GM investe em carros recicl�veis



Um dos objetivos da General Motors (GM) do Brasil � produzir, cada vez mais, carros ambientalmente corretos. Isso significa ve�culos mais leves, com alto desempenho e baixo consumo de combust�vel, manufaturados com pe�as de material reciclado, o que inclui fazer tamb�m ve�culos recicl�veis. Para que isso possa acontecer, a Engenharia de Materiais e Elementos de Fixa��o da GM do Brasil se mant�m atenta � revolu��o tecnol�gica, desenvolve pesquisas e trabalhos diversos, inclusive em parceria com universidades.

Inicialmente, a palavra 'reciclar' estava relacionada � imagem do envio de pap�is, jornais, latas de alum�nio, garrafas de pl�stico e de vidro para centros de reciclagem. Por�m, ainda hoje muitas pessoas se surpreendem ao saber que os ve�culos s�o os produtos mais recicl�veis do mundo. 'Entre 75% e 85% dos autom�veis podem ser reciclados, se projetados para tal finalidade', explica o gerente da Engenharia de Materiais e Elementos de Fixa��o da GM do Brasil, Jos� Barboza.

Um dos trabalhos que vem sendo desenvolvido pela GM do Brasil refere-se � metalurgia do p�, que � de fundamental import�ncia na fabrica��o compostos sinterizados (componentes manufaturados a partir da mat�ria-prima em p� de diferentes tipos de ligas met�licas), utilizados pela ind�stria automobil�stica por causa de seu grande potencial de crescimento.

'O mercado brasileiro utiliza atualmente cerca de 3 quilos de produtos sinterizados por ve�culo, enquanto que os mercados europeu e japon�s usam em torno 6 quilos por ve�culo. Alguns modelos americanos podem chegar a 24 quilos de pe�as sinterizadas por ve�culo', revela Jos� Barboza.

Por meio de conv�nios firmados entre a GM e o Instituto de Pesquisas Energ�ticas e Nucleares (Ipen), pesquisas t�m sido desenvolvidas no campo da metarlurgia do p�, selecionada como moderna rota de produ��o de pe�as por tr�s raz�es. Ela oferece menor custo do produto acabado em rela��o a outros processos, � o �nico processo de obten��o de determinados componentes e uma tecnologia mais limpa.

Fonte:CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 12 DE JULHO DE 2001
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