| Discografia: |
 |
| "Last
Time" |
| h |
 |
| "Inside
Your Soul" (01) |
| h |
|
Formação(2002): |
|
|
|
Michael
Polchowicz (vocal)
|
| c |
|
|
|
Aquiles
Priester (drums) |
| c |
|
|
| Eduardo
Martinez (guitar) |
| c |
|
|
| Nando
Mello (bass) |
| c |
| Contatos:
Web
Site Oficial |
|
|
Peso,
Melodia, Agressividade, Pegada, Raça, Técnica...
ufa! Tá bom? Não, que tal então apresentar uma
das maiores bandas do nosso cenário underground
da atualidade? Vai aí... Hangar! A banda gaúcha
de Power Metal Melódico com pitadas de Thrash
Metal lança "Inside Your Soul" ,
segundo play na história deles, Aquiles Priester
(bateria, também novo integrante da nova formação
do Angra), Nando Mello (baixo), Michael Polchowicz
(vocal) e Eduardo Martinez (guitarra) vem a
ser um dos melhores lançamentos do ano, veiculada
pela crescente e profissional Die Hard e tem tudo
para tirar da banda a esperança de uma revelação
e dá-la o título de mais uma grande banda do
Heavy Metal Nacional! Confira o papo abaixo com a
banda toda que nós preparamos para vocês...
por
Vinícius B.Vidal
B.O.H.M.)
O Hangar, surpreendentemente depois do primeiro
disco "Last Time" e agora com o
lançamento do ótimo "Inside Your Soul"
se tornou rapidamente e com certeza uma das
maiores bandas do Heavy Metal Nacional. Como está
na visão de vocês e na visão de quem convive
com vocês a recepção com o público e com a
mídia?
Nando
Mello: A recepção ao IYS tem sido ótima.
Tanto por parte da crítica quanto o público,
temos recebido um apoio ímpar. Estamos muito
contentes, pois estamos conseguindo mostrar nosso
trabalho a um público maior. As pessoas de nossa
convivência também estão vibrando pois sabem o
quanto batalhamos para que o IYS
tivesse esta recepção do público a que
foi destinado.
B.O.H.M.)
Vocês lançaram "Inside Your Soul"
pela Die Hard Records, um selo que tem
crescido muito, como está todo o lance de
distribuição e divulgação feito por ela?
Eduardo
Martinez:
A Die Hard tem se destacado pelo alto
grau de profissionalismo e respeito ao trabalho
das bandas com qual se relaciona. O trabalho de
divulgação do IYS foi muito bem feito e a
distribuição já estava sendo trabalhada mesmo
antes da chegada do CD. Estamos muito satisfeitos
de ter feito a escolha certa.
B.O.H.M.)
E a participação da Rock Brigade Records. O que
foi acertado com eles?
Aquiles
Priester: As duas empresas trabalham juntas.
Quando estávamos acertando os detalhes para o lançamento
do CD, todas as reuniões tinham sempre as três
partes: Hangar, Die Hard e Rock Brigade. Estamos
completamente envolvidos em todo o processo que
envolve o IYS.
B.O.H.M.)
Como foi a negociação com ela (Die Hard Records)
para que vocês fossem lançados por eles? Terá
uma divulgação internacional? Algum selo
internacional em vista?
|
|
Nando
Mello: Os primeiros contatos vem desde a
primeira vez que tocamos em São Paulo, em
novembro de 1999. Depois com o passar do tempo a
banda foi ganhando uma certa projeção no cenário
nacional o que tornou mais fácil a aproximação.
Quanto ao lançamento lá fora, já estamos
fechados com uma gravadora européia chamada
Athreia Records, que é a mesma gravadora do Angra
na Itália e que devera lançar o IYS em dezembro
próximo.
B.O.H.M.)
"Inside Your Soul" foi produzido por
Aquiles Priester mesmo. Como é ter um companheiro
de banda encabeçando a produção de um disco da
própria banda e como foi este lance, por que
optaram pelo Aquiles?
Michael
Polchowicz: Sempre planejamos tudo em consenso
entre os quatro integrantes da banda. Isto faz com
que tenhamos confiança mútua entre nos mesmos.
Conversamos bastante a respeito da produção do
CD e com certeza fizemos a escolha certa. O
Aquiles foi fundamental para que o som do IYS saísse
exatamente como queríamos, além de ser um
profissional exemplar.
B.O.H.M.)
Como foi gravar no Creative Sound Studio? Vocês
acham que é capaz de se produzir, gravar e
masterizar um ótimo disco de Heavy Metal nos
nossos estúdios?
Aquiles
Priester: A qualidade e a seriedade das
pessoas que estão trabalhando nos estúdios
brasileiros tem aumentado dia-a-dia. No Creative
por exemplo, nosso maior referencial foi do disco
que gravei com o Paul Di’Anno no ano passado,
que foi um grande sucesso. O Phillip e toda a
equipe do Creative tornam a gravação bastante
descontraída, além de manter um excelente nível
profissional.
B.O.H.M.)
Vocês estão participando também do projeto
Hamlet. Como foi este lance encabeçado pela Die
Hard Records?
Eduardo
Martinez: Fomos a terceira banda a ser
convidada para participar, além disso a gravação
da musica para o Hamlet aconteceu exatamente no
período que estávamos gravando o IYS, então
unimos o útil ao agradável. Sem dúvida é um
grande empreendimento da Die Hard e o maior
projeto de Heavy Metal já lançado no Brasil.
Parabenizamos sempre a Die Hard pela iniciativa.
B.O.H.M.)
Shows. O
Hangar abriu o show do Savatage, foi muito
elogiado e em todas as resenhas que leio sobre a
banda ao vivo, todos dizem que vocês surpreendem,
ou melhor, vale a pena pagar para assistir um show
do Hangar?
Michael
Polchowicz: Somos
uma banda que leva muito a sério o fato de
estar fazendo heavy metal no Brasil, sempre nos
preparamos para tudo que vamos fazer, seja uma
gravação, entrevista ou qualquer outra coisa.
Quando vamos para o palco queremos que a platéia
veja uma boa e competente banda de heavy metal e
acho que até o momento estamos conseguindo manter
uma boa imagem junto ao público.
B.O.H.M.)
Como está a agenda da banda, tem mais algum lance
de abertura de shows de bandas internacionais ou
alguma chance de Turnê Internacional?
Eduardo
Martinez: Os shows promocionais do IYS
ocorreram no meses de agosto e setembro quando
tocamos em Porto Alegre, Caxias do Sul e São
Paulo. Agora vamos dar uma parada para que o
Aquiles possa dedicar-se integralmente ao ANGRA. Já
temos alguns contatos para a realização de
alguns shows la fora após o lançamento do cd em
dezembro, mas isto deverá ocorrer durante o ano
de 2002.
B.O.H.M.)
É inevitável, porém Aquiles Priester é um dos
novos integrantes do Angra. Porém como todos
esperavam que o que iria acontecer com o Hangar
era o mesmo destino do Symbols que acabou, vocês
deram a volta por cima, continuaram com Aquiles e
lançaram um ótimo disco. O que realmente ficou
acertado entre vocês e o que irá acontecer
quando as duas bandas ao mesmo tempo saírem em
uma turnê?
Nando
Mello :
Eu sempre penso neste assunto analisando 3
fatos. O primeiro é que estamos muito contentes
com a escolha do Aquiles, para nós foi uma
escolha natural, pois já sabíamos do seu
potencial e até onde ele poderia chegar, além de
ser um amigo e parceiro inquestionável; o segundo
é que sem dúvida todos nos somos fãs do ANGRA.
Esta banda e um marco dentro da história da
musica brasileira e foi uma honra para nos ter um
dos integrantes escolhidos para dar continuidade
ao seu trabalho; o terceiro fato é que o HANGAR
tinha um disco a ser lançado e que todos nós
trabalhamos muito para que o IYS fosse reconhecido
como um grande trabalho e nunca sequer cogitamos a
hipótese de encerrar as atividades. Quanto à
questão das agendas, temos tomado todo cuidado
possível para que consigamos organizar o mais
racionalmente possível.
B.O.H.M.)
O line-up da banda irá mudar?
Todos:
Não
B.O.H.M.)
O estilo da música presente e que o Hangar
representa muito bem é uma das maiores febres que
aconteceu no Heavy Metal Mundial nos últimos
anos, o Power Metal Melódico e que infelizmente
por ser um estilo que agradou e atraiu muitos fãs
ao mesmo tempo nasceram muitas bandas ruins e
repetitivas deixando um ar meio duvidoso em volta
do estilo, como vocês, representantes de uma
banda que usa este estilo vêem este
"problema" e disputa?
Michael
Polchowicz: O estilo Power Metal melódico foi
usado para definir o som do Hangar por algum tempo
após o lançamento do nosso primeiro CD “Last
Time” . Durante o período de composição do
IYS tivemos a entrada do Eduardo Martinez, que
trouxe outras sonoridades e propostas para a
banda. Este resultado esta no IYS, temos vários
novos elementos no nosso som, chegamos a usar até
algumas pitadas de thrash. Segundo as resenhas e
críticas, esta mudança foi bastante
significativa o que fez com que as pessoas nos
vissem mais como uma banda com uma proposta de som
bem original.
B.O.H.M.)
No Brasil, o Underground Metálico Nacional tem
crescido cada dia mais, as bandas mais
profissionais (o Hangar como exemplo), a mídia
especializada cresceu e acredito eu, é o melhor
momento em termos de lançamentos, shows e outros
(por mais que muita coisa ainda tem de mudar) que
já vivemos. Vocês são peças deste jogo, como
se vêem e analisam o nosso cenário atual?
Eduardo Martinez: Sem dúvida houve um
tremendo progresso nos últimos anos, as bandas,
estúdios, promotores e gravadoras têm se
preocupado mais com a qualidade dos trabalhos.
Isto reflete no mercado em geral. Nós achamos que
este e um momento especial no metal nacional,
várias bandas têm se destacado e a tendência é
que para os próximos anos tenhamos cada vez mais
respeito tanto no mercado interno quanto externo,
que começa a dar mostras que quer conhecer cada
vez mais trabalhos de bandas brasileiras.
B.O.H.M.)
Quais são as bandas que influenciaram o Hangar em
sua música? E quais bandas nacionais vocês
colocariam em um show ao vivo com vocês?
Aquiles Priester:
No início quando só tocávamos covers,
tínhamos Helloween, Stratovarius e Dream Theater
com um grande referencial. Acho que todos estes
estilos de bandas que ouvíamos e que ainda
escutamos, mais a estrada de cada um,
influenciaram na concepção do som da banda.
Quanto as bandas nacionais, temos algumas que já
dividimos o palco como o Eterna, Fates Prophecy,
Angra, Monster, Fison, Lápide e FigtherLord e
outras que gostaríamos muito de tocar um dia
como: Delpht, Sagga, Santarém, Vers’ Over, Dr.Sin,
Necromancia, Spartacus e Rohan.
B.O.H.M.)
Vocês tem participado de muitas revistas e web
sites. O que acham por exemplo deste novo serviço
que a Internet disponibiliza por exemplo como o
Web Zine "Baron of Heavy Metal -
Underground Metal Site"?
Aquiles
Priester: Esse trabalho tem disso fundamental
para o crescimento da cena no Brasil e no mundo.
Acho que sem vocês, a divulgação se resumiria a
mídia impressa especializada que é bastante
disputada, principalmente porque a revista precisa
vender para pagar os custos operacionais e isso
diminuiria ainda mais os espaço para as bandas
menores, pois ainda são poucas as pessoas que
valorizam as banda nacionais.
B.O.H.M.)
Nós iremos ficar por aqui... Gostaria de
agradecer á vocês esta entrevista e que vocês
deixem aí uma mensagem para os fãs,
futuros fãs e visitantes em geral do nosso zine.
Muito obrigado.
Hangar: Agradecemos
o grande espaço cedido pelo zine B.O.H.M. e
queremos dizer que vocês fundamentais para que o
movimento underground cresça e consiga projetar
os talentos do nosso país. Não poderíamos
deixar de agradecer a todos os fãs que tem nos
apoiado e dizer que vocês são as pessoas mais
importantes para nós!!! |