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| Cast
das bandas: |
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| Participação
Especial: |
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| Mario
Pastore - Vocals |
| Fabio
Laguna - Keyboards |
| André
Matos - Vocals |
| José
Luiz Ribalta - Maestro |
| Adriano
Villa - Writter |
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| Realização: |
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E
foi lançado em Setembro de 2001, o maior e mais
ousado projeto dentro do cenário metálico
brasileiro, encabeçado pelas cabeças de Fausto e
André (proprietários da loja e selo Die Hard)
entre outros, "William Shakespeare's -
Hamlet" nasceu com a sina de ser um tento,
referência e ícone máximo do momento metálico
em que passamos (já que nele somente bandas do
atual cenário metálico participou). E para
sabermos mais sobre o projeto, sua evolução e
seu processo de gravação, etc. Conversamos com
alguns dos envolvidos... Confira o papo abaixo e
boa leitura!!!
por
Vinícius B.Vidal
B.O.H.M.)
Primeiramente, qual foi o objetivo, razão ou
circunstância no qual fez vocês projetarem
este trabalho totalmente inédito e de uma obra
tão famosa quanto "Hamlet"?
Fausto
e André: Queríamos inaugurar o selo Die Hard
Records com um produto diferente. Como estamos
envolvidos com artes plásticas e literatura na
loja Die Hard (na nossa logo, nos nossos anúncios,
no nosso zine...), então descartamos coletâneas
e tributos e pensamos em algo original.
Shakespeare foi quase óbvio...
B.O.H.M.)
Na Europa, foi lançado um projeto parecido
com o Hamlet, o Avantasia, porém com uma obra
fictícia que ao contrário do Hamlet havia
bandas consagradas. A produção foi monstro e o
sucesso também, já é ouvido falar que Hamlet
tem proporções iguais e o "sucesso"
poderá chegar parecido quanto o do vocal
do Edguy. Comente isso:
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Fausto
e André: A diferença fundamental é que no
maravilhoso projeto do Tobias Sammet basicamente
os vocalistas é que são vários, assim como no
também projeto Ayreon ou no recente
Nostradamus ou Leonardo. Existem inúmeros
projetos como estes, além das óperas-rock
consagradas como Tommy, etc... Nós não
inventamos nada, a diferença fundamental é que
no Projeto Hamlet cada faixa coube a uma banda
completa, não só o vocalista mas todos os músicos
participam, além de cada banda ter composto sua
faixa.
B.O.H.M.)
HAMLET é um bom tema quando se trata de Heavy
Metal, estilo acostumado com lendas épicas de
cavaleiros, batalhas e dragões, inferno além
da realidade é lógico?
Fausto
e André: Existe uma infinidade de bandas que
tem como inspiração a idade média e suas histórias
e lendas, e isso é muito legal. O Projeto Hamlet
é diferente por ser a versão heavy de uma
das obras do grande gênio e mestre consagrado que
é Shakespeare. Já lhe foi atribuído o devido
valor ao longo dos séculos, nós apenas
contamos a MESMA história de maneira diferente.
B.O.H.M.)
A idéia principal surgiu de onde, de quem e
qual foi a grande iniciativa para que este
ambicioso trabalho saísse como saiu?
Fausto
e André: Inicialmente foi nossa, minha e do
André, e nós a faríamos de qualquer forma,
mas se o fizéssemos sozinhos não teria a mesma
qualidade. Felizmente conhecemos ao longo
do caminho pessoas que se entregaram totalmente
ao Projeto, trazendo qualidade, trabalho, muita
força de vontade e também alguma grana, claro
(risos), o Ale Callari, o Flávio Borges e o
Mauro Fonseca. Algumas das questões abaixo
cabem a eles por este motivo, também
trabalharam arduamente para este resultado
final.
B.O.H.M.)
O começo, meio e fim. Como foi reescrever
para um CD de Heavy Metal uma das maiores
obras da literatura mundial?
Adriano
Villa: Poderia usar milhares de adjetivos para
descrever a emoção que senti... Era minha grande oportunidade de fazer algo para o
metal brasileiro com uma qualidade
pioneira e excepcional. Me sinto satisfeito
pelo trabalho e foi uma honra grande
trabalhar com tantos profissionais competentes
que
tornaram possível um desafio às limitações
humanas. Transformarmos uma obra literária de
um valor inestimável em música. Escrever
sobre Hamlet... Tocar hamlet nos faz
imortal tanto quanto a obra...
B.O.H.M.)
As letras. No release do trabalho diz que
Adriano Villa fez vinte e sete poemas
inspirado nos textos originais, catorze foram
musicados e como se percebe o restante está
presente no encarte do CD. Porém como foi o
processo da passagem de um poema para um
música com refrão e frases? Como vocês
acharam e/ou escolheram Adriano?
Fausto
e André: O Adriano é cliente da loja Die
Hard Rock´n´Roll Cd´s há muitos anos, e nos
enviava alguns e-mails multimídia (com animação,
ruídos, músicas, etc...). De vez em quando
estava lá um e-mail literário do Adriano.
Sempre muito inspirado, muito bem escrito,
bastante original. Por e-mail propomos uma
visita, quando ele se identificou na loja foi
que percebemos que o conhecíamos há anos...
Como queríamos um escritor/poeta que vivesse no
meio metal, o convidamos.
Ale
Callari: Um poema é bem diferente de uma
letra de música, mas adaptar a estética também
não foi assim um bicho de sete cabeças. Tive
apenas que selecionar as letras mais fáceis
de serem cantadas, criar pontes e refrões,
rimas, enumerar adequadamente os versos
de cada estrofe, esse tipo de coisa.
B.O.H.M.)
A composição já estavam e/ou foram construídas
por alguém específico ou cada banda compôs
sua própria música já que as músicas
seguiram os estilos das bandas?
Fausto
e André: Cada banda e/ou
vinhetista compôs sua própria faixa. Apenas
a última, com todos os vocalistas juntos foi
composta pelo maestro José Luis Ribalta. A
composição ter ficado a cargo de cada banda é
uma idéia básica do projeto, pois no decorrer
da tragédia, cada banda com seu estilo é que
imprime a emoção que a letra pede. Exemplo:
numa passagem mais calma, uma banda mais hard;
num momento violento, uma banda death, e assim
por diante... Nós, Fausto e André,
escolhemos as bandas e o Ale, Flávio e Mauro as
colocaram na, digamos, seqüência dramática.
B.O.H.M.) O
desenho da capa e a parte gráfica do CD
é perfeita e simplesmente caiu como uma luva
para a proposta da obra. O designer Rodrigo Cruz
foi o encarregado para tal. Por quê a escolha
deste artista e de onde o próprio procurou se
inspirar para os desenhos?
Ale
Callari: O Rodrigo é um grande amigo meu.
Seu talento é indiscutível, bem como
criatividade. É um cara acessível, gente
fina, cabeça. Enfim, não há porque não
trabalhar com ele. Creio que as coisas que ele
produziu estão muito acima da média da maioria
dos CDs de heavy nacional.
Rodrigo
Cruz: Bom, tanto eu com a Die Hard queríamos
fazer uma capa diferente. Queríamos algo com cara de filme, de poster de cinema.
Pois se trata de uma história e com certeza
essa linguagem seria ideal. Tanto é que assisti
ao filme antes de iniciar os estudos. Mas também,
a capa tinha que ter o lado Metal, por isso
houve uma preocupação com as cores, com os
fundos, com as ilustrações, com o logo, etc.
Foi um trabalho bem complexo, foram vários dias
fazendo várias ilustrações e cada uma delas
relacionadas aos momentos mais marcantes da história.
Como disse antes, foi um grande aprendizado,
pois tive a liberdade para testar e mesclar técnicas
de ilustração, criando um contraste bem
interessante. E acho que isso casou bem com a
sonoridade do disco, uma vez que a história foi
interpretada por diferentes bandas de diferentes
estilos. Modéstia a parte eu gostei muito do
resultado final e espero que as pessoas gostem.
B.O.H.M.)
Gravação, produção e masterização.
Explique como foi estes três processos, onde
foi gravado, como foi trabalhar com tantos músicos
de diferenciados estilos e técnicas, se
tem algum diferença, já que todos são músico
de Heavy Metal, à cargo de quem ficou a produção
e masterização?
Flávio
Borges: Bom
vamos por partes. A escolha do Creative para
gravação não foi aleatória, tínhamos
plenos conhecimento do estúdio e de seus
funcionários, além de também conhecermos o
dono, Phillip Colodetti. Confiávamos 100%
neles daí a escolha. Além disso o Ale
Calari, por ser músico foi escolhido
como produtor, com assistência minha, do
Philip e do Mauro. Antes de iniciarmos a gravação
conhecíamos apenas alguns dos participantes,
o que já nos facilitou o agendamento pois
conhecíamos a capacidade técnica dos músicos.
Aproveitamos apenas que o Hangar estava
finalizando o Inside your soul sendo esta a única
banda que gravou a música na seqüência,
isto é, em dois dias tudo estava pronto. A
seguir foram gravadas todas as partes de
bateria, depois o baixo, guitarras, teclados e
finalmente as vozes. Houve uma sessão
especial para orquestra que fez toda
instrumentação para To be.... A mixagem e
masterização foram feitas na Alemanha, em
especial porque tanto o Miro quanto Sacha são
excelentes assim como estavam familiarizados
com o estilo do som. A prova de que tudo
funcionou está no resultado alcançado.
B.O.H.M.)
Como foi trabalhar com o conceituado Sascha
Paeth?
Ale
Callari: Fácil.
As pessoas floreiam demais, apenas porque o
cara tem nome, mas a verdade é que ele, além
de um sujeito fantástico, é um excelente
profissional e quando você lida com gente
assim, tudo fica fácil. Aprendi muito só de
olhar e escutar. Tudo foi uma lição...
B.O.H.M.)
Comente as participações mais do que
importante do maestro José Luiz Ribalta, de Mário
Pastore e mais do que especial presença
de André Matos?
Ale
Callari: Queríamos
abrilhantar ainda mais a obra, portanto buscávamos
participações de peso. O engraçado é que
os três citados acima foram acidentais. O Mário
foi incrível, mas como sabe-se, só chegamos
até ele depois da desistência (leia-se sumiço),
do cara do Purple Cover. O Fausto o conhecia e
sugeriu. O resultado saiu melhor do que a
encomenda. O José é outro amigo meu. Um
maestro está num nível musical diferente dos
demais músicos que compõem esse projeto,
porra ele estudou prá caralho para ser o que
é, para ter o domínio e conhecimento que
tem, ele é um dos bam-bam-bans. Então,
quando ele aceitou meu convite,
independente do fato de sermos amigos, fiquei
também muito feliz (e mais feliz ainda
quando escutei a canção pronta). Ele
produziu uma das coisas mais sensacionais que
já surgiram no mercado heavy nacional. Por
fim, o namoro com o André foi longo. Gostaríamos
muito que o Shamam tivesse participado do
projeto, mas acabou não rolando.
Entretanto, quando a idéia da última canção
já estava bem delineada na nossa cabeça, ele
parecia uma escolha óbvia. Felizmente o André
é um cara nota 10, muito acessível e gente
boa, foi extremamente fácil trabalhar
com ele. Não precisei fazer nada, apenas
sentar e vê-lo gravar (o que também foi
animal).
Flávio
Borges: O
Ale já disse tudo, o principal é que todos
eles incorporaram o espírito do projeto, nós
só temos que agradecer a esses caras.
B.O.H.M.)
Método de escolha das bandas, distribuição
das faixas e letras conforme o estilo e uma
curiosidade, por que nenhuma banda de black
metal participou do trabalho?
Fausto
e André: Escolhemos as bandas que gostávamos
na época, independente de qual gravadora eram,
se os conhecíamos ou não e mesmo onde estão
fixadas, por isso tem bandas de qualquer lugar
do Brasil. Não
tem nem black metal nem alterna metal ou new
metal. Não tem black pois estaria fora do
contexto, não há uma só passagem em Hamlet
que exija tal expressão, legal seria um projeto
só black, mas aí uma gravadora mais adequada
que a Die Hard Records se encarregaria. E não
tem nada alterna ou new metal pois não gostamos
deste estilo, portanto, não saberíamos
escolher uma banda legal, pois para nós soam
todas iguais. :
B.O.H.M.)
Pretensões quanto à resultados em termos de
vendas, distribuição, se esta obra irá chegar
ao velho mundo e na terra do tio Sam ou alguma
outra localidade consumidora como o Japão?
Flávio
Borges: Os
resultados de venda até agora estão muito
bons, já atingimos a terceira prensagem, o
que é uma vitória em termos de mercado
nacional, quase ninguém chega lá. A
distribuição basicamente é feita por nós
através de uma nova distribuidora chamada Van
Helsing. Para o exterior existem inúmeras
negociações rolando. Assim que tivermos algo
concreto revelaremos.
B.O.H.M.)
Será possível, assim como na última faixa
"To Be", uma reunião com pelo menos
todos os vocalistas para um evento ao vivo,
existe esta proposta?
Ale
Callari: Seria
possível caso houvesse um investidor. Estamos
estudando essa possibilidade, mas por enquanto
é só no papel. Pode ser que surpreendamos a
todos mais uma vez, pode ser que não.
Vamos aguardar.
B.O.H.M.)
Por sermos brasileiros, fica a questão se
teremos a oportunidade de vermos uma obra literária
ou poética brasileira em um futuro projeto da
Die Hard?
Fausto
e André: Achamos que qualquer
manifestação artística não deve ter nenhum
tipo de fronteira, muito menos a cultural.
Livros são traduzidos, filmes legendados, e
assim vai. De gringos no Hamlet só três:
William Shakespeare, Sacha Paeth e seu parceiro
Miro. Logo, é um projeto brasileiro. Por isso
mesmo há uma chance enorme de fazermos isso
sim, e de convidarmos músicos internacionais
também, claro, sem fronteiras em qualquer direção.Não
pretendemos ficar musicando obras literárias
apenas, este foi um projeto, estamos planejando
outro, mas de concepção diferente.
Ale
Callari: Assino
embaixo. Não é porque fizemos isso e deu
certo, que seguiremos a fórmula. Faremos
aquilo que julgarmos que deve ser feito. O
Hamlet já existe, está aí. Não há porque
refazê-lo, mudando apenas as bandas e o nome.
O próximo será diferente, garantimos.
B.O.H.M.) Como
é ter a Die Hard na frente desta super
conquista?
Fausto
e André: Com a equipe toda agora, nós
cinco, nos sentimos muito melhor.
Trabalhamos por dois anos e meio neste Projeto,
gastamos em torno de 35 mil dólares, muito mais
do que tínhamos, atravessamos duas
maxi-desvalorizações do real, reunimos
harmoniosamente uma família de mais de 160
pessoas num meio onde todos se dizem desunidos.
Achamos este retorno de público gratificante,
pois sempre trabalhamos pensando no ouvinte,
afinal também somos ouvintes e colecionadores,
então nosso mérito é ter nosso trabalho
aceito pelo ouvinte, pois todo este esforço foi
para ele apenas.
B.O.H.M.)
Eu gostaria de pedir para que vocês deixassem
uma mensagem ao público banger nacional
que com muito respeito recebeu e irá receber
esta obra grandiosa. Obrigado pela participação
no web zine "Baron of Heavy Metal -
Underground Metal Site" e obrigado por ter
levado adiante este idéia. Que venham os próximos
e que o nosso cenário cresça mais e mais!
Fausto
e André: Muito obrigado Vinícius e Baron
of Heavy Metal. São pessoas como você e veículos
de divulgação como o seu que levam nosso
trabalho por toda parte. Agradecemos e admiramos
seu trabalho.
Ale Callari: Valeu galera. Metal é a
lei!
Flávio Borges: ë muito bom ver que o
preconceito com as bandas nacionais a cada dia
diminui. O Hamlet só veio provar que é viável
trabalhar as bandas no Brasil. Continuem
apoiando e obrigado pelo espaço.
Mauro Fonseca: Agradeço ao pessoal do
Baron of Heavy Metal, pelo interesse e quero
dizer apenas que eu espero apenas que os amantes
do metal (como eu) curtam o CD.
Abaixo
logos das bandas que também participaram do
projeto porém que não estão representados
aqui com foto:
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B.O.H.M. - Você está em: |
| #
Undergrounda |
_entrevistasa |
_entrevista:
hamlet
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