Discografia:
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Shyvering (1998)
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Asylum of Shadows (1999)
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The Unholy Spell (2001)
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Formação (2002):
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Victor - Vocals
Castor - Baixo
Amilcar - Bateria
Maurício Nogueira - Guitarra
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Contatos:
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Site: www.torturesquad.cjb.net 

     Existe no Brasil atualmente, ou melhor na nossa cena underground um mal existente, ou melhor um bem existente, talvez uma sina, como é possível lançar nestas terras tupiniquins tantas bandas boas de death metal? Do quem eu falo é o Torture Squad, maior revelação "original" do Death Metal brasileiro do ano passado, que após lançarem o terceiro álbum "The Unholy Spell" simplesmente adquiriu a maior repercussão até o presente momento na sua carreira! A verdade é que eles fazem aquilo que chamamos de um som ímpar, único! As características desta banda para quem não os conhece é vocal urrado, rasgado do Victor, baixo cavalgado do Castor, riffs oitentistas e solos rápidos da guitarra do ex-Torture Cristiano Fusco e atual Maurício Nogueira e bateria veloz com timbres e chicotadas animais de Amilcar Christófaro, o nosso entrevistado aqui... Bom, a verdade é que eles ao vivo e no cd arregaçam e estão cheio de novidades, estão para sair em turnê com o NervoChaos pelo nordeste, lançaram uma versão Picture-Lp do último álbum, saiu o guitarrista Cristiano Fusco e lançaram o clip da música "Abducation was a case"... Enfim, confiram abaixo as últimas novidades desta ótima banda brasileira e conheça um pouco mais deste ótimo tento nacional! Hailz... 

por Vinícius Botti Vidal


B.O.H.M.) O Torture Squad é atualmente uma das maiores bandas de death metal do Brasil por possuírem um estilo próprio e auto confiança no palco invejáveis. Como você, líder da banda vê isto e encara esta realidade?

RES> Muito obrigado pelo elogio. Pra gente é muito gratificante saber que tem pessoas como você que admira o nosso trabalho, eu queria dizer também que nem eu, nem

ninguém é o líder, todos tem uma importância muito importante na banda e com certeza essa é a principal razão de todos estarem na mesma sintonia, no mesmo pensamento e com o mesmo objetivo.

B.O.H.M.) O estilo encabeçado pelo Torture Squad é o Death Metal com grandes pitadas de thrash metal, porém neste estilo é muito comum encontrar várias e várias bandas clichês, vocês ao contrário conseguem fugir deste clichê e possuem uma personalidade mais do que própria, é original!!! Qual é a fórmula que vocês procuram para soarem como vocês mesmo?

RES> Sermos a gente mesmo e ponto final. Não estamos nem aí pro que está no auge no momento, o que gente quer é compor aquelas músicas que realmente nos satisfaça, que tenha aqueles riffs de deixar o pescoço cair no chão como as bandas que curtimos fazem com a gente. O que realmente interessa é fazer o que gosta e não tentar "pegar o rabo do cometa" para tentar ser conhecido, ganhar dinheiro ou coisa parecida. A proposta da banda sempre foi ser death metal mas que escutar o Torture vai encontrar não só pitadas de thrash metal, como de heavy metal em geral pois nós colocamos na nossa música aquilo que curtimos sem se preocupar com rótulos.

B.O.H.M.) Como foi o lançamento de "The Unholy Spell" dentro da mídia especializada e os bangers em geral?

RES> A melhor possível, tanto headbangers quanto a mídia especializada dizem para a gente que esse é o melhor álbum da nossa carreira e até agora só estamos tendo críticas muito boas. 

B.O.H.M.) Este já é o terceiro disco lançado pela Destroyer Records, diga como foi e é esta parceria e quais foram os frutos colhidos até então?

RES> A Destroyer foi a primeira que acreditou no Torture então para a gente é muito legal estar trabalhando com eles até hoje. A gente gravou o último por eles porque foi a única que nos apresentou uma proposta viável até aquele momento mas isso não impede de outras gravadoras nos darem propostas para um futuro acordo.

B.O.H.M.) Nestes últimos dias o álbum "The Unholy Spell" foi relançado 200 cópias em formato Picture-LP. Por que a escolha deste formato de relançamento?

RES> Para mim foi a realização de um sonho cara, eu nunca ia imaginar que eu iria colocar a agulha em um vinil e ouvir eu tocando! Isso é demais!!! (risos). A Destrouyer em parceria com a Hate Storm Records que lançaram e isso foi também uma forma de homenagear o pessoal que curte vinil, que aliás são vários e me encaixo nesse meio, e querendo ou não é mais ou menos uma forma de divulgar a banda.

B.O.H.M.) Atualmente o nosso cenário underground pode se dizer que esta passando por um momento ótimo e que tende à crescer cada vez mais com ótimas bandas e profissionalismo. Como você vê o nosso atual cenário, o que tem de crescer, melhorar e o que já está bom?

RES> Com certeza o nosso underground vai crescer mais ainda, você pode apostar! Pra mim o profissionalismo das bandas de hoje tanto em composição, quanto em gravação e musicalidade estão muita fudida e só tem a crescer. Eu acho que o que tem de melhorar ainda é o equipamento de shows e o tratamento que os promotores dão as bandas, tem  muito promotor que trabalha muito bem e leva o que faz sério mas também, na mesma proporção, tem os que é safado e só atrasa o lado das bandas tentando enganá-las só para ganhar dinheiro. 

B.O.H.M.) Para falar a verdade sou meio que fanzão do Torture Squad e já os assisti duas vezes ao vivo, por isso sempre quis fazer uma pergunta para a banda em geral. Qual é a fórmula que vocês usam para fazer um show tão fudido como é o show do Torture Squad e foi aclamado como o melhor da noite por exemplo num festival como o Extreme Metal fest que contou com dezoito bandas tendo como headliner o Monstrosity?

RES> É como eu disse, nós fazemos o que gostamos e isso passa para quem está assistindo o show. A gente não começou fazendo isso ontem  então estar em cima de um palco, independente se é festival ou não, para a a gente já é motivo de orgulho ainda mais tendo um público para ver a banda, aí eu já tenho nem palavras pra descrever o tamanho da felicidade e da emoção que é para nós.

B.O.H.M.) Falando em Extreme Metal Fest, o que vocês acharam desta iniciativa do Edu da Tumba Records e que agora está para fazer o Setembro Negro Festival também somente com bandas extremas?

RES> Eu já disse para o Edu pessoalmente e agora vou dizer pra vocês. Para fazer um festival como ele fez com o Monstrosity e agora com o Hate Eternal, tem que ter muito culhão e amor ao underground. É muito fácil alguém meter o pau dizendo que isso tava ruim, aquilo estava péssimo, é só pensar que com o tempo vai melhorando! Então ao invés de meter a boca, tenta fazer um para ver o quanto é difícil chegar em um acordo para que todos saiam satisfeitos. Com certeza foi e e é 'ducaralho' esses festivais e só vem a ajudar as bandas e o underground brasileiro, nota 1000!

B.O.H.M.) Aliás falando em shows, o Torture Squad está para sair em turnê com o NervoChaos pelo nordeste, sudeste e sul do país durante todo o segundo semestre. Como está a expectativa para estes shows e vocês pretendem excursionar ainda este ano pelo exterior?

RES> É muito grande a expectativa pois são bastante shows e nunca fomos para o nordeste. Pelo que eu sei, lá o pessoal comparece em massa nos shows, compra merchandising, veste a camisa literalmente e dá um apoio muito grande as bandas do underground. Depois dessa tour, a gente vai trabalhar para marcar algumas datas no exterior, tanto na Europa como na América, o  que vai ser muito importante para nós.

B.O.H.M.) Nos últimos dias houve uma baixa na banda, Cristiano Fusco, guitarrista desde o começo da banda deixou o Torture Squad. Como vocês encararam isto, o que ocorreu e como foi a escolha de Mauricio Nogueira (ex-Krisiun e In Hell)?

RES> Foi normal, o Cristiano não poderia abrir mão de algumas coisas e isso iria prejudicar a banda então ele saiu. A escolha do Mauricio foi muito fácil pois ele é nosso amigo desde infância e antes de eu entrar no Torture, já tínhamos tocado juntos em outra banda e ele não era nenhum desconhecido entrando na banda só para tocar guitarra, e sim um grande irmão que se juntou a nós novamente com a mesma garra e objetivo.

B.O.H.M.) Aliás, falando em novidades, vocês lançaram um clip da música "Abduction Was The Case" que já rolou no programa Riff da MTV brasileira. Porque vocês resolveram lançar um clip agora e como tem sido repercutido este material entre os fãs entre outros que já o viram (ainda não tive a oportunidade, pois aqui na minha cidade a MTV não passa!!!)?

RES> A repercussão foi melhor do que imaginávamos, às vezes o pessoal chega para comentar que gostou e a gente fica muito grato com isso pois fizemos na intenção de ser mais um meio de divulgar a banda e pelo jeito deu certo, foi tudo na raça mesmo, com as nossa idéias e a direção do Cláudio Tibérios que é nosso camarada e nos ajudou muito a concretizar o clip.

B.O.H.M.) Vocês já estão pensando em um novo álbum, compondo, gravando ou somente ensaiando para caírem na estrada? Quais são os planos de futuro para o final deste ano e começo do ano que vem?

RES> A gente tem ensaiado exaustivamente para a tour de agosto, passando as música para o Maurício e a nossa meta é ficar até o final desse ano divulgando o "The Unholy Spell" tanto aqui no Brasil quanto lá fora. Paralelamente estamos com cinco músicas novas e compondo para o quarto álbum que queremos começar a gravar no começo de 2003. 

B.O.H.M.) Ultimamente li entrevistas no qual você deixa uma visão muito ampla do que o metalhead brasileiro curte e entende de metal. Lendo isto saquei na hora pois conheço muitas pessoas que ouvem o Torture Squad e que sem preconceito algum ouvem heavy melódico, power metal e até black metal lá Marduk. Você acha que o radicalismo que existia e até existe (com menos força) hoje em dia está se desfragmento já que dentro do metal tudo é metal e é válido (que dizer metal com eletrônico não dá!!!!)?

RES> Concordo plenamente e acho que esse radicalismo está acabando sim, pois hoje você vê normalmente um cara com a camisa do Helloween indo no show do Cannibal Corpse ou do Krisiun e curtindo pra caralho! No Show do Torture também, você não vê só cara que curte death metal, e sim que curte vários gênero de dentro do metal e com certeza público e banda sai ganhando com isso, uma prova que o radicalismo está acabando, foi a tour que teve Morbid Angel, Motorhead e Black Sabbath a mais ou menos cinco anos atrás e outra que aconteceu à pouco tempo do Morbid com o Pante. Uma coisa que ninguém acreditava que pudesse acontecer e hoje é fato.

B.O.H.M.) Aliás o que você acha deste New Metal?

RES> Eu sinceramente não gosto, respeito quem gosta pois cada um tem  o direito de gostar do que quer, mas para mim não desce.

B.O.H.M.) Para não me alongar muito, quem do metal nacional você citaria como grandes nomes à explorar pois ali "se plantar dá"?

RES> Tem muitas bandas, principalmente de camarada! (risos) sem brincadeira!!! Eu acho que o Claustrofobia, NervoChaos, Funeratus, Oligarquia e o Side Effectes são bandas de extremo profissionalismo e são apenas algumas que eu posso citar para você. Com certeza existe mais mas não me vem na cabeça agora.

B.O.H.M.) Bom, é isso aí, agradeço à ti Amílcar pela atenção à esta entrevista e tempo também, desejo à vocês um fudido dum futuro mesmo, pois sou um grande admirador do death metal veloz do Torture Squad, da voz rasgada do Victor, da pegada animal da sua batera e do baixo do Castor e dos riffs velozes do ex-Torture Cristiano... Deixem aí uma mensagem aos seus fãs e até mais... Espero vê-los mais vezes ao vivo e recomendo à que puder, assistam!!! Pois é fudido!!! Hailz!

RES> Muito obrigado mais uma vez pelas suas palavras que com certeza vamos transformá-las em energia para compor mais e mais músicas para todos os headbangers que curtem Torture Squad. Valeu pelo espaço e muito sucesso com o Baronshell. Um grande abraço a todas as bandas que conhecemos e a todos que nos ajudam e trabalham sério para o nosso underground ser o mais rico do planeta. A tortura nunca irá parar, pode ter certeza!!!!!!

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