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IGREJA BATISTA JARDIM AMÉRICA

História da igreja IDENTIDADE BATISTA

       A hierarquia das igrejas estava de acordo com o Imperador Constantino (Império Romano) e não de acordo com o ensino de Jesus; no qual o cabeça da igreja seria o próprio Cristo e não uma pessoa. As igrejas verdadeiramente cristãs não aceitaram o casamento entre igreja e estado, a centralização de um governo religioso e a criação de um tribunal eclesiástico (concílios) que não fosse a igreja local. O Imperador Constantino começou a questionar até sua “suposta” fé. Ele indagou: “se eu sou salvo dos meus pecados pelo batismo, como escapar dos meus pecados posteriores ao batismo?”. Este questionamento iria perturbar todas as gerações seguintes. Consequentemente o imperador resolveu adiar o seu batismo para pouco antes de sua morte, para que seus pecados fossem perdoados de uma só vez. Através deste processo, Constantino acabou aderindo ao cristianismo, enfrentando uma opção forte do senado romano. Este fato provocou a mudança da capital do império para Bizâncio (Turquia) que passou a chamar-se Constantinopla, em homenagem ao imperador Constantino. Isto provocou uma divisão que existe até os dias de hoje: Igreja Católica Romana e Igreja Católica Grega (Ortodoxa). Até esta divisão as perseguições mais duras aos cristãos, haviam sido provocadas pelo judaísmo e paganismo. De agora em diante os cristãos nominais (fruto do casamento entre igreja e estado), começaram a perseguir os cristãos verdadeiros. A igreja criada pelo próprio Constantino, começou a inserir “leis” ou “emendas” sobre os ensinos do Novo Testamento. Criavam-se cada vez mais regras estranhas à prática de Jesus dos seus seguidores: Cristãos. Este quadro provocou a adesão de muitos membros inconversos (sem arrependimento) às igrejas. Com o passar dos anos, isto foi se tornando comum ao ponto da grade maioria dos cristãos serem apenas nominais. Porém, muitos cristãos nominais quiseram filiar-se às igrejas leais ao evangelho, sendo-lhes exigida a experiência cristã real e o rebatismo. Isto despertou mais ódio ainda por parte dos fanáticos da “igreja estatal”. O nome cristão foi negado aos verdadeiros cristãos, vindo a ser chamados de montanistas, tertulianistas, novacianos, paterinos e outros, pelo costume de rebatizar foram chamados de ana-batistas.
       Em 426 d.C., dez anos após a instituição legal do batismo infantil, iniciou-se o período chamado de “idade das trevas” ou Idade Média.
       Estamos relatando os principais fatos ocorridos entre os anos 300 e 500 d.C.
       O sangue dos cristãos (mártires)vai começar a regar a terra mais intensamente,
       Resumindo este período temos:

  1. Mudança da forma de governo na igreja
  2. Salvação pela graça substituída pela salvação batismal
  3. Instituição do batismo infantil
  4. Hierarquia organizada e casamento igreja/estado
  5. Mudança da capital do Império Romano
  6. Cristãos nominais perseguindo cristãos convertidos
  7. Começa Idade Média 426 d.C.
  8. O evangelho é substituído pela tocha e a espada
  9. A liberdade religiosa é enterrada por alguns séculos.
  10. As igrejas fiéis ao Novo Testamento são perseguidas e tratadas por diversos nomes.
  11. Porém, o remanescente destas igrejas não se perdeu. Apenas se escondeu em florestas, montanhas, vales e cavernas. Mas não deixou de se espalhar!

Pr. Maurício

03/12/2000


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