RESTAURAÇÃO DO PLAYFIELD
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RESTAURAÇÃO DA SUPERFÍCIE DO PLAYFIELD - RECUPERAÇÃO DE UM DELAMINADO
Nesta parte iremos tratar de um dos piores problemas que costumam atacar os playfields mais judiados pelo tempo, infelizmente com certa freqüencia. É algo que o pessoal costuma chamar de "delaminação", que apesar de não ser o termo correto, descreve bem o que acontece.
O compensado, do qual é feito o playfield, é formado por várias lâminas de madeira coladas umas às outras, saindo bem mais barato que madeira sólida. O problema ocorre quando a camada superior começa a se desprender do conjunto, ao mesmo tempo que ela "abre" na direção das nervuras da madeira.
Esse efeito causa o aparecimento de várias "trincas", geralmente verticais, acompanhado de um "afofamento" da área. Se não tratado a tempo a área toda pode descolar. As principais causas deste problema são a humidade e a exposição ao sol, somados ao impacto e atrito da bola. Geralmente ocorre próximo aos bumpers e aos banks, que são áreas onde a bola costuma ser arremessada contra o playfield.
Dependendo da seriedade do problema e do tamanho da área afetada, realmente pode ser necessário a retirada da camada superior e a completa reconstrução do trecho.
RECUPERAÇÃO DE UM DELAMINADO - LIMPEZA E FIXAÇÃO

Esta é a área que está começando a se "delaminar". Tem cerca de 7cm de largura por 4cm de altura, se estendendo desde o trecho logo abaixo do ESPECIAL, até o insert número 2 do bank direirto.

Note as trincas verticais consecutivas. Na foto quase não dá pra perceber, mas a superfície está ligeiramente elevada e ondulada neste ponto, o que com o tempo vai agravar ainda mais a situação por causa do atrito com a bola.
Área danificada do playfield
Limpando as trincas
Como o problema ainda está no começo, não compensa retirar toda a camada superior. Não que eu tenha a intenção de aproveitar a arte, pois nesse trecho já está condenada, mas porquê mantendo a camada superior o conjunto terá mais firmeza. Além disso, mesmo com a arte original parcialmente coberta, esta ainda servirá como guia para a nova pintura.

Antes de tudo temos que fixar as lâminas soltas à camada de baixo, sendo assim, é necessário limpar toda a sujeira que se acumulou dentro das trincas.
Esses detritos poderão dificultar a fixação e a penetração da cola e da massa, e devem ser retirados.

Para isso usei um estilete bem afiado, tomando cuidado para não quebrar as "lâminas" de madeira.

Note quanta sujeira solta sai das fissuras, geralmente poeira e fragmentos das borrachas, que foram empurrados para dentro pelo peso da bola.
Sujeira das trincas
Limpando as trincas
Talvez seja necessário abrir um espaço por baixo da lâmina para que a cola, ou selante penetre bem.

Na verdade, em vez de cola utilizei verniz Copal diluído em um pouco de aguarrás, ficando mais "fino". Dessa forma a madeira "chupa" a mistura, que funciona também como um selante, evitando assim a humidade e o reaparecimento do problema.
A aplicação foi feita com um pincel pequeno, com ponta fina, bem encharcado com o verniz diluído.

É só enconstá-lo na abertura que ele é literalmente puxado pra dentro.
Aplicando o verniz
Colocando peso sobre a área colada
Rapidamente, antes que a cola seque, aplique pressão sobre a área tratada, ou pelo menos sobre a área mais "levantada".

Eu fiz isso equilibrando uma lata de tinta sobre uma bateria de 9V, de modo a concentrar todo o peso nessa área, como mostra a foto.

Deixe secar assim por várias horas.


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