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A passagem do Torture Squad e
Nervochaos surpreendeu a todos fãs de
Death Metal que compareceram ao palco
do templo sagrado nordestino, o
conhecido "DOKAS". A
qualidade técnica de cada banda,
muita humildade e uma boa presença de
palco mostra o quanto à cena
underground cresce no país, e não
foi apenas as bandas paulistanas, as
pernambucanas As The Shadows Fall e
Infested Blood mostraram como crescem
a cada show e na cena pernambucana, já
dispõe de público cativo aos seus
shows. Destaco aqui o Infested Blood,
esse quarteto atingiu um nível que
logo o colocará num nível do
expoente máximo local, o Decomposed
God, sua apresentação chega a
levantar o mais pacato dos fãs!
Pauleira total!
Por volta das 23hs o As The Shadows
Fall começa sua apresentação com o
Dokas ainda vazio, mas logo os bangers
tomaram conta da frente do palco e
passaram a banguear com a banda.
Contando agora com um novo guitarrista
José "Cérebro" Alberto
(ex-Vocal do Decomposed God), e logo
no meio do set sua guitarra quebra
algumas cordas e atrapalha um pouco a
apresentação da banda, problema
superado a banda finaliza set pequeno
set com um inesperado cover do Grave
Digger "Heavy Metal Breakdown"
com o convidado baterista Osvaldo (ex-
Darkness Emperor) e Fábio indo para
os vocais.
Em seguida entram em cenas os quatro
cavaleiros do apocalipse pernambucano,
quem nunca assistiu a um show do
Infested Blood não sabe porque falo
isso, é porrada pura! Seus shows já
são marca registrada, que esteve na
abertura do Incantation notou que o nível
da banda está crescendo a cada show.
Até o pessoal do Torture Squad e
Nervochaos saíram do camarim para
acompanhar a apresentação, o
baterista Amilcar do T.S. foi para o
palco presenciar a metralhadora
chamada Beto (Peter Sandoval
recifense, que viu o review da Demo
Tape do caras na Roadie Crew?), sua
performance é digna de receber os
melhores comentários possíveis,
disparado o melhor músico da banda.
Seu set foi curto também, porém de
porrada em cima de porrada,
aproveitaram para apresentar músicas
de seu debut Cd que deve ser lançado
em breve, o título será "The
Master of Groteske".
A
seguir começa o Nervochaos, e para
surpresa de todos sem o baixista
Hareton que deixou a banda
recentemente, perderam um pouco de
peso, mas não a garra. Mandaram bem
num set de quase 1 hora de duração,
seu som está cada vez mais sujo, mas
sempre apostando no Death/Thrash/Grind,
seus guitarristas Sydney e César
fazem os duetos de vocais e dobras de
guitarras tão bem, que torna algumas
músicas bem trabalhadas, sem perder a
agressividade. Tocaram faixas de sua
demo tape “Disfigured Christ” e do
mais recente trabalho LEGIONS OF
SPIRITS INFERNAL (lançado pela
Destroyer Records), um fato
interessante, já que o baterista
Eduardo Lane é dono de um selo, a
TUMBA RECORDS, o próprio Edu explica
que é para evitar problemas com as
outras bandas do selo e de comentários
que possam favorecer sua banda.
Mandaram bem músicas como REVOLT,
WHEN THE MASK FALL DOWN e o sempre
presente cover do BRUJERIA “Consejos
Narcos” , levou muitos ao delírio,
o final ficou com a já clássica PURE
HEMP.
Já
passava das 2h da madrugada quando
surge o Torture Squad, pela primeira
vez em palcos pernambucanos, fiquei
com receio que o show fosse morno
devido ao horário e pelo cansaço
estampado na face de cada banger na
frente do palco. Ao som da trilha
sonora do Rei KULL entram no palco e
mandam de cara a faixa que abre seu
mais recente cd UNHOLLY SPELL,
WARMONGER e CONVULSION, foi o bastante
para levantar quem estava cansado e
fazer do salão do Dokas pegar fogo.
Mostrou a que veio, conta com músicos
excelentes e uma performance de palco
que não lembra bandas underground e
sim bandas com anos de estrada. Pode
parecer exagero, mas os caras são de
uma precisão cirúrgicas na execução
de suas músicas que não se se
encontram erros. Contando com novo
guitarrista Mauricio Nogueira, mesmo
com poucos ensaios o cara mandou bem
chegando ao mesmo nível dos antigos
membros. O set alterna músicas com
andamentos Death Metal com algumas com
passagens pelo feeling do Heavy Metal
e Thrash, como a ótima HOST. O
Para finalizar, vale salientar a produção
mais uma vez do produtor João Marinho
da Blackout Discos, sempre trazendo e
apostando em shows para Recife, o som
estava impecável para todas bandas, o
que já se tornou uma constante, já
se foi à época em que apenas a banda
de fechamento tinha o melhor som, o público
presente foi o esperado, quase 300
pessoas. Agora é esperar pela histórico
show do KREATOR & DESTRUCTION dia
31 de março no Clube Internacional.
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