Já na Feira Nova, a Banda foi ainda dirigida por António Arantes Russel, Morgado de Romão, em Carrazedo. Sob a regência de José de Abreu Dias, passou a ensaiar na antiga casa dos Bombeiros, junto à Igreja de Ferreiros. Em Assembleia Extraordinária dos Bombeiros Voluntários, realizada em 28 de Janeiro de 1928, o Comandante da Corporação e Maestro da Banda, José da Abreu Dias, propõe a anexação da Música à Corporação, que passa a chamar-se “Banda dos Bombeiros Voluntários da feira Nova”.
Em 26 de Setembro de 1931, “A Folha de Vila Verde” noticiava que a Banda da Feira Nova e a Banda de Música de S.Pedro de Valbom iriam tocar nas comemorações do 5 de Outubro em Vila Verde. O mesmo jornal informou a 11 de Novembro que a banda iria tocar nas cerimónias da inauguração do Monumento aos Mortos da Grande Guerra, em Vila Verde, conjuntamente com as Bandas do Regimento da Infantaria 8, de Braga, e a de S. Martinho da Gandra. Em 1937, com 35 executantes, participou no primeiro Festival de Bandas Civis em Braga.
Altura houve em que a Banda ensaiava na Casa do Povo de Rendufe e, mais tarde na Garagem da Empresa de Camionagem Campelo, sendo a maioria dos músicos que a integravam, das freguesias de Rendufe, Barreiros e Lago.
Foram ainda os Maestros da Banda Musical de Amares Joaquim Martins Viana, Sr. Ramada, 2º Sargento Joaquim Lopes, Sargento Gonçalves, António Esperança, João Pires Brás, João Pereira, Armando Meira, Sargento Leonardo, Sousa Baptista, Arnaldo Costa e Gil Pinto Lopes.
Em 31 de Março de 1968, os Bombeiros passam a usar o nome de Bombeiros Voluntários de Amares, e a Banda usa também a nova denominação. São desse mesmo ano os Estatutos da Associação, que não estabelecem nenhuma dependência entre os Bombeiros e a Banda. O Cartão de pessoa colectiva nº 501330003, tem data de 28.11.1974.
Assim sendo, deverá considerar-se que a Banda, a partir desta data, não tem nenhuma ligação aos Bombeiros, constituindo uma associação independente. Nesta base, participou na fundação da Federação Regional de Bandas Filarmónicas do Minho, ao 19 de Março de 1999. A Escritura pública de legalização plena da Banda foi feita a 08.11.1999. A sua constituição foi publicada no Diário da Republica, III série, a 22.12.1999.
Ao começar o ano lectivo de 1998/1999, a Direcção da banda decidiu criar, a nível da Escola de Música, a Orquestra Juvenil de Amares, orientada por Félix Cabrerizo, coadjuvado por Fernando Pinto, como forma de dinamizar os alunos para mais rápido ingressarem no corpo de executantes. A orquestra teve a sua primeira apresentação em público nas Festas de Santo António de 1999.
No inicio de 2003, a Banda aparece totalmente renovada, com a nova Direcção eleita e novo Maestro, Victor Matos, pronta para celebrar os 150 anos de existência.