Introdução
 
 
Os primeiros doze anos de vida de Relik, explicaria porque seus crimes são
tão brutais e violentos.
 
Relik "bateu recordes" de crimes, e até hoje, não se conheceu alguém como
ele. A última vez que se viu Relik, ele estava preso, mas mesmo sendo um
presídio de segurança máxima, os guardas facilitaram a sua fuga com medo de
morrerem assassinados. E nesta ocasião, em uma entrevista, pouco antes de
sua fuga, é que ele disse:
 
"- Sou um erro que a natureza cometeu...."
 
 
 
A Vida de Relik
Márcio Aguiar
 
 
Parte I
 
 
(0 aos 12 anos)
 
 
Até seus três anos de idade Relik vivia em seu berço chorando, com fome,
doente, dependente de drogas e das dores que sentia das pancadas que levava
dos homens que sua mãe trazia para dentro de casa, onde trepava em troca de
drogas.
 
Relik assistia tudo, de dentro do berço, ao lado da cama. Sua mãe fodendo
com outros, se drogando, alguns gostavam de bater nela enquanto trepavam.
Relik chorava, gritava, mas os caras não queriam nem saber, batiam na cabeça
dele, para que parasse de chorar, e sua mãe, batia também. Sem dó, sem
remorso, sem nada, parecia que batendo nele e vendo sua tontura ao cair para
traz, chorando mais baixinho, a tranqüilizava. Relik na maioria das vezes
chegava a se afogar no próprio choro.
 
Aos quatro anos sofreu seu primeiro abuso sexual, foi molestado de várias
maneiras e sua mãe depois de recuperada do efeito das drogas o levou ao
hospital, onde Relik ficou em estado grave, tratando das convulsões, anemia,
doenças sexualmente transmissíveis e as lesões que tinha das pancadas na
cabeça, sem contar as hemorragias que quase o matou, devido ao abuso sexual.
 
Depois de sair da UTI, e estar consciente novamente, passou três noites
sobre sedativos, ele estava tão doente mentalmente que só gritava e chorava,
debatendo-se no berço do hospital.
 
Sua mãe não apareceu mais, e ele foi transferido para um abrigo de menores e
lá mais coisas aconteceram. Por ser o menor, devido aos seus problemas de
crescimento, seus colegas de quarto, espancavam e molestavam ele
sexualmente, crianças revoltadas repetindo o que aprenderam na sua curta
vida até ali. E neste ambiente que Relik viveu até seus doze anos.
 
 
Parte II
 
 
(12 aos .... )
 
 
Pouco antes de completar seus treze anos, Relik sentiu que podia deixar de
ser o "fraquinho", e planejou uma vingança aos seus "colegas"....
 
O grupo de menores daquele abrigo era de 27 crianças, Relik tinha pouca
idade, mas a cabeça era de um adulto, transtornado e psicopata.
 
Na noite que deixou o abrigo tentou matar todos, vigias, babás, bebês,
crianças e adolescentes. Relik foi até a central de gás e canalizou todas as
saídas para a tubulação de ar, onde levou a morte em todos os cômodos do
abrigo.
 
Saiu de lá sem saber se todos morreriam, mas em sua cabeça não poderia haver
dúvida, então deixou-se enganar que todos morreriam e partiu para crimes em
que veria a vítima morrer em seus braços.
 
Parte III
 
 
Anos se passaram e Relik colecionava mortes em sua vida. Após espancar um
vagabunda na rua, arrancou seus olhos com um colher de café. Um travesti
sentiu a fúria de Relik quando seu estômago foi perfurado por um cabo de
vassoura que o atravessou o corpo até sair pela boca. Um freira que Relik
amarrou nua em uma cadeira, que via antes de sua morte, um dos seus seios
arrancados com um faca fritarem em uma frigideira à sua frente. A criança
que Relik bateu com uma marreta até vela para de chorar e ficar tetraplégica
pouco antes de morrer com a marretada final em sua cabeça. O casal que
acampava a qual ele matou o homem com um espeto que atravessou seu pescoço,
estuprou a mulher e fez com que ela mastigasse o pau do cara até conseguir
engoli-lo todo e depois a amarrou e queimou-a viva com os restos de sangue e
carne de seu marido na boca.
 
Outras mortes aconteceram, como, afogamentos, choques, picadas de cobras,
aranhas, etc. E foi neste meio tempo que ele foi preso, mas como sabem ele
fugiu.
 
Foi quando aconteceu o último assassinato que registraram como sendo de
Relik, ele fazia questão de deixar seu rastro, digitais, cabelos e outros
indícios.
 
Relik encontrou sua mãe, uma senhora, que teve um passado que não prometia
uma vida na terceira idade. Como podia estar viva ainda? Não importa.
 
Relik era pequeno para se lembrar, mas sabia o nome de sua mãe através dos
documentos do hospital que foram para o orfanato. Ele a encontrou em um bar
de subúrbio, onde era cafetina de putas escrotas. Relik levou a velha
valentona para um quarto dizendo que queria negociar sobre uma puta.
Chegando lá fez com que ele soubesse que ele era.
 
Ela tentou abraça-lo, ele deixou-se comover, mas a velha queria acabar com
aquele erro que cometeu quando o colocou no mundo. Puxou uma faca o
golpeando nas costas, a faca era pequena e não chegou a causar nada sério,
mas despertou a raiva mais profunda que Relik já teve. Surrou sua própria
mãe, quebrou os dentes da velha, quebrou seus braços e pernas, como se a dor
não fosse o bastante cortou com aquela faca que ela tentara o matar, suas
orelhas, enfiou a ponta da faca em baixo de suas unhas arrancando-as uma a
uma, a velha estava quase morta quando ele afastou suas pernas quebradas,
levantou seu vestido ensangüentado e arrancou com a ajuda daquela pequena
faca o útero de sua mãe que pouco antes de morrer o viu nas mãos de seu
filho, que o comia com as próprias mãos, devorando até o último pedaço.
 
Relik fugiu dali, logo após o acontecido, mas a polícia decadente só chegou
bem depois quando não se tinha nem o rastro de Relik.
 
Passou o tempo e nunca mais ouviu-se falar de seus assassinatos, talvez
tenha morrido com aquela facada algumas horas depois, ou talvez esteja se
preparando para voltar.
 
 
FIM
 
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