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IGREJA BATISTA JARDIM AMÉRICA

LITURGIA: É UMA ORDEM DE CULTO?

       A palavra liturgia é uma transliteração aportuguesada do termo grego e é pouco encontrada fora do Novo Testamento. No texto de Lucas, em particular, refere-se à “ministério”. No primeiro século da era cristã, o termo era comum para se descrever o serviço que um sacerdote ou servo prestasse nos tempos dos deuses. No NT encontramos alguns termos relacionados ao culto cristão provenientes desta palavra.
São eles:

  1. “leitourgía” Lucas (1:23) ministério
    II Cor (9:12) assistência
    Filip (2:17) serviço
    Filip (2:30) socorro
    Hebreus (8:6) ministério
    Hebreus (9:21) serviço sagrado
    1)
  2. “leitourgós” Romanos (13:6; 15:16) Hebreus (1:7; 8:2) ministro
    Filipenses (2:25) auxiliar
    2)
  3. “leitourgéo” Atos (13:2) servindo
    Romanos (15:27) servi-los
    Hebreus (10:11) serviço sagrado
       Em todas estas palavras há uma utilização sempre relacionadas (direta ou indiretamente) ao serviço religioso. Elas destacam: serviço de um homem para com os outros; serviço especificamente religioso; aquele que está a serviço do seu Senhor.
       Podemos notar que o sentido desta palavra sofreu algumas alterações dentro do seu campo de significados. Uma significação popular do termo liturgia, tem sido o de programa ou roteiro de culto. O que pode, além de desvirtuar o sentido neotestamentário da palavra, dar a entender que o ambiente do Culto Cristão é algo frio e mecânico no qual os “crentes” agiriam como se fosse comportamento aprendido (fruto da sua cultura religiosa). O elemento Espiritual seria quase que amordaçado para dar lugar à rotina domingueira ou sabadista.
       Já no sentido Bíblico-Teológico a liturgia cristã (culto) é o “serviço religioso de adoração à Deus”. Isto é, Deus é o centro do culto e as pessoas manifestariam uma resposta à Ele. O verdadeiro Povo de Deus sempre tem o desejo autêntico do encontro terrenal-Divino (Salmos 42:1-2). Podemos concluir que o culto cristão é um ministério de valor infinitamente qualitativo envolvendo os seus participantes (Deus/homem). Fato este que nos chama a atenção ao possível erro de tornarmos o culto um encontro que pode ser medido no tempo, ou seja, mesmo que o mesmo aconteça na esfera temporal, não pode ser avaliada por ela. Uma ordem de culto que só consiga percebê-lo desta falha em princípio.
       O culto não será espiritual pelo fato de ser formal ou informal. Ele pode ser cuidadosamente planejado e inteligentemente dirigido. No entanto nisto não temos nenhuma garantia de que o Objeto do culto (Deus) estaria dando ou não a sua aprovação. O cristão precisa saber que tanto o programa ou qualquer outro processo que conduza o culto deve encontrar as suas bases e objetivos na orientação Divina.

“...para Deus o ético está acima do milagroso ou do físico...” anônimo.

Pr. Maurício


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