Shadowside - 03/11
Santos/ SP/ Brasil
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Resenhado por Flávio Antonio Garrido

     Uma tarde nublada, na cidade de Santos, no dia 3 de novembro/2001, o público esperando ansioso a abertura dos portões do Bar do 3, casa de shows que já recebeu nomes como Angra. A tão aguardada estréia da Shadowside em Santos aconteceria em breve. Com um certo atraso, a casa finalmente é aberta e logo a banda de abertura Darkson inicia seu show. A banda não conquistou o público presente, mas certamente por estarem todos esperando pela banda principal. Após um mês de massacre 

Ricky (guitarrista)

promocional, o resultado: casa cheia e expectativa grande.  

Dani Nolden (vocalista)

Novamente a banda mostrou que nada fica devendo às estrangeiras... as cortinas se fecharam e a introdução Enter the Shadowside do EP recém lançado começa a ecoar no local. Ouvem-se gritos e a expectativa cresce. As cortinas então se abrem e aparecem os Shadowsidies, mandando Vampire Hunter com maestria (apesar de problemas técnicos com o microfone e guitarras, que não tiraram o brilho da música e da performance da banda). 

Logo após emendaram sem pausas um cover modificado de Father Time (Stratovarius), muito mais pesado que o original e em seguida Electric Eye, do Judas Priest que fez o público perder o fôlego logo no início. Em seguida, Kingdom of Life, que mais uma vez foi um dos pontos mais altos do show, fazendo os bangers santistas gritarem e cantarem o refrão marcante da música. Sem pausa para descanso, vêm Dr. Stein (Helloween) e Anywhere in the Galaxy (Gammaray) e então a banda permite um pequeno break para o público respirar com a música Shadowside, que mesmo tendo um ritmo mais cadenciado agitou a todos, fazendo com que acompanhassem Dani Nolden com palmas e cantando a belíssima balada.

    O público já totalmente dominado por Dani delira quando AS Rock destrói sua bateria com a introdução de Painkiller (Judas Priest), fazendo Santos bater cabeça e delirar. E o mesmo acontece na música seguinte, que foi Believe in Yourself, que levou à loucura a platéia, maravilhada com os solos de Bill e Ricky, que também encantaram aos presentes, mostrando-se guitarristas extremamente competentes (Ricky ainda mostrou-se muito carismático). Arc, como sempre extremamente seguro em seu baixo, bangeava o tempo todo, curtindo cada momento com a galera. Os fãs já gritavam por Illusions, mas eles ainda apresentaram Hall of the Mountain King (Savatage) e Power (Helloween). 

Bill Shadow (guitarrista solo)

Dani, sempre sorrindo e cheia de carisma, como sempre causou impacto com sua voz melódica e agressiva e conquistou a todos mais uma vez e fez todos acompanharem o refrão da música, mexendo com todos e os divertindo. Definitivamente mostrou que é uma vocalista de primeira linha que a cada show surpreende o público com sua atuação. Além de cantar muito, sabe como cativar o público.  

Dani Nolden

      Chega o esperado momento e a vocalista Dani anuncia Illusions. Em ritmo acelerado, eles trazem o bar abaixo e chamam todos para cantar com eles, fazendo um jogo com o público em que a cada vez eles cantavam mais alto. A reação foi fantástica e a volta à música mais surpreendente ainda. Incrivelmente veloz e pesada, a banda demonstrava muito talento e muita vibração, mostrando que eles realmente gostam de estar no palco. O público não queria ir embora, mas o tempo estava esgotado. Em um show impecável, o que vimos foi algo inédito: pela primeira vez uma banda que sai da própria cidade de Santos distribui autógrafos na região (por mais de meia hora). Quem não conferiu, perdeu um show de heavy metal impecável, que mostra Shadowside como mais uma jóia do metal brasileiro.

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