| Cr�nicas de Porto Alegre 5 Por J�ferson Assum��o Foi uma verdadeira final de Copa do Mundo, a maior de todos os tempos. Cinco bilh�es de pessoas de um lado, um bilh�o de outro. On line, mesmo, ou via sat�lite, uma boa parte do planeta vibrou, se irritou, riu e se emocionou torcendo por um mundo melhor. O Centro de Eventos da PUC virou um est�dio de futebol, domingo � tarde, para assistir a grande disputa entre os ricos e pobres, direto pela TV Educativa. Aparelhos de televis�o (poucos) foram dispostos em salas e nos corredores da PUC para o debate in�dito. Pela primeira vez, na hist�ria da humanidade, pobres e ricos se colocaram frente a frente - mesmo que a muitos milhares de quil�metros de dist�ncia uns dos outros - para, cara-a-cara, dizerem claramente o que pensam. Goleada nossa, claro, de quem tem muito o que dizer, e n�o perdeu a oportunidade de faz�-lo. Foi uma tarde feliz de domingo, em que o nosso time lavou a honra, a dele e a de quem estava na arquibancada, vibrando como se estivesse em campo. O debate entre participantes do F�rum Social Mundial, em Porto Alegre, e o F�rum Econ�mico Mundial, em Davos, teve momentos espetaculares, lances inesquec�veis. A primeira foi a grande vaia para o megainvestidor George Soros, quando ele apareceu na tev�. � preciso confessar: a torcida esteve tensa at� os instantes iniciais da partirda, enquanto a Davos fria e a quente n�o se entendiam em termos tecnol�gicos. Ru�dos e cortes de transmiss�o contribu�ram para dar o clima da batalha. Mas iniciou o "di�logo" e a ansiedade foi baixando, em vista da �tima atua��o dos nossos craques, j� nos primeiros minutos. O time parecia aquela sele��o do Zagallo, a tetra. S� pela esquerda. Sem ponteiro direito, a principal jogada do time do Hemisf�rio Sul era Oded Grajew aprofundar pelas laterais e cruzar para a m�e da Plaza de Mayo, Hebe de La Bonfini. De cabe�a (protegida pelo len�o blanco com inscri��es azuis) ela desferia petardos de dentro da grande �rea. Na "gaveta". Bernard Cassen, ent�o, bombardeou o pobre Soros, que mais parecia um franzino goleiro de v�rzea ante a bateria anticapitalista de Porto Alegre. "A-deus, So-ros! A-deus, So-ros!", a torcida parecia estar a fim de gritar, mas a corre��o de comportamento n�o permitiu manifesta��es mais exaltadas, antes do final do jogo. O grito de Porto Alegre estava preso na garganta, esperando para tripudiar em cima do investidor, mas s� no fim. E a cada chute de fora da �rea da sele��o porto-alegrense retumbavam os gritos, aplausos e sorrisos jocosos dos torcedores. A massa aglomerada torcia pelos dribles de Rafael Alegr�a, os bal�ezinhos de Njoki Njehu, os potentes chutes de La Bonfini. continua... fonte:www.forumsocialmundial.org.br |
||