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Oposi��o dos EUA amea�a controle do ar do planeta
Ambientalistas ga�chos prev�em o pior: os Estados Unidos v�o confirmar no encontro iniciado ontem em Bonn, Alemanha, sua oposi��o ao controle de poluentes. O lobby de grandes empresas de extra��o mineral, siderurgia e metalurgia e o temor de desacelera��o da economia refor�am a resist�ncia norte-americana. Centrado apenas no sacrif�cio de pa�ses europeus ou perif�ricos, o Protocolo de Kyoto, que estipula a redu��o da emiss�o de gases causadores do efeito estufa, perder� efici�ncia ao excluir o maior respons�vel pela polui��o atmosf�rica do planeta. O boicote norte-americano ao pacto internacional do clima se baseia no medo de que a redu��o do n�vel de crescimento industrial aprofunde a recess�o econ�mica que amea�a o pa�s. A estagna��o resultaria da queda na produ��o de bens de consumo e do poss�vel aumento do desemprego n�o apenas nos Estados Unidos, mas nos 38 pa�ses obrigados a reduzir em 5,2% o n�vel de emiss�o de poluentes na atmosfera em rela��o aos �ndices verificados em 1990 � no caso dos norte-americanos, o �ndice � mais alto: 7%. A perspectiva de acordo � remota: � Governos de todo o mundo t�m a sensibilidade de que o efeito estufa � irrevog�vel e que podemos apenas reduzir sua cad�ncia. Os norte-americanos tamb�m t�m consci�ncia do problema, mas n�o est�o dispostos a fazer sacrif�cios internos � diz Rodney Ritter Morgado, ex-integrante da Coordenadoria de Pol�ticas e Normas Ambientais do Minist�rio do Meio Ambiente, o primeiro grupo a estudar o protocolo no pa�s. Com ou sem a presen�a dos Estados Unidos, do Jap�o, do Canad� e da Austr�lia � seguidores da postura norte-americana �, dois prov�veis resultados da assinatura do Protocolo de Kyoto s�o esperados em pa�ses em desenvolvimento: menos degrada��o da atmosfera e mais recess�o econ�mica. � O acordo n�o faz sentido sem os Estados Unidos. O que necessitamos � de uma mudan�a de comportamento mundial, que inclui repensarmos transportes como o autom�vel, hoje um problema � diz Fernando Pohlmann Livi, docente do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ainda que uma recess�o mundial repercuta tamb�m no Brasil, no in�cio na��es subdesenvolvidas ou em desenvolvimento sofreriam menos, pois t�m n�veis de emiss�o de poluentes toler�veis em fun��o da menor capacidade industrial, afirma Alexandre Castro, pesquisador da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e diretor t�cnico da organiza��o n�o-governamental Sea Shepherd. No Brasil, a maior imposi��o internacional seria a redu��o do desmatamento � j� que a diminui��o da cobertura vegetal do planeta � decisiva no aumento do efeito estufa. O pa�s tamb�m levaria vantagens. � Temos um dos maiores potenciais de uso de energias alternativas, o que � muito importante � diz Castro. Baseado em uma matriz energ�tica limpa � a hidrel�trica, produtora de cerca de 80% da energia do pa�s �, o Brasil � respons�vel por apenas 1,06% da polui��o mundial e reconhecido pela comunidade cient�fica como criador de uma tecnologia menos poluente: o �lcool combust�vel.
Fonte: Zero-Hora 17/07/2001 |
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