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O Ivory Gates, banda oriunda de Piracicaba é uma
das grandes revelações que constantemente
andamos vendo no cenário nacional! A banda que é
formada por Hugo Mazzotti (baixo), Matheus Armelin
(guitarra), Félix (bateria), Miguel Pupim (vocal)
e Verusca Camilo (vocal) é totalmente fora de
regra, isto é, eles não seguem nada e nem querem
aparecer com nada, tendo como influências bandas
como Rush, Symphony X, Uriah Heep, Kansa e
Queensryche é possível que venhamos à imaginar
aqui um Rock Progressivo ou Prog Metal e quem sabe
Heavy Melódico? Certo? Longe disso a banda segue
uma linha própria, e uma linha rígida visto que
todas as canções deste álbum são
personalizadas e praticamente nada é igual à
nada! O trabalho é conceitual e algumas músicas
são seguidas das outras em ordem, porém no
caminho musical o que vemos é riffs simples
misturados à alguns solos trabalhados e outros
nem tanto com um fundo de teclado muitíssimo
trabalhado que lembra Rush na hora e com um fundo
do baixo cobrindo todas as passagens com direitos
à alguns solos próprios! No vocal Miguel Pupim
é o maior destaque, sua voz ora lembra bandas de
heavy melódico, porém ele não fica berrando
nada em falsete e sua voz não enjoa e nem destoa
é ótima e a vocalista Verusca Camilo acompanha
ele em diversos momentos como faz a sua
participação totalmente diferente do que
habituamos ouvir no metal atual, isto é, vocais
líricos em bandas de metal, Verusca segue uma
linha mais simples porém mais bonita e não deixa
a música com cara de velório e nem de orquestra!
Enfim, o Ivory Gates está mais do que no caminho
certo, tem uma personalidade própria mesmo e com
certeza possui a difícil tarefa de fazer músicas
difíceis, quebradas, isto é o o "bê-a-bá"
do progressivo! Destaques de faixa digamos que
fica entre a intro "Through the Ivory
Gates", "Images Reflected" e "What
I Believe", porém fica difícil escolher
qual é a melhor! Parabéns... |