A História de Faustus Bridge (como escrito por Baltazor, grande mago das colinas do Norte)

Capítulo I – Yolanda e Serges

Nascido em um vilarejo isolado de nome Nohan's Hill, Faustus é filho de uma mulher com um estranho – e por isso expulsa de casa pelos pais. Ela acabara por vagar pelas ruas grávida, sem rumo, até encontrar o favor de um soprador de vidro nos confins do vilarejo. O soprador trabalhava principalmente para um velho exótico que vivia em uma torre isolada nas colinas próximas do lugar. A mulher, Yolanda, e o soprador, Serges, acabaram por se apaixonar, e Serges criou Faustus como se fosse seu filho quando ele veio a nascer.

Finalmente veio o tempo em que Faustus podia caminhar. Foi quando orcs saqueadores convergeram para a região, e atacaram e mataram Yolanda e Serges. Faustus se escondera em um armário da casa na ocasião, e teria sido certamente morto, se uma criatura estranha não aparecesse. Ela era do tamanho de um homem, certamente, e tinha o formato de um, com uma barba comprida de fios finos e cinzas. Até sua aparência era a de um homem, mas sua pele era cinza, como se o homem a recém tivesse se levantado de sua tumba. Com um único gesto, ele fulminou os assaltantes com um raio de energia. Indiferente a cena, ele caminhou até a mesa onde alguns frascos de vidro estavam prontos e começou a pegá-los. Deve ter sido o soluço de Faustus que o fez notar que o pequeno ainda estava vivo.

O homem abriu a porta e com uma voz grave e inumana disse “aproxime-se”. Faustus o fez. O homem então pegou o que viera buscar, e partiu do lugar.

Capítulo II – Baltazor

O homem era Baltazor. Mais tarde, Faustus descobriria que ele era um lich, uma espécie de morto-vivo, um mago que alcançava a vida eterna através de um ritual poderoso. Baltazor, por qualquer motivo que fosse, adotara Faustus como aprendiz. O garoto observava o velho em suas tarefas diárias. Preparação de poções, longos estudos em tomos antigos, estudo de ervas, escrição de pergaminhos...

Baltazor ensinou Faustus as artes arcanas, suas minúcias, suas características, e Faustus aprendeu bem. Como bom discípulo, seguiu o caminho de seu mestre, um grande invocador de criaturas de outros planos.

Foi por volta de seus dezoito anos que Faustus recebeu a notícia por parte de Baltazor que seu aprendizado estava completo. Ao menos por ora. O momento havia chegado de ele partir para buscar mais conhecimento em outros lugares. E assim ele fez.

Capítulo III – Augustus e Nielini

Faustus partiu de Nohan's Hill junto de um velho contato de Baltazor, um lâmina arcana chamado Augustus. Juntos, eles partiriam rumo a Arcana, a cidade dos magos. Porém, imprevistos surgiram no caminho. Um antigo inimigo de Augustus, um druida maligno, emboscou ambos em um trecho florestal. Augustus lutou bravamente, e Faustus tentou ajudá-lo com suas perícias limitadas de mago. O druida bateu em retirada, mas Augustus se encontrava ferido, então uma mudança de rota teve de ser tomada para procurar assistência. Temendo pela segurança de Faustus, Augustus pediu-lhe para que fixasse residência temporariamente no local, enquanto tentaria despistar seu inimigo.

Faustus passou algum tempo na cidade, onde conheceu algumas novas figuras. Entre elas, Nielini, uma trapaceira arcana, que durante a curta estadia de Faustus no local assumiu o papel de tutora do jovem.

Porém, a hora chegou em que ele teria de partir novamente. A lembrança de seus pais mortos e do quase assassinato de Augustus lhe perseguiam todo dia. Em sua mente, ele se culpava por não ter podido ajudar-lhes.

Foi em uma noite de céu claro que tudo ocorreu. Faustus rumava para Bastok, a fim de procurar um meio de partir para Arcana. Na beira de um rio, ele notou uma luz. De dentro do rio, como se saísse dele, estava uma figura envolta em panos negros. Sua voz era rouca e grave. “Senhor Bridge” ele falou. A criatura se apresentou como Eru. Ele disse acompanhar a tempos o aprendizado de Faustus, e que se interessara nos talentos do jovem. Ele estava disposto a ajudar o jovem mago em troca de favores.

Faustus aceitou. Quem quer que fosse a figura, ela estava envolta em uma misteriosa aura de poder. Eru deu a Faustus duas dádivas. Uma iria mascarar o coração de Faustus por treze vezes, bastando que ele desejasse isso, enquanto a outra salvaria ele e seus amigos de um perigo mortal. Em troca disso, Eru pediu a Faustus para encontrar um homem no meio da estrada e segui-lo. Perplexo, Faustus aceitou. Ao retornar para sua tenda, ele encontrou um anel, um colar, e um cabo de uma espada, mas um cabo especial – ele era feito de diamante negro, um material raro. Lendas diziam que um único homem armado de uma espada de diamante negro era capaz de derrotar um exército. Faustus descansou então, por aquela noite. Muito ainda estaria por vir...

Capítulo IV – Naralad Tandil

A viagem transcorreu-se sem nenhum incidente, embora ele notasse que tudo estava calmo demais. Além disso, as palavras de Eru continuavam a soar em sua mente: “Nem tudo é o que parece e muitos objetivos estarão ocultos entre as alianças futuras, mas tenho certeza que tudo que vai ver talvez ajude a entender melhor as coisas...e talvez ajude você a perceber qual o melhor lado para ficar.”

Foi durante o quinto dia que Faustus notou um homem estranho vindo em sua direção. Um homem alto, de cerca de um metro e noventa, aparentemente inafetado pelo calor insuportável que fazia aquele dia. Ele estava totalmente encoberto em panos. Seus cabelos azuis tapavam seu rosto – a única coisa que se podia notar eram seus lábios finos e vermelhos.

O homem se apresentou como Naralad Tandil, e disse a Bridge que ele iria lhe acompanhar até a Cidade de Prata. Faustus somente ouvira lendas sobre a Cidade de Prata, o lar dos elfos da luz, uma raça antiga e poderosa.

Naralad e Faustus seguiram rumo ao norte. O homem estranho afirmara que vira orcs naquela direção, e, realmente, depois de alguns momentos de caminhada, as criaturas apareceram. Naralad prosseguiu sozinho, com um sorriso nos lábios. Os orcs, que inicialmente pareciam dispostos a investir contra os dois pararam. A cada de Naralad se desfez, revelando seu corpo – todo acorrentando entre duas correntes. Uma espada longa materializou-se em suas mãos, e, em questão de segundos, ele se livrara dos orcs.

“Amigo, você é um elfo muito estranho” disse Faustus. Naralad olhou sério para o mago e disse que “Bridge...nao me chame de elfo novamente... a menos que queira que assim que nosso acordo acabe eu o persiga para o matar...”.

Eles continuaram a viagem durante aquele dia. Naralad indagara a Faustus se ele não sabia voar, e Faustus respondeu que não – fato que deixou Naralad perplexo. No amanhecer do outro dia, Naralad acorda Faustus, e os dois preparam-se para partir.

Capítulo V – Meliadow

“Não tenha medo, Bridge, e sinta-se honrado com o fato de poder ver e voar em mim. A mais de 450 anos que minha forma não era vista”. Essas foram as palavras de Naralad. Após dizer isso, ele se transformou me um gigantesco dragão azul. Faustus ficou ao mesmo tempo perplexo, maravilhado, e apavorado. “Naralad Tandil... Senhor dos Dragões Azuis! Suba... e vamos para o norte!” disse o dragão. Sem uma palavra, Faustus concordou.

“Tandil... todos os elfos da luz são... como você?” indagou Faustus durante o voô. “Eu não sou um Elfo da Luz...ou de Prata... eu sou o Senhor... Lorde dos Dragoes Azuis!” respondeu Naralad, orgulhoso. “Eru... ele é como você, também?”, então, perguntou Faustus, preocupado com a situação em que concordara entrar. “Não, ele é um Lorde mas não é um dragão” disse o dragão a Faustus, que perguntou “Lorde... do que, exatamente?”. A resposta foi um simples “Bem meu caro Bridge até o momento eu sou proibido de falar. Mas diga-me como é viver agarrado ao chão?” Faustus pensou um pouco antes de responder “Nada demais... é bom até... protege você de ir muito longe... O mundo não é um lugar muito seguro não...”. Naralad então desdenhou “Mais seguro do que ja fora antigamente isso eu posso garantir. Mas diga-me, Eru não contou o que iremos fazer na cidade dos elfos?”. Faustus respondeu “Não... ele nem falou que eu ia para lá.”. “Que seja assim então.” foi a única fala de Naralad.

Após o vôo, Naralad retorna a sua forma original, chegando até um tenda em meio a neve. A temperatura parece insuportavel mas Faustus não sente nada. Os dois viajantes adentram o recinto, e dentro dele tem uma mulher de vestido longo feito de ceda, o vestido é todo verde assim como os olhos da mulher que possuem um tom esmeralda – e ela carrega duas espadas consigo.

“Olá Naralad Tandil, estava esperando por você, sou Meliadow, prazer.” disse a dama. “Prazer Senhorita Meliadow, este é Bridge” respondeu o dragão. “Prazer” diz Bridge. A elfa e o dragão então começam a dialogar em um idioma desconhecido. Depois de algum tempo Naralad vira para Faustus e chama-o até a rua.

“Bem senhor Bridge agora já podes ir.” diz Naralad a Faustus. “Só me dê a espada.” completa o dragão. “A próxima parte do plano é perigosa para você e nem eu poderia proteje-lo”.

“Certo, então.” diz Faustus. “Só me leve até de volta ao sul, por favor... não vou conseguir atravessar as montanhas de volta.” diz o mago enquanto dá ao dragão o cabo de espada de diamante negro.

“Sim eu irei te teletransportar para Bastok... deseja ir agora? Se precisa de algo ou quiser alguma coisa fale agora...” completou o Naralad.

“Por enquanto, só a viagem pra Bastok basta, caro Tandil... mas no futuro espero que vocês possam me oferecer mais... dádivas.... e eu possa ser mais útil... por ora já tenho bastante o que assimilar dessa viagem.” diz Faustus curvando as costas, despedindo-se de Naralad.

“Bem, se é assim, adeus” diz o dragão. Após ouvir isso, Faustus só percebe que está em uma clareira.. e no horizonte, a cidade de Bastok.

Capítulo VI – Zack

(continua)

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