Capítulo 4 – HEROES
Ainda no Haiti, o AR-15 tenta conseguir um transporte de
volta. Eles descobrem num vilarejo bem pobre que por acaso, no dia seguinte de
manhã, estaria vindo uma embarcação da Cruz Vermelha, trazendo alimentos e
medicamentos. Eles esperam enquanto observam a vida miserável de quem mora ali.
No dia seguinte, como dito, a embarcação chega e eles acertam uma
"carona" com o chefe da expedição humanitária. Entretanto, surgem
soldados rebeldes, dissidentes do antigo ditador Haitiano e roubam parte do carregamento.
São 10 homens fortemente armados em 2 jipes militares. O líder da milícia, um
homem chamado "Armand", diz à nova expedição da Cruz Vermelha que o
trato já era feito há anos: eles levam 80% de tudo que chega para alimentar e
cuidar de seu exército e a população fica com os 20% restantes. Diz que em
troca "Oferecem proteção". O líder da expedição tenta reagir e acaba
sendo baleado, morrendo alguns minutos depois em decorrência dos ferimentos.
Armand diz que é o que acontece com quem não colabora, e ainda leva a
enfermeira-chefe "Denise" como refém, para que ninguém tente nada de
"Bobo". Ele chega a virar para nossos PC's e dizer: "Não tentem
nada vocês também, turistas! Ninguém aqui é heróis, ninguém tem super-poderes
que nem na TV americana!". Ele ri e vai embora. Kurt Krantz ainda usa seus
poderes para transformar a arma de Armand em "ar", mas sua ação não
foi notada. A população, sofrida, chora e se desespera ainda mais. Um velho
chega a se perguntar o porquê de Deus tê-los abandonado, esquecidos naquela
ilha maldita. O povo do vilarejo, muito religioso, já estava perdendo a fé. Uma
mulher ora e pede a Deus que lhe enviem seus anjos para ajudá-los. Muita
tristeza se segue...

A partir daí teríamos 2 opções. Ir embora e fugir daquela
bagunça, considerando que não poderíamos fazer nada contra o exército de
Armand; ou ficar durante mais 1 semana e tentar ajudar aquele povo carente da
forma que fosse possível. Depois de muita discussão e desavenças, optamos por
ficar e ajudar. Um velho italiano chamado Nicholas Cagliostro conversa conosco,
se dizendo um humanitário que tenta ajudar aquele povo há um bom tempo. Ele diz
que o povoado precisa de água (Armand controla a represa local e o fornecimento
de água), comida (sem água as plantações estão morrendo), remédios (Armand
levou quase tudo), além de melhoria nas moradias, saneamento básico, etc. E
sobretudo, precisam de ESPERANÇA. O grupo se mobiliza para conseguir tudo e
assim se inicia a aventura (a qual foi mais de inteligência do que ação).
Piero, com sua visão, encontrou o local onde o lençol
freático era mais aflorado. Ele indicou a Samael que escavou utilizando sua
telecinésia e uma broca elaborada por Kurt. O grupo coletou bambus e fez vários
encanamentos, que foram soldados por Kurt como uma única estrutura. Por
diferença de pressão, conseguiram trazer água do poço não só para a vila, como
para as plantações. Ao ver a água escorrendo em sua direção, a esperança na
vila começou a voltar. Todos aplaudiam, gritavam e festejavam. Nikki, estudando
os remédios e com a ajuda da análise de Kurt, descobriram que muitos estavam
com malária. Eles coletaram cascas de uma árvore da região e fizeram um chá de
quinino para combater a doença. Outro ponto para o grupo. Coletamos madeiras
para consertar as casas, ajudamos a arar e semear nas plantações, etc. Depois
ensinamos tudo isso a eles. Nikki chegou a utilizar sucata de um ferro-velho e
dos aparelhos laboratoriais inutilizados (do hospital) para criar células
foto-elétricas e gerar eletricidade na vila, para a manutenção do hospital pelo
menos. Em cerca de 3 dias a vila estava funcionando novamente e a esperança
havia retornado. Cagliostro disse que nós nos tornamos verdadeiros
"Heróis" na vila, pois herói não é aquele que faz grandes feitos, mas
que faz o certo, no momento certo. É aquele que deixa de lado o comportamento
egoísta em prol dos necessitados.
Tudo corria bem até os homens de Armand retornarem e não
gostarem do que viram. Eles quebraram alguns encanamentos e ameaçaram a
população, levando outros reféns. Ficou claro que teríamos que dar um jeito
nessa milícia e aí iniciamos um plano estratégico. Resumindo, fomos à noite até
o acampamento deles, próximo à represa. Samael se teleportou para dentro a
prisão e liberou os prisioneiros, levitando-os com sua telecinésia. Kurt soldou
a metralhadora .50 que estava na vigília e criou explosivos próximo aos jipes
(isso depois de ter inutilizado os pneus de 2 outros jipes que tentaram sair em
direção à vila). Os 3 agentes "Special Ops" que estavam conosco, mais
as 3 cópias de Franz atiraram simultaneamente e abateram 6 dos guardas que
estavam em pé, próximo aos jipes. Os Special Ops, em seguida, dispararam contra
os explosivos próximos aos jipes, mas devido à longa distância, erraram cerca
de 4 ou 5 tiros antes de explodi-los, o que alertou os guardas e começou o
corre-corre. Felizmente, a explosão pegou alguns deles e o tiroteio se iniciou.
Outro explosivo foi colocado em cima do depósito de armas e, dessa vez, May Lee
tomou a arma da mão do Special Ops e atirou, com um lindo perfect (foi perfect
no dado mesmo! hahaha).

O caos foi gerado, as armas estavam
detonadas e muitos dos soldados mortos. Incrivelmente Kurt e Samael, juntos,
fizeram o ESTRAGO nos inimigos, mostrando seu potencial em trabalho como dupla
(podemos explorar mais isso!). Sobraram apenas 12 dos 30 homens e todas as
armas foram sendo inutilizadas por Kurt, transformando-as nas mais hiláriias
substâncias, como manteiga, talco, etc. rsrs Vitória do grupo! Armand e os
outros 11 foram rendidos e presos, levados à aldeia. Comunicamos à Cruz
Vermelha e à Imprensa, que chegaram lá nod ia seguinte para noticiar. As forças
armadas do governo levaram os prisioneiros.
Nós fugimos escondidos com a Cruz Vermelha, pois não queríamos
chamar a atenção. Cagliostro foge junto, pois diz que sua missão já terminou
ali e que também não quer chamar a atenção. Pelos noticiários, vimos que a
população não contou sobre nós. Eles acabaram dizendo que "foram anjos de
Deus" que oa ajudaram. hehehe Uma menininha que viu Samael usar seus
poderes que o diga! hehehe Nicholas também nos viu, mas nada falou. Pierro
investigou com seu olhar e não notou nada de anormal em Cagliostro. No
continente, Cagliostro agradeceu por tudo e disse que tem certeza que nossos
caminhos ainda se cruzarão de novo. Ele mencionou ainda que, apesar de nossos
esforços, Armand deve ser solto, pois tem conchavo com gente importante no
governo. Os PC's ficaram um pouco desolados com isso... pereceu um trabalho em
vão.
Continua...