Discografia:
"Shema Israel" 
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"Papyrus" (versão brasileira)
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"Papyrus" (versão européia)
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"The Gate"
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Formação(2002):

 

 
Leandro Caçoilo (vocal)
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Paulo Frade (guitarra)
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Jason Freitas (baixo)
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Danilo Lopez (bateria)
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Douglas Codonho (teclado)
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Contatos: Web Site Oficial

É notório, é simples e fácil de se tirar uma conclusão. Quando conheci o som desta ótima banda em 99, o Papyrus eu ouvi do meu colega "é parecido com o Helloween!", porém como o bom e tradicional headbanger eu torci o nariz e pensando que uma banda brasileira não se poderia chegar a tal comparação, muito menos ela sendo católica... Tá vendo? A vida dá voltas e mesmo torcendo o nariz eu decorei muitas músicas daquele disco, principalmente "Working Man", que para mim é um clássico do metal nacional e aprendi à curtir metal e respeitar esta banda e estou aqui entrevistando Danilo Lopez (batera) e babando ovo no último disco deles "The Gate" e bradando pois o Brasil tem hoje uma das maiores bandas de metal melódico do mundo! Quer apostar? Antes se oriente, leia a entrevista e procure pelo CD pois realmente vale a pena!!!

por Vinícius B.Vidal


B.O.H.M.) Primeiramente comentando sobre o atual line-up da banda. Algumas posições foram alteradas. Saiu o Alexandre, e entrou em seu lugar Leandro Caçoilo nos vocais e Jason Freitas no baixo. Comente esta mudança na formação, como ficou a banda, houve alguma discussão entre vocês ou a saída de Alexandre foi pacífica e/ ou necessária?

Danilo Lopes: A saída do Alexandre foi totalmente pacífica. Somos muito amigos e respeitamos a sua vontade, que era de cursar uma faculdade, dedicando-se inteiramente a isso. Naturalmente, essa mudança deu uma nova cara para a banda. No quesito vocal, foi interessante perceber, no palco, a presença de um frontman, deixando também, o baixista mais livre. Apesar da surpresa ao termos perdido o Alexandre, estamos curtindo esta nova fase. Esperamos que a galera também tenha curtido. 

B.O.H.M.) "The Gate". Atualmente este disco está sendo considerado um dos maiores lançamento de uma das maiores promessas do Heavy Metal Nacional. Conte-nos como vocês vêem este momento.

D.L.: Se o que você disse é verdade, agradeço-lhe muito pelo comentário. E posso dizer que ficamos muito felizes, pois é fruto de muito trabalho e esforço. O "Papyrus" foi muito bem aceito pela mídia especializada, tanto no Brasil, quanto no exterior, o que nos dá uma grande responsabilidade ao lançar um novo CD, principalmente após uma mudança de formação tão radical. O passo que precisamos dar com o "The Gate" pode ser decisivo quanto ao futuro da banda. Refiro-me a buscar bons contratos de distribuição, lutar para dar à banda uma boa estrutura de trabalho, etc.

B.O.H.M.) Como está sendo o lançamento do "The Gate", a distribuição pela Encore Records e a recepção do público.

D.L.: Tem nos surpreendido bastante. Quanto às vendas, graças a Deus já nos superamos em relação à época do lançamento do "Papyrus", pois conseguimos melhorar a distribuição, tanto no meio metal, como no meio católico. E isso é fundamental. O público, que é a maior preocupação de qualquer banda, também tem recebido muito bem o disco, dando-nos a segurança de que recebeu com positivismo a nova formação.

B.O.H.M.) E lá fora, "Papyrus" foi lançado pela gravadora italiana Scarlet com uma capa diferente. Como foi e como vai ser com "The Gate"?

D.L.: Alguns contatos já estão rolando e, enquanto não temos nada de concreto quanto à distribuição com gravadoras gringas, o disco está sendo vendido para o exterior diretamente pela Encore Records e por intermédio de algumas distribuidoras e lojas do Brasil.

B.O.H.M.) "The Gate" é o terceiro disco do Eterna, "Papyrus" foi uma lançamento muito bem sucedido, emplacando a música "Working Man" e outras. Para produzir este disco ouve alguma cobrança, algum receio, por querer fazer algo tão bom ou melhor que o anterior?

D.L.: Quando iniciamos as composições, tínhamos alguma preocupação quanto a isso. Porém, fomos trabalhando e percebemos que as coisas pareciam estar caminhando bem. As músicas foram nos agradando e o mesmo foi acontecendo com alguns amigos que assistiam alguns ensaios. Bom, rolou e o disco está pronto. O que que tinha ser, está aí... Esperamos que a galera esteja curtindo.

B.O.H.M.) Shows. A banda já abriu shows do ex-Iron Maiden, o famoso Paul D'ianno, participou do primeiro "Brasil Metal Union" e em Julho último marcou de vez o nome da banda no cenário metálico nacional com a abertura do show do Rhapsody. Porém ao mesmo tempo já participou de um festival católico na Espanha, como excursionou em vários eventos católicos tocando até para 40.000 pessoas. Este shows marcam a presença da banda em shows diferentes e públicos diferentes, porém se saiu muito bem. Explique como foi estes momentos.

D.L.: Graças a Deus, tivemos durante os quase seis anos de trabalho, grandes oportunidades para mostrar o nosso trampo nas mais diferentes situações e lugares. Teríamos muito a dizer a respeito de vários momentos que a banda passou no palco que, com certeza, não vai dar pra esquecer nunca mais. Porém, prefiro aproveitar a deixa, para agradecer ao nosso público e a todos que, de alguma maneira, contribuíram conosco acreditando no som do Eterna, até aqui.... ainda tem muita água pra rolar. Até chegarmos num nível satisfatório, falta muito trampo...

B.O.H.M.) Como disse antes, o público alvo do Eterna se mistura muito entre quem curte White Metal e quem curte simplesmente Heavy Metal. Existe sim uma pequena diferença, qual é?

D.L.: Quanto ao som, quase não existe diferença. O gosto de ambos, pelo metal, é praticamente o mesmo. A única coisa que muda é, obviamente, a questão da fé. Para o público cristão, o compromisso dos músicos com a mesma, expresso no comportamento e nas letras, é muito importante. 

B.O.H.M.) Qual é a opinião da banda sobre os dois movimentos: o White Metal e o Heavy Metal?

D.L.: Independentemente das linhas de pensamento, convicções religiosas e/ou estilo de som, os dois movimentos acima citados estão bastante próximos, já que o que move ambos, entre outros aspectos, é a música. E, sem dúvida alguma, ambos terão vida longa. Pois, em sua essência, não dependem das modas ou da imposição da grande mídia para permanecerem vivos.

B.O.H.M.) E sobre o movimento metálico underground que tem crescido muito atualmente. Como vocês o vêem e são recebidos?

D.L.: O público metal, em geral, é muito fiel e inteligente. E sabe o que quer. Esse é o verdadeiro motivo do crescimento da cena desde o seu início, há algumas décadas atrás. E, Graças a Deus, temos sido bem recebidos pela parte desse público que já teve acesso ao nosso som. O que é bastante gratificante, em se tratando de um público tão exigente... 

B.O.H.M.) A banda além da música trabalha em causas sociais católicas, quais são?

D.L.: Trabalhamos representando uma comunidade católica chamada CCEV - Comunidade Casa Esperança e Vida, fundada por um padre conhecido por Fradão, que apóia totalmente a existência de bandas de metal dentro da Igreja. É uma comunidade com mais de vinte anos de existência, que cuida da restauração de dependentes químicos e alcoólatras. E, dentro do contexto, nosso trabalho é encaixado na parte de prevenção. Caso alguém precise de ajuda para largar o vício, basta fazer contato conosco pelo e-mail [email protected], que encaminhamos para a CCEV. B

B.O.H.M.) Qual é a importância no qual uma banda de Power Metal Melódico representa  em seu público, especificamente Headbanger falando sobre Deus, Esperança, Amor, Paz, especificamente a Religião?

D.L.: Acreditamos que cada um, tem o direito e a necessidade de falar daquilo que vive e sente, independentemente do que seja, desde que, não prejudique os outros. Sabemos também, que existem inúmeras pessoas por todo o mundo, buscando por algo transcendental que venha a lhes preencher o vazio que têm dentro de si, causado pela depressão, drogas, problemas familiares, profissionais, etc. E, pelo fato de termos tido uma experiência pessoal com Jesus Cristo, sendo Ele o caminho que nos levou a entender e experimentar esse "algo mais", que nos deu a esperança que procurávamos, sentimos a necessidade de mostrar isso às pessoas que se identificam com tal mensagem.

B.O.H.M.) Vocês conhecem a Zodaque? Se sim o que acham do templo?

D.L.: Temos alguns amigos evangélicos que já nos falaram a respeito e também, já lí alguma coisa sobre a comunidade na internet e em revistas. Porém, nunca fomos lá. Sabemos que é um trabalho bastante sério e louvável.

B.O.H.M.) Falando sobre Religião, a igreja católica nos últimos anos tem enfrentado muitas barreiras por exemplo para atrair mais fiéis pois o mundo mudou, a coisas mudaram, as igrejas protestantes cresceram. Para atrair alguns padres como o padre Marcelo Rossi mudou a sua forma de fazer a missa, colocando música, gravando CDs, colocando a sua imagem em demasia na TV e recebendo o título de Padre Pop Star, o que realmente causou estranheza em muitos segmentos tradicionais da Igreja Católica. Vocês de um modo ou outro, também correm contra o tradicional, pois bandas de heavy metal não eram comuns e nem são em missas e eventos católicos. Como vocês analisam e se vêem neste caso e movimento crescente?

D.L.: Acho que as coisas deveriam ser vistas de uma forma mais natural. A igreja é formada por pessoas e, se o tempo muda, as pessoas também mudam. É algo que acontece naturalmente em qualquer setor da sociedade.

Sobre o Pe. Marcelo, não cremos que seja correto dizer, que ele mudou suas missas para atrair mais gente. Não só as suas, como também, todas as missas da Renovação Carismática Católica, sempre foram daquele jeito, com muita música. O Pe. Marcelo é, sem dúvida, o mais conhecido. Porém, afirmo que ele é, também, uma mostra do que a Igreja Católica faz hà

muito tempo. E, em relação ao fato de dizer que ele está na mídia em demasia, não sei se posso concordar. Além dele ser padre, é também artista e a quantidade de vezes que aparece para o seu público, é proporcional às vezes que, por exemplo, o cantor Daniel também aparece para o seu. Depende de nossa maneira de olhar...

O metal/rock católico está em alta, com muitas bandas de qualidade dos mais diversos estilos. Por isso, digo também que, já há algum tempo, é normal vermos essas bandas tocarem em diversos eventos católicos. Informo também, que até já rolou missa metal. Hoje, com uma gravadora secular, a Encore Records, temos conseguido fazer coisas que, à primeira vista, seria impossível para uma banda católica. No entanto, isso não seria possível sem a abertura da própria Igreja. 

B.O.H.M.) Quais são as esperanças de se conquistar com o último lançamento "The Gate"?

D.L.: Como qualquer outra banda, nossa maior necessidade está, em conseguirmos fazer com que a banda seja reconhecida o suficiente, para vivermos de música com uma boa estrutura de trabalho.

B.O.H.M.) Quais são as esperanças de se conquistar com o último lançamento "The Gate"?

D.L.: Como qualquer outra banda, nossa maior necessidade está, em conseguirmos fazer com que a banda seja reconhecida o suficiente, para vivermos de música com uma boa estrutura de trabalho.

B.O.H.M.) Existe algo como uma turnê internacional? E nacional, como vai indo a preparação da turnê?

D.L.: No Brasil, temos feito shows no circuito católico e também no meio metal, como é o caso do Brasil Metal Union. Quanto à turnê internacional, não há nada de concreto, ainda.

B.O.H.M.) Bom, por enquanto é só. Agradeço muito mesmo a participação de vocês aqui no Baron Of Heavy Metal - Underground Metal Site, desejo à vocês o que de melhor possa vir e que "The Gate" leve o nosso metal aonde ele merece, ao topo!!! Deixem uma mensagem aos fãs, futuros fãs e visitantes do site. Muito obrigado.

D.L.: Agradecemos para caramba o apoio ao nosso trampo e, sem dúvida, o interesse pelo metal nacional. Esperamos que curtam nosso mais novo trabalho. Que Deus nos abençoe a todos!!

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