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É
notório,
é simples e fácil de se tirar uma conclusão.
Quando conheci o som desta ótima banda em 99, o
Papyrus eu ouvi do meu colega "é parecido
com o Helloween!", porém como o bom e
tradicional headbanger eu torci o nariz e pensando
que uma banda brasileira não se poderia chegar a
tal comparação, muito menos ela sendo católica...
Tá vendo? A vida dá voltas e mesmo torcendo o
nariz eu decorei muitas músicas daquele disco,
principalmente "Working Man", que para
mim é um clássico do metal nacional e aprendi à
curtir metal e respeitar esta banda e estou aqui
entrevistando Danilo Lopez (batera) e babando ovo
no último disco deles "The Gate" e
bradando pois o Brasil tem hoje uma das maiores
bandas de metal melódico do mundo! Quer apostar?
Antes se oriente, leia a entrevista e procure pelo
CD pois realmente vale a pena!!!
por
Vinícius B.Vidal
B.O.H.M.)
Primeiramente comentando sobre o atual line-up
da banda. Algumas posições foram alteradas.
Saiu o Alexandre, e entrou em seu lugar Leandro
Caçoilo nos vocais e Jason Freitas no baixo.
Comente esta mudança na formação, como ficou
a banda, houve alguma discussão entre vocês ou
a saída de Alexandre foi pacífica e/ ou necessária?
Danilo
Lopes: A saída do Alexandre foi
totalmente pacífica. Somos muito amigos e
respeitamos a sua vontade, que era de cursar uma
faculdade, dedicando-se inteiramente a isso. Naturalmente,
essa mudança deu uma nova cara para a banda. No
quesito vocal, foi interessante perceber, no
palco, a presença de um frontman, deixando também,
o baixista mais livre. Apesar da surpresa ao
termos perdido o Alexandre, estamos curtindo
esta nova fase. Esperamos que a galera também
tenha curtido.
B.O.H.M.)
"The Gate". Atualmente este disco está
sendo considerado um dos maiores lançamento de
uma das maiores promessas do Heavy Metal
Nacional. Conte-nos como vocês vêem este
momento.
D.L.:
Se o que você disse é verdade, agradeço-lhe
muito pelo comentário. E posso dizer que
ficamos muito felizes, pois é fruto de muito
trabalho e esforço. O "Papyrus" foi
muito bem aceito pela mídia especializada,
tanto no Brasil, quanto no exterior, o que nos dá
uma grande responsabilidade ao lançar um novo
CD, principalmente após uma mudança de formação
tão radical. O passo que precisamos dar com o
"The Gate" pode ser decisivo quanto ao
futuro da banda. Refiro-me a buscar bons
contratos de distribuição, lutar para dar à
banda uma boa estrutura de trabalho, etc.
B.O.H.M.)
Como está sendo o lançamento do "The
Gate", a distribuição pela Encore
Records e a recepção do público.
D.L.:
Tem nos surpreendido bastante. Quanto
às vendas, graças a Deus já nos superamos
em relação à época do lançamento do
"Papyrus", pois conseguimos melhorar
a distribuição, tanto no meio metal, como no
meio católico. E isso é fundamental. O público,
que é a maior preocupação de qualquer
banda, também tem recebido muito bem o disco,
dando-nos a segurança de que recebeu com
positivismo a nova formação.
B.O.H.M.)
E lá fora, "Papyrus" foi lançado
pela gravadora italiana Scarlet com uma capa
diferente. Como foi e como vai ser com "The
Gate"?
D.L.:
Alguns contatos já estão rolando e,
enquanto não temos nada de concreto quanto à
distribuição com gravadoras gringas, o disco
está sendo vendido para o exterior
diretamente pela Encore Records e por intermédio
de algumas distribuidoras e lojas do Brasil.
B.O.H.M.)
"The Gate" é o terceiro disco do
Eterna, "Papyrus" foi uma lançamento
muito bem sucedido, emplacando a música
"Working Man" e outras. Para
produzir este disco ouve alguma cobrança,
algum receio, por querer fazer algo tão bom
ou melhor que o anterior?
D.L.:
Quando iniciamos as composições, tínhamos
alguma preocupação quanto a isso. Porém,
fomos trabalhando e percebemos que as coisas
pareciam estar caminhando bem. As músicas
foram nos agradando e o mesmo foi acontecendo
com alguns amigos que assistiam alguns
ensaios. Bom, rolou e o disco está pronto. O
que que tinha ser, está aí... Esperamos que
a galera esteja curtindo.
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B.O.H.M.)
Shows. A banda já abriu shows do ex-Iron Maiden,
o famoso Paul D'ianno, participou do primeiro
"Brasil Metal Union" e em Julho último
marcou de vez o nome da banda no cenário metálico
nacional com a abertura do show do Rhapsody. Porém
ao mesmo tempo já participou de um festival católico
na Espanha, como excursionou em vários eventos
católicos tocando até para 40.000 pessoas.
Este shows marcam a presença da banda em shows
diferentes e públicos diferentes, porém se
saiu muito bem. Explique como foi estes
momentos.
D.L.:
Graças a Deus, tivemos durante os
quase seis anos de trabalho, grandes
oportunidades para mostrar o nosso trampo nas
mais diferentes situações e lugares. Teríamos
muito a dizer a respeito de vários momentos que
a banda passou no palco que, com certeza, não
vai dar pra esquecer nunca mais. Porém, prefiro
aproveitar a deixa, para agradecer ao nosso público
e a todos que, de alguma maneira, contribuíram
conosco acreditando no som do Eterna, até
aqui.... ainda tem muita água pra rolar. Até
chegarmos num nível satisfatório, falta muito
trampo...
B.O.H.M.)
Como disse antes, o público alvo do Eterna se
mistura muito entre quem curte White Metal e
quem curte simplesmente Heavy Metal. Existe sim
uma pequena diferença, qual é?
D.L.:
Quanto ao som, quase não existe
diferença. O gosto de ambos, pelo metal, é
praticamente o mesmo. A única coisa que muda é,
obviamente, a questão da fé. Para o público
cristão, o compromisso dos músicos com a
mesma, expresso no comportamento e nas letras,
é muito importante.
B.O.H.M.)
Qual é a opinião da banda sobre os dois
movimentos: o White Metal e o Heavy Metal?
D.L.:
Independentemente das linhas de
pensamento, convicções religiosas e/ou estilo
de som, os dois movimentos acima citados estão
bastante próximos, já que o que move ambos,
entre outros aspectos, é a música. E, sem dúvida
alguma, ambos terão vida longa. Pois, em sua
essência, não dependem das modas ou da imposição
da grande mídia para permanecerem vivos.
B.O.H.M.)
E sobre o movimento metálico underground que
tem crescido muito atualmente. Como vocês o vêem
e são recebidos?
D.L.:
O público metal, em geral, é muito
fiel e inteligente. E sabe o que quer. Esse é o
verdadeiro motivo do crescimento da cena desde o
seu início, há algumas décadas atrás.
E, Graças a Deus,
temos sido bem recebidos pela parte desse público
que já teve acesso ao nosso som. O que é
bastante gratificante, em se tratando de um público
tão exigente...
B.O.H.M.)
A banda além da música trabalha
em causas sociais católicas, quais são?
D.L.:
Trabalhamos representando uma
comunidade católica chamada CCEV - Comunidade
Casa Esperança e Vida, fundada por um padre
conhecido por Fradão, que apóia totalmente a
existência de bandas de metal dentro da Igreja.
É uma comunidade com mais de vinte anos de
existência, que cuida da restauração de
dependentes químicos e alcoólatras. E, dentro
do contexto, nosso trabalho é encaixado na
parte de prevenção. Caso alguém precise de
ajuda para largar o vício, basta fazer contato
conosco pelo e-mail [email protected],
que encaminhamos para a CCEV. B
B.O.H.M.)
Qual é a importância no qual uma banda de
Power Metal Melódico representa em seu público,
especificamente Headbanger falando sobre Deus,
Esperança, Amor, Paz, especificamente a Religião?
D.L.:
Acreditamos que cada um, tem o direito
e a necessidade de falar daquilo que vive e
sente, independentemente do que seja, desde que,
não prejudique os outros. Sabemos também, que
existem inúmeras pessoas por todo o mundo,
buscando por algo transcendental que venha a
lhes preencher o vazio que têm dentro de si,
causado pela depressão, drogas, problemas
familiares, profissionais, etc. E, pelo fato de
termos tido uma experiência pessoal com Jesus
Cristo, sendo Ele o caminho que nos levou a
entender e experimentar esse "algo
mais", que nos deu a esperança que procurávamos,
sentimos a necessidade de mostrar isso às
pessoas que se identificam com tal mensagem.
B.O.H.M.)
Vocês conhecem a Zodaque? Se sim o que acham
do templo?
D.L.:
Temos alguns amigos evangélicos que
já nos falaram a respeito e também, já lí
alguma coisa sobre a comunidade na internet e
em revistas. Porém, nunca fomos lá. Sabemos
que é um trabalho bastante sério e louvável.
B.O.H.M.)
Falando sobre Religião, a igreja católica
nos últimos anos tem enfrentado muitas
barreiras por exemplo para atrair mais fiéis
pois o mundo mudou, a coisas mudaram, as
igrejas protestantes cresceram. Para atrair
alguns padres como o padre Marcelo Rossi mudou
a sua forma de fazer a missa, colocando música,
gravando CDs, colocando a sua imagem em
demasia na TV e recebendo o título de Padre
Pop Star, o que realmente causou estranheza em
muitos segmentos tradicionais da Igreja Católica.
Vocês de um modo ou outro, também correm
contra o tradicional, pois bandas de heavy
metal não eram comuns e nem são em missas e
eventos católicos. Como vocês analisam e se
vêem neste caso e movimento crescente?
D.L.:
Acho que as coisas deveriam ser
vistas de uma forma mais natural. A igreja é
formada por pessoas e, se o tempo muda, as
pessoas também mudam. É algo que acontece
naturalmente em qualquer setor da sociedade.
Sobre
o Pe. Marcelo, não cremos que seja
correto dizer, que ele mudou suas missas
para atrair mais gente. Não só as suas,
como também, todas as missas da Renovação
Carismática Católica, sempre foram
daquele jeito, com muita música. O Pe.
Marcelo é, sem dúvida, o mais conhecido.
Porém, afirmo que ele é, também, uma
mostra do que a Igreja Católica faz hà
muito
tempo. E, em relação ao fato de dizer que
ele está na mídia em demasia, não sei se
posso concordar. Além dele ser padre, é
também artista e a quantidade de vezes que
aparece para o seu público, é proporcional
às vezes que, por exemplo, o cantor Daniel
também aparece para o seu. Depende de nossa
maneira de olhar...
O
metal/rock católico está em alta, com
muitas bandas de qualidade dos mais diversos
estilos. Por isso, digo também que, já há
algum tempo, é normal vermos essas bandas
tocarem em diversos eventos católicos.
Informo também, que até já rolou missa
metal. Hoje, com uma gravadora secular, a
Encore Records, temos conseguido fazer
coisas que, à primeira vista, seria impossível
para uma banda católica. No entanto, isso não
seria possível sem a abertura da própria
Igreja.
B.O.H.M.)
Quais são as esperanças de se conquistar com
o último lançamento "The Gate"?
D.L.:
Como qualquer outra banda, nossa
maior necessidade está, em conseguirmos fazer
com que a banda seja reconhecida o suficiente,
para vivermos de música com uma boa estrutura
de trabalho.
B.O.H.M.)
Quais são as esperanças de se conquistar com
o último lançamento "The Gate"?
D.L.:
Como qualquer outra banda, nossa
maior necessidade está, em conseguirmos fazer
com que a banda seja reconhecida o suficiente,
para vivermos de música com uma boa estrutura
de trabalho.
B.O.H.M.)
Existe algo como uma turnê internacional? E
nacional, como vai indo a preparação da turnê?
D.L.:
No Brasil, temos feito shows no
circuito católico e também no meio metal,
como é o caso do Brasil Metal Union. Quanto
à turnê internacional, não há nada de
concreto, ainda.
B.O.H.M.)
Bom, por enquanto é só. Agradeço muito
mesmo a participação de vocês aqui no Baron
Of Heavy Metal - Underground Metal Site,
desejo à vocês o que de melhor possa vir e
que "The Gate" leve o nosso metal
aonde ele merece, ao topo!!! Deixem uma
mensagem aos fãs, futuros fãs e visitantes
do site. Muito obrigado.
D.L.:
Agradecemos para caramba o apoio ao
nosso trampo e, sem dúvida, o interesse pelo
metal nacional. Esperamos que curtam nosso
mais novo trabalho. Que Deus nos abençoe a
todos!!
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