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História da igreja IDENTIDADE BATISTA
A hierarquia das igrejas estava de acordo
com o Imperador Constantino (Império Romano) e não de acordo com o ensino de
Jesus; no qual o cabeça da igreja seria o próprio Cristo e não uma pessoa.
As igrejas verdadeiramente cristãs não aceitaram o casamento entre
igreja e estado, a centralização de um governo religioso e a criação de um
tribunal eclesiástico (concílios) que não fosse a igreja local. O Imperador
Constantino começou a questionar até sua “suposta” fé. Ele indagou: “se eu
sou salvo dos meus pecados pelo batismo, como escapar dos meus pecados
posteriores ao batismo?”. Este questionamento iria perturbar todas as
gerações seguintes. Consequentemente o imperador resolveu adiar o seu
batismo para pouco antes de sua morte, para que seus pecados fossem
perdoados de uma só vez. Através deste processo, Constantino acabou aderindo
ao cristianismo, enfrentando uma opção forte do senado romano. Este fato
provocou a mudança da capital do império para Bizâncio (Turquia) que passou
a chamar-se Constantinopla, em homenagem ao imperador Constantino. Isto
provocou uma divisão que existe até os dias de hoje: Igreja Católica
Romana e Igreja Católica Grega (Ortodoxa). Até esta divisão as
perseguições mais duras aos cristãos, haviam sido provocadas pelo judaísmo e
paganismo. De agora em diante os cristãos nominais (fruto do
casamento entre igreja e estado), começaram a perseguir os cristãos
verdadeiros. A igreja criada pelo próprio Constantino, começou a
inserir “leis” ou “emendas” sobre os ensinos do Novo Testamento. Criavam-se
cada vez mais regras estranhas à prática de Jesus dos seus
seguidores: Cristãos. Este quadro provocou a adesão de muitos membros
inconversos (sem arrependimento) às igrejas. Com o passar dos anos, isto foi
se tornando comum ao ponto da grade maioria dos cristãos serem apenas
nominais. Porém, muitos cristãos nominais quiseram filiar-se às igrejas
leais ao evangelho, sendo-lhes exigida a experiência cristã real e o
rebatismo. Isto despertou mais ódio ainda por parte dos fanáticos da “igreja
estatal”. O nome cristão foi negado aos verdadeiros cristãos, vindo a ser
chamados de montanistas, tertulianistas, novacianos, paterinos e outros,
pelo costume de rebatizar foram chamados de ana-batistas.
Pr. Maurício 03/12/2000 |