
Há tempos
imemoriais existe no Japão a Lenda das 7 Divindades. Diz-se que na época dos
protojaponeses, os primeiros a colonizar o arquipélago, foram ajudados por
Entidades a resistir corajosamente o frio extremo e outras vicissitudes
naturais, como vulcões e terremotos. Eles eram:
Benzaiten - É a única mulher do grupo dos
Sete Deuses. Simboliza a amabilidade e protege as artes e a beleza feminina. Ela
é muito associada às águas do lago, do rio e do mar. Representada por uma
mulher jovem com instrumento musical (biwa) de cordas ou cavalgando sobre dragão marinho. Nos contos épicos japoneses muitos samurais
lendários deparam com ela em momentos difíceis e dela recebem orientações.
Diz-se que uma pintura ou estatueta de Benzaiten garante saúde, beleza e
desenvolve talentos artísticos.
Bishamon - É o deus da dignidade e da riqueza.
Por ser um dos quatro guardiões do budismo , usa trajes de guerra e
segura uma lança. Embora chamado guardião do tesouro, não deve ser
interpretado como de bem material. O tesouro no caso, são os ensinamentos do
Buda. Bishamon é representado também segurando nas mãos um pagode em
miniatura, que é o templo da orações. Ele é o promotor dos missionários das
palavras de Buda e nesse sentido tem atribuição de guerreiro, o protetor dos
samurais. A figura de Bishamon em casa, afugenta ladrões e preserva os bens da
famílias.
Daikoku - É o senhor da fortuna, o deus da produção. Ele
é o protetor da agricultura e representa também o bom humor. Geralmente é
retratado com enorme saco ou sacas de arroz e traz na mão um martelo de madeira. Dizem que o saco de Daikoku não tem fundo, de lá podem
sair muitas coisas para proporcionar alegria dos mortais. Já o martelo, a cada
batida faz surgir moedas de ouro. Simbolicamente a martelada representa
trabalho. Como Daikoku é o mais alegre dos deuses e representa a fartura,
lembra muito bem o ditado: "rico ri a toa". De acordo com a lenda, a
imagem de Daikoku tanto em forma de estatueta ou pintura, garante progresso
profissional e enriquecimento ligado ao trabalho.
Ebisu - É o deus da sinceridade. Representa honestidade e
labor. Ele é o protetor dos pescadores, navegantes e comerciantes. Geralmente
é representado na figura do pescador, pois sempre está com a cumbuca e uma
vara de pescar. Na cumbuca sempre traz um "tai" (peixe vermelho).
Dizem que Ebisu não dá o peixe, mas ensina a pescar. Assim toda a sua
filosofia é baseada na profissão que vai desde saber colocar a isca, cevar a
possa, esperar o momento oportuno, saber remar na direção certa e só puxar o
peixe quando tiver certeza que está fisgado. Ter a figura de Ebisu em casa ou
no estabelecimento comercial garante sucesso nos negócios.
Fukurokuju - Simboliza a popularidade. Seu nome é composto
pelos ideogramas "fuku" (felicidade, sorte ), "roku"
(riqueza) e "ju" (vida longa). Ele é o patrono dos que desejam uma
vida longa e feliz. Tem uma cabeça comprida e um corpo pequeno. Existe uma
certa semelhança física com jurojin, pois assim como ele, tem uma barba branca
que representa sabedoria. Mas a sabedoria de Fukurokuju é uma sabedoria de quem
viveu por longos anos, uma sabedoria popular daquele que aprendeu na
universidade da vida. Os japoneses respeitam muito esse tipo de conhecimento,
pois representa a sabedoria que os avós transmitem para os netos, e os
anciões às gerações mais novas da comunidade. Já a sabedoria de jurojin é
acompanhada de uma aura mística e geralmente transmite aos iniciados.
Quem ganhar uma estatueta ou pintura de Fukurokuju tende a ficar popular e
garante longevidade. Passar mão na careca dele, melhora sua inteligência.
Hotei - É o
deus da generosidade humana. Geralmente é representado com uma enorme barriga e
roupa caindo pelos ombros. Seu abdômen avantajado não simboliza a
gula, pelo contrario, é símbolo da satisfação. Para os japoneses, o "hara"
(ventre) representa o coração e personalidade, portanto o vasto "hara"
de Hotei representa grandiosidade de espírito. Dizem que Hotei tem recurso
interior para todos que queiram atingir a serenidade completa e sabedoria búdica.
Hotei gosta muito de sumô por isso, as vezes é cultuado como uma espécie
de deus do esporte. Apreciar uma pintura ou ter uma estatueta de Hotei espanta
as preocupações.
Jurojin - É o deus da sabedoria e longevidade. Ele é
representado com uma longa barba branca, trazendo na mão um cetro (saku)
sagrado ou um bastão onde esta pendurado um pergaminho (maquimono) contendo as
escritas da sabedoria mundial. Jurojin também considerado um deus da ecologia,
porque geralmente é retratado junto de uma garça tipo grou (tsuru), uma tartaruga ou um veado. Esses animais são na verdade símbolos
de longa vida. Conta a crença popular que Jurojin gosta muito de sakê (vinho
de arroz), porém nunca fica embriagado. Por isso já diziam nos tempos dos
samurais que "a bebida combina muito com a sabedoria, porém quando a dose
de sakê é maior que a dose de raciocínio, a sabedoria intuitiva vai por água abaixo", às vezes Jurojin é
representado com um pote de saquê e só permite que a morte se aproxime quando
a pessoa está preparada para evoluir espiritualmente. Apreciar uma pintura de
Jurojin diariamente traz sabedoria e longa vida.

Eram onipresentes no dia-a-dia dos japoneses.
Diz-se nas lendas que muitas batalhas durante a história asiática,
que pareciam perdidas, sofreram reviravoltas inimagináveis, incluindo os
ataques mongóis ao aqruipélago em 1274 e 1281, repelidos pelos poderes dos
deuses. Os poderes dos deuses diz-se que provinham de armaduras celestiais, e
que eram pessoas portando-as que na verdade faziam o bem às pessoas, usando os
poderes das armaduras para proteger o Japão e seu povo. As armaduras seriam
presente de Amaterasu Omikami, a Deusa do Sol que de gerou os japoneses como sua
prole.
A lenda continua, dizendo que em 1300 mais ou menos, as
armaduras foram roubadas por uma conspiração de espiões coreanos e chineses
que se aliaram, fingindo-se de monges. Não se sabe exatamente porque, mas uma
vez em posse das armaduras, eles a espalharam por toda a Ásia,
"vendendo" as para contatos pela Malásia, Filipinas, Tailândia, e
pela imensidão chinesa. Acredita-se ainda que uma ou duas peças ainda
foram parar na mão de romanos!!
É aí que entra Laeocorn e sua família. Sempre um garoto
mimado pela mãe, já que seu pai, um arqueólogo famoso, e viciado em cultura
asiática, estava sempre fora, em escavações. Um dia, ele encontra, nas selvas
do Camboja um templo camuflado, que guardava uma peça dourada que parecia de
uma armadura. Era uma parte da Armadura Celestial de Bishamon. Ele a levou para casa e lá a guardou.
Uma vez entraram ladrões que quiseram roubá-la, não antes
assasinando os pais de Laeocorn, quando foram surpreendidos por ele e Sulia, sua
pequena irmã. Eles, surpresos, atiraram em Laeocorn, no ombro, enquanto Sulia
entrava em uma crise de pânico e não parava de chorar... Laeocorn, antes de
perder os sentidos, tocou a armadura e conseguiu vestí-la, enquanto os ladrões,
surpresos em seres pegos em flagrante, se preparam para escapar. Foram
vaporizados, junto com a parede na qual estava a janela em que passavam.
Laeocorn sentira o poder da armadura.
Decidido a resgatar as outras partes da armadura e completar
o ciclo, ganhando o poder de um DEUS, Laeocorn monta um grupo mercenário japonês,
o Messatsu para procurá-las e destruir todos os criminosos, vaporizando-os. Além
da lei dos humanos, ele quer fazer com que todos paguem por seus crimes.
Ao pegar a última parte da armadura, num templo que saíra
das águas do lago "Keshou no Kagami" (Espelho de Cristal), em Kyoto,
ele é derrotado pelo X-Generation em uma batalha desesperada conta os poderes
de um DEUS.
Messatsu:
Líder - Bishamon Laeocorn
Alpha - Phoenix Ikky
Membros - "Grinder"
Yagami Yukiko
"Eletric Eye" Inoue Kenta
Cerberus Dante
"Ten Ton Hammer" Tanaka Itto
"Doppelganger" Saito Shoo
"Taifun" Wakabayashi Hiroshi