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IGREJA BATISTA JARDIM AMÉRICA

ESTUDOS BÍBLICOS

INSPIRAÇÃO BÍBLICA

O primeiro elo da comunicação de Deus aos homens chama-se inspiração.

Existem diversas teorias sobre a inspiração bíblica e algumas delas não se harmonizam com o ensinamento da própria bíblia. Por esta razão é importante conhecer e examinar tais teorias para podermos apurar com mais precisão o que a própria bíblia nos ensina sobre o uso da inspiração. Ao longo da história as teorias sobre a inspiração bíblica sofreram variações de acordo com os movimentos teológicos que as fizeram surgir. Na maior parte da história da Igreja prevaleceu a visão ortodoxa segundo a qual a bíblia é a palavra de Deus.
Com o surgimento do modernismo muitos vieram a crer que a bíblia meramente contém a palavra de Deus. Depois, sob a influência do existencialismo contemporâneo, os chamados teólogos neo-ortodoxos têm ensinado que a bíblia torna-se a palavra de Deus. A ortodoxia prevaleceu por cerca de dezoito séculos de história da Igreja tentando explicar que a bíblia era o registro escrito por inspiração de Deus. Pelo fato do registro escrito da palavra de Deus se encontrar num único livro composto por autores humanos, porém, dotados de estilos pessoais diferentes uns dos outros, os ortodoxos se dividiram em dois grupos divergentes. O primeiro tornou-se conhecido por abraçar a idéia do “ditado verbal”, isto é, que os autores humanos apenas registraram o que Deus lhes havia ditado “palavra por palavra”. O segundo grupo aceitou a idéia de que Deus só concedeu aos autores humanos os personagens inspirados, e os autores tiveram a liberdade de produzir os textos bíblicos com as próprias palavras.
Aceitando tal idéia, o segundo grupo de estudos tornou conhecida a teoria do “conceito inspirado”. O modernismo, por sua vez, dizia que somente algumas partes da palavra de Deus seriam verdadeiras e outras humanas e apresentando erros. Este movimento também ficou conhecido como liberalismo teológico.
Existiam duas correntes liberalistas que defenderam os conceitos da “iluminação” segundo o qual Deus concedeu à homens piedosos uma profunda percepção religiosa mas que eram registradas as verdades Divinas misturadas às idéias erradas e crendices comuns àqueles dias. Daí a bíblia teria supostamente, vários graus de inspiração dependendo da existência religiosa de cada autor. Um outro conceito seria conhecido como “intuição” no qual a bíblia não passaria de um caderno de rascunho em que os judeus registravam suas lendas, histórias, poemas sem nenhum valor histórico e nem um pouco sobrenatural, somente intuitivo. Já a neo-ortodoxia afirma que a bíblia tornava-se a palavra de Deus num encontro pessoal entre Deus o homem. A bíblia então seria somente a fonte da revelação Divina. Diante de tal panorama histórico a respeito da inspiração bíblica, que se apresentou (e se apresenta ainda) no ambiente eclesiástico, podemos concluir sem medo de errar: nenhuma das teorias acima podem ser consideradas como completas ou plenamente satisfatória. Não podemos avaliar “totalmente” o processo do Espírito Santo operando nas mentes dos homens. Todas as opiniões sobre o assunto tem sido levantadas de diferentes concepções, apresentando vários graus de legitimidade e sempre dependendo do contexto e ângulo de observações de quem as formula. A inspiração bíblica leva em consideração fundamentalmente o que a própria Escritura fala a respeito de Sí Própria (II Timóteo 3:16/ II Pedro 1:21).

Pr. Maurício


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