As Últimas Misericórdias de Deus - Ordem de Apóstolos MSM/OAFT

“Quem nestes vossos dias, compreende plenamente o esplendor da Minha Cruz? Bem poucos a compreendem. E é por isso que Eu venho, através de ti, a instruir o mundo com paixão. Na Minha sede pelas almas e na Minha agonia por vê-los cair no fogo eterno, eu chamo cada um, neste mundo, à conversão e a preparar-se para o Meu glorioso Reinado do Reino sobre a terra, em que a Minha Divina Vontade passa a ser a essência da vossa vida quotidiana e a insígnia na vossa fronte”

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Outro Sacerdote

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Outro Sacerdote – Profeta

 

“Veio o Senhor pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: - Samuel! Samuel! – Falai, respondeu o menino; vosso servo escuta!”(1Sm. 3,10)

 

Como já é de nosso conhecimento, há bastante tempo, em maio de 1972, na Itália, Nossa Senhora começou a se manifestar a um sacerdote, Padre Stefano Gobbi, por locução interior. Nesse momento começou a surgir o movimento sacerdotal Mariano, que hoje está presente em todo mundo nos cinco continentes. Foram mais de 600 mensagens recebidas, com alertas, orientações e exortações, entre 07 de julho de 1973 e 31 de dezembro de 1997. Disse NOSSA SENHORA:

“... Não temas EU estarei sempre contigo. Estou agora a preparar-te para grandes coisas, mas, pouco a pouco, como faz a mãe, com o filho pequenino(...)”

(07/07/73)

“...Tudo quanto te comunico, filho, não te pertence, mas é para todos os Meus filhos Sacerdotes que EU amo com predileção...”

(29/08/73)

“...Não compreendeste, filho, que EU escolhi a ignorância para confundir a sabedoria, a fraqueza para derrubar a força...”

(27/09/73)

“Por aquele tempo, JESUS pronunciou estas palavras: EU te bendigo, PAI, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequenos. Sim, PAI, EU te bendigo, porque assim foi do teu agrado.”

(Mt.11,25-ss)

Portanto como nosso amoroso DEUS Trindade não se deixa vencer em misericórdia, até que chegue a hora de sua santa justiça, decidiu conceder-nos a graça de escolher um outro sacerdote, também na Itália, para revelar-lhe suas santas, amorosas e poderosas palavras; glória a DEUS! Dessa vez o agraciado foi o Padre Ottávio Michellini, que escreveu o seguinte:

*   Por que é que DEUS me escolheu?

*   Quem sou eu? Sou menos que um grão de poeira em face do universo. Sou como  uma gotinha de água invisível em face do oceano. Sou menos que um verme que rasteja no lodo. Sou um pobre sacerdote, entre tantos outros; o menos culto, o menos sábio, o mais desprovido de tudo. Um pobre sacerdote rico apenas de inúmeras misérias de toda a espécie.

*   Por que é que DEUS me escolheu?

*   Para que se compreenda que não passo de um pobre instrumento nas suas mãos, para que se compreenda que eu não passo de uma miserável caneta gasta, sendo até a Minha caligrafia o símbolo da Minha pobreza e da Minha nulidade incomensuráveis.

*   Por que é que DEUS me escolheu?

*   Para confundir os soberbos, inchados de orgulho pelo seu saber, que encheram a Igreja de erros e de heresias, envenenando as almas. Sim, amesquinhamentos, erros e heresias a respeito de DEUS, da Igreja e da Santíssima Virgem. DEUS é infinitamente simples e quer-nos simples e humildes: “Em verdade vos digo: se não vos tornardes simples como estas crianças não entrareis no Reino dos Céus.”

Esta breve introdução, considero-a útil, senão mesmo necessária, a fim de que se estabeleça entre mim, instrumento, e os leitores aos quais se destina este livro, imersos num desígnio de amor da Divina Providência, um contato espiritual que possa facilitar a realização da vontade de DEUS.

 

Padre Ottávio Michellini começou a receber as mensagens de Nosso Senhor JESUS CRISTO, por locução  interior, em 05/05/1975.

A seguir, vamos transcrever algumas mensagens recebidas por Pe. Ottavio:

 

QUERO-OS VIVOS

(05/05/1975)

MEU filho, não me contento com a adesão, pouco mais que formal, de muitos dos Meus sacerdotes.

Filho, quero dos Meus sacerdotes uma ativa participação na Minha Redenção.

Quero os Meus sacerdotes Comigo no Calvário. Muitos recusam-se a seguir-me na Minha dolorosa subida.

Os Meus sacerdotes, quero-os orantes e operantes Comigo na Eucaristia; alguns já não crêem na Minha presença nos altares; outros ignoram-me e esquecem-se de Mim; outros – novos judas – traem-me.

Quero os Meus sacerdotes construtores do MEU Reino nas almas, não devastadores do MEU Reino!

Quero dos Meus sacerdotes o amor, porque os amo infinitamente desde toda a eternidade. A alma do amor é o sofrimento: ama-se na medida em que se sofre. Hoje, porém, muitos fogem do sofrimento e, por conseqüência, do amor.

Filho, quero os Meus sacerdotes instruídos, responsáveis e conscientes do seu papel  no Corpo Místico. Quero-os vivos: vibrantes de graça, de fé, de amor e, consequentemente, de sofrimento!

Quanto tempo perdido, quanto bem não feito, quantos obstáculos e entraves no MEU Corpo Místico! Quanto desperdício de sobrenatural... porque muitos, muitos não têm como apoio senão um pouco de fé, de esperança e de amor!

Pobre dos Meus sacerdotes, que caminham às apalpadelas na escuridão! Amo-os, quero a sua conversão, filho!

Admiras-te então que, por causa deles, EU te peça que sofras um pouco e que rezes?

Quero-os conscientes

*   JESUS, faz-me entender o que queres de nós, sacerdotes.

Já te disse: quero-vos conscientes de vossa vocação. EU escolhi-vos com uma especial predileção e amor.

Quero os Meus sacerdotes conscientes da sua participação no MEU Sacrifício, não simbólico, mas real. Isso implica união e fusão do seu sofrimento e do MEU. Não formalismo externo, mas a esplêndida e terrível realidade: a Santa Missa!

O sacerdote deve unir-se a Mim na oferta de Mim mesmo a MEU PAI. Que missa é essa, a do sacerdote desprovido dessa consciência e desta convicção?

Pensa, MEU filho, que dignidade, grandeza e poder dei aos Meus sacerdotes! O poder de transubstanciar o pão e o vinho em Mim mesmo: no MEU Corpo, no MEU Sangue, enfim, em Mim próprio. Nas suas mãos, todos os dias se repete o prodígio da Encarnação.

Constituí-os depositários e distribuidores dos frutos divinos do mistério da Redenção. Conferi-lhes o divino poder de remitir ou de reter os pecados dos homens.

Como ao MEU PAI putativo, constituí-os Meus guardiões na Terra; mas, para muitos, que diferença entre o amor com que me guardava S. José e a sua negligência para Comigo no Sacrário!

Filho, aos Meus sacerdotes confiei o dever de anunciar a Minha Palavra. De que maneira, porém, é exercido este importante dever do ministério sacerdotal? Testemunha-o a esterilidade que, de uma maneira geral, acompanha a pregação.

Aos Meus sacerdotes confiei a tarefa de combater as forças obscuras do Inferno. Quem, porém, se preocupa em fazê-lo? Em expulsar os demônios? Para o fazer, é necessário tender para a santidade; também do mesmo modo, para curar os doentes, são necessárias orações e mortificações.

MEU filho, os Meus sacerdotes, quero-os santos, porque eles devem santificar. Não devem confiar, para o seu ministério, nos meios humanos, como muitos o fazem. Não devem confiar em criaturas, mas no MEU Coração Misericordioso e no Coração Imaculado da Minha Mãe.

Os sacerdotes são Meus verdadeiros ministros, mas, à exceção de um pequeno número, eles não têm consciência desta dignidade.

São os Meus embaixadores, acreditados por Mim junto dos homens, das famílias e dos povos.

Eles vão com o mundo

Os sacerdotes participam realmente do MEU eterno Sacerdócio. O sacerdote é protagonista, no Corpo Místico, de grandes fatos e de acontecimentos sobrenaturais.

Os sacerdotes devem ser hóstias que se dão e se imolam para a salvação dos seus irmãos.

É grave pecado pensar salvar as almas com os seus próprios recursos humanos de inteligência e de atividade. Toda a atividade exterior do sacerdote desprovida de fé, de amor, de sofrimento e de oração, é nula e vã.

O Sacerdócio é um serviço. Aquele que serve diferencia-se daquele que é servido; não se identifica com as pessoas servidas. O sacerdote deve diferenciar-se das almas que lhe estão confiadas, como o pastor se diferencia do seu rebanho.

Se os sacerdotes vissem a grandeza de sua dignidade, o sublime e sobrenatural poder de que estão revestidos (como via São Francisco de Assis), teriam por si mesmos e pelos seus irmãos no Sacerdócio, um grande e devoto respeito.

Filho, infelizmente alguns buscam-se a si mesmos, esquecendo-se de Mim. Muitos outros vão com o mundo, embora sabendo que o mundo não é de DEUS, mas de Satanás.

Alguns traem-me, outros destroem o MEU Reino nas almas,  semeando erros e heresias. Outros são áridos, por falta da seiva vital da alma: o amor, cuja verdadeira alma é o sofrimento.

Tens, pois, de rezar e de te oferecer, com uma sensível correspondência aos Meus convites à reparação, à penitência, à oração, para que todos os Meus sacerdotes se convertam. Sim, que eles se convertam e que cada um tome o seu lugar no Corpo Místico: ad mojarem Dei gloriam e para a salvação das almas.

Real renovação

À pergunta que pretendia saber:  o que é que ele queria dizer exatamente com: “Quero os Meus sacerdotes orantes e operantes Comigo na Eucaristia”, respondeu o seguinte:

O que é que fiz e faço no Sacrifício da Cruz e da Santa Missa? Como rezei ao PAI? “PAI, se é possível, passe de Mim este cálice, mas não se cumpra a Minha vontade, mas a tua”.

Não esqueças (como muitos o esquecem) que o Sacrifício da Santa Missa é a renovação real do Sacrifício da Cruz. No Sacrifício da Cruz, há a Minha oração ao PAI, unida ao aniquilamento da Minha vontade, aniquilamento total. Há a oferta total de Mim mesmo com um ato de infinito amor e de infinito sofrimento; há a imolação de Mim mesmo pelas almas.

O sacerdote que se une e que EU quero unido a Mim neste oferecimento, participa, mais que nunca, no MEU sacerdócio. Nunca é tão sacerdote como quando faz isto Comigo.

Desperdício de sobrenatural

Quantas Santas Missas privadas desta alma vital, desta união íntima e fecunda!

O amor a DEUS e o amor ao próximo, atesta-o o sacerdote no ato mais importante do seu dia quando, conscientemente, em união Comigo, ele se aniquila a si mesmo no oferecimento eficaz da sua vontade ao PAI, aceitando imolar-se pelas almas, pelas quais EU incessantemente me imolo.

Em suma: o sacerdote deve, na Santa Missa, dar-se realmente Comigo ao PAI, para ser dado pelo PAI, às almas.

É isto que deve preceder qualquer atividade do sacerdote, doutro modo, há desperdício de tempo e de sobrenatural; doutro modo, torna-se estéril, na raiz, cada uma das suas atividades.

Filho, se te fizesse ver como são celebradas muitas, muitas Santas Missas, ficarias aterrorizado, a ponto de morrer...

Assim sendo, repito-te: quero os Meus sacerdotes orantes e operantes como EU fui e Sou; é apenas deste modo que eles se tornam instrumentos para eles e para os seus irmãos, de uma verdadeira renovação espiritual.

Quantas atividades inúteis, MEU filho, porque privadas da sua alma natural!

 

A REDENÇÃO COMPLETA-SE

(09/05/1975)

*   Eis, em síntese, o que ele me disse: “Propter peccata veniunt adversa”.

A humanidade pecou, na origem, em Adão e Eva; depois, os homens continuaram a pecar. Era necessário pagar e expiar; mas a humanidade era impotente para expiar a sua dívida.

O VERBO insere-se na humanidade com o mistério da Encarnação. Ele expia e satisfaz pela culpa e pelas culpas da humanidade. O seu triunfo constitui-se pelo mistério da Cruz: “Cum exaltatus fuero a terra, omnia traham ad me ipsum”.

Ela salva, expia, satisfaz e resgata com um sofrimento infinito. O seu triunfo brotou dos insultos, dos escarros, da flagelação... Deste modo, glorifica o PAI e salva as almas; reconcilia a humanidade com a Divindade e triunfa sobre os seus inimigos visíveis, mas sobretudo sobre os inimigos invisíveis: Satanás e seus adeptos.

Do seu lado brotou o mistério da Igreja, seu Corpo Místico, de que ele é a Cabeça.

É uma lei da natureza que o sofrimento de um órgão se reflita e se repercuta nos outros órgãos do corpo. Assim a Redenção, começada com a Encarnação e consumada sobre a Cruz, completa-se em todos os membros do Corpo Místico com o sofrimento, até ao fim dos tempos.

As nossas ações humanas não são nunca só pessoais: as suas conseqüências, boas ou más, não são nunca só pessoais, mas repercutem-se positiva ou negativamente em todo o Corpo Místico, de que cada um é membro.

Por isso, o cristão nunca é tão cristão senão quando sofre, culpado ou inocente, grande ou pequeno; o seu sofrimento, como o de CRISTO, torna-se patrimônio de todos, conservando ao mesmo tempo o seu valor pessoal.

Quanto mais o cristão, com o seu sofrimento, se aproxima de CRISTO, tanto mais contribui para completar o mistério da Redenção da Igreja. Esta, como CRISTO, do lado do qual ela brotou, triunfa na dor, na humilhação e na perseguição.

As injustiças espirituais

A não aceitação do sofrimento é falta de amor a DEUS, é falta de justiça e de amor ao próximo e aos nossos irmãos mais necessitados da misericórdia divina.

Deploram-se as injustiças sociais, e justamente, mas não se deploram absolutamente nada as injustiças espirituais cometidas em detrimento de tantas almas que se perdem pela recusa de sofrer, com ele, pela sua salvação.

Terrível falta de sensibilidade cristã que revela a tremenda crise de fé, e, com a fé, a crise da esperança e da caridade.

A não aceitação do sofrimento manifesta a falta de justiça e de caridade em relação a DEUS e em relação aos nossos irmãos: duas grandes virtudes que formam o sustentáculo de toda a vida cristã.

Os rebeldes ao sofrimento correm o grave risco de se auto- eliminarem do Corpo Místico; correm o perigo de definhar como ramos secos e inúteis, até mesmo nocivos , bons somente para o fogo. Falta aos cristãos a visão do grande valor dos bens eternos, para os quais foram criados e resgatados.

A não aceitação do sofrimento é um gravíssimo mal da sociedade materialista, que, infelizmente, contaminou o clero, os religiosos e as religiosas.

Por conseqüência, sufocou a verdadeira, autêntica vida cristã de fé, de esperança e de amor; cegou as almas, tornou insípido o sal e apagou muitas lâmpadas que deveriam irradiar a luz e que já não a irradiam.

 

UMA COMUNHÃO PERFEITA

(15/07/75)

- Pedi ao Senhor que me fizesse conhecer a participação da Santíssima Virgem no mistério da Encarnação. Com grande bondade, respondeu-me assim:

A participação da Minha Mãe na Minha Encarnação é um mistério grande e sublime.

Enquanto ela me dava a vida corporal, me alimentava e me fazia crescer, antes do nascimento, e depois do nascimento, EU dava-lhe numa medida cada vez maior, a Minha vida divina.

Por isso, EU Sou como uma parte dela pela natureza humana, e ela é como uma parte de Mim pela natureza divina.

Natureza humana e natureza divina em Mim e nela, fundem-se num  modo único, particular e misterioso, de modo que tudo o que é MEU é também seu, e tudo o que é seu é também MEU.

Daí é claro e evidente que a sua participação no mistério da Minha Encarnação leva a uma comunhão perfeita, de modo que os pensamentos, os afetos, as alegrias e as dores brotam, por assim dizer, de uma única fonte.

A sua participação no MEU infinito sofrimento é misteriosamente tão intensa que não pode ser compreendida por mentes humanas. Pela mesma razão é incompreensível para as mentes humanas o seu amor por Mim, Uno e Trino, e por todos os homens.

É igualmente incompreensível para as mentes humanas a grandeza de Minha Mãe na provação e na dor, e a sua grandeza na glória.

Ela vive em Mim; EU vivo nela. É assim agora, foi assim, e será sempre assim.

 

UM FATO ÚNICO

(25/07/75)

- Qual é, Senhor, a participação de tua Mãe no mistério Eucarístico?

A mesma que no mistério da Encarnação.

É de comunhão perfeita, vivendo ela de Mim e EU dela. Ela, da Minha natureza divina. EU, da sua natureza humana.

Disse que vivemos numa comunhão perfeita; onde EU estou, ela está também.

Filho, isto bastaria para tornar mais acessível às almas a grandeza de Minha Mãe e vossa.

Por seu intermédio, a Minha inserção, de Mim, VERBO Eterno de DEUS, na natureza humana! Por seu intermédio pôde-se realizar o mistério da Salvação.

É um mistério em pleno desenvolvimento. Por seu intermédio, Satanás foi vencido, e o homem de boa vontade, se quer, pode salvar-se.

A comunhão, proveniente do mistério da Encarnação, continua no mistério Eucarístico e continuará na eternidade. EU viverei sempre da sua natureza humana e ela viverá sempre da Minha natureza divina.

Esta comunhão é um fato único, que não se pode repetir. Não tem equivalente na Minha comunhão com as almas em estado de graça, ainda que esta última seja também uma coisa que humanamente não se pode descrever, pela sua beleza sobrenatural.

Mergulhados na escuridão

Da relação existente entre DEUS, Uno e Trino, e Minha Mãe, derivam fatos sublimes, únicos, que não se podem repetir:

*   a sua maternidade inseparável da sua virgindade;

*   a sua Imaculada Conceição;

*   a sua isenção da corrupção da carne;

*   a sua assunção e a sua realeza acima de todas as potestades do Céu e da terra;

*   o seu poder sobre as próprias forças do Inferno que, no fim, vencerá definitivamente.

Os homens, na sua presunçosa suficiência, não vêem a grandeza e o poder da Minha Mãe, que é também sua Mãe. Não escutaram os seus apelas maternais.

Os homens, se eles se dirigissem a ela, arrependidos, se lhe rezassem, poderiam evitar a avalanche que os ameaça e que já está em movimento.

Ébrios de prazeres e de bens materiais, vivem, pelo contrário, mergulhados na escuridão como se não existisse DEUS e como se não existisse Minha Mãe.

Os homens, e até muitos dos Meus ministros, não compreenderam, porque não aprofundaram o amor sem medida da sua Mãe do Céu.

Se o tivessem compreendido e se lhe tivessem correspondido, quantos males seriam evitados aos indivíduos e aos povos; como teria sido serena para todos a peregrinação nesta terra!

 

ELA OFERECEU-SE A SI MESMA COM O CORDEIRO

(28/07/75)

- Qual é a participação da Virgem Maria no mistério da Cruz?

A participação de Minha Mãe no mistério da Cruz é um fato único na história do gênero humano e mesmo na história do Céu.

A Minha Mãe, é a única entre todas as mulheres que é verdadeira Sacerdotisa. Bem instruída nas Sagradas Escrituras, superabundantemente iluminada pelo Espírito Santo, ela sabia bem, ao aceitar a divina Maternidade, o que viria a ser Dela.

De resto, o velho Simeão, sem meias-palavras, disse-lhe: “E tu, ó mulher, terás o coração trespassado... etc”.

A Minha Mãe conservou no seu Coração esta terrível profecia, para ela límpida e transparente, de modo que essa profecia foi como uma lâmina afiada que lhe trespassou o Coração por toda a vida.

A Minha Mãe foi verdadeira Sacerdotisa.

Não no sentido comum em que o são, de certo modo, os batizados e os confirmados, nem no sentido ministerial, mas de um modo diferente, e ainda mais profundo que os que receberam o sacramento da Ordem.

A Minha Mãe foi e é verdadeira Sacerdotisa porquanto, no cimo do Calvário, ofereceu ao PAI a Vítima Pura e Santa, o Cordeiro de DEUS, seu Filho, e com o Cordeiro, ofereceu-se a si mesma.

Ela é também vítima pelos pecados.

Presente, aquiescente, co-participante, ela não sofreu a ação, mas – com o seu Divino Filho – ela foi verdadeira protagonista do drama da Redenção, que é o centro da história do gênero humano.

Nesta dupla oferta, que se renova em cada Missa, está a ação pela qual o sacerdote o é verdadeiramente. De fato, nunca o sacerdote é tão sacerdote como quando, Comigo, ele me oferece e se oferece a si mesmo ao PAI.

É por isso que a Minha Mãe é Co-redentora.

Para fazer esta oferta, a Minha Mãe teve de se aniquilar inteiramente. A vítima destrói-se, a vítima consome-se. Ela teve de destruir o seu Coração de Mãe santa e pura, a mais santa de todas as mães.

Ela teve de sacrificar e de imolar todos os seus sentimentos, teve e quis repetir o seu “fiat” e, como JESUS e com JESUS, disse: “Faça-se, ó PAI, a tua vontade, e não a Minha”.

Só uma amor indescritível, incompreensível, um amor sem medida, a tornou capaz de um tão grande prodígio.

A Minha Mãe, como sacerdotisa, testemunhou a DEUS e aos homens a maior prova de amor que consiste no sacrifício, não da própria vida, mas da vida daquele que mais se ama.

Terrível surpresa

Os homens sabem pouco e ainda por cima não refletem no pouco que sabem.

Os homens e muitos dos Meus ministros e almas consagradas, não consideram que o mistério da Cruz se renova.

Os sacerdotes não pensam que, a MEU lado, que estou presente na hóstia consagrada, se encontra, como no Calvário, a Minha Mãe, que, ao mesmo tempo que me oferece a Mim, se oferece também a si mesma ao PAI.

Pensa, filho, que terrível surpresa para muitos dos Meus ministros descobrirem, um dia, que foram apenas materialmente, Comigo e com Minha Mãe e sua, protagonistas destes grandes mistérios.

Reflete no número de frutos perdidos, no número das almas não santificadas por causa da cegueira culpável de muitos dos Meus ministros.

Reflete nos contínuos sacrilégios.

A Minha Mãe está e continua a estar em perfeita comunhão Comigo. Nela se cumpriram grandes coisas.

Que exemplo, a Minha Mãe, para todos os sacerdotes!

Se os Meus sacerdotes se inspirassem nesta comunhão perfeita existente entre Mim e Minha Mãe, lutariam quotidianamente pelo aniquilamento total do seu “eu”.

Oferecendo-se ao PAI Comigo, seguindo-me na Cruz em lugar de seguirem o mundo, experimentariam que o MEU jugo é doce e leve. Veriam a árvore da Minha Igreja muito rica de frutos.

Filho, o mundo, como terrível avalanche, está a precipitar-se para a ruína. Quando a avalanche inicia a sua descida, raramente é notada; o seu movimento inicial é imperceptível, depois, a pouco e pouco, cresce e torna-se irresistível.

Ora, a avalanche iniciou a sua marcha e os homens, cegos, não reparam no desastre ao encontro do qual vão.

O alarme foi dado, quase inutilmente. Pouquíssimos o acolheram, muitíssimos o ignoraram.

O que mais, porém, entristece o MEU Coração Misericordioso e o Coração Imaculado de Minha Mãe e vossa, é o fato de demasiados sacerdotes terem ignorado os múltiplos apelas vindos do Céu. Terrível responsabilidade...

Rezar, reparar, oferecer!

Eis o que é urgente dizer.

Eis o que é urgente fazer.

 

A DIGNIDADE SACERDOTAL

(29/07/75)

Filho, o sacerdote pertence-me, todas as criaturas me pertencem, todos os homens me pertencem, mas o sacerdote pertence-me de um modo diferente e particular.

Tu, MEU filho,

*   pertences-me por Criação,

*   pertences-me por Redenção,

*   pertences-me por Vocação,

*   pertences-me por Reconquista.

Assim é, verdadeiramente.

Por conseguinte, tu és Minha propriedade e, como Minha propriedade, realizas o fim da Criação, o fim da Redenção, o fim da tua Vocação, apenas de um modo: conformando-te escrupulosamente com a Minha vontade.

Foi por isso que te chamei: não foste tu que me escolheste, mas fui EU que te escolhi. Escolhi-te para fazer de ti um dos Meus ministros, ou seja,  para fazer de ti um outro CRISTO. Não é uma maneira de falar, mas sim uma grande realidade: “Sacerdos alter Christus”.

Só os santos tiveram a justa visão da grandeza sacerdotal. Muitos dos Meus ministros estão bem longe de viver esta realidade divina: eles não têm a luminosa visão do mistério de que fazem parte.

Os Meus ministros deveriam ser responsavelmente conscientes da sua dignidade sacerdotal, adequando a esta, dia e noite, todas as aspirações, todas as energias, todas as fadigas e todos os sofrimentos.

Assim fizeram os sacerdotes santos; e todos os sacerdotes devem ser santos.

Foi para isso que EU os escolhi, para se santificarem, e depois santificarem, para se darem inteiramente a Mim, por que eles são Meus, porque me pertencem a muitos títulos, e para que EU os possa dar sem reserva, aos Meus irmãos.

Que fazem muitos dos Meus ministros, porém?

Eles tratam dos seus interesses (muitas vezes disfarçados, mas sempre os seus interesses), não dos Meus, que são os das almas. Estão sedentos e famintos das coisas mundanas.

EU disse que eles tratavam dos seus interesses: seria melhor defini-los como pseudo-interesses; o seu verdadeiro interesse deve ser um só: DEUS, a glória de DEUS, a salvação das almas; todo o resto carece de valor.

É por isso que eles erram, desorientados, no nevoeiro e na escuridão, ao ponto de não se reconhecerem a si mesmos. Já não sabem quem são, nem sabem para onde vão; por isso, não penetram nas almas!

Não, não se salvam as almas nas praias, onde impera Satanás, rivalizando com os filhos das trevas na imoralidade, na impureza, no mal. Não se salvam as almas lendo toda a espécie de livros, envenenando, sujando o espírito e a alma. Não se salvam as almas repudiando a fé. Eles materializaram-se.

Horrível inversão

Como estão longe, estes Meus ministros, do centro propulsor da graça que é o MEU Coração Misericordioso!

Como sofri por Judas, rebelde ao MEU amor! Como sofri por Judas, e, mais que pela traição feita a Mim, pela ruína da sua alma.

Que sofrimento por causa de muitos dos Meus sacerdotes que traem o divino mandato, corrompendo-se a si mesmo e, com eles, a tantas almas!

MEU filho, um sacerdote nem se salva sozinho sem se perde sozinho. Trabalhando para a salvação de um sacerdote, trabalha-se para a salvação de muitas outras almas.

Que terrível, horrível inversão de uma esplêndida realidade divina:

*   de alter Christus, a lobo devorador que despedaça o rebanho;

*   de anjo de luz, a anjo das trevas;

*   de ministro, embaixador de DEUS, a traidor ao fim da Criação, da Redenção, da sua vocação.

“Não vos chamo servos, mas amigos”.

*   de amigo de DEUS, a colaborador de Satanás, arrancando as almas ao MEU Coração Misericordioso.

Não é este o maior mal que um homem, um dos Meus ministros, pode levar a cabo?

Necessidade essencial

Por que se chegou a este ponto?

MEU filho, à medida que se vão afastando da fonte da luz, avançam, primeiro, na sombra, na escuridão, depois; à medida que se vão afastando da fonte de calor (amor), penetra na alma o frio e depois o gelo, a insensibilidade para com qualquer apelo vindo de Mim.

É necessário unir-se a Mim, filho, sempre mais íntima e profundamente, como a Minha Mãe esteve e está unida a Mim na oferta.

Por isso, não te deves admirar com o que te peço com insistência. Um ato de fé, um ato de esperança, um ato de amor e de abandono são para Mim uma reparação dos sofrimentos, das injúrias e dos sacrilégios que continuamente se cometem.

Quero atrair para Mim as almas, que amo, com a violência e o poder infinito do MEU amor.

Quero unir e elevar a Mim essas almas: eis porque lhes peço que se dêem a Mim inteiramente na execução da Minha vontade, a exemplo de Minha e vossa Mãe.

Quero que essas almas vivam, dia e noite, inclinadas para Mim, numa união que se deve transformar numa comunhão perfeita.

Isto acontece quando o amor por Mim é verdadeiro, grande, ardente. Então, inclinarem-se para Mim com atos de fé e de esperança, de confiança e de oferta, tornar-se-á como uma segunda natureza, uma necessidade, uma necessidade essencial, como o é para o amante tender para o objeto amado. Então, tal com não se pode viver sem respirar, também não se poderá viver sem Mim.

Filho, é isto que peço: não te esqueças de que EU Sou o Amor, o Amor eterno, incriado, que desde sempre estou inclinado para vós.

Tenho o direito de ser amado por vós, porque Sou o Amor, porque por amor vos criei, por amor vos resgatei, por amor vos escolhi e por amor vos reconquistei.

 

A RECUSA DE DEUS

(06/08/1975)

Filho, levanta-te, e de joelhos, escreve:

Dois fatos centram em si toda a história do gênero humano.

O primeiro, é a criação do homem e a sua recusa de DEUS.

Esta recusa constitui uma terrível catástrofe, de uma gigantesca gravidade, cujas conseqüências destrutivas se perpetuarão pelos séculos até o fim dos tempos.

Os homens, subornados pelas obscuras e misteriosas potestades do Inferno, materializados como estão, já não têm a percepção desta enorme tragédia que transtornou a natureza humana, ferindo-a mortalmente, debilitando-a e privando-a dos dons maravilhosos com os quais tinha sido criada.

Os homens já não têm conhecimento da enorme tragédia da qual eles são objeto e vítima, e pela qual são pessoal e socialmente arrastados.

Guerras e revoluções, epidemias, inundações e terremotos, cataclismos, dores, sofrimentos, têm aí a sua origem. As particulares e terrenas vicissitudes humanas, que são elas comparadas com esta tragédia pela qual a humanidade inteira estava eternamente perdida?

O outro acontecimento que se encontra igualmente no centro de toda a história do gênero humano, é dado pelo mistério da Encarnação, Morte e Ressurreição do VERBO.

Obra da Trindade Divina, desejada pela própria Trindade como resposta eficaz tendente a limitar e a circunscrever a ação devastadora de Satanás, e como contramedida para o resgate da humanidade e a sua libertação da tirania do Maligno.

Só DEUS podia realizar uma tal obra de redenção.

A monstruosidade desta geração perversa consiste em ignorar e querer ignorar o prodigioso mistério de salvação através do qual é, contudo, patente o amor infinito de DEUS pela humanidade.

Poderia EU, MEU filho, dar um testemunho maior para a salvação dos homens que o fornecido com a Minha Encarnação, Morte e Ressurreição?

Poderia EU dar um testemunho maior da perpetuação do mistério da Cruz, mediante o Sacrifício da Santa Missa?

Poderá haver algum fato que se compare a este em toda a história dos povos da Terra?

Provas para acreditar? Eles não as procuram! Dei tantas! Milagres Eucarísticos? Quantos realizei nos tempos passados e nos tempos presentes!

MEU filho, eles não querem acreditar, eles têm medo de ter de acreditar!

 

Um conflito gigantesco

A recusa de DEUS, que é Amor infinito, é um pecado de uma tal gravidade que todas as outras coisas e acontecimentos humanos não são nada, comparados com ele.

A taça está cheia e transborda;  só a Minha paciência e longanimidade, as orações dos bons, a intercessão de Minha Mãe e as virtudes dos santos suspenderam o curso da divina Justiça.

Esta geração de materialistas não tem nenhuma idéia a respeito destes dois grandes fatos nos quais se centra e compendia toda a história do gênero humano, ou, se as tem, essas idéias são obscuras e defasadas.

Todos os homens são arrastados para este terrível choque entre a luz e as trevas, entre a vida e a morte eterna, entre o bem e o mal, entre a verdade e o erro, entre a salvação e a danação.

Esta geração perversa não se preocupa sequer em conhecer o que DEUS Criador, o VERBO feito Carne Salvador e o Espírito Santo Santificador, fazem para a livrar da ruína e da perdição eterna.

Eles ignoraram, e os homens materialistas continuam a ignorar todas as intervenções de Minha Mãe e vossa Mãe. Ignoraram Minhas intervenções; têm medo e vergonha de falar delas, até os Meus ministros!

Os homens deste século perverso recusam as águas cristalinas e puras da verdade. Pelo contrário, gostam de se dessedentar nas águas putrefatas da corrupção, da sensualidade, dos prazeres, perdendo até a noção do bem e do mal, noção que EU inseri na natureza humana.

MEU filho, estou desgostado e enojado. Até quando se abusará da Minha paciência?

Eis porque te peço atos de amor e de reparação; eis porque te peço que rezes. Não deixes passar uma hora do dia sem elevar a tua alma até Mim, com atos de fé, de esperança e de amor, de arrependimento, de humildade e de reparação.

Dar-me-ás assim um pouco de alegria; não a negues ao teu JESUS, um pouco dessa alegria!

Ama-me, MEU filho! EU te abençôo e contigo, abençôo todas as pessoas que te são queridas, pelas quais tu rezas.

 

“Respondeu JESUS: Em verdade vos declaro: no dia da renovação do mundo, quando o Filho do homem estiver sentado no Trona da Glória, vos, que lhe haveis seguido, estareis sentados em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel”.                             (Mt.19,29)

 

 

Obs: Pela importância desta obra, sugerimos a leitura na íntegra de todas as mensagens. Informações pelo fone: (41) 272-6442 ou clique aqui.

 

 

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