Capítulo
3 – Tricidecofobia
By Cesinha/Wu
Riez
Os
adolescentes, agora parte da Equipe Delta teve que aprender a conviver com a
nova vida. Era impossível voltar para Altdorf, e tinham que ficar nesta
base desconhecida, em Ruggell, longe de qualquer contato humano a não
ser pelos outros integrantes da base. Na sua primeira semana na base,
aprenderam o básico da vida paramilitar que iriam levar, o que incluia
um treinamento com pistola (manejo, manutenção e tiro).
Ao fim da semana, a Equipe
Delta observou atemorizada o alarme da base soar. Era o alarme indicando a
localização por radar de uma aeronave alienígena –
também conhecida por OVNI ou disco voador – na Áustria
Leste, a aproximadamente 50 km de Innsbruck. Os pilotos dos caças JAS39
Gripen logo embarcaram e decolaram. Os Delta observavam com
atenção o monitor do radar, e viram os caças
alcançarem logo o disco. Então, os olhos passaram do radar para o
monitor que mostrava a câmera do caça principal.
Um
míssil acertou o alvo que, fosse um caça normal, teria explodido
em pedaços. Mas o disco não explodiu, embora tenha ficado
seriamente avariado, e caiu rapidamente. Markov indicou às equipes Beta
e Delta que deveriam assegurar o local da queda. Entraram então no
Thunderstorm e seguiram ao local, pousando a 800m do local. A equipe Beta
desceu primeiro e assegurou o perímetro com seus fuzis Steyr AUG. Em
seguida, desceu a equipe Delta. Era noite no local e quase nada se via. Cada
Delta tinha uma pistola Glock 34, alguns levavam granadas. Todos tinham
óculos de visão noturna, exceto por Piero, que não
necessitava. Enquanto os Delta ainda se ajustavam aos óculos, e os Beta
aguardavam-nos, Piero já via tudo que se passava dentro do disco.
Observou que havia bastante fumaça, e dois corpos imóveis.
Sacando sua granada, Piero saiu correndo, apesar dos gritos de ordem de Beta 1.
O disco tinha sido rompido com o impacto do míssil, e mais parecia um
imenso biscoito recheado mordido. Piero chegou o mais próximo
possível da “mordida”, armou sua granada e jogou lá
dentro, que explodiu em cima dos corpos.
Primeira
missão cumprida. Objeto assegurado, inimigos neutralizados. Beta 1 liga
para o QG. Uma equipe de apoio viria resgatar o objeto. As equipes Beta e Delta
aguardaram a chegada da equipe de apoio, que veio por terra e ar fazer a “limpeza”.
Em 20 minutos, todos já tinham partido dali.
Depois
do debriefing e do sermão de
Markov explicando o porque de se seguirem ordens em missões, os Delta
conseguiram permissão para um passeio na cidade (Ruggell), acompanhados
da equipe Beta. Enquanto passeavam pela rua principal, Franz e os outros entraram
numa loja pra ver as novidades. Do nada, eis a cena bizarra: dois malucos
trajando uniforme com um grande 13 na roupa diz os reconhecer como AR-15 e
declara o fim deles. O mais estranho nisso tudo é que tudo parece normal
para as outras pessoas da loja, incluindo os soldados! Todos parecem
vê-los como pessoas normais! Nisso começa a porrada ali mesmo.
Pessoas saem correndo da loja, a confusão se instala, o quebra-quebra
começa, e eu nem sei mais como que isso acabou. Só sei que
ninguém morreu e os “misteriosos 13” fugiram.
De
volta à base e um novo debriefing
com Markov, os Delta decidem que querem saber sobre o AR-13, já que
desconfiam que aqueles dois loucos poderiam ser parte deste programa. Markov
diz que pouco se sabe sobre o programa, somente que a base deles era no Haiti. Decide-se
partir para lá, em busca de informações. Aparentemente, o
programa sobreviveu, e isso precisava ser confirmado. Como o Thunderstorm
não teria autonomia suficiente para chegar lá e voltar,
além de provavelmente ser descoberto na viagem, eles têm que
viajar de navio para chegar no Haiti. Conseguem uma carona com um “contato”
e conseguem levar armas e alguns equipamentos.
Desembarcando
no Haiti, logo aluga-se um jipe e rumam em direção ao
último local conhecido como base do AR-13. O local é um
edifício antigo, aparentemente abandonado. Ao chegar no local, eles
saltam do jipe mas logo descobrem que não estão sozinhos, pois
são recebidos a bala. A equipe Beta logo responde, dando uns tecos nos
bandidos. Mas não são bandidos comuns: são zumbis. Logo se
lembram, estão na terra do vudu. Eliminando os guardas-zumbis na entrada
do prédio, conseguem entrar nele, pela antiga recepção.
Vasculham tudo e logo descobre-se que o objetivo está no subsolo, onde
podem chegar por um elevador. Beta 4 e 5 descem primeiro, caso seja alguma
armadilha. O resto fica de ouvido aberto no térreo, e logo escutam um
tiroteio vindo lá debaixo. O elevador sobe, vazio. Os demais descem na
encolha, e lá embaixo, percebem mais corpos de zumbis, os corpos dos
dois soldados que desceram, mais o de um velho bem velho, que logo descobre-se,
era o mago responsável pelos zumbis. Sem muitas
informações, as equipes abandonam o local, em
direção ao navio que os transportaria de volta à Europa.