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ninguém é o líder, todos tem uma importância
muito importante na banda e com certeza essa é a
principal razão de todos estarem na mesma
sintonia, no mesmo pensamento e com o mesmo
objetivo.
B.O.H.M.)
O estilo encabeçado pelo Torture
Squad é o Death Metal com grandes pitadas de
thrash metal, porém neste estilo é muito comum
encontrar várias e várias bandas clichês, vocês
ao contrário conseguem fugir deste clichê e
possuem uma personalidade mais do que própria, é
original!!! Qual é a fórmula que vocês procuram
para soarem como vocês mesmo?
RES> Sermos a
gente mesmo e ponto final. Não estamos nem aí
pro que está no auge no momento, o que gente quer
é compor aquelas músicas que realmente nos
satisfaça, que tenha aqueles riffs de deixar o
pescoço cair no chão como as bandas que curtimos
fazem com a gente. O que realmente interessa é
fazer o que gosta e não tentar "pegar o rabo
do cometa" para tentar ser conhecido, ganhar
dinheiro ou coisa parecida. A proposta da banda
sempre foi ser death metal mas que escutar o
Torture vai encontrar não só pitadas de thrash
metal, como de heavy metal em geral pois nós
colocamos na nossa música aquilo que curtimos sem
se preocupar com rótulos.
B.O.H.M.)
Como foi o lançamento de "The
Unholy Spell" dentro da mídia especializada
e os bangers em geral?
RES> A melhor
possível, tanto headbangers quanto a mídia
especializada dizem para a gente que esse é o
melhor álbum da nossa carreira e até agora só
estamos tendo críticas muito boas.
B.O.H.M.)
Este já é o terceiro disco lançado
pela Destroyer Records, diga como foi e é esta
parceria e quais foram os frutos colhidos até então?
RES> A Destroyer
foi a primeira que acreditou no Torture então
para a gente é muito legal estar trabalhando com
eles até hoje. A gente gravou o último por eles
porque foi a única que nos apresentou uma
proposta viável até aquele momento mas isso não
impede de outras gravadoras nos darem propostas
para um futuro acordo.
B.O.H.M.)
Nestes últimos dias o álbum
"The Unholy Spell" foi relançado 200 cópias
em formato Picture-LP. Por que a escolha deste
formato de relançamento?
RES> Para mim
foi a realização de um sonho cara, eu nunca ia
imaginar que eu iria colocar a agulha em um vinil
e ouvir eu tocando! Isso é demais!!! (risos). A
Destrouyer em parceria com a Hate Storm Records
que lançaram e isso foi também uma forma de
homenagear o pessoal que curte vinil, que aliás
são vários e me encaixo nesse meio, e querendo
ou não é mais ou menos uma forma de divulgar a
banda.
B.O.H.M.)
Atualmente o nosso cenário
underground pode se dizer que esta passando por um
momento ótimo e que tende à crescer cada vez
mais com ótimas bandas e profissionalismo. Como
você vê o nosso atual cenário, o que tem de
crescer, melhorar e o que já está bom?
RES> Com certeza
o nosso underground vai crescer mais ainda, você
pode apostar! Pra mim o profissionalismo das
bandas de hoje tanto em composição, quanto em
gravação e musicalidade estão muita fudida e
só tem a crescer. Eu acho que o que tem de
melhorar ainda é o equipamento de shows e o
tratamento que os promotores dão as bandas,
tem muito promotor que trabalha muito bem e
leva o que faz sério mas também, na mesma
proporção, tem os que é safado e só atrasa o
lado das bandas tentando enganá-las só para
ganhar dinheiro.
B.O.H.M.) Para falar a
verdade sou meio que fanzão do Torture Squad e já
os assisti duas vezes ao vivo, por isso sempre
quis fazer uma pergunta para a banda em geral.
Qual é a fórmula que vocês usam para fazer um
show tão fudido como é o show do Torture Squad e
foi aclamado como o melhor da noite por exemplo
num festival como o Extreme Metal fest que contou
com dezoito bandas tendo como headliner o
Monstrosity?
RES> É como eu disse, nós fazemos o que
gostamos e isso passa para quem está assistindo o
show. A gente não começou fazendo isso
ontem então estar em cima de um palco,
independente se é festival ou não, para a a
gente já é motivo de orgulho ainda mais tendo um
público para ver a banda, aí eu já tenho nem
palavras pra descrever o tamanho da felicidade e
da emoção que é para nós.
B.O.H.M.) Falando em
Extreme Metal Fest, o que vocês acharam desta
iniciativa do Edu da Tumba Records e que agora está
para fazer o Setembro Negro Festival também
somente com bandas extremas?
RES> Eu já disse para o Edu pessoalmente e
agora vou dizer pra vocês. Para fazer um festival
como ele fez com o Monstrosity e agora com o Hate
Eternal, tem que ter muito culhão e amor ao
underground. É muito fácil alguém meter o pau
dizendo que isso tava ruim, aquilo estava
péssimo, é só pensar que com o tempo vai
melhorando! Então ao invés de meter a boca,
tenta fazer um para ver o quanto é difícil
chegar em um acordo para que todos saiam
satisfeitos. Com certeza foi e e é 'ducaralho'
esses festivais e só vem a ajudar as bandas e o
underground brasileiro, nota 1000!
B.O.H.M.) Aliás
falando em shows, o Torture Squad está para sair
em turnê com o NervoChaos pelo nordeste, sudeste
e sul do país durante todo o segundo semestre.
Como está a expectativa para estes shows e vocês
pretendem excursionar ainda este ano pelo
exterior?
RES> É muito grande a expectativa pois são
bastante shows e nunca fomos para o nordeste. Pelo
que eu sei, lá o pessoal comparece em massa nos
shows, compra merchandising, veste a camisa
literalmente e dá um apoio muito grande as bandas
do underground. Depois dessa tour, a gente vai
trabalhar para marcar algumas datas no exterior,
tanto na Europa como na América, o que vai
ser muito importante para nós.
B.O.H.M.) Nos últimos
dias houve uma baixa na banda, Cristiano Fusco,
guitarrista desde o começo da banda deixou o
Torture Squad. Como vocês encararam isto, o que
ocorreu e como foi a escolha de Mauricio Nogueira
(ex-Krisiun e In Hell)?
RES> Foi normal, o Cristiano não poderia
abrir mão de algumas coisas e isso iria
prejudicar a banda então ele saiu. A escolha do
Mauricio foi muito fácil pois ele é nosso amigo
desde infância e antes de eu entrar no Torture,
já tínhamos tocado juntos em outra banda e ele
não era nenhum desconhecido entrando na banda só
para tocar guitarra, e sim um grande irmão que se
juntou a nós novamente com a mesma garra e
objetivo.
B.O.H.M.) Aliás,
falando em novidades, vocês lançaram um clip da
música "Abduction Was The Case" que já
rolou no programa Riff da MTV brasileira. Porque
vocês resolveram lançar um clip agora e como tem
sido repercutido este material entre os fãs entre
outros que já o viram (ainda não tive a
oportunidade, pois aqui na minha cidade a MTV não
passa!!!)?
RES> A repercussão foi melhor do que
imaginávamos, às vezes o pessoal chega para
comentar que gostou e a gente fica muito grato com
isso pois fizemos na intenção de ser mais um
meio de divulgar a banda e pelo jeito deu certo,
foi tudo na raça mesmo, com as nossa idéias e a
direção do Cláudio Tibérios que é nosso
camarada e nos ajudou muito a concretizar o clip.
B.O.H.M.) Vocês já
estão pensando em um novo álbum, compondo,
gravando ou somente ensaiando para caírem na
estrada? Quais são os planos de futuro para o
final deste ano e começo do ano que vem?
RES> A gente tem ensaiado exaustivamente
para a tour de agosto, passando as música para o
Maurício e a nossa meta é ficar até o final
desse ano divulgando o "The Unholy Spell"
tanto aqui no Brasil quanto lá fora.
Paralelamente estamos com cinco músicas novas e
compondo para o quarto álbum que queremos
começar a gravar no começo de 2003.
B.O.H.M.) Ultimamente
li entrevistas no qual você deixa uma visão
muito ampla do que o metalhead brasileiro curte e
entende de metal. Lendo isto saquei na hora pois
conheço muitas pessoas que ouvem o Torture Squad
e que sem preconceito algum ouvem heavy melódico,
power metal e até black metal lá Marduk. Você
acha que o radicalismo que existia e até existe
(com menos força) hoje em dia está se
desfragmento já que dentro do metal tudo é metal
e é válido (que dizer metal com eletrônico não
dá!!!!)?
RES> Concordo plenamente e acho que esse
radicalismo está acabando sim, pois hoje você
vê normalmente um cara com a camisa do Helloween
indo no show do Cannibal Corpse ou do Krisiun e
curtindo pra caralho! No Show do Torture também,
você não vê só cara que curte death metal, e
sim que curte vários gênero de dentro do metal e
com certeza público e banda sai ganhando com
isso, uma prova que o radicalismo está acabando,
foi a tour que teve Morbid Angel, Motorhead e
Black Sabbath a mais ou menos cinco anos atrás e
outra que aconteceu à pouco tempo do Morbid com o
Pante. Uma coisa que ninguém acreditava que
pudesse acontecer e hoje é fato.
B.O.H.M.) Aliás o que
você acha deste New Metal?
RES> Eu sinceramente não gosto, respeito
quem gosta pois cada um tem o direito de
gostar do que quer, mas para mim não desce.
B.O.H.M.) Para não me
alongar muito, quem do metal nacional você
citaria como grandes nomes à explorar pois ali
"se plantar dá"?
RES> Tem muitas bandas, principalmente de
camarada! (risos) sem brincadeira!!! Eu acho que o
Claustrofobia, NervoChaos, Funeratus, Oligarquia e
o Side Effectes são bandas de extremo
profissionalismo e são apenas algumas que eu
posso citar para você. Com certeza existe mais
mas não me vem na cabeça agora.
B.O.H.M.) Bom, é isso
aí, agradeço à ti Amílcar pela atenção à
esta entrevista e tempo também, desejo à vocês
um fudido dum futuro mesmo, pois sou um grande
admirador do death metal veloz do Torture Squad,
da voz rasgada do Victor, da pegada animal da sua
batera e do baixo do Castor e dos riffs velozes do
ex-Torture Cristiano... Deixem aí uma mensagem
aos seus fãs e até mais... Espero vê-los mais
vezes ao vivo e recomendo à que puder,
assistam!!! Pois é fudido!!! Hailz!
RES> Muito obrigado mais uma vez pelas suas
palavras que com certeza vamos transformá-las em
energia para compor mais e mais músicas para
todos os headbangers que curtem Torture Squad.
Valeu pelo espaço e muito sucesso com o
Baronshell. Um grande abraço a todas as bandas
que conhecemos e a todos que nos ajudam e
trabalham sério para o nosso underground ser o
mais rico do planeta. A tortura nunca irá parar,
pode ter certeza!!!!!!
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