Há
muito tempo, no começo da Era dos Samurais no Japão (aproximadamente 800 AD),
existia uma lenda de um forte encantamento que dizia aprisionar espíritos em
espadas. Feiticeiros diziam estar conectados e em união com eles e uma vez
aprisionados a armas, as tornavam letais e incomparáveis. Na verdade nunca se
soube da veracidade das lendas. Um grupo ocultista que trabalhava para o Shogun
Ashikaga, dizia ter encontrado um livro que continha tais feitiçarias...
Eles
resolveram testar em uma espada para ter certeza e caso desse, construir o mais
perigoso exército que o mundo jamais vira. O ritual foi feito. Mas nada
aconteceu. A espada ficou guardada por gerações, até que um descendente de
Ashikaga sama a deu para seus vassalos Niitsuma. E deles permaneceu por muito e
muito tempo. Até os dias de hoje.
Niitsuma
Kazuya nasceu há 20 anos em Hokkaido, arquipélago mais ao norte do Japão.
Ele nasceu numa ilha de tamanho médio, que tinha apenas uma cidade. Ela
era perto de um vulcão, pois era o único lugar que dava para cultivar soja
dentro dessa ilha.
Desde
pequeno ele demonstrou apego aos animais e plantas, naturalmente. Ia à escola
normalmente, era uma criança normal, tinha amigos e gostava muito de Tanuki
Soba, um prato regional. Quando ele tinha 5 anos um evento mudou sua vida
radicalmente. O vulcão acordara, e ameaçava a vida de todos na cidade. Durante
a evacuação da população, uma explosão da boca do vulcão acertou a cidade
em cheio. Kazuya e seu pai, Toshinobu fugiram sozinhos para a cidade. Toshinobu
portava o maior tesouro dos Niitsuma, uma katana milenar, do final do milênio
passado. Ele havia sido ferido por queda de escombros e estava no seu limite.
Eventualmente ele morrera, com Kazuya ao seu lado. No dia seguinte, o jornal
“Asahi Shinbun” tinha como manchete – Vulcão acorda e destrói pequena
ilha, apenas 39 sobreviventes --.
Enquanto
isso, no meio da floresta, chorando sem parar, o pequeno Kazuya começou a pedir
por socorro... mas ninguém respondeu. Ele começou a gritar então... mas
quando ele perdeu sua voz algo maravilhoso aconteceu... vários animais da
floresta da ilha começaram a se reunir em volta dele. Eles o ajudaram a se
recompor então. Kazuya pegou a ‘Fuuryoku’ (Poder do Vento, nome da espada)
e rumou para dentro da floresta. Algumas casas não haviam sido destruídas, então
de vez em quando Kazuya ia lá atrás de vestimentas.
Seu
crescimento foi baseado principalmente em seus instintos. Seu treinamento com a
espada, e em técnicas de sobrevivência. Ele era o único humano na ilha. Ele
também achara um livro, o “Hagakure”, o Livro dos Samurais, que continha os
ensinamentos mais a fundo que ele ouvia seu pai passar para Nobuya, o irmão
mais velho de Kazuya, que ele nunca mais reencontrou após aquele fatídico dia.
O
Bushido foi incorporado a Kazuya, e as técnicas de espada de sua família.
Ampliadas com seus instintos afiadíssimos, Kazuya se tornou um mortal guerreiro
com o passar dos anos.
Um
dia, quando Kazuya já tinha 19 anos, ele presenciou alguns seres meta-humanos
reconhecendo a área da ilha. Eles não eram japoneses, apesar de ter a pele
clara, mas seus olhos eram azuis e seus cabelos amarelos. Eles pareciam estar
instalando algum equipamento que Kazuya nunca havia visto. Ele passou a observá-los
por alguns dias quando outro grupo de meta-humanos aterrizou. Dentre estes
haviam japoneses e outros gaijjn. Do nada, começou uma batalha no meio da
floresta, quando Kazuya decidiu entrar na luta. Para a surpresa do grupo recém-chegado,
mas mais ainda para os que eram cortados com precisão pelo Lobo Solitário,
como Kazuya ficou conhecido posteriormente. Quando a luta havia acabado, o grupo
de gaijins recém-chegado convidou Kazuya para ir com eles, pois eram um grupo
com poucos integrantes ainda. Ele foi, pois com essa batalha ele viu que o mundo
era bem maior do que parecia aos seus olhos.
Chegando
na Suécia, um mundo totalmente diferente se abriu para ele. Teve muito stress
no começo, mas depois ele se acostumou, principalmente quando conheceu melhor
Claudia Herrera, uma mexicana de Quintana Ro, que também tinha poderes com
animais e plantas, só que bem mais desenvolvidos que Kazuya. (Ela o ensinou
muitas coisas : )
Ela
sentia algo pulsando na sua espada, como se ela estivesse viva. Não era de aura
particularmente má ou boa, mas havia algo de diferente naquela arma. Ela
comentava sempre com Kazuya, que atentou a isso. Realmente havia algo de
diferente, ele notou. Se concentrando ele conseguiu soltar o espírito...
“Yobi-atsumeru Mushinko Kaze no Oo Kami”
(Convocação do Grande & Impiedoso Deus do Vento”).
Ver
a vida dela tirada com apenas um golpe de Black Pegasus lhe chocou muito. Depois
disso, quando conversando com Scott “Cyclops”
e indo se juntar ao X-Generation por convite de Chess Master, parece que
ele se tornou mais fechado, como um animal enjaulado...
Fuuryoku
é uma das espadas que ficaram conservadas desde épocas milenares. É sabido
que existem alguns desse exemplares. Será que todas elas guardam um espírito,
e estejam apenas esperando encontrar alguém com afinidade para finalmente
acordarem?