Fantasma
Para onde vais, assim calado, de olhos hirtos, quieto e deitado, as m�os im�veis de cada lado? Tua longa barca desliza por n�o sei que onda, l�mpida e lisa, sem leme, sem vela, sem brisa... Passas por mim na �rbita imensa de uma secreta indiferen�a, que qualquer pergunta dispensa. Desapareces do lado oposto e, ent�o, com s�bito desgosto, vejo que teu rosto � o meu rosto, e que vais levando contigo, pelo sil�ncioso perigo dessa tua navega��o, minha voz na tua garganta, e tanta cinza, tanta, tanta, de mim, sobre o teu cora��o!![]()
![]()