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B.O.H.M.)
O Panzer é uma banda que já tem seu nome cravado
no underground brasileiro, por isso pode ser que
as pessoas pensem que problemas tradicionais
dentro do underground metálico nacional não
estejam mais presentes na vida de vocês, com um
disco já gravado e com a receptividade recebida
em que e como está realmente o atual estágio
profissional e econômico da banda? Dá prá viver
de música?
RES>(
Edson): Eu penso que quando você está
iniciando um trabalho , não há o tipo de pressão
que uma banda sofre ao lançar um segundo álbum,
nós mesmos nos pressionávamos a conseguir um
resultado muito melhor que do álbum anterior, você
acaba trabalhando dentro do seu limite naquele
momento, nesse ponto a coisa toda realmente é
diferente.Quanto a viver da banda , infelizmente
ainda não é possível, mas se depender do nosso
esforço isso ainda vai acontecer.
B.O.H.M.)
Como as pessoas recebem por exemplo um segundo cd,
já que a banda já não é mais novata e amadora,
porém tem a necessidade de fazer ou igual ou
melhor para que passem realmente à acreditar na
banda, como é esse momento em que a banda passa?
RES>
(Edson): Eu
sempre li que um segundo álbum é o mais difícil
de se compor , e posso te garantir que realmente
é!!! Essa
fase nós já atravessamos, o álbum já está
pronto, agora quanto ao modo de como as pessoa vão
receber este trabalho ainda é cedo pra dizer,
espero que todos gostem.
B.O.H.M.)
Como foi todo este processo de gravação, lançamento,
distribuição e recebimento pelos bangers e
imprensa especializada de Inside? Que experiência
vocês usaram deste processo todo para colocar no
"The Strongest"?
REs
( Edson): O
processo de gravação do Inside não foi feito da
mesma forma que deste novo álbum, nós não
tinhamos muito tempo, nem dinheiro para fazer
aquele CD, logo após sua finalização, a
Destroyer resolveu lançá-lo.
Já
a mídia especilizada deu o maior apoio pra aquele
álbum que abriu as portas para o Panzer, graças
a ele vc está me entrevistando hoje e o nome da
banda está colocado na cena, nós fomos votados
como banda revelação e melhor álbum nacional
pelos leitores da revista Roadie Crew, isto é
fantástico se tratando de um álbum de estréia.Quanto
aos bangers, só tenho que agradecer a todos que
nos apoiaram e compareceram aos show da fase
Inside, tenho que deixar aqui meu muito obrigado a
todos!!!
B.O.H.M.)
Até o atual presente momento, por mais que seja
cedo para dizer, como está a receptividade de
"The Strongest" por parte de imprensa
especializada que já tenha tido este disco em mãos?
RES>
(André): É
realmente muito cedo pra dizer qualquer coisa
sobre a aceitação da mídia , o que posso te
afirmar é que a grande maioria das pessoas que já
ouviram o CD , o aprovaram. Espero que vocês também
gostem porque foi um Cd feito com muito tesão
pelo Metal!!!
B.O.H.M.)
Quais foram os elementos novos, isto é, se
tiveram elementos novos que vocês procuraram usar
ou experimentar em "The Strongest"?
RES>
(André): O
som do Panzer continua o mesmo Heavy/ Thrash, só
que mais agressivo e com uma produção muitíssimo
superior ao do Inside. Se você quiser ouvir Metal
sem invenções e firulas , ouça o The Strongest!!.
B.O.H.M.)
Das várias experimentações presentes no metal
atual como Heavy/Power/Melódico, Nu ou New Metal,
Death Melódico, Black Simfônico entre outros...
quais agradaram ou nenhuma agradou à vocês? Qual
a opinião da banda sobre usar novos elementos por
exemplo numa banda thrash metal como as que o
Sepultura usou primeiramente em Chaos A.D. e
depois abusou em Roots alcançando um sucesso
estrondoso e querendo ou não dando brechas para
que bandas norte-americanas como Korn, Coal
Chamber, Soulfly entre outros pudessem se esbaldar
usando e desfigurando o real metal na mídia
mundial?
RES>
(André): Somos
fãs principalmente de Metal na sua forma mais
bruta, mas tudo que é feito de forma pioneira e
sincera , merece respeito, o grande problema é
que surgem oportunistas que se aproveitam dessa ou
daquela moda para conseguir sucesso e retorno
financeiro. Mas acredito que tudo que é bem
feito, com amor pela música , tende a permanecer
por muito tempo e o que se apóia em modismos logo
desaparece. Agora,
destas bandas e estilos que você citou, eu acho
que o Sepultura é o o que merece maior
respeito,desde que não comecem a achar que já não
devem mais nada aos fãs antigos como fez o
Metallica.
B.O.H.M.)
Sobre o mesmo assunto, confere à vocês que para
um estilo como o Heavy Metal que existe à mais de
30 anos, sempre forte e resistente vivendo no meio
das inúmeras modas inventadas por mídias
comercias desenfreadas, para que não caia em
decadência que se use de vez em quando experiências
com outros elementos musicais que não remetem ao
estilo pesado do som criado por gênios como Black
Sabbath, Judas Priest, Slayer, etc...?
RES>
(Edson): Se
você inclui outros elementos de uma forma
criativa, eu acho isso válido , mas o Metal
sempre será um estilo purista, se você colocar
batidas eletrônicas em uma música ela pode ficar
formidável, mas já não é mais Metal..., se você
parar para pensar a maioria dos estilos musicais são
assim, imaginem uma orquestra sinfônica
trabalhando ao lado de ritmos eletrônicos,
ficaria diferente, mas já não seria mais música
erudita, e por aí vai...para o Panzer , Metal
ainda deve ser feito da forma mais bruta e
verdadeira.
B.O.H.M.)
Sobre o atual cenário underground nacional...
Como vocês o vêem?
RES>
(Edson): Ele
vem crescendo, tem gente que teima em repetir que
não existe cena no Brasil, isso é mentira , ela
existe e está viva!!!
Claro
que a coisa toda não é como na Europa, mas nós
temos ótimas bandas de todos os estilos no
Brasil, temos revistas , webzines. O que realmente
falta é uma boa estrutura de shows underground ,
locais onde você possa realmente fazer uma boa
apresentação, com boa iluminação, som , só
assim as pessoas vão ter incentivo para pagar
para ver uma banda.
B.O.H.M.)
Atualmente está crescendo muito o lance de
cooperativas, ongs, web zines, selos e distros que
realmente podem ajudar à crescer o cenário e
espalhar o nome das bandas e eventos pelo Brasil e
mundo... Como vocês vêem este lance?
RES>
(André): Tudo
que vem em prol do do crescimento do Metal no
nosso país é valido, até porque a grande
maioria das pessoas que estão por trás desses
projetos não tem nenhum apoio financeiro, e
realmente amam o que fazem, todos merecem
respeito.
B.O.H.M.)
O quanto a internet pode ajudar um banda à ser
conhecida no mundo, principalmente num mercado difícil
como o do Heavy Metal?
RES>
(Edson):A
internet é a grande arma que qualquer banda pode
usar, eu lembro que quando era garoto, era quase mágico
quando se conseguia um vinil de alguma banda, era difícil
se achar até fanzines, não havia a carga de
informação que se existe hoje...É assustador
você pensar que pode entrar na casa de milhares
de pessoas passando uma informação sobre sua
banda, mas com a Net isto é possível, é extremamente
útil para quem deseja ser conhecido.
B.O.H.M.)
Vocês acreditam no lance já feito antes com
bandas como Sepultura, Krisiun, Rebaellium,
Retturn, etc... ou melhor: "Do Mundo para o
Brasil"... sendo brasileiro? Tem planos
internacionais na vida do Panzer?
RES>
(André):Eu
acho que essa mentalidade de que tudo que vem de
fora é melhor esta acabando, afinal temos bandas
ótimas aqui. E o público está entendendo isso.
Quanto
aos planos internacionais, o Panzer já tem muitos
contatos e já fomos convidados para uma turnê
nos EUA com uma banda de Mineapolis(EUA), mas
achamos que ainda não era o momento, isto deve
ser bem pensado.
(Edson
): Nós
temos planos de fazer shows no exterior, sabemos
que isto é importantíssimo para o Panzer chegar
até aonde pensamos, só que queremos fazer a
coisa toda com controle da situação, com
estrutura, não adianta sair do Brasil, virar
"mendingo do rock", lá fora,e voltar e
acabar a banda, é nadar e morrer na
praia...quando você ver o Panzer fazendo uma turnê
fora do Brasil pode ter certeza que estamos indo
com uma estrutura montada, algo que realmente
valha a pena.
B.O.H.M.)
Como está o atual espírito dentro da banda com
um novo lançamento, novas esperanças, novas facções,
experiência e muito otimismo...
RES>
(André): As
expectativas são as maiores possíveis,
acreditamos muito na qualidade do novo álbum e
esperamos consolidar o nosso nome no cenário
barsileiro e quem sabe mundial.
B.O.H.M.)
Como está o atual line-up da banda?Vem mudanças
ou a estabilidade está mais do que certa?
RES>
(André); Infelizmente o baixista que gravou o
Inside deixou a banda , porque teve sérios
problemas nos tendões da mão esquerda e acabou
deixando a banda por ordem médica.No seu lugar
entrou o baixista Denis Grunheidt, que se encaixou
perfeitamente na banda. O restante do line-up é o
mesmo que gravou o Inside.
B.O.H.M.)
Quais são as influências usadas no som e
ideologia do Panzer?
RES>
(André): O
Panzer não segue nenhuma ideologia, mas tem a
preocupação de dizer algo as pessoas, quanto as
influências posso citar basicamente Black Sabbath
e bandas Thrash dos anos 80.
B.O.H.M.)
Falando em temas líricos, quais são as bases líricas
que o Panzer procura se inspirar em suas composições?
Que grau de importância tem este lance em uma
banda de Metal?
RES>
(Edson): Nós
falamos sobre o que afeta a mente humana no dia a
dia , sobre eu , você, qualquer pessoa...nós
versamos sobre o lado escuro da mente, que pode se
revelar de várias formas, é um campo bem vasto
pra se falar.
As
letras são de muita importância, quando estamos
compondo, nos preocupamos em colocar letras nas
musicas que combinam com seu conteúdo, sempre
fizemos isso, queremos dizer algo à quem gosta da
nossa música.
B.O.H.M.)
Você(s) acha(m) que uma banda que prefere passar
algo que realmente vá dar alguma influência
positiva ao consumidor ou tanto faz, falando de
mitologia, violência urbana ou facções satânicas,
o que importa realmente é o som, credibilidade,
criatividade e peso proposto no material?
RES>
(Edson): Eu
vejo tudo isso que você citou como um todo, está
tudo muito interligado, som, letras...não adianta
você fazer um puta som , com letrinhas sem conteúdo,
na verdade, o que conta muito é a honestidade com
que o trabalho é feito, eu gosto muito de bandas
verdadeiras, que surgiram do underground, mesmo se
tornando grandes elas tem uma base por trás, não
gosto de bandas formadas por empresários visando
apenas dinheiro.
B.O.H.M.)
Qual é a importância para vocês para uma banda
ter o seu trabalho divulgado em um Web Zine que
querendo ou não é visto com menos credibilidade
perto de revistas importantíssimas e ótimas como
Rock Brigade, Roadie Crew, Dynamite, etc?
RES>
(Edson) É
muito importante , cara, eu acho que uma pessoa
que se senta na frente de um computador para
navegar, já está pré-disposto a ler, e adquirir
informação, isto já é um grande passo para que
cada vez mais uma banda que esteja sendo divulgada
por esses veículos alcance mais popularidade.
As
revistas são importantes, claro, mas os webzines
estão tomando seu espaço.
B.O.H.M.)
Agradeço mesmo a atenção dada nesta
entrevista... desejo todas e melhores vibrações
(no bom sentido!!!) com o novo disco e que muito e
muito mais venha de bom para a carreira do Panzer
e para o nosso cenário metálico nacional...
RES>
(André): Nós
é que temos que agradecer o interesse de vocês
pelo nosso trabalho.
( Edson): Quero
agradecer a todas as pessoas que de alguma forma
tem apoiado o Panzer até aqui, realmente
VALEU!!!! E visitem nosso site oficial:
www.panzerthrashers.com.br
THRASH!!!!! |