Campanha V - A
Sociedade do Dragão
Capítulo 1 - "Genesis"
Por: Gabriel
Nossa história começa com um
mensageiro chamado Owen Passolargo (ou Lightwalk, se preferirem). Nos quatro
cantos (do sul) de Mégalos, ele convoca quatro guerreiros fieis ao país, por
ordem de seu mestre. São eles: Rafaga, capitão da guarda de Serrun; Aleena
"Halfmoon" Shauri, guerreira-maga, caçadora de magos; Roberval, espião-assassino,
que também se utiliza da magia; e Vicky Stone, arqueira. Todos são convocados
a um encontro que ocorre secretamente em Serrun. É lhes dito por Owen que foram
escolhidos para a formação de uma equipe de elite do reino, e que precisavam
levar, intacta, uma mensagem para o Lorde Gravensen, General do Exército
Megalano, em Myrgan. A viagem demorará um mês.
São concedidos transporte e uma carta oficial requisitando Rafaga para
comparecimento à corte em Mégalos, como "desculpa" pra faltar ao
serviço. Começa a viagem, e a princípio tudo transcorre bem. Os novos
companheiros aproveitam para se conhecer melhor. "Halfmoon" se mostra
uma verdadeira chata e Vicky, cheia das porra-louquices! No caminho para
Dekamera, são interpelados por um bando a cavalo. Ocorre um combate rápido,
com Rafaga liderando e Roberval mostrando alguns truques mágicos (Aleena o olha
perigosamente por conta disso).
A viagem continua sem problemas até uma pequena vila próxima à Dekamera.
Durante à noite, no entanto, assassinos árabes invadem os quartos e tentam matá-los.
Rafaga luta bravamente, e Roberval o auxilia, matando seus agressores. Vicky sai
gritando e seu oponente foge. Rafaga leva tranqüilamente os corpos pro estábulo,
mas quando retorna, encontra um homem alto, de aparência distinta, dando ordens
prum bando de soldados. Rafaga é preso, assim como os demais.
Dia seguinte, sem mais nem menos, estão na estrada. Rafaga dá um piti e rasga
a tenda da carruagem, interroga Rón e Rén (os cocheiros), mas eles de nada se
lembram. Novamente há o encontro com o distinto homem, agora na estrada, que
diz tê-los ajudado, na realidade, ao prendê-los. Fala para que sigam viagem,
que cumpram sua missão, e ainda faz uma profecia à Rafaga - "cuidado com
o machado". E some à la Mestre dos Magos.
O piti de Rafaga custou caro - aos outros. Choveu desgraçadamente nos dias que
se seguiram. Ainda hoje tem lama nas orelhas de Vicky. Semanas depois, ao chegar
num vilarejo às margens do Rio João, cuja renda vinha do comércio na estrada
real, se deparam com uma situação sinistra. A ponte que serve de travessia está
bloqueada. Uma perversa feiticeira mata a todos que se aventuram.
No dia seguinte, determinados a atravessar, confrontam a feiticeira. Em meio aos
cadáveres e à neblina, ela retira, com suas mãos putrefatas, o capuz de seu
"rosto" - ela não tem cabeça. Rafaga não resiste ao susto e fica
atordoado (além de gago...), mas ainda assim pega sua espada. As flechas de
Vicky não acertam o alvo, protegido por magia. Enquanto a bruxa tenta
divertir-se com um enigma, Rafaga a ataca, com um golpe quase mortal, provocando
a imediata reação de um guerreiro nórdico, que arremessa perfeitamente seu
machado contra Rafaga. Este é salvo miraculosamente por magia de teleporte.
A bruxa e o guerreiro somem, deixando o caminho livre. Passam-se os dias e
chega-se à Myrgam, e a mensagem é entregue. Lorde Gravensen a recebe, e a
confere - nada mais que um papel em branco, que em contato com o ar fica
oxidado. Os guerreiros passam a uma sala ao lado, onde ficam a sós com o mago
Taliesin, o mensageiro-real Owen e escutam toda a explicação sobre os diversos
testes que passaram pela viagem: de de habilidade marcial (combate na estrada),
de coragem (contra a feiticeira, uma aliada, na realidade), de honra (a mensagem
inviolada). Passado o teste, são agora realmente parte de uma equipe de elite.
* * * * *
Epílogo (visão Roberval)
"Nós quatro, após entregar a mensagem ao Lorde Lucas Gravensen, adentram
o recinto da rica sala de jantar e encontram Taliesin, o Grande Mago Real e
Conselheiro-Chefe do Rei, desta vez, com sua aparência "oficial".
Lorde Gravensen e sua equipe de elite se retiram, pois agora o assunto é
reservado.
Após a explicação do Grande Mago, este levanta seu cajado e a sala some,
aparecendo em seu lugar um recinto mais escuro, menos decorado, mas não menos
nobre. Os menos acostumados com o teleporte se sentem um pouco tontos. Estamos
num dos domínios de Taliesin. Logo, ele dá ordens aos seus serviçais, que
leva cada um para uma direção diferente. Só retornaria a ver meus amigos mais
tarde. Sou levado a um aposento simples, e sou instruído a me despir de minhas
armas e roupas, colocando em seu lugar uma confortável túnica branca,
fornecida pelo serviçal.
Sou levado através de uma escadaria descendente , em direção ao subsolo.
Quanto mais se desce, mais se nota um cheiro doce, desconhecido, inebriante. Num
determinado ponto, o serviçal retorna, e continuo a descida. No subsolo, sou
recebido por sacerdotes que vestem trajes e máscaras cerimoniais pagãs, e me
purificam com o incenso desconhecido. Neste ponto, o incenso tem seu efeito máximo.
Os sentidos se aprimoram vertiginosamente, tornando a realidade muito mais
"real", e deixando a impressão de que, até agora, eu era como cego e
surdo.
Um cântico em língua antiga e desconhecida para mim é entoado pelos
sacerdotes, e reverbera pelas paredes de pedra. Os sacerdotes me levam alguns
passos adiante, até um caminho de água estreito, porém comprido. Eles retiram
minha roupa e me deixam, mas eu continuo caminhando, com água até os
tornozelos. Ao caminhar vários passos, noto que os demais companheiros fazem o
mesmo; o corredor de água na verdade é uma piscina em forma de cruz, com braços
longos, e cada um de nós caminha por um braço, em direção ao centro. Estamos
os quatro nus, mas isso não é de modo algum estranho. Todos os pudores da
sociedade cristã parecem banais.
Chegamos ao centro da cruz, e lá está outro sacerdote. Nós sabemos que é
Taliesin. Nós quatro damos as mãos, enquanto o Grande Mago canta na língua
desconhecida e nos banha com a água, dizendo que nossas almas e destinos estão
unidos para sempre."