agrado. Embora admire a calma, a paz, o bucolismo do campo, talvez tivesse escolhido outro cenário, e não um ambiente tão rural. Contudo, depois de investigar a biografia e percurso de vida de V. Ex.ª, entendi o porquê da escolha que fez, dado que o espaço em que decorre a acção realmente existe. De qualquer forma, seduziu-me como soube aproveitar o espaço, dando um papel activo, simbólico, e ás vezes determinante, em cenas cruciais da história, a certos constituintes do meio, tornando-os verdadeiros personagens – o caso das poldras, do rio, dos salgueiros,… com presença constante e significativa em toda a novela.

            Todas as personagens têm uma “missão” definida e importante. Não há nenhuma que tenha lá colocado por mero acaso. O enredo está por isso bem feito, como que entrelaçado, o que valoriza imenso a história o que espelha o grande mérito de V. Ex.ª por tão bem o ter construído.

 

            A personagem Josefa foi a que primeiramente me cativou. Apesar das grandes virtudes de Maria Moisés, é Josefa a origem daquela “santa”. A força, a coragem, a garra, a determinação,… de Josefa conquistaram-me, admiro o facto de falar deste tipo de mulher que tanto merece a nossa congratulação. Mas não posso deixar de tecer um comentário a Maria Moisés. Achei também fantástico o paralelismo entre estas duas personagens – um amor de perdição e outro caridoso; ao mesmo tempo que a mãe é enterrada, é a filha baptizada. Mas sobre Maria Moisés é impossível não louvar todas as suas qualidades e atitudes. Mas para mim o mais louvável, e que V. Ex.ª tão bem deu a ensinar, é que a história trágica que está na origem de Maria Moisés não é presságio de uma trágica vida, antes pelo contrário. Penso que posso afirmar, que Vª Ex.ª, através de Maria Moisés, mostrou que ter origem numa história trágica não obriga que a vida assim o seja.

            Maria Moisés foi para mim surpreendente! Muitas das situações são actuais e facilmente me revi na história. Foi uma lição de viver, de amar, de lutar, de ajudar,…! Ensinou também a reagir quando a moral, os costumes, os sentimentos,… chocam entre si.

 

Com a mais profunda admiração, sua leitora

                                                          

                         Teresa

 

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Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

 

         Ex. mo Sr.

         Visconde Camilo Castelo Branco

 

         Sou Tatiana Henriques, aluna da Escola Secundária de Oliveira do Douro e escrevo-lhe depois de ter lido a obra “Maria Moisés”.Tomo a liberdade de escrever para dar conta da minha reacção a este texto.

Numa primeira leitura, achei-a um pouco maçadora e aborrecida, pois a linguagem é de difícil compreensão. Mas, após uma segunda leitura e estudo mais atento e pormenorizado, comecei a mudar de opinião. De facto, passei a gostar da história e a reparar em alguns pormenores: gostei dos vários locais onde se passa a história (principalmente do rio), o simbolismo do rio e da Ínsua que acentua ainda mais a paixão mostrada pelos protagonistas; o simbolismo da cabra perdida, afinal, se esta não se tivesse perdido, a história não se teria desenrolado e compreendi que realmente, em ficção, tudo é pensado; a analepse utilizada na história, gostei bastante deste recurso para explicar a história, é muito mais interessante do que uma história normal onde tudo acontece sucessivamente; também ainda gostei de algumas personagens que possuem conflitos interiores sendo que Josefa da Laje é a minha preferida por ser uma mulher forte e corajosa: gostei do seu exemplo de vida, que enfrenta as adversidades por amor.

     Porém, houve aspectos que me desagradaram como anteriormente referi o vocabulário, que, por vezes, dificultou o meu entendimento da história; alguns diálogos como da Brites do Eiró e Luís; não gostei também da personagem Maria da Laje por ser demasiado cruel com Josefa, e não ter atitudes duma verdadeira mãe. Não obstante, gostei bastante da obra, incluindo o final com Maria Moisés a reencontrar o pai, achei o melhor fim possível para a história.

 

     Por todos estes motivos, gostaria de parabenizá-lo por este magnifico texto, com passagens textuais inesquecíveis para a Literatura Portuguesa, como a caminhada para a morte de Josefa (para mim, a parte mais entusiasmante e interessante de toda a história). Apreciei ainda o significado da maternidade presente neste texto, compreendi o quanto a maternidade pode ser importante pois santifica e enaltece a mulher.

 

     Espero que não o tenha incomodado e agradeço-lhe a atenção que me dispensou ao ler esta carta.

Creia que me despeço de V. Ex.ª com a máxima admiração.

 

                 Tatiana Henriques

 

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    Oliveira do Douro, 9 Fevereiro 2006

 

Exº Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

 

   Sou  aluna da escola secundária de Oliveira do Douro;  chamo-me  Gisela. É com  prazer  que escrevo a V. ª  Ex.ª ª  depois de ter lido e estudado a sua célebre novela “Maria Moisés” para lhe dar a conhecer a minha reacção  à  obra.

   Depois  de ler as primeiras páginas, a novela não despertou muito o meu interesse, talvez pela linguagem ser um pouco erudita. No  entanto, achei logo no início muito engraçado o diálogo entre a tia Brites e o Luís Moleiro. Que ironia!

   Mas continuando a leitura, fui-me apercebendo do seu interesse e fui gostando cada vez mais. E quando comecei a estudar a novela, a descobrir o simbolismo e que me apercebi da grande obra de arte que lia. De facto, com uma só leitura não conseguimos entender a novela ao pormenor, pois há coisas que numa primeira leitura parecem insignificantes (como a cabra perdida, as poldras, o berço), mas depois de um estudo aprofundado vê-se que têm um grande simbolismo, pois em arte nada e por acaso. E só um grande escritor poderia ter escrito tal obra de arte, como esta.

   A linguagem, apesar de um tanto erudita, é muito expressiva, o que faz com que nós, leitores, possamos entender melhor, e até mesmo sentir, o que estamos a ler.

   Há narrações repletas de conteúdo muito pormenorizadas, como se nota bem na caminhada de Josefa para a morte. Esta foi a passagem da história de que mais gostei e que me emocionou bastante e como todos aqueles pormenores da descrição, era como se eu visualizasse aquilo que lia.

   Quanto ás personagens, gostei de muitas tais como a Josefa pela sua força e pelo seu carácter; António pelo seu amor sempre fiel a Josefa; Francisco e Isabel Bragadas pela solidariedade e bondade ao acolherem Maria Moisés. Mas a personagem que mais me marcou foi, sem duvida, Maria Moisés pela sua vida virtuosa, por tudo o que fez pelos enjeitados, porque sendo ela uma “enjeitada” poderia viver frustrada e revelar isso nas suas acções, mas não, preferiu dedicar a sua vida aos mais necessitados e isso é de louvar.

   Acho muito interessante o contraste entre Josefa e Maria Moisés, que sendo mãe e filha, tiveram percursos de vida muito diferentes. Josefa representando a mulher apaixonada e Maria Moisés, a mulher casta e virtuosa.

   O facto de estarem presentes o mistério e segredo do inicio ao fim da novela e muito significativo, pois isso cria o suspense. Ora isto, na minha opinião, e o que faz com que a novela mantenha tal interesse.

 

   Por fim, cria agradecer-lhe ter escrito esta novela, que serve também para conhecermos melhor a vida e os costumes daquela época e vermos que ainda hoje há situações algo parecidas.

 

                                                                                  Atenciosamente,

                                                                                              Gisela

 

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Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

 

Exmo.

Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

  

O meu nome é Susana Silva, aluna da ESOD, e quero com esta carta dar-lhe os meus sinceros parabéns pela sua obra “Maria Moisés”.

Após a primeira leitura de algumas páginas, achei logo algumas partes engraçadas. Quanto mais lia,  mais vontade me dava de ler, pois as situações  abordadas na novela (como o sofrimento da mulher, a velha má e rezingona, a crueldade do homem bêbado são situações que hoje em dia ainda acontecem,  isto para alem dos temas  do  amor e da  morte. Mas o que mais me tocou foi principalmente a situação de Josefa e Maria Moisés.

A personagem Josefa da Laje foi das que mais gostei porque demonstrou ser de uma bravura fantástica e de muita coragem. Na situação dela, não era qualquer mulher que naquele tempo enfrentava a família e situações difíceis por amor como por exemplo o impedimento do namoro por parte dos pais, pois naquele tempo, as pessoas eram muito ligadas aos valores tradicionais, aos costumes e aos princípios morais.

A segunda personagem, porque apesar de ter ficado sem mãe logo à nascença e sem conhecer o pai, não foi por isso que levou a sua vida triste nem lamentosa. Ajudou meninos como ela, órfãos, e distribuiu amor por toda a gente.

 

Adorei a cena final. A situação de António ir à aldeia de Josefa e ficar curioso à procura da sua possível filha. Acho que o senhor Camilo escolheu o final adequado a toda a novela. Penso que não há melhor maneira de acabar uma história se não com um final feliz para todas as personagens, principalmente para Maria Moisés que foi uma das principais vítimas desta história.

Toda a obra está muito bem estruturada e com mistérios à mistura, o que mantém o suspense e faz com que o leitor fique “agarrado” à novela até o fim.

 

Um abraço da sua leitora,

                        

      Susana Silva

            

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Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

 

Ex. mo.

Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

         Sou a Joana Neves do 11º E, da Escola Secundária de Oliveira do  Douro. Tomei a liberdade de lhe escrever para lhe dar conta da minha reacção à novela “ Maria Moisés”.

            Confesso que o meu primeiro contacto com esta obra foi um pouco aborrecido, talvez devido ao vocabulário. Mas depois de ler com mais cuidado, e com outros olhos, passei a apreciá-la e a olha-la de outra forma. O que mais me agradou em “Maria Moisés” foi a história da sua vida e o que menos me agradou foi a morte de sua mãe. Na minha opinião, Josefa da Laje não deveria ter morrido daquela forma trágica na novela, mas ter sobrevivido e ter sido feliz com António. Mas, por outro lado, o que de facto me agradou foi a bela história de vida de Maria Moisés: uma mulher bondosa que ajudava as crianças enjeitadas. Talvez por isso Vª Ex.ª decidiu pela morte de Josefa da Laje, o  que acabou  por reforçar na história a grande mulher que foi Maria Moisés, sua filha.

            De facto, e para concluir, a personagem de que mais gostei foi Josefa, pela sua coragem e valentia em enfrentar a sua família pelo amor de António.

            E  assim passo a terminar. Gostaria  de enviar  a V. ª Ex.ª   um grande abraço de parabéns pela excelente novela que criou.

 

                                                Joana Neves  

 

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Oliveira do  Douro, 9  de Fevereiro de 2006

Ex. mo.

Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

 

Ex.mo  e  Ilust.º Camilo Castelo Branco: venho por este meio comunicar a  V.ª  Ex.ª   que gostei da sua novela “Maria Moisés”, principalmente do seu início, com a morte de Josefa, enquanto fugia para ir ao encontro do seu amor e felicidade, com a filha, fruto desse amor proibido. Quanto às personagens, achei-as  bem delineadas. E também me impressionaram, por exemplo a crueldade de Maria da Laje em relação ao amor de sua filha Josefa --- o que  torna a sua personalidade actual e talvez intemporal, demonstrando também os preconceitos da altura.

Também gostei do simbolismo do rio onde se passam as acções mais emocionantes e onde a vida de Josefa acaba e a de Maria Moisés começa...

         A segunda parte da novela não me entusiasmou muito, confesso-o, pois talvez estivesse à espera de maior suspense e drama....

 

Mas, creia, sou seu admirador,  

 

                               Paulo !

 

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Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro 2006

 

     Ex.  mo.

     Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

  

     Permita-me que me dirija a Vossa Excelência para lhe dizer que é um enorme privilégio ter esta oportunidade de lhe escrever.

     Sou Nelson Sousa, aluno da Escola Secundária de Oliveira do Douro. Se está a pensar na   Escola onde o Professor Francisco Martins dá aulas é exactamente essa.

     Venho por este meio escrever-lhe para mostrar a minha reacção acerca da sua fabulosa novela “Maria Moisés”: li-a recentemente, e acabei por relê-la para melhor a apreciar.

     Em primeiro lugar, felicito-o por ter escrito uma obra fantástica que exigiu um enorme talento da sua parte. “Maria Moisés” é uma obra acessível a toda a gente; mas, apesar disso, torna-se mais interessante e com mais sentido após uma segunda leitura e uma atenção mais aprofundada.

     Os aspectos que mais me agradaram na sua obra foram a variedade e situações e de géneros, como por exemplo a comicidade de Brites e do Moleiro, o drama e a tragédia e Josefa, a ironia, o mistério e o segredo ao longo a acção. E acabei por aperfeiçoar o simbolismo dalguns elementos que pareciam ser irrelevantes, tal como as poldras, o rio, o berço, entre outros.

     O que não me agradou na obra foi o final que me pareceu incompleto, como se alguém tivesse arrancado as últimas páginas da sua obra. Será que foi isso que aconteceu? E se lhe for oportuno responder, poder-me-ia dizer que aconteceu a Maria Moisés e António no fim? E se na eventualidade de poder escrever esta obra nos dias de hoje, que mudaria nela?

     Agradeço imenso o tempo que dispôs para ler a minha carta e espero sinceramente que me responda.

 

     Com a máxima admiração e estima,

           

                       Nelson Sousa

 

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 Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

 

Ex. mo 

Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

  

            O meu nome é Márcio Ivo Magalhães Matos, sou aluno da Escola Secundária de Oliveira do Douro. Queria desde já felicitá-lo pela qualidade da sua vasta obra.

Recentemente li “Maria Moisés” e devo dizer que achei curiosa a maneira como compôs a história das duas heroínas: Josefa e Maria Moisés. Também gostei das tiradas de humor, que sendo simples e ingénuas são de uma eficácia extrema. Aproveito para expor duas delas – poderia ter mais pela qualidade mas a dificuldade de escolha limita-me – inseridas na 1ª parte: “ (…) - Não me meta medo aos burros que eles já estão estacados a olhar para você. Deixe passar os parentes” e “ a alma que se metesse nesse corpo deveria sair suja como a ratazana de um cano”.

Aproveito esta oportunidade para parabenizá-lo pelo modo como santifica a mulher e a maternidade, e pela maneira como explora o simbolismo como ferramenta na história.

Antes de terminar, queria deixar a   V.ª  Ex.ª  algumas perguntas que espero não venham a ocupar muito o seu tempo:

● Como a  maternidade é  de extrema importância nesta obra, ela  representa alguma homenagem à sua mãe, ou à mãe dos seus filhos?

● Sendo sempre um acto de desespero, e perante isso mesmo, considera o suicídio um acto de coragem ou de cobardia?

● Dado  que o  modo  como  aborda a  morte (a propósito de Josefa)  e o modo  como    sabe manter  o mistério e explorar o suspense são inovadores, quais foram as obras e os autores que o inspiraram?

● Como vê o papel da mulher nos países desenvolvidos: evoluiu em conformidade com a própria sociedade ou continua retrógrada?

 

Já que Vª Ex.ª  foi mordaz e satírico, espero  agora  que  saiba compreender o meu modo peculiar de reagir a este magnifico texto:  devo dizer que desde a leitura de “Maria Moisés” anseio por devorar mais obras suas, pois elas tornaram-se inseparáveis para mim. Creia que nunca mais larguei este seu livro, mesmo quando tinha de satisfazer as minhas necessidades fisiológicas – tive de me sentar em todas as idas ao W.C. para prolongar o prazer da leitura. Também suponho que Vª Ex.ª deve ter feito vários 360º desde que apareceu um tal de José – exibindo “tiques” duvidosos – na nossa sociedade com a audácia de possuir o seu tão nobre nome.

 

Espero receber um “sinal” seu em breve, esperando ardentemente uma resposta sua. Sempre seu admirador,

  Márcio Ivo Magalhães Matos

 

  

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Oliveira do Douro, 9 de Fevereiro de 2006

 

Exmo

Sr. Visconde Camilo Castelo Branco

 

O meu nome é Ana Isabel, estudo na Escola Secundária de Oliveira do Douro e frequento o curso de Línguas e Literaturas.

Venho por este meio dirigir-me a Vossa Senhoria para lhe dar conhecimento da minha opinião, na medida do possível crítica, sobre a sua novela “Maria Moisés”.

Quando comecei a lê-la, não a achei muito interessante, pois a princípio não percebi muitas coisas: considerei o vocabulário um tanto difícil de perceber e a história não me suscitou um interesse de maior.

Porém, depois de sucessivas leituras e de uma análise mais atenta da novela, e com a ajuda do meu professor de Literatura Portuguesa, comecei a mudar de opinião. Acabei por a achar mais interessante.

O que mais me agradou e me chamou  a  atenção foram as situações cómicas, como quando o moleiro se encontra com a tia Brites, as situações de mistério e de segredo que foram mantidas até ao fim da novela, as superstições, as descrições dos locais mais românticos e o papel desempenhado pelas personagens Josefa, António e Maria Moisés.

Concluído o estudo sobre esta novela, estou em condições de lhe dar os meus sinceros parabéns pela obra.

 

Sem mais outro assunto, despeço-me e espero que receba esta carta e a leia com um espírito aberto às minhas reacções.

 

Ana Isabel Martins Dias

 

 

 

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