Histórico Completo - Ba-thory

                    Há cerca de 60 anos, havia um jovem, Seihachiro, que era tutelado por um famoso alquimista sahudês de Kinkaku chamado Ozora. Ozora era famoso por suas poções de cura e outras mais sinistras hehehe. Além disso, ele servia o todo-poderoso Tenno (o Heavenking sahudês, o big boss da parada). A vida para ele era ótima, ele sempre ficava dentro de Uulinn, o palácio imperial de Sahud, aprendendo com Ozora tudo o que podia. Era ávido por conhecimento, o que deixava Ozora bem entusiamado.

                    A vida de Ozora mudou completamente quando Seihachiro lhe disse algo que ele começou a estudar sozinho lhe deu resultados impressionantes. Seihachiro começou a estudar ervilhas (podem rir. Acabaram?). "Herança" é algo que eles nunca haviam pensado antes. Esse conceito era apenas aceitado genericamente. Filhos parecem com pais. Normal. Agora, que ervilhas lisas dão lisas, rugosas dão rugosas e que rugosas com lisas dão meio-rugosas?

                    Hmmm. "Herança". Interessante. Ozora e Seihachiro caem de cabeça nos estudos de herança e acabam deixando de lado as poções para o Tenno. Com o tempo acaba se tornando uma obsessão pra eles. Os "Eyes of Heaven" (magos poderisíssimos que ajudam o Tenno) ficam intrigados com a pesquisa de tutor e tutelado. Eles até que deixam a parada rolar apoiando a pesquisa. Um deles ainda parou pra ajudar ativamente, com sua magia. Surpreendentemente, os dois chegam ao que seria a "sopa da herança", ou algo parecido. Em ervilhas então, passavam a herança fenotípica. Isso apenas os estimularam mais ainda a estudar como maníacos!!

                    Os três então começaram a trabalhar com animais. Devagar eles iam começando a fazer coisas estranhas, com animais, e logo após os resultados começarem a aparecer eles já queriam começar a trabalhar com humanóides. "Vamos mexer  com outras raças!!", e a idéia de fusão das "sopas da herança" começou a se tornar um projeto concreto. Cegamente eles começaram a brincar de deus...

                    Foi aí que as pesquisas começaram a se tornar mal-vistas pelos "Eyes of Heaven". Eles decidiram que às pesquisas seria dado um basta e tudo seria destruído. O mago da tríade então decidiu teletransportar tudo para outra região de Sahud, e tentar segurar as pontas. Houve um confronto entre os "Eyes of Heaven" que viram naquela alquimia o mal da tecnologia, e o mago que ajudara Ozora e Seihachiro acabou morrendo. Ozora também acabou morrendo, mas não sem antes deixar o pergaminho com as anotações e empurrá-lo para o portal criado pelo mago. Esse confronto foi muito bem acobertado e ninguém soube das pesquisas ou do que aconteceu.

                    Seihachiro se viu sozinho em uma planície com o material e os pergaminhos... tendo que começar tudo de novo. Mas pelo menos parecia que Ozora havia pensado em tudo. Ele havia deixado objetos mágicos que ele para ele pagar as coisas e tudo mais. Ele se deslocou para a cidade próxima, Roppongi, onde se instalou.

                    A obsessão continuava. Ele começou a comprar materiais de bruxaria e algumas poções mágicas. Decidiu começar a pesquisar com gigantes e halflings, por se parecerem fisicamente com humanos. Agora a coisa começou a ficar macabra.

                    Após décadas de estudo, ele então comprou escravas e decidiu começar os experimentos. Ele começou a forçá-las a engravidar com a "sopa da herança" obtida!! Mesmo que as escravas contassem o que estava acontecendo, a elas não seria dado crédito, afinal, quem acreditaria em escravas?? Seihachiro ficou tomado pelo Dai Oni, como diriam as crenças.

                    As escravas começaram a se matar, mas Seihachiro prendeu uma. Essa então realmente engravidou. O que nasceria?? Um monstro?? A escrava chorava noite e dia. Ao final de 1 ano grávida, ao dar a luz ela morreu. Seihachiro viu surpreso a criança. Parecia normal, apenas um pouco grande e pesada. Foi então que Seihachiro, ao invés de ficar feliz, foi tomado por uma tristeza imensa.

 

                    "O que eu fiz?!?!" "Como pude fazer isso!!!?!!!" gritava do fundo dos seus pulmões.

 

                    Ele decidiu cuidar da criança. Meditando muito para tentar se purificar, ele passava os dias cuidando do jardim. Ba-thory crescia muito rápido, comia muito, o que a princípio assustou Seihachiro. Ele decidiu que para não se tornar um dragão envenenado como ele próprio se tornara, ele iria moldar bem seu perfil. Ba-thory no começo se mostrou teimoso e propenso a acessos de nervosismo, mas no decorrer de seu crescimento, ele começou a respeitar seu "pai". Com 13 anos ele já era mais alto que Seihachiro. Vendo que ele se interessara por armas vendo os samurais na rua, Seihachiro lhe ensinou a usar a lança, com a qual tinha leve intimidade, mas Ba-thory era meio desajeitado hehehe.  Ele ia treinando com a lança (mal e porcamente) e estudando um pouco de ânglico. Em Kinkaku, onde Seihachiro vivia, ele teve muito contato com os imigrantes megalanos e caithnessensses e aprendeu alguma coisa. Aos 18 anos, o shogun Hagino, da região, permitiu que ele tivesse treinamento de combate junto às tropas, a pedido de Seihachiro. Com lanças Ba-thory sabia que não tinha jeito. Até que ele viu uma zanbatou jogada no armazém.

                    Zanbatou são espadas usadas por homens muito fortes que tinham objetivo de cortar as pernas de cavalos, especiamente as dos shoguns, no campo de batalha. Os muito animais objetivavam cortar a cabeça logo do cavalo. Mas como eram muito pesadas e longas (3 metros de comprimento), eram muito pouco usadas, já que ninguém tinha condição de usá-las.

                     Pra ele era perfeita! O shogun achou interessante sua disposição e ele começou a ser treinado com a espada. Ele ficou lá por uns 4 anos e chegou a usá-las em pelo menos uma batalha contra um shogun rival, onde ele com sua zanbatou afiadíssima cortou o cavalo do filho do shogun longitudinalmente. Junto com as pernas dele claro. Irado. Seihachiro vira que ele

estava encaminhado. Não tinha nenhum desvio de caráter, e ele achou que pelo menos alguma coisa boa saiu de toda aquela insanidade. Pelo menos uma...

                    Aliás, o material das pesquisas estava disponível ainda o que acabou atraindo atenção. Uns mafiosos chegaram um dia querendo tudo, os potes, as poções e tudo mais. Foram expulsos a zanbatou. Mas juraram que ia ter troco. Seihachiro achou muito suspeito e decidiu acabar com tudo aquilo, e começou a queimar tudo. Voltaram com ninjas dessa vez. Ba-thory não teve chances e perdeu um olho no combate. Seihachiro foi assassinado de qualquer jeito...

                    Ba-thory decidiu então deixar o castelo do shogun de Hagino e partir. Apenas com sua zanbatou. Ele decidiu ir para Kinkaku, conhecer a cidade de seu pai.

                    No caminho, vindo dos arredores da capital, ele encontra uma sahudesa de 15 anos sozinha no caminho, cercada de arruaceiros. Seguindo os ensinamentos de Seihachiro, ele sai dando porrada em geral, assustando a menininha. Ele decide então protegê-la, após conversando, saber que ela se dirige a Yamamoto. "Como pode alguém deixar essa menina sozinha por aí?"

 

                    "Prazer, eu sou Ba-thory."

                    "... me chamo Himura. Himura Ryoko".

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