2021 A.D. – Os
confrontos entre palestinos e israelenses chegam a um limite insuportável,
colocando todo o estoque de petróleo dos Emirados Árabes em perigo iminente.
Os Estados Unidos mandam forças para intervir e são recebidos com bombas atômicas
e armas biológicas de alta potência. Há resposta no mesmo nível e chega-se
mais perto do Holocausto total do planeta Terra nesse ano. Os palestinos tinham
acordos secretos e tinham bombas atômicas em seu arsenal. Várias cidades são
destruídas, e após o fim da guerra 2 anos depois começa um processo de
reconstrução planetário. As cidades que foram destruídas ganham o prefixo
Neo- no nome.
2026
A.D. – Nasce Kobayashi Kuniharu, em Hakodate.
2031
A.D. – As Corporações assumem papéis antes destinados aos cuidados dos
governos na manutenção das cidades – 75% dos serviços são particulares
agora – e muitas se fundem montando verdadeiras Mega-Corporações com atuação
não só no planeta como em colônias recém-fundadas na Lua e com previsões
para em 10 anos em Marte. Os ricos partem para essas colônias extra-terrestres,
piorando a situação no planeta mãe dos seres-humanos. Os seres humanos ganham
outro significado: a fusão de partes cibernéticas em carne viva agora é
realidade embora ainda experimental.
2043
A.D. – Cyberwear agora não é mais novidade. As cidades já estão mais de
50% reconstruídas. A reciclagem virou quase obrigatoriedade para a própria
sobrevivência dos ser humano. Agora, têm-se muitas plantações de algas para
se suprir a toda a população, que mesmo mantida a 10 bilhões de pessoas (por
causa da guerra que dizimou alguns bilhões) demanda muito. A Terra está quase
no limite, e, devido à abertura e financiamentos concedidos, muitas famílias
estão indo para a Lua. A colônia de Marte, pronta há 2 anos, começa a
receber pessoas também (antes fechadas apenas aos muito ricos).
2043
A.D. – Kuniharu, um bosozoku (arruaceiro) agora com 17 anos, é recrutado por
mafiosos japoneses para cuidar da parte de “arrecadamento” de impostos. Por
seu passado violento e passagens em reformatórios, ele chama interesse do clã
Sumiyoshi, um dos maiores da Yakuza. Com o racionamento de alimentos, os Yakuza
ganham cada vez mais força no submundo, controlando não apenas drogas,
prostituição, mas armamentos pesados também.
2050
A.D. – Agora com certo poder dentro da corporação, Kuniharu ganhou inimigos
dentre os outros clãs da Yakuza e contra as outras máfias atuantes no Japão,
como Tongs coreanas e Triads chinesas. Kuniharu chama muita atenção por não
possuir nenhum cyberwear e lutar muito bem. Ganha um posto alto dentre os
gurentai (pessoal mais animal da Yakuza). Entretanto uma armação é montada
contra ele. Provas “inventadas” contra ele, somando-se rivalidades dentro do
próprio clã, acabam de acusá-lo de desviar dinheiro das drogas para sua família
(que sempre soube que ele era mafioso desde sua adolescência, mas simplesmente
faziam vista-grossa por entrar bastante dinheiro). A alta cúpula decide dar a
ele o fim de sempre a traidores. Até porque ele já havia falhado em uma missão
anterior, e teve que fazer yubitsune (amputar sua falange!). Teve toda a família
assassinada, e num encontro formal, teve os olhos perfurados e um braço
arrancado ao modo tradicional (espada). Jogado
no lixo, gângsters de outro clã, Inagawa, o terceiro maior da máfia o acharam
e o levaram para o seu chefe, Watanabe Yoshiro. Por acaso do destino (ou karma),
ele sempre estivera de olho em Kuniharu, e por isso começou a cuidar dele. Cego
e maneta, Kuniharu queria mais é morrer... mas ainda
não era sua hora...
2052
A D. – Dias atuais. Watanabe e sua gangue decidem sair da Ásia e abrir
fronteiras em outros continentes. Kobayashi Kuniharu adota o nick K´, e com
seus olhos e um braço biônico implantados, teve seu rosto remodelado, se
tornando quase que outra pessoa praticamente. Todo o passado apagado, mas a memória
permanece. O desejo de vingança ainda existe no seu coração negro.
“Quem sabe um dia...” pensa ele todos os dias...A sociedade está
mais violenta que nunca, e as corporações possuem tanto poder que os governos
já passam de marionetes existindo apenas para manutenção da identidade formal
dos países. Gangues de motoqueiros e mafiosos são os donos das ruas.
Bem-vindos ao inferno na Terra. O final começa agora...