As Últimas Misericórdias de Deus - Ordem de Apóstolos MSM/OAFT

“Quem nestes vossos dias, compreende plenamente o esplendor da Minha Cruz? Bem poucos a compreendem. E é por isso que Eu venho, através de ti, a instruir o mundo com paixão. Na Minha sede pelas almas e na Minha agonia por vê-los cair no fogo eterno, eu chamo cada um, neste mundo, à conversão e a preparar-se para o Meu glorioso Reinado do Reino sobre a terra, em que a Minha Divina Vontade passa a ser a essência da vossa vida quotidiana e a insígnia na vossa fronte”

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O   FIM   DOS   TEMPOS

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O   FIM   DOS   TEMPOS

                                             

Pesquisas  de  Escatologia com base na Bíblia, na tradição católica e nos profetas atuais.


 (Por Agostino Giacomini, Porto Alegre RS )

 

         Uma radical transformação dos tempos ou das eras é anunciada por muitas correntes de pensamento, por sociólogos e políticos, cientistas e ecologistas, físicos e astrônomos, por esotéricos de toda espécie, sem falar das Igrejas Cristãs.  E nós Católicos qual posição vamos tomar ?  Pretendemos com este curso pesquisar as fontes da revelação divina, para iluminar este assunto tão importante.

Fim dos Tempos significa fim deste tempo da humanidade ou fim dum modo de ela existir, para depois começar um outro tempo ou um novo modo de existir. No meio dos dois eventos está uma passagem.  É  este fim, esta passagem e este novo começo da humanidade que vamos estudar.

         Fim dos Tempos é também um movimento profético contemporâneo na Igreja Católica, espalhado no mundo inteiro, tendo por seguidores muitos leigos e a oposição majoritária do clero. Este movimento afirma que o mundo e a Igreja caminham para a grande apostasia, profetizada na Escritura Sagrada e que a parusia de Cristo está próxima. É precisamente sobre estes assuntos que iremos pesquisar, para tomar uma posição não preconceituosa, mas com conhecimento de causa.

         Fim dos Tempos é sobretudo a última etapa da nossa redenção, quando o Cristo tomará posse do Reino Messiânico.

As pessoas com formação católica tradicional têm uma certa resistência para aceitar o  Fim dos Tempos. Para entender o problema, é preciso antes resolver algumas verdades teológicas, que ficaram indefinidas, ou escondidas no ensino católico.  Chamamos estas verdades de “pressupostos teológicos”. Destes pressupostos é que agora vamos tratar. Só depois examinaremos o assunto central Fim dos Tempos.

Este texto é um polígrafo para um grupo de reflexão. Compõe-se de treze capítulos.

I-                   Primeiro pressuposto teológico: a Igreja e os profetas............................página...     01

II-                 Segundo pressuposto teológico: o maligno..............................................................08

III-               Terceiro pressuposto teológico: a apostasia............................................................10

IV-               Mateus, capítulo 24............................................................................................... 13

V-                 O Apocalipse.........................................................................................................16

VI-               A grande tribulação.................................................................................................21   

VII-             A  parusia...............................................................................................................25

VIII -  A  hipótese do Reino Messiânico..............................................................................27

IX -     Argumentos a favor  do Reino Messiânico..............................................................  29

X -      O fim do mundo.......................................................................................................33

XI -     Refúgios e teologia...................................................................................................35    

XII-             Os Tempos de Deus................................................................................................38

XIII-           A manipulação do segredo de Fátima.....................................................................

 

I  -  A   IGREJA  E  OS  PROFETAS

Introdução. Existe uma dupla espécie de profetismo: o profetismo comum dos fiéis, de que trata o Concílio Vaticano II (L.G. Nº31) e o profetismo propriamente dito, como aquele do V.T., quando o profeta recebe mensagens diretas de Deus, para transmitir aos outros.

         Nós, aqui, não tratamos do profetismo comum, que é participação ao “munus proféticum” de Cristo, isto é, a graça de testemunhar e anunciar a fé; mas tratamos do profetismo propriamente dito, cujas principais tarefas são: 1) Dizer o que Deus quer agora;  2) Ler os sinais dos tempos, isto é, dar o sentido divino aos acontecimentos. A solução destes dois assuntos Jesus não deixou aos Apóstolos nem à Hierarquia, mas somente aos profetas.

        Tese: O profetismo é parte integrante da Igreja Católica.  Deus continua a revelar-se por meio de seus profetas  também em nossos dias, dando mensagens sobre a vontade divina na conjuntura presente.  Entendemos por profetas  os porta-vozes de Deus, para comunicar ou lembrar a vontade divina e interpretar os sinais dos tempos, isto é,  o que Deus quer agora.  Sem profetas não se tem Igreja completa.  Com a morte dos apóstolos terminou a inspiração bíblica, mas não a revelação de Deus. Portanto a revelação profética atual não é inspirada como a Bíblia, nem faz parte da revelação pública oficial, mas negar a possibilidade do profetismo é um pecado contra o Espírito Santo.

 

1)  Para o povo de Israel, no Velho Testamento, o templo ou a sinagoga, o sacerdócio levita, o sacrifício, a Bíblia  e o sábado eram os elemento da Aliança com Jhavé. Nisto consistia a religião, chamada de “Lei”.  Mas Deus tornava presente, nas circunstâncias históricas, a sua palavra, por meio dos profetas, para “arrancar e derrubar, para arruinar e demolir, para construir e plantar.” Ler Jeremias, cap.1, 4-10. Pode-se ver também: Isaías, cap. 49;  Ezequiel, cap 2 e 3.

2) Esta dupla presença de Deus ( = religião  +  profecia ), aceita pacificamente para o Velho Testamento, deve ser admitida e respeitada também para o Novo Testamento, isto é, para o tempo da Igreja, não obstante a oposição de certa parte do clero.

Uma figura simbólica da dupla relação de Deus nos é dada na transfiguração, onde Jesus aparece no monte Tabor no meio de Moisés e Elias.  Os doutores da Igreja, desde  a antiguidade, explicam que:

Moisés representa a Lei  ( = a religião, isto é a revelação divina, pública e perene, para  todos).

Elias representa a Profecia e os carismas.( = a revelação divina para as circunstâncias históricas).

Por isso Jesus resume toda a revelação divina com a fórmula “a Lei e os Profetas” (Mateus 22,40).

 Podemos dizer que a religião é revelação “oficial”, válida para todos os tempos; enquanto a Palavra transmitida aos profetas é revelação divina “oficiosa”, em particulares períodos da história e em especiais necessidades da Igreja. Entre  oficial  e  oficiosa existe só uma diferença jurídica, isto é, que diz respeito ao valor burocrático e não ao valor ético.

É característica própria dos profetas interpretarem os sinais dos tempos, isto é, revelar o que Deus quer dizer com os acontecimentos da nossa história.

3) Paulo Apóstolo escreve aos fiéis de Éfeso (2,20) que os cristãos são edificados sobre um duplo fundamento: “dos apóstolos e dos profetas; e sobre a única pedra angular, Cristo Jesus”. 

Os apóstolos (=bispos = a Lei) presidem, unificam, celebram, regem...a comunidade cristã.

Os profetas de que fala Paulo não são os profetas do Velho Testamento, mas os profetas do seu tempo, do tempo da Igreja; eles devem edificar, exortar, encorajar (1Cor 14,3 e ss); devem guiar, revelar e repreender (Apoc, 2 e 3); devem ser respeitados (1Tess 5,20). Todos os exegetas de Paulo vêem os profetas como parte integrante e insubstituível na definição de Igreja; mas sempre depois dos apóstolos, aos quais devem submissão.

Para Paulo a profecia é o principal carisma e encabeça uma longa lista de serviços eclesiais, dados diretamente por Deus, com os quais o Espírito Santo vivifica a sua Igreja. Podemos dizer que a Igreja de Cristo deve caminhar com duas pernas:

      a perna do poder como serviço (e não como domínio), da unidade, da ortodoxia e

            dos sacramentos: é a hierarquia  o sacerdócio e  suas atividades.

       a perna dos carismas (=serviços eclesiais), dos quais a profecia está em primeiro lugar (1Cor 12-,28). Assim a Igreja caminha e progride, entre o terrestre e o pneumático ou seja entre o humano e o divino. O poder dos apóstolos, sozinho, seria estéril; e os carismas, desgovernados, levariam à confusão. Por isso Jesus fundou a sua Igreja sobre duas colunas: os Apóstolos e os Profetas.  Não  nos resta que reconhecer e proclamar essa verdade; mas parece que tem gente interessada em querer esconder essa verdade e silenciar essa proclamação.   

               Outros textos de Paulo: Efes 4,11;   Rom 12,6 e ss.

4)  Assim foi a doutrina e a prática ao nascer da Igreja e nos primeiros dois  séculos. Mais tarde, porém, a Igreja começou a caminhar com uma perna só, tornando-se manca. Podemos dizer que a parte hierárquica se tornou  como uma grande árvore, que suga todo o húmus da terra; à sua  sombra, a outra parte (= profetismo e carismas) se tornou  raquítica. O poder  deixou de ser serviço para se tornar, geralmente, um privilégio sufocante. A   hostilidade aos profetas torna a Igreja estéril.

5)Para os últimos tempos é importante a profecia de Joel (3,1-5), citada em Atos do Apóstolos 2,17...

6) Essa nossa posição teológica sobre a profecia, não é uma opinião nossa, mas de muitos teólogos. 

O Cardeal  Ratzinger, Prefeito da Congregação Vaticana  para a Doutrina da Fé, deu uma

entrevistas sobre o assunto, apoiando esta explicação: que Deus em cada tempo manda profetas à sua Igreja, segundo as necessidades. Ler a entrevista integral na revista “Anunciai a boa Nova”( nº156). Eis alguns trechos.  (Os números  das perguntas são nossos):

1ª-Pergunta.  Quem é profeta?

Resposta: “Profeta é aquele que diz a verdade, em virtude de seu contato com Deus e, tratando-se de verdade válida para hoje, acaba por iluminar também, naturalmente, o futuro. Todavia , não se trata de predizer o futuro em todos os seus pormenores. Pelo contrário, trata-se de tornar presente, num determinado momento, a verdade divina, o que permite indicar o bom caminho a seguir....”

2ª-Pergunta. A revelação divina não termina com o Apocalipse, último livro da Bíblia ?

Resposta: “...que a redação final do livro do Apocalipse põe fim a toda profecia é uma tese que existe, mas que, a meu ver, procede de um duplo desprezo.  Primeiro, esta tese pode dar a impressão de que, do fato de Cristo ter vindo...isto nos autorizaria a pensar que não há mais nada a esperar e que o profeta já não tem a sua razão de ser, precisamente porque a missão do profeta é uma missão de esperança. Ora, é um erro, porque Cristo veio em carne e, bem mais, Ele Próprio ressuscitou “no Espírito Santo”. Esta nova presença de Cristo na história da humanidade...é a expressão mas também o princípio do Advento definitivo de Cristo, que tomará posse de tudo e em tudo (Ef 1,23; e 4,10). Isto leva-nos a dizer que o Cristianismo é, em si mesmo, um movimento, porque vai ao encontro do Senhor, que voltará. E o encontro com Cristo, pela segunda vez, não será mais o mesmo que pela primeira vez...É esta a razão pela qual a esperança continua a ser algo de inerente ao Cristianismo como estrutura  porque é orientada para o Senhor ressuscitado e subido ao Céu, e que prometeu regressar na glória.

O segundo desprezo é uma compreensão reducionista e intelectualista da Revelação, que pretende considerá-la como um tesouro, verdades reveladas a conhecer que são tão completas, que nada mais se lhes pode já acrescentar. Ora, a verdadeira Revelação é um acontecimento em que todos nós somos convidados a encontrar Deus face a face. No fundo, a Revelação quer dizer que Deus se dá a todos nós, participa da nossa história, associa-se e une-se a nós”.

3ª Pergunta. A profecia faz parte da Igreja?

Resposta: “Para responder a esta pergunta, é necessário referir-nos a uma passagem do capítulo II da Epístola de S. Paulo aos Efésios, onde ele escreveu:A Igreja é fundada nos apóstolos e nos profetas ...Os exegetas modernos nos dizem que o termo “apóstolo’  tem um significado mais largo, tal como o termo “profeta” , que inclui também os profetas do tempo da Igreja....Sempre na história da Igreja existiram personagens carismáticos e proféticos. E eles surgiram sobretudo numa reviravolta, num momento decisivo da história da Igreja...e devolveram à Igreja seu verdadeiro rosto, uma Igreja conduzida por Cristo e animada pelo Espírito Santo....”

4ª Pergunta. ...sobre as mulheres e a profecia...

Resposta: “...A linha profética ligada às mulheres tem, pois, uma enorme importância na história da Igreja. Catarina de Sena  e Brígida da Suécia podem servir de paradigma, de grade de leitura. Ambas falaram a uma Igreja em que existia ainda o colégio apostólico e onde os sacramentos eram administrados. Por conseguinte o essencial existia ainda; todavia, por lutas internas, estava em risco de cair. Essa Igreja  foi reavivada  restaurando o carisma da Unidade, reinstalando nela a humildade e a coragem evangélica e pondo em evidência o seu dever de evangelização.”

5ª.Pergunta. Em que medida os profetas num dado momento..., terão algo de radicalmente novo

   a dizer em matéria de teologia?  (=  relações entre a profecia e a Teologia).

Resposta: “...Os grandes teólogos confirmam de certo modo, pelo seu trabalho, esta lógica entre a profecia e a teologia:  antes que a teologia possa evoluir ou dar um salto qualitativo, é necessária, primeiro, a entrada em cena de um personagem profético, a um dado momento da história da Igreja. Enquanto o teólogo trabalha de uma forma puramente racional, nada de novo ocorrerá; conseguirá talvez sistematizar melhor as verdades conhecidas, revelar-lhes aspectos mais subtis. No entanto, verdadeiros progressos no plano doutrinário, descobertas teológicas tão novas que revolucionem a própria teologia, não é o teólogo que as pode fazer com o seu trabalho puramente racional, mas muito mais depressa o faz um personagem profético, pelo carisma que recebeu de Deus. E é nesse sentido que a profecia e a teologia caminham sempre a par.” (Nota extra. Será que depois do Concílio Vaticano II faltaram profetas ou foram  hostilizados? )

6ª Pergunta: Sobre o fim dos tempos (ou  escatologia).

Resposta: “...A Igreja espera sempre o regresso de Cristo, que prometeu revelar a Sua gloria em toda a plenitude”.... 

7ª Pergunta: As mensagens proféticas são chamadas “revelações privadas

               Toda profecia é dirigida a toda  Igreja ?

Resposta: “Em matéria de teologia, o termo privado não quer dizer que uma só pessoa está implicada e não as outras. É um termo que significa o grau e que determina o contexto. Encontramo-lo, por exemplo, na expressão missa privada .O que importa fixar aqui, é pura e simplesmente que as revelações  dos místicos ou dos profetas jamais terão o mesmo lugar que ocupa a revelação bíblica, e que elas se subordinam a esta, nos remetem a ela e por ela se explicam. Por conseguinte, não se pode dizer que tais revelações não têm importância para  a Igreja. Basta citar as aparições de Lourdes e de Fátima, para provar o contrário. Estas aparições são, afinal, uma memória da revelação bíblica. E é porque elas o são que têm uma autêntica importância.

8ª Pergunta: A profecia provoca sempre brigas, tanto da parte do profeta, como do

                parte do destinatário ?

Resposta: “ Justamente, é assim mesmo.... Santo Inácio de Loyola foi preso, tal como São João da Cruz. Santa Brígida da Suécia esteve quase a ponto de ser condenada pelo Concílio de Bale. A este respeito, a prática tradicional da Congregação para a  Doutrina da Fé é dizer-nos que nos mantenhamos, num primeiro tempo, muito reservados, face às afirmações dos místicos. Justifica-se esta atitude, no sentido em que também existe muito falso misticismo, de casos patológicos.  É esta a razão pela qual levamos um certo tempo a ver a temperatura, a fim de reconhecer se, no determinado caso, se não trata de sensacionalismo, de invenção ou de superstição.  Um místico prova a sua autenticidade pelo sofrimento, pela submissão, pela sua paciência e persistência. E é assim que ele se impõe à audiência. Quanto à Igreja, deve evitar a emitir prematuramente um juízo definitivo, a fim de evitar esta acusação: “matastes os profetas”.    Até aqui é o Cardeal Ratzinger.

7)  Existem três espécies de comunicações de Deus com os seus profetas:

Locução interior: Só percepção profunda, sem uso dos sentidos; mais ou menos, um ditado

percebido com o coração, como é na maioria dos profetas.

Êxtase: com a perda dos sentidos

Aparição, como aconteceu aos três pastorzinhos de Fátima: êxtase e, ao mesmo tempo, uso

extraordinário dos sentidos para ver, ouvir e falar.

8) Até o ano 1966 o antigo Direito Canônico proibia a difusão de mensagens proféticas, sem a  prévia aprovação escrita da autoridade eclesiástica. O papa Paulo VI  tirou esta limitação e permitiu ler e espalhar  pelos fiéis tais mensagens, pelo decreto AAS 58,1186 , recomendando prudência. Pode ter aprovação ou condenação posterior, quando necessárias.

       Portanto, os padres e bispos que condenam por princípio toda e qualquer manifestação profética, sem antes  fazer um exame apropriado, estão indo contra a atual doutrina da Igreja.  A Bíblia  (1 Cor 12,7) e o Catecismo da Igreja Católica ( Nº 801) exigem dos  pastores “discernimento” para examinar os carismas.

9) A mensagem profética é sagrada e se reveste de majestade divina. A Bíblia recorre a exemplos fortes neste sentido. Jhavé manda Moisés cobrir-se o rosto (Ex 3) ; manda o povo se vestir à festa, ao pé do Sinai; e incute tremor nos ouvintes etc. Outras vezes recorre a um aparato cênico grandioso, como: fogo, trombetas, raios, trovões, terremotos etc; tudo isso para confirmar que a sua palavra é da máxima seriedade, não admitindo que seja objeto de manipulação humana. De fato, tudo que é humano pode-se distorcer e corromper. Portanto é inadmissível  misturar,  reduzir ou ampliar as mensagens proféticas com as ciências humanas, psicológicas ou esotéricas como a parapsicologia, a regressão, a mediunidade, a astrologia, a magia, telepatia etc. É sobretudo perigoso confundir ou misturar o carisma da profecia com a para-normalidade.

10) Quase sempre as profecias são proibidas, abafadas, perseguidas como demonstra todo o Velho Testamento.   Fatos do nosso tempo também são gritantes.   Exemplos:

Quase todas as profecias dos profetas de  nossos dias foram antecipadas pelo  Padre Pio por isso foi transferido, proibido de pregar e de rezar missa...

A manipulação do Segredo de Fátima.

As mensagens de Garabandal.

As mensagens a Melaine Calvat, em La Salete: a parte relativa ao povo foi publicada logo; mas a parte relativa ao clero e à hierarquia é só agora que se conhece. Profecia estupenda ! (Ler

no livro de Olivo Cesca: “A Profetiza...”.)

Devemos considerar, portanto, normal a hostilidade contra os profetas. Os verdadeiros são assim.

11) A palavra divina algumas vezes pede coisas meio absurdas ou incríveis ou ridículas. Exemplos:

Noé costrói um grande navio ( Gênesis cap.6) no meio da roça por ordem divina  e se torna

    objeto de ridículo por parte de todo o povo.

Jhavé pede a Abraão de sacrificar seu único filho Isaac. (Gênesis 22)

O anjo avisa Maria que a velha Isabel está grávida. ( Lucas 1,36)

O anjo avisa José da gravidez virginal da sua noiva. (Mateus 1,20)

O comando de Jesus aos festeiros de Caná de encher de água as talhas reservadas para o

    vinho.

As vozes interiores avisam a pobre adolescente analfabeta Joana d´Arc de salvar a França.

Exemplo atual. Por meio de diversos profetas atuais Jesus pede construir Refúgios e Arcas. Jesus dá  ao confidente Laerte de Vargas uma mensagem em 23/05/02, reproduzida em parte aqui:

“...Meu filho, os refúgios e Arcas são sim um pedido meu; sempre foi assim e agora não será diferente. Esse será o sacrifício que o povo que confia na volta minha, terá que fazer para merecer a Nova Terra, a Jerusalém Celeste...

“...Quem achar que será fácil assim, a marcação da besta, os distúrbios climáticos e todas as catástrofes que virão, sabendo ainda que serão os dias em que o demônio se materializará  e andará batendo às portas, procurando levar as almas, e que eu estarei recolhido, nesses dias... Quem achar que mesmo assim resistirá, sozinho, sem  se reunir  todos juntos, numa corrente de oração e penitência, recolhidos em seus refúgios... Quem achar que conseguirá, pague para ver...”

         Outra mensagem sobre o mesmo assunto: 11/09/02 (www.portalanjo.com)

12) Eis uma lista de  profetas dos nossos dias, entre as centenas atualmente vivos.a) Alguns são conhecidos internacionalmente,  como:

—Padre Stefano Gobbi, Milano , Itália, Jesuíta, fundador do Movimento Sacerdotal Mariano. Livro das

  mensagens: “Aos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora”.     

Site na Internet: www.msm-mmp.org

—Vassula Ryden, de naturalidade egípcia, grega de origem, de religião ortodoxa, atualmente residente em Roma, dirigente do Movimento “A verdadeira Vida em Deus”, que é também título dos onze volumes de suas mensagens. Site: www.tlig.org/p.html

b) Eis alguns  Profetas Brasileiros:

—Raimundo Lopes, de Belo Horizonte. Livros: “Aparições em Belo Horizonte” e “Da Aduana ao

 Terceiro Céu” .  Site: www.sim.org.br

—Laerte de Vargas, Portão, 30 anos e três filhos. Contatos, tel. 51 562-2173 ou 9974-4717

            Livro: “As últimas misericórdias de Deus”.

Site: www.portalanjo.com  e  www.ultimasmisericordias.com.br

 

13) Quem é  verdadeiro profeta ? Como se diferencia um verdadeiro de um falso profeta?           Jesus  mesmo responde a estas perguntas ao confidente Laerte de Vargas, de Portão, em 31/01/02.

Eis os critérios para reconhecer  os verdadeiros  profetas:

Eles “têm que estar em oração, penitência e jejum...”

“São humildes e nunca querem ser os maiores”.

“Não tentam  adivinhar vossos problemas”.

“Colocam seus joelhos no chão e rezam”.

“ São coerentes no que dizem”.

“Não pedem ajuda financeira” (para si mesmos).

“Não querem promover o próprio nome, querendo ser...o centro das atenções”

Ainda: Jesus não usa profetas para dar puxões de orelhas a pessoas em mensagem pública.

Jesus usa profetas para passar mensagens e somente isso; e não fica dialogando dia e noite

     com eles.

Jesus ensina que não se pode misturar mensagens divinas  (com ciências humanas).

Ao mesmo Laerte Jesus revela, em outras circunstâncias, ainda uma característica do verdadeiro profeta: respeitar sempre os ministros da Igreja; e obedecer também em tudo o que eles legitimamente mandarem.

14) item sendo revisado

15) Jesus diz a Vassula, no seu livro “A verdadeira vida em Deus”, referindo queixas de Jesus ao clero: “Jamais deixei de enviar os Meus porta-vozes, para vos avisar e, no entanto, hoje em dia, rejeitastes, renegastes os Meus mensageiros e enraivecestes-vos contra eles. Muitas da Minhas almas sacerdotais, os que governam em altas sedes, juram eliminá-los. Tenho-Me servido de todos os meios para atingir esta geração infiel, para a salvar e ciciar ao seu coração algum bom sentimento, mas o Meu Espírito é perseguido pelo seu espírito. Odiosos são aqueles, cuja consolação é má. Muitas e muitas vezes lhes tenho dado sinais do Meu Amor, mas eles têm lançado Meu Amor aos pés. (...) Hoje, quanto mais Eu os chamo pelos Meus porta-vozes, mais eles se afastam de Mim.

Outrora, tu eras o Meu Éden, Roma, o Meu Jardim de delícias. Até os Meus Anjos se sentiam confundidos de espanto, perante a tua perfeita beleza, e tu governavas a Minha Casa em santidade e justiça. A honestidade e o amor eram a alma da Minha Casa. Eras verdadeiramente o reflexo da Minha Luz Eterna, deixando uma memória eterna aos Meus santos e anjos. A tua riqueza e os teus tesouros, então, eram celestes.

Hoje, Roma, a tua alma está transformada num reflexo da Besta e tomaste a posição de sentinela do Meu território para proibir a entrada do Meu Espírito Santo e aos profetas que profetizam em Meu Nome, chamando-vos ao arrependimento e a renunciar aos vossos maus caminhos. Para te salvar, venho agora Eu Mesmo às tuas portas, na intenção de assim Me dirigir a ti. (...) Mas, até agora, nem uma só palavra que Eu tenha pronunciado penetrou em ti.” (1 de Dezembro de 1994)

Vassula não definiu com precisão em que sentido se deve entender “Roma”, mas esta palavra não manifesta evidentemente o Santo Padre, de quem ela mesma fala com tanta reverência. Ela fala da hierarquia da Igreja e do sacerdócio, no seu conjunto ou maioria.

 Conclusão: Quem quer ser de Deus e de Cristo, além de crer e praticar a religião (=a lei), deve ler os sinais dos tempos, isto é, o que Deus quer agora. E para isso precisa procurar, ouvir e seguir os profetas que Deus envia.  Hostilizá-los equivale a estar contra Deus e contra o seu Cristo. Algumas pessoas religiosas, convidadas a reconhecer os profetas atuais, ficam indiferentes, dizendo: “Temos a Igreja e a Bíblia; isto nos basta”. É a mesma resposta que os fariseus davam a Jesus: “Temos a lei  e isso nos basta”.  Jesus os condenava como perversos, porque  fechavam os olhos frente à revelação divina. A atitude de quem fica neutro frente os profetas subentende este sentimento diabólico: “Nós aceitamos esta coisa que se chama religião; mas submeter-nos a uma pessoa (=Deus), isto nunca. Estamos tão cômodos na nossa religião....e os profetas nos angustiam, tirando a nossa paz.”  Esquecem do profeta Simeão, quando diz ao menino Jesus no templo: “ Tu serás sinal de divisão” e também a frase de Jesus:”Vim trazer a espada e não a paz”.

Por isso,  segundo os capítulos proféticos do Apocalipse ( 10 e 11), para Deus a humanidade se divide em duas partes: os que aceitam e os que não aceitam os profetas.  

                                               

                                                               

II   SEGUNDO  PRESSUPOSTO  TEOLÓGICO:  O  MALIGNO

 

INTRODUÇÃO. 

         O ser humano tem por fim da sua existência terrena a realização plena das suas potencialidades. Tendo a chama divina da  infinitude no nosso ser, chegaremos à felicidade só com a divinização. Disse Santo Agostinho “Tu fizeste para ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração, até quando não descansará em ti”. A graça divina é participação da natureza divina. No Novo Tempo acontecerá a realização de todas as nossas aspirações, não só em sentido pessoal, mas também nas relações sociais e cósmicas. Os inimigos desta realização são dois:

         ―Um inimigo interno ao ser humano: o Pecado Original , com todas as fraquezas da ignorâncias, da doença, da rebeldia, da miséria, das paixões descontroladas e os desejos incontroláveis do ter, do prazer e do poder (=vaidade). Segundo o Evangelho e segundo toda a mística cristã, para educar alguém na estrada da salvação, o perigo está em seguir o racionalismo e os instintos naturais.

         ―Outro inimigo externo ao ser humano é o maligno, que insufla para organizar a sociedade contra Deus e para a infelicidade do homem, inventando mil seduções, para impedi-lo de realizar sua felicidade verdadeira. Ver as três tentações de Satanás contra Jesus no deserto, após 40 dias de jejum (Mateus, cap.4 e  Lucas, cap.4). Parece que Satanás queria descobrir se Jesus Nazareno era o Messias.

a)”Se tu es Filho de Deus, ordena a estas pedras que se tornem pães” (= símbolo do prazer)

b)”Lança-te abaixo (desta torre), pois está escrito...” (= vaidade do poder)

c) Satanás lhe mostrou os reinos...e disse: “Dar te ei tudo isto, se, prostrado diante de mim, me

              adorares”(=o ter, o possuir).

 

Tese: O maligno existe e tenta afastar a humanidade de Deus e infelicitar o ser humano. Ele será derrotado “totalmente” só com a volta de Cristo.

 

Ele tem três nomes bíblicos:--Hebraico: Satanás (= adversário ou acusador)

                                --Grego:  Diabo (= o caluniador; pai da discórdia e da divisão)

                              --Latim:  Demônio (=  anjo mau, lúcifer.)

Com estes nomes a Bíblia designa um ser pessoal, invisível e maligno, inimigo de Deus e dos homens. Pela Bíblia Satanás é um personagem real e não metafórico nem simbólico, como o são o papai-noel e bruxas. É real, como reais são os anjos e os santos, pois está no mesmo paradigma existencial, isto é, ele é um anjo decaído e não uma alegoria.  A negação da existência real do maligno anula todo entendimento da história da salvação e da escatologia cristã. Por isso, este tema é um pressuposto indispensável do nosso assunto central: os Últimos Tempos.

1) No Velho Testamento Satanás é apresentado como inimigo dos desígnios e das obras de Deus. Contudo se fala muito pouco dele, pelo grande perigo do dualismo. Este, de fato, junto com o politeísmo, era a  maior tentação para o monoteísmo israelita e o assunto central da pregação do profetas. Contudo no V.T. encontramos diversos  textos sobre o maligno:

―Satanás é apresentado simbolicamente como serpente sedutora e mentirosa, no livro do        Gênesis cap 3. É consenso entre os exegetas que a serpente nada mais é do que o orgulho de

julgar-se árbitros do bem e do mal, independente de Deus.

―O livro da Sabedoria (2,24) o chama de Diabo.

―Em Zacarias 3,1-3 é chamado Satã.

―No livro de Jó (cap.1 e 2) é o adversário de quem reconhece e adora a Jhavé.

2) Em Gênesis 3,5, Jhavé afirma que uma descendência de Eva esmagará a cabeça da serpente, liberando, assim, a humanidade da desordem (= o pecado original) introduzida com a desobediência de Adão e Eva. Jesus Cristo é este descendente de Eva. O Cristo se pode definir como aquele que veio também libertar  a humanidade decaída. Os livros do Novo Testamento repetem muitas vezes que Cristo veio  reduzir à impotência aquele que possui o poder da morte (Hebreus 2,4) e  destruir suas obras ( 1Jov. 3,8), vencendo o reino de Satanás (Luca 17,20; 1Cor 15,24-28; Col 1,13 ).

3) Toda a vida pública de Cristo é uma luta contra Satanás, a começar pelas tentações no deserto; com a chegada de Jesus, começa a ruir o reino de Satanás (Lucas 10,18); Jesus liberta possuídos pelo Demônio, liberta doentes oprimidos pelo Diabo (ver Mateus17,18 e Marcos 1,39) ; chama seus adversários de “raça de serpentes” ou “de víboras” referindo-se à serpente do paraíso terrestre.  Lucas, na hora da paixão,  anota  que Satanás entrou em Judas e depois em Pedro;  e, quando feito prisioneiro, Jesus diz aos soldados que aquela era a hora do poder das trevas.  

4) Quando Jesus fala da sua paixão e ressurreição afirma que é então que “o príncipe deste mundo será lançado fora”  (João 12,31).  Outra aparente vitória de Satanás acontecerá no Fim dos Tempos, com a grande apostasia (2Tess 2,1-10), mas o dragão ( Apoc 12) será vencido e acorrentado no inferno (Apoc 12,9 e 20,4).

5) O Novo Testamento nos apresenta Satanás como aquele que semeia o inso (Marcos 4,15). São Pedro, na sua 1ª carta 5,9, o representa como um leão faminto procurando a quem devorar. Outros textos o apresentam como aquele que induz  o ser humano ao pecado (1Tess 3,5; 1Cor 7,5).

O mundo está sob o poder do maligno  (1João 4,1) com suas violências, injustiças, vícios, corrupção,  rebelião contra Deus etc. Por isso, quem é de Cristo não pode ser deste mundo (João, 17,9 e ss), pois o maligno é o príncipe deste mundo (João, 14,30).  Todo o mal, como também a doença e a morte são obras de Satanás, das quais Jesus veio nos libertar. Por isso, os milagres de Jesus são chamados de “sinais” do reino de Deus, isto é, presságio e amostra da libertação total que acontecerá com a parusia do Cristo Glorioso.

6) O Papa Paulo VI declara: “Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás”. Aos que questionam sua existência, ele adverte: “ Negar a existência do diabo....ou explicá-lo como pseudo-realidade, personificação conceitual, extravagante, das causas desconhecidas de nossas desventuras é afastar-se da realidade bíblica e dos ensinamentos da Igreja....Ele é o inimigo dissimulado que semeia o engano e a infelicidade na história humana”. (Texto tirado do livro de Olivo Cesca, ‘Os Tempos do Fim’, pag.41).

7) Mensagem de Jesus Cristo – 14/04/02 –  ao profeta Laerte de Vargas sobre o maligno:

“Meus amados filhos, venho, nesta manhã, como em muitas vezes, neste coração, falar mais uma vez ao mundo. Quero, hoje, vos alertar que não existe destino, obra do acaso ou qualquer outro tipo de superstição. Não existe nada maior, não existe outro tipo de controle e todas essas bobagens e desculpas que os homens arrumam, para explicar as inúmeras coisas que vem acontecendo no mundo, são mentiras, é um golpe do inimigo de Deus. Existe sim, Deus, que tudo criou, que tudo controla e existe o demônio que, por inveja, quis se igualar a Deus. (Aqui se condena: Espiritismo, Sarava, Candomblé, Terreiros, Cartomantes, Astrólogos, Horóscopos, Magia, Bruxaria, Objetos de Sorte, Médium, Cirurgias mágicas, Superstições, etc. È tudo ilusão diabólica, que vai frontalmente contra o 1º mandamento: “Não terás outros deuses diante de mim”. )   

Assim então, se revoltou contra Deus e com mais alguns anjos que ele dominou se revoltaram e se tornaram os maiores inimigos de Deus e de tudo o que Deus criou. Como ele nada consegue criar, se especializou em destruir tudo o que Deus construiu. Como Deus criou o homem a sua imagem e semelhança e porque são as criaturas mais amadas por Deus, o demônio vem, desde o princípio, trabalhando na destruição das pessoas. Durante esses muitos anos, já obteve muito sucesso com seu terrível plano de destruição, porque conseguiu convencer muitas almas a se entregarem para ele.

 Hoje, já fundou seitas e obteve muitos fiéis a ele, gente que também é revoltada com Deus. Por isso, hoje, no mundo, está travada a maior luta de todos os tempos, entre o Bem e o mal; o Deus que tudo criou e o diabo que quer a tudo destruir; ele fez sua morada na terra, colocou milhões de anjos maus e almas más a seu serviço e já manobra a maioria da humanidade, se aproveitando da liberdade que Deus deu aos homens, de se decidirem, se querem andar pelo caminho do Bem ou do mal.

 Então, vos digo: - tudo nas vossas vidas que acontece de bom, vem de Deus, e o que acontece de mau, não é destino, vem do maligno; ele implanta em vossas memórias, uma série de mandamentos, do demônio; como dinheiro, riqueza e poder; como se beneficiar dos mais fracos, pagando a eles um salário miserável, e ganhar milhões á suas custas; ao prazer da carne, de todo o tipo e jeito; a exposição do corpo humano, como algo que se compra e se vende; como as drogas que trazem muito mais prazer a mente dos jovens; como todo o tipo de enfeites pelo corpo; como tudo o que vem diferente de antigamente, as mulheres não precisarem mais casar-se para ter filhos. Tudo isso, não é da parte de Deus; não é do agrado de Deus e não viverá na eternidade, com Deus, quem assim agir.”     Jesus.

(Encontra-se à  página 208 do livro “As Últimas Misericórdias de Deus”; outra mensagem sobre o maligno: 26/04/02—14:30 hs—página 215 do mesmo livro.)

Conclusão: O Fim dos Tempos é o fim do tempo de Satanás e a sucessiva realização total do reino de Deus, com início de um Novo Tempo ou de um Mundo Novo, com a humanidade remida e o diabo expulso.  Por enquanto este reino é como uma planta, que está crescendo e se expandindo, até que vai chegar a vitória, não obstante os tropeços e a apostasia final.

 

 

III    TERCEIRO  PRESSUPOSTO  TEOLÓGICO:  A  APOSTASIA

 

Catecismo da Igreja Católica ( de 1998) Nº 675: ”Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o ´mistério da iniqüidade´ sob forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne”.

 

Tese: O fim dos tempos começa com a grande apostasia. Apostasia é afastamento e rebelião em relação a Deus; é perda da fé. A realização da apostasia significa que a parusia está próxima.

Jesus poderia ter inaugurado o seu reino glorioso logo depois da ressurreição, atirando Satanás ao abismo e deixando a humanidade liberta das ilusões dele. Mas não o fez, talvez porque quis que a Igreja participasse, lutando e sofrendo, na obra da redenção. Com as heresias, os cismas e as perseguições, a Igreja tem sofrido o seu martírio durante a história, à semelhança de Cristo. Mas o que a espera no Fim dos Tempos é a sua crucifixão e abandono pelo Pai, como Cristo no calvário, pelo  momentâneo e aparente triunfo do Anticristo. Mas, tudo isso é para que a Igreja ressurja, como Jesus.

1) Quem fala diretamente da grande apostasia é Paulo Apóstolo na 2ª carta aos Tessalonicenses, cap 2, versículo 1-12.

(1) “No que diz respeito à vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo e nosso recolhimento com ele rogamo-vos, irmãos, (2) não vos deixeis facilmente perturbar o espírito e alarmar-vos, nem por alguma pretensa revelação, nem por palavra ou carta tidas como procedente de nós e que vos afirmassem estar iminente o dia do Senhor.

(pretensa revelação = de falsos profetas;    dia do Senhor = Fim dos Tempos)

(3)Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia (=uma força diabólica )  , e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição (= uma pessoa, o Anticristo),

(4) o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus.

(no templo de Deus = pela semelhança com Dan  9,27 e ss, com 1Mac 1,54 e com Mat 24,15) seria o templo de Jerusalém;

 segundo  profetas atuais  se trata do Vaticano; outros tradutores, no lugar de tomar lugar no templo de Deus dizem: sentar-se

 no trono de Deus)   

(5) Não vos lembrais de que vos dizia estas coisas, quando estava ainda convosco? (6) Agora sabeis perfeitamente que algo o detém ( uma força = o Espírito Santo), de modo que ele só se manifestará a seu tempo.(7) Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém. (= uma pessoa; desaparecimento daquele que o detém,  para os profetas atuais = a  destituição ilegal  de João Paulo II;  assim Vassula, vol VI, em 17/03/93 )

(8) Então o tal ímpio se manifestará. Mas o Senhor Jesus o destruirá com o sopro de sua boca e o aniquilará com o resplendor de sua vinda. (9) A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. (10) Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar. (11) Por isso Deus lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro (12) Deste modo serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, antes consentiram no mal”.

 

2)Deste assunto falou Jesus também em Mateus 24,15, dizendo que o Cristo voltará “quando virdes instalado no lugar sagrado o abominável devastador, de quem falou o profeta Daniel” (Dan 9,27).

 

3)Nossa Senhora  ao Pe Gobbi, em 13 de junho de 1989,  comenta o significado da segunda besta da Apocalipse (Cap 13) e  a identifica com  ”a maçonaria eclesiástica (que) procura destruir o fundamento da unidade da Igreja, com o ataque traiçoeiro e insidioso ao papa. Ela urde as tramas da dissensão e da contestação ao papa; sustenta e premia aqueles que o vilipendiam e lhe desobedecem; propaga as críticas e as oposições de bispos e teólogos. Desta maneira é demolido o próprio fundamento de sua unidade e assim a Igreja é cada vez mais dilacerada e dividida.”

         Ainda o Padre Stéfano Gobbi recebeu de Nossa Senhora, em Fátima, num congresso de Padres, em 15/03/93, a seguinte mensagem: “...Eu te quis aqui, porque deves comunicar a todos que já, a partir deste ano (Note Bem: o ano 1972-73 é considerado pelos profetas como inicio das grandes mistificações do Demônio no mundo e início do Tempo do Fim ),   entrastes nos acontecimentos que vos foram preditos por Mim e que estão contidos na terceira parte do segredo ( de Fátima, cuja publicação, pelo cardeal Sodano, no ano 2000, está sob forte suspeita.). que ainda não vos foi revelado. Agora ele ( o segredo) se  tornará manifesto pelos próprios acontecimentos que estão por ocorrer na Igreja e no mundo.  A minha Igreja será sacudida pelo vento impetuoso da apostasia  e da incredulidade, enquanto aquele  que se opõe a Cristo entrará no seu interior, realizando assim a abominação da desolação que vos foi predita pela sagrada escritura ( Mt 24,15).

         Em 13/05/94 o mesmo Pe Gobbi recebeu de Nossa Senhora outra mensagem, que reproduzimos em parte: “...Sobre esta Igreja obscurecida e ferida, golpeada e traída, Eu faço descer os raios de amor e de luz do meu Coração Imaculado. Quando nela terá entrado o homem iníquo que fará que se realize a abominação da desolação, e que terá seu cume no horrível sacrilégio, enquanto a apostasia estará difundida por toda parte, então o meu Coração Imaculado recolherá o pequeno resto fiel que, no sofrimento, na oração e na esperança, esperará o retorno do meu filho na glória”.

        

4) Para Vassula  Deus lamenta longamente  a apostasia da humanidade em geral e do clero em particular. Vamos escolher um trecho (Vol I, pág 331): “Eu insuflei sobre eles o Meu Sopro, dando-lhes a vida. O mundo não deixou de Me ofender e Eu não cessei de lhes lembrar a Minha Existência e quanto os amo. O Meu Cálice de Justiça está  cheio, Criação !  A Minha Justiça pesa gravemente sobre vós ! Uni-vos e regressai a Mim; honrai-Me; honrai-Me, Criação ! E, quando o fizerdes, Eu mesmo retirarei a Minha Justiça.

         Os Meus Gritos ressoam e fazem tremer os Céus, fazendo tremer os Meus Anjos por aquilo que irá acontecer. Eu sou um Deus de Justiça e os Meus Olhos estão cansados de ver a hipocrisia, o ateísmo, a imoralidade. A Minha Criação tornou-se, na sua decadência, uma réplica de Sodoma  (Gênesis,19). Eu sacudir-vos-ei com a Minha Justiça como sacudi os Sodomitas. Arrependei-vos, criação, antes que Eu venha. Adverti-vos por diversas vezes, mas vós não seguistes as Minhas instruções. Suscitei santos para vos avisar, mas, filha Minha, eles fecharam seu coração. A Minha Criação prefere viver na luxúria e ignorar-me. E Eu dei-lhes sinais para que acordem”.

 

5) A grande apostasia quer dizer que nunca a humanidade estaria envolta em tantos crimes contra a soberania de Deus, contra a sua obra, a sua lei e a natureza que Deus criou. Basta recordar o massacre infantil na China, a tortura, a clonagem humana, o aborto tornado método legalizado, a promiscuidade, a pornografia, o homicídio generalizado, a injustiça institucionalizada, o desperdício e a fome, o desemprego, a miséria e o abandono, a corrupção, a destruição da família, a prostituição e o homossexualismo, as guerras, o terrorismo, o culto a Satanás, etc.

 

6) Mas a grande apostasia segundo todos os profetas atuais estaria mais evidente e visível dentro da Igreja Católica por parte de teólogos, de faculdades católicas e de parte relevante do clero, onde se pode encontrar:

desprezo de ensinamentos do papa, de leis canônicas, da moral e de definições dogmáticas;

negação da historicidade de Cristo, das prerrogativas de Nossa Senhora, dos poderes da Igreja

   e da realidade física da ressurreição de Cristo;

uma espécie de ocultamento de outras verdades definidas, como a transubstanciação do pão e

   do vinho na eucaristia e a natureza sacrifical da Missa, reduzida à memória e banquete;

negação do caráter mediador do sacerdócio ministerial e da ordem divina da hierarquia.

rejeição  dos numerosos profetas que Deus está mandando.

 

7) Todos estes crimes do mundo e heresias dentro da Igreja chegariam ao ponto culminante da apostasia, segundo os profetas, quando a maçonaria eclesiástica realizará a destituição do papa João Paulo II e a nomeação de um anti-papa, que mudará a religião e introduzirá o Anticristo dentro da Igreja. Esta aliança entre o Anticristo e a parte da Igreja tomada pela apostasia está descrita em Apoc. capítulo 17 e 18. Este será o ponto máximo da apostasia, quando a humanidade  adorará o maligno sentado no trono de Deus. 

 

 Conclusão.  Seria justamente nesta hora  que aconteceria a volta de Cristo, a derrota do Anticristo e o fechamento no inferno dele e dos seus seguidores. Haveria também o triunfo dos que se mantiveram fiéis a Deus e ao seu Cristo, como também o restabelecimento da Sede de Pedro e da Eucaristia, e toda a Igreja seria renovada, junto com a humanidade. 

 

 

IV---MATEUS,  CAPÍTULO  24

 

INTRODUÇÃO  Flávio Josefo é um escritor judeu que viveu em Roma, poucas décadas depois de Cristo. Foi capturado durante a guerra pelos romanos, que o transferiram para a cidade eterna como professor, pois era um fariseu culto e era política dos Romanos aproveitar or prisioneiros cultos.  No seu famoso livro “A Guerra Judaica”, narra a terrível guerra entre os judeus e os romanos nos anos 66-70, da qual tinha participado. Ele narra que o imperador Vespasiano, no ano 69, mandou para a Judéia seu filho Tito, com um grande exército, por terra e por mar, com o objetivo não só de ganhar a guerra, mas de destruir a nação, para acabar de uma vez por todas com as contínuas rebeliões. Flávio Josefo conta que, ao chegar o exército romano, os judeus da Palestina se refugiaram dentro da cidade de Jerusalém, protegida por grandes muralhas, construídas por Herodes, o Grande. Sitiados por diversos meses os judeus morreram aos montes pela fome, sede, pestes, crimes e horrores de toda espécie, como o canibalismo, e entronizaram no templo falsos cristos.

De outros historiadores sabemos que os seguidores de Jesus, ao começar a guerra, fugiram todos da Palestina, refugiando-se numa localidade cheia de grutas chamada Pela, no deserto da Jordânia, que ainda se pode visitar. E isto porque os mais velhos se lembravam daquilo que iremos ler em Lucas e Mateus, onde Jesus afirma que,  ao chegarem os exércitos, os seus seguidores deviam refugiar-se fora da capital.

Após a derrocada de Jerusalém (ano 70), os judeus combatentes foram crucificados em massa e as mulheres foram vendidas como escravas. Quem vai a Roma pode ainda hoje visitar o Arco de Tito, onde está esculpida a destruição de Jerusalém e do templo, como também a festa do triunfo de Tito, ao retornar a Roma, com os chefes e sacerdotes judeus acorrentados, abrilhantando o triunfo como escravos.

1) Perseguições. Para entender Mateus 24, é preciso lembrar que os seguidores do Nazareno, antes da destruição de Jerusalém, entre os anos 33-70, sofreram perseguições de toda espécie, seja por parte dos imperadores romanos, seja por parte dos governantes, fariseus e sacerdotes judeus. Basta lembrar:

a) o martírio de Estevão;  b)  a perseguição dos fariseus liderada por Saulo antes da conversão ( Atos, 9);  c) os processos e o martírio contra Paulo, não obstante fosse nobre cidadão romano. d) O imperador Nero no ano 64 crucifica em Roma os cristãos, entre os quais S.Pedro  e) É  longa a lista de governadores da Palestina e de imperadores que determinaram duríssimas perseguições. Ao tempo da destruição de Jerusalém  pelos romanos, já  a quase totalidade dos apóstolos e de seus ajudantes tinha sido cruelmente presa e martirizada; e o mesmo havia acontecido para a maioria dos cristãos. Tudo isso é bom lembrar, para entender as profecias de Jesus em Mateus 24. É útil também lembrar que a Bíblia tem valor para sempre, pois é inspirada pelo Espírito Santo.

2) Para entender o Fim dos Tempos, é preciso estudar Mateus 24. Mas, antes de ler Mateus, vamos ver Lucas 21. Lucas descreve a) primeiro os sinais do Fim dos Tempos, nos versículos 8-19; b)depois a destruição de Jerusalém e do templo(vers.20-24); neles Jesus profetiza, com 40 anos de antecedência, que Jerusalém seria sitiada por exércitos, destruída e seu povo levado cativo. c) Somente na 3ª parte do capítulo, nos versículos  25-33, fala da volta de Cristo, isto é, da parusia; mas não fala do fim do mundo.

         Marcos, que fala do assunto no cap. 13, parece tratar só do Fim dos Tempos, mas é discutível.

3) Eis  uma tentativa  para entender Mateus, capítulo 24:  

Versículos 1-2:  Os apóstolos admiram o templo reconstruído por Herodes e Jesus prediz sua

                         destruição.

Versículo 3 : Baseados na profecia de Jesus, os apóstolos fazem três perguntas, seguindo uma ordem

                         cronológica:

   a) Primeira pergunta: Quando acontecerá a destruição?

b) Segunda pergunta:   Qual será o sinal da tua vinda?

           c)Terceira pergunta: Qual será o sinal do fim do mundo?

Jesus dá três tipos de respostas; só que estas não estão escritas segundo a ordem  das perguntas, nem segundo a ordem cronológica; nós não sabemos se foi Jesus ou Mateus que seguiram um outro critério.

a)Fim de Jerusalém ou primeira resposta: Versículos 15-20  e  34-35

b)Volta de Cristo ou segunda resposta: Versículos .4-14,  21-28  e  36-44

c)Fim do mundo ou terceira resposta: Vers. 29-33 e continua no cap. 25, 31-46.

            Os versículos 45-51 tratam da vigilância, assunto do capítulo seguinte e podem ser atribuídos a qualquer das três respostas.

4) Texto de Mateus, 24: (1) Ao sair do templo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e fizeram-no apreciar as construções. (2) Jesus, porém, respondeu-lhes: “Vedes todos estes edifícios? Em verdade vos declaro: Não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído.”

(3) (Indo ele assentar-se no monte das Oliveiras, achegaram-se os discípulos, e, estando a sós com ele, perguntaram-lhe: “Quando acontecerá isto? E qual será o sinal da tua volta e do fim do mundo?”

(4) Respondeu-lhes Jesus:

                                      Resposta b) Fim dos tempos

Cuidai que ninguém vos seduza. (5) Muitos virão em seu nome dizendo: sou eu o Cristo. E seduzirão a muitos. (6)  Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim. (7) Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, peste e grande desgraças em diversos lugares. (8) Tudo isto será apenas o começo das dores. (9) Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações. (10) Muitos sucumbirão , trair-se-ão e mutuamente se odiarão. (11) Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. (12) E, ante o progresso crescente da humanidade, a caridade de muitos se esfriará. (13) Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo. (14) Este Evangelho do reino será pregado pelo mundo inteiro para servir de testemunho a todas as nações, e então chegará o fim”.

 ( Nota: este último versículo é determinante para estabelecer que todo o trecho não fala do fim de Jerusalém, mas da parusia.)

                                               Resposta a) Fim de Jerusalém

(15) Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação( = perversidade) que foi predita pelo profeta Daniel –o leitor entenda bem

                ( Nota:  Daniel 9,27  profetiza,  em sentido histórico,  que Antíoco faria adorar no templo ídolos pagãos, como é narrado

                em 1Macabeus 1,54;   Jesus aplicou  aos Romanos , que, ao conquistar Jerusalém,  instalaram no templo estandartes  e

                símbolos do império romano no ano 70;   Paulo Apóstolo aplica o mesmo texto em 2Tes,2  ao Anticristo que se sentaria,

                no Fim dos Tempos, no trono de Deus ou de Pedro. Este é um exemplo para mostrar que a Bíblia   serve para

                sempre)   

 (16)então os habitantes da Judéia não fujam para as montanhas.   (17) Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa. (18) E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas. (19) Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias! (20) Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado;

                                               Resposta b) Fim dos tempos

(21) haverá então uma tribulação  tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será. (22) Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia, mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados (È evidente que a abreviação  do tempo se refere à grande tribulação que acontecerá antes da parusia ). (23) “Então se alguém vos disser: Eis aqui está o Cristo! Ou Ei-lo acolá! Não creiais, (24) porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. (25) Eis que estais prevenidos. (26) Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais. (27) Porque, como o relâmpago parte do Oriente e ilumina até o Ocidente, assim será a volta do Filho do homem. (28) “Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres.”  (Os dois versículos 27 e 28 são provérbios que indicam imprevisibilidade e evidência).

                                               Resposta c) Fim do mundo
(29) “Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas.

         Por estas palavras “Logo após estes dias...”  muitos tiram a conclusão: que o fim do mundo ( Ressurreição dos

               mortos e juízo universal)  aconteceria logo após a parusia, juntando os dois eventos

 (30) Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do homem. Todas as tribos  da terra baterão no peito e verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade. (31) Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra. (32) Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo. (33) Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do homem está próximo, à porta.

                                      Resposta  a) Fim de Jerusalém

 (34) Em verdade vos declaro: Não passará esta geração antes que tudo isto aconteça. (35) O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.

                                      Resposta  b)Fim dos tempos

(36) “Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai. (37) Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do homem. (38) Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. (39) E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio, e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do homem. (40) Dois homens estarão no campo: um será tomado, o outro será deixado. (41) Duas mulheres estarão moendo no mesmo moinho, uma será tomada e a outra deixada. (42) Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor. (43) Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa. (44) Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do homem virá numa hora que menos pensardes.”

                                       

                                                      Resposta a) + b) + c)                                                           

 (45) “Quem é, pois, o servo fiel e prudente que o Senhor constituiu sobre os de sua família, para dar-lhes o alimento no momento oportuno? (46) Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, na sua volta, encontrar procedendo assim! (47) Em verdade vos digo: Ele o estabelecerá sobre todos os seus bens. (48) Mas, se é um mau servo que imagina consigo: (49) ‘Meu senhor tarda a vir’, e se põe a bater em seus companheiros e a comer e beber com os ébrios, (50) o senhor desse servo virá no dia em que ele não o espera e na hora em que ele não sabe, (51) e o despedirá e o mandará ao destino dos hipócritas: ali haverá choro e ranger de dentes.”

          

5) Observações.

―A nossa interpretação de Mateus 24 não é  pacífica, porque os exegetas interpretam em diversos modos; mas é uma interpretação possível, aliás, a mais tradicional.

―Muitos exegetas afirmam que, no primeiro século, os textos evangélicos eram decorados nas comunidades cristãs primitivas a modo de catecismo, como era costume fazer pelos antigos. Só depois de algumas dezenas de anos alguém colocou por escrito e lhe deu forma e seqüência definitiva. Ainda se conservam alguns “códigos”, onde os textos primitivos possuem pequenas diferenças. Pode ser que foi então, no momento de passar a decoração para a escrita, que o capítulo 24 foi ordenado não conforme o critério cronológico, como fez Lucas, mas conforme outro critério por nós desconhecido.

― Escreve o Dicionário Bíblico:”A moderna crítica da forma mostra hoje que o discurso escatológico pode ser uma compilação de ditos de Jesus, como o Sermão da Montanha de Mt 5-7 e, assim, não está dito que foi pronunciado na forma em que se acha” ( pág 695. Paulus, 1983).

―O embaralhamento da seqüência cronológica também se explica porque os primeiros cristãos acreditavam que a parusia aconteceria antes da morte dos apóstolos, isto é, logo; e para eles o fim de Jerusalém e a parusia viriam juntos. Desta convicção fala abertamente Paulo Apóstolo, em 1Tess 4,13-18. Aliás, era convicção comum entre todos os judeus daquela época que o reinado do Messias se instalaria junto com as catástrofes que deviam preceder o fim do mundo. Tanto isso é verdade, que Mateus e Lucas colocam na boca de Jesus, após falar da parusia, a frase ‘Não passará esta geração antes que tudo isto aconteça’,  frase que se refere somente à destruição de Jerusalém.

―A convicção pessoal de Paulo, segundo o qual a parusia aconteceria durante a vida dele, não é uma verdade teológica por ele ensinada, mas uma espécie de preconceito, pela influência do seu tempo.

 

 

V    O  APOCALIPSE

Introdução. Apocalipse é palavra grega que significa revelação. Este livro é, com grande probabilidade, obra do apóstolo João, que o escreveu no fim de sua vida, em torno do ano 95 d.C., sendo imperador Domiciano. E preciso ter presente que a situação dos cristãos era das mais críticas, pelas perseguições e pela espera frustrada da volta de Cristo na glória. Angustiados, os cristãos começavam a desesperar. O livro visa encorajar e dar motivos para justificar a demora de Cristo. Para tanto, João lança mão de um recurso literário comum entre os Judeus de então, o gênero apocalíptico, apresentando visões ou revelações simbólicas. Este tipo de literatura não tem valor pelo que diz, mas no simbolismo que encerra.  Para entender deve-se traduzir os símbolos em idéias. São comunicações  das intenções divinas sobre o destino do mundo.

 Já o profeta Daniel tinha feito a mesma coisa no V.T. em circunstâncias semelhantes. Algumas imagens eram conhecidas por todos: o número 7 é de coisa acabada ou perfeita; o número 3,5  é de coisa nefasta ou caduca; o Cordeiro é Cristo; a mulher é a Igreja; o dragão é Satanás; das duas feras, a com dez chifres é o poder político e a com dois chifres o poder religioso-cultural; Babilônia é Roma imperial; etc.

         O Apocalipse é uma mensagem sobrenatural, representando o presente, como o passado e o futuro, relativa ao período indefinido que separa a ascensão de Cristo da sua volta gloriosa.

         O último livro da Bíblia não é todo e só de gênero apocalíptico.  São usados também outros gêneros literários, como o gênero epistolar, o litúrgico, o profético, o histórico, como também a re-leitura do Êxodo, isto é as pragas do Egito contra o Faraó.

 

1) Conteúdo. Quanto ao conteúdo do Apocalipse, seu sentido primeiro e aparente é aquele histórico:

a) Os primeiros três capítulos são formados de sete cartas a sete comunidades ou Igrejas.

b) Do capítulo 4 ao 19 João descreve  a Igreja, que acaba de ser dizimada por uma sangrenta perseguição (cap.13; 6,10; 16,6; 17,6), desencadeada pelo Império Romano (= a besta), mas por instigação de Satanás (cap.13,2-4). Uma visão inaugural descreve a majestade de Deus que reina no céu, senhor absoluto dos destinos humanos (cap.4) e que entrega ao Cordeiro o livro que contém o decreto de extermínio dos perseguidores (cap.5); a visão prossegue com o anúncio de uma invasão de povos bárbaros, com seu cortejo de males: guerra, fome e peste(cap.6, invasão dos Partos). Os fiéis de Deus, porém, serão preservados (cap.7,1-8; cfr14,1-5), à espera de gozarem no céu, de seu triunfo (cap. 7,9-17;  cfr 15,1-5). Entretanto, Deus, que quer a salvação dos pecadores, não vai destruí-los imediatamente, mas lhes enviará uma série de pragas para adverti-los, como havia feito com o Faraó (cap.8 e 9; cfr 16). Esforço inútil: por causa  do endurecimento, Deus destruirá os ímpios perseguidores (cap.16) que procuravam corromper a terra, induzindo-a a adorar Satanás; segue-se uma lamentação (cap.17) sobre Babilônia(=Roma), sua destruição e celebração de sua queda (cap.18). No cap. 19 uma nova visão retoma o tema da destruição da Besta, realizada desta vez pelo Cristo Glorioso.

         c) Então tem início um período de prosperidade para a Igreja (cap.20,1-6), que terminará com um novo assalto de Satanás contra ela (cap.20,7ss), o aniquilamento do inimigo (cap.20,11-15) e, finalmente, o estabelecimento definitivo do reino celeste, na felicidade perfeita depois de ter sido aniquilada a morte (21,8) e inaugurado novo céu e nova terra.

         Esta é a leitura aparente do Apocalipse. Mas o alcance do livro não se detém aí, pois trata de valores eternos, sobre os quais se pode apoiar a fé dos fiéis de todos os tempos. Deus está com o seu povo, que ele uniu consigo na pessoa do seu Filho, o Emanuel, Deus conosco; e a Igreja vive desta promessa de Cristo ressuscitado: Mateus 28,20 “Eis que estou convosco todos os dias até o fim desta idade ( Assim o texto original grego )”. Sendo assim, os fiéis nada têm a temer; mesmo que tenham de sofrer momentaneamente pelo nome de Cristo, obterão a vitória definitiva.

 

2) Partes do livro. O prólogo (cap 1,1-8) continua no epílogo (cap 22,6-21); ambos tem caráter epistolar e litúrgico, isto é, um conjunto de saudações e bênçãos. Fora isto, o livro do Apocalipse se divide em 7 partes; e cada uma dessas partes é organizada  en torno do número sete, explicitamente ou implicitamente.

Primeira parte: (1,9 até 3,22). Visão histórica de sete Igrejas, a cada uma das quais João envia uma carta. Elas são: Éfeso, Esmirna, Pergamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, Laodicéia. A visão inicial do Cristo ressuscitado continua na 7ª parte (19,11) com a vitória final do Messias.

Segunda parte: ( do cap. 4,1 até 8,1) Abertura dos sete selos. É uma visão profética da história. Selos são os decretos divinos concernentes aos acontecimentos dos últimos tempos. Nos capítulos 6-9 os selos serão rompidos, um a um, e os segredos serão desvelados. Quanto aos selos(cap.6º): os primeiros quatro selos apresentam quatro cavalos, sinais da opressão do Império Romano sobre os pobres e sobre a comunidade cristã. São quatro, porque representam o cosmo, os quatro cantos da terra dominados por Roma, que os explora com as armas (1º cavalo branco), com a violência política (2º cavalo vermelho), com a violência econômica ( 3º cavalo preto) e com a morte (4º cavalo esverdeado). O 5º selo apresenta os mártires degolados pelas quatro figuras precedentes, suplicando a Deus por justiça.

Com o 6º selo chega o dia de Jhavé: se desencadeia a ira de Deus com a subversão do cosmo e da natureza; mas os justos e os eleitos triunfam na liturgia celeste. Para o autor do Apocalipse e os cristãos dos primeiros séculos tinham o sentido acima descrito; mas, para os profetas atuais, seja os quatro cavalos do Apocalipse, como a abertura do sexto selo (6,12) são figura da grande tribulação e do reino do Anticristo, quando termina o tempo da misericórdia e inicia o tempo da ira divina, pois:

a)     se completou o número dos que tinham de ser salvos (Apoc 8,11);

b)     Jesus Cristo se retira da terra (1Tess 4,17  e  2Tess 2,1);

c)     O Espírito Santo se retira da Igreja, pois aconteceu o “fim da idade” estabelecida para assisti-la (Mateus 28,20  e  2Tess 2,6);

d)     a pessoa que era obstáculo à manifestação do Anticristo desapareceu (2Tess 2,7);

e)     Roma, a prostituta, aliada da Besta, anda matando santos e profetas (Apoc,17 e 18);

f)      O anjo do Apocalipse (18,4) grita aos fiéis de se separarem da prostituta (Roma);

 

O 7º selo é constituído pelas sete trombetas. Os que servem a Deus serão preservados ; e os justos serão selados ou marcados na fronte (7,3). Esta segunda parte continua na sexta parte.       

Terceira parte: do cap.8,2 até 11,19. As sete trombeta  são uma re-leitura da pragas do Egito (cfr Êxodo); são estritamente relacionadas às sete taças da quinta parte; estas pragas agora são lançadas contra o Império Romano. Segundo os profetas atuais estas pragas agora são lançadas contra o reino (já iniciado) do Anticristo e o poder da apostasia. As pragas são: o fogo, um asteróide, um corpo celeste, as trevas, gafanhotos e escorpiões, flagelos, terremoto.

Quarta parte: Cap.11,1 até 15,4. Os sete personagens, ou também o Dragão de sete cabeças.  É o centro do Apocalipse, a Igreja entre as Bestas, a vitória do Cordeiro, a evangelização do mundo e, depois, a ceifa e a vindima.  Personagens: as duas testemunhas, o Dragão, a Mulher,  a 1ª Besta, a 2ª Besta com a marcação dos seus seguidores,  o Cordeiro.

Quinta parte: de 15,5 até 16,21. As sete taças. É a continuação da terceira parte. Os anjos derramam as taças do furor de Deus, destruindo o reino do Anticristo. Segundo alguns comentaristas (como Pablo Richard), “as pragas das trombetas e das taças do Apocalipse não se referem aos desastres naturais, mas à dores da história que provoca e sofre o próprio Império (Romano); são as dores da Besta causadas por sua própria idolatria e criminalidade. Hoje, as pragas do Apocalipse são mais especificamente as calamidades provocadas pela destruição ecológica, pelo armamentismo, pelo consumismo irracional, pela lógica idólatra do mercado, pelo uso irracional da técnica e dos recursos naturais”.  Para  os profetas atuais  ditas pragas devem ser lidas em sentido literal e se referem ao “batismo de fogo” por que o mundo deverá passar, quando será destruído o Reino do Anticristo, assim como tudo o que foi por ele contaminado.

Sexta parte: de 17,1 até 19,10. A cidade das sete colinas.  Visão profética da história..  É o Julgamento de Babilônia (=Roma) (cap17), a sua destruição (cap 18) e a celebração litúrgica da sua queda(cap.19). Para os profetas atuais, Babilônia (Roma) se aliará ao  Anticristo. Esta profecia é representada pela prostituta Roma cavalgando a Besta e percorrendo o mundo, versando o sangue dos santos e dos profetas. Quando a Grande Prostituta é derrubada pela Besta, esta toma conta sozinha do mundo.

Sétima parte: de 19,11 até 22,5. Os sete triunfos. É a visão apocalíptica do futuro. É o Juízo do mundo. 1ºTriunfo: o combate escatológico (19,11-21);  2º O Reino Messiânico de mil anos (20,1-6); 

3º O segundo combate escatológico (20,7-10);  4º Ressurreição universal e juízo final (20,7-15);  5º A Jerusalém Celeste (21,1-8);    As núpcias do Cordeiro (21,9-27);   7° O reino Eterno.

 

3) Estrutura literária. A construção literária do Apocalipse é concêntrica, agrupando-se o todo ao redor da quarta parte, com seus sete personagens fundamentais. Estão relacionadas e formam uma espécie de unidade e continuação: o prólogo e o epílogo,  a 1ª e a 7ª parte,   a 2ª e a 6ª,   a 3ª e a 5ª

 

 Prólogo ( introdução)

                   

      1ª parte:  Cartas às sete igrejas                          

          visão   

                                    2ª parte:  desvelamento dos sete selos     

           histórica                visão

                                                                                 3ª parte:  as sete trombetas

            do                         profética                              as pragas

                                                                                     que lembram            4 ª parte central: sete perso-

          presente                      da                                    o Êxodo                          nagens ou sete cabaças

                                                                                      e o Faraó                        do Dragão e da Besta.      

          e  do                      história                              5ªparte:  as sete taças e o batismo de fogo          

                           

         futuro                 6ª parte: destruição de Roma e do Reino do Anticristo

                                    

       7ª parte:  Os sete triunfos

 
 Epílogo (conclusão)

 

 

4) Os  sete  personagens da parte central  do Apocalipse (de 11,1 até 15,4).

 

1º e 2º personagem: As duas testemunhas. No Capítulo 11 fala-se de duas testemunhas ou profetas, que pregam em Jerusalém ( a Igreja), vestidas de sacos (=pregando a conversão e a penitência), enquanto João mede o templo, pois, como profeta, o deverá reconstruir, dado que os apóstatas se apoderaram dele por três anos e meio ( o tempo do Anticristo) e o profanarão. As duas testemunhas profetizam e avisam com grandes  poderes. “Estes são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do coração do Senhor da terra”.  Quando terminam de profetizar, o Anticristo mata os dois profetas e os ímpios festejam o silêncio deles. Mas quando ressuscitam e sobem ao céu, toca a sétima trombeta e é proclamado solenemente o fim do reino do maligno e o início do reinado de Cristo (11,15).

         Este é um trecho difícil. A explicação mais comum, dada até agora, é que as duas testemunhas representam todos os profetas, que no fim dos tempos serão sacrificados pelo Anticristo.

          Vassula, em “A Verdadeira Vida em Deus”, recebeu de Jesus uma explicação, que eu resumo assim: os dois profetas são os Sagrados Corações de Jesus e de Maria, que nestes últimos tempos estão aparecendo em muitos lugares e estão enviando mensagens por meio de muitos profetas. De fato hoje um grande número de profetas, no mundo inteiro, estão alertando que estamos no iminência da volta de Cristo Glorioso, que o Papa está como prisioneiro no Vaticano, que a apostasia se está alastrando dentro e na cúpula da Igreja, que a natureza e o cosmo se estão revoltando contra a humanidade e que bem  cedo vão aparecer os sinais (Guerras, terremotos, fome etc) preditos pela Bíblia; todo isso avisa a vinda do Anticristo.

         Segundo a confidente Silvia Maria, de Ribeirão Preto, em 04/12/01,  a duração dos Últimos Tempos será de nove meses: ”A vossa gestação será de nove meses”. (Linguagem simbólica ou literal  estrita?),  a partir do afastamento de João Paulo II, até a derrota do Anticristo; durante este tempo os profetas não receberão mais mensagens e o céu ficará desligado da terra. Os fiéis poderão se salvar nesses dias “terríveis e tenebrosos” da grande tribulação e da opressão do Anticristo através  das seguintes condições: união em comunidades (refúgios), partilha dos bens a ser começada já  e  ajuda da Providência que será milagrosa. Tudo isto se combina  com o assassinato das duas testemunhas, seguida do silêncio de todos os profetas.

         3º e 4º personagem: O Dragão e a Mulher (cap.12).  O dragão é Satanás, que persegue a Mulher (= povo de Deus) no céu, onde é derrotado por Miguel e seus anjos. O dragão então desce na terra, mas é derrotado pelo poder espiritual dos mártires, que se tornaram poderosos pelo sangue do Cordeiro. A Mulher foge para o deserto, lugar onde o povo de Deus, no V.T., conquistou sua liberdade. A Mulher gera no deserto a nova humanidade. No deserto pode-se ver arcas e refúgios, onde os cristãos se previnem contra o domínio do dragão.

         personagem: a 1ª besta que surge do mar, símbolo do caos, tem o poder e a autoridade de Satanás. É o poder político dos Impérios. Nos tempos antigos esta besta preta era vista como símbolo do Império Romano, que perseguia os cristãos. Ao longo da história nesta besta os cristãos viram Átila, rei dos hunos; o Islã, que avançava sobre a cristandade; o Império Turco; Napoleão; a URSS ; etc. Os profetas atuais, sobretudo o Pe. Gobbi e  Vassula, vêem nela o símbolo da Maçonaria. Ver Pe. Gobbi, pag. 684 e ss. A besta, ferida de morte, sugere que os Impérios vão terminar.

         personagem: a 2ª besta, disfarçada de cordeiro, nasce da terra; é o falso profeta, o poder religioso-culturale. Simbolizava a estrutura ideológica  do Império Romano, com a sua filosofia, arte, direito e cultura. O falso profeta organiza a adoração idolátrica da 1ª besta e manda adorar a sua imagem; esta imagem parece ser a moeda do Império, que possuía impressa a cabeça e o nome do imperador com traços divinos, que os cristãos não podiam admitir. O número da besta era 666, que na cultura hebraica era sinal de imperfeição e de fracasso. Com isso o autor do Apocalipse dava aos cristãos razões para resistir  aos perseguidores.

         O Número 666 podia significar, em hebraico, também: “Cezar Nero”

A maioria dos profetas atuais afirmam receber de Jesus a seguinte explicação: que o falso profeta é o Anticristo e que a marcação que ele fará dos seus seguidores será um “chip”que o governo mundial colocará em todos os seus seguidores, substituindo documentos e dinheiro e manipulando a liberdade. Aceitar o “chip”  equivalerá a entregar a própria alma ao diabo.

         personagem:  o Cordeiro.  O capítulo 14 do Apocalipse fala do Cordeiro, Jesus Cristo, circundado de seus seguidores, já marcados com o seu nome e com o nome do Pai (7,4; 12,2), sentado em Sion, o trono de Deus. Os seguidores cantam a libertação do povo de Deus. A virgindade e a integridade dos seguidores são símbolo da rejeição à idolatria, condição para participar às núpcias do Cordeiro, que acontecem em Apoc.19,9 e em 21,2.  Os anjos (talvez junto com os fiéis) fazem a última pregação  às nações pagãs (14,6-13), convidando à conversão, à adoração do Cordeiro e ameaçando o julgamento. Logo em seguida é anunciado o julgamento das nações pagãs (14,14-20), (a não ser confundido com o julgamento final).

 

                    

 

VI      A  GRANDE  TRIBULAÇÃO

 

Bíblia. Mateus, 24,21-22 “Pois naquele tempo haverá uma grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais. E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma vida se salvaria. Mas por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados.” Desta grande tribulação na Bíblia se fala oito vezes.

A grande tribulação precede e prepara a vinda de Cristo na glória. Ele mesmo disse que ninguém sabe o tempo; mas diversas vezes deu os sinais. Mateus(24) e Lucas(21) falam de guerras, fome, terremotos, perseguições, crescimento da iniqüidade, falsos profetas e o iníquo se sentar no lugar sagrado etc. Paulo Apóstolo coloca o triunfo da apostasia (2Tess,2) como sinal.

O Evangelista Marcos (13), aos apóstolos que perguntam sobre a destruição do templo, responde falando só do Fim dos Tempos e da volta de Cristo. Porque ? O Pe. James Fannam responde:      “É provável que Jesus, por templo, entendesse simbolicamente também as Igrejas-templos dos nossos dias”, que serão destruídas no tempo do Anticristo.(Revista ‘Anunciai a Boa Nova’ Nº167, pág. 73)

Segundo os profetas atuais, o primeiro sinal do Fim dos Tempos é a derrubada daquele que impede o triunfo da apostasia, isto é, do papa João Paulo II. A escolha do sucessor será nula e este será um antipapa. A maioria seguirá o papa da apostasia, que  não pertencerá mais à verdadeira Igreja. Os profetas recebem mensagens com uma lista de acontecimentos, a partir do afastamento de João

Paulo II, como, por exemplo:

a) Crise econômica mundial: quebra das bolsas de valores, desemprego em massa, fome, etc.

b) Crise religiosa, causada por falso ecumenismo, com queda de dogmas e tradições, na parte da Igreja que aderiu à apostasia.

c) Crise ecológica. O cosmo e a natureza entrarão em espasmos como conseqüência de terem sido submetidos à exploração demoníaca pelo homem, com terríveis frios e calores.

d) Crise política, com guerras, também nucleares.

e) Solução falsamente milagrosa dos problemas por um personagem demoníaco, chamado Anticristo, que chegará a sentar-se no lugar de Deus e ser adorado como tal.

f) A derrubada do Anticristo acontecerá pelas sete taças de pragas sobre ele e seus seguidores.

g) É neste ponto que se realizará a Parusia ou vinda Gloriosa de Cristo.

         A grande tribulação é todo o conjunto desses desastres. Nós dividimos a grande tribulação em quatro partes, isto é: 1) o aviso; 2) a revolta do cosmo; 3) o Anticristo; 4) a destruição do reino do Anticristo.  As quatro partes, porém, não são sucessivas, mas sim quatro aspectos da mesma grande tribulação, dividida assim por finalidade didatica. As fontes informativas que nós procuraremos somar e organizar são três: a) a Bíblia,  b) os grandes videntes da história da Igreja  e  c)  os profetas atuais.

 

 

1º aspecto da grande tribulação: O   AVISO

Segundo diversos profetas, o início da grande tribulação esta contida na abertura do 6º selo do Apocalipse, cap.6,12,  e se dará com a chegada sobre a terra de um corpo celeste gasoso, de cor branca. Um cometa?  Segundo alguns, aparecerá em forma de cruz. Quando chegar na terra todo mundo deverá se retirar em casa, bem fechada, pois o gás será prejudicial à saúde.

          Neste ponto acontecerá um fenômeno extraordinário chamado ‘aviso’; Vassula o chama de ‘purificação’. O aviso será ao mesmo tempo uma grande graça e um terrível castigo para os pecadores. As profecias dizem que  o tempo e o movimento da criação ficarão parados e, num silêncio misterioso, Deus fará como que um juízo particular da vida de cada ser humano. Cada um conhecerá verdadeiramente a si mesmo e estará em condição de posicionar-se sobre os acontecimentos que estarão sobrevindo; terá a consciência iluminada pelo próprio Deus e poderá arrepender-se e converter-se; como poderá continuar na recusa de dobrar os joelhos na frente do Criador.  Diante de cada pessoa desfilarão as cenas da vida , quase assistindo a um filme auto-biográfico. Cada um apreciará seus pecados e o efeito danoso que estes causaram sobre o mundo e sobre os planos divinos. Será um curriculum de surpresas e descobertas mais que espantosas; alguns não suportarão a manifestação divina de tanta maldade e chegarão ao desespero, frente ao fiasco total da vida. Outros tentarão implorar misericórdia, mas não poderão por causa da parada e silêncio total do universo. Isto acontecerá para todas as criaturas humanas, de modo que depois cada um poderá acertar sua própria vida. Na biografia de alguns místicos se lê que passaram por esta experiência durante a vida e disseram que é uma coisa muito dolorosa.

         “O aviso terá por finalidade a correção da consciência do mundo. Será algo semelhante ao que aconteceu com o apóstolo Paulo, em Damasco, ao ser atingido em cheio pela luz de Deus. A deslumbrante luz de Cristo ressuscitado lhe deu a dimensão de seus pecados. A mesma graça concedida a Paulo penetrará em cada coração, num resplendor único e imprevisto. Crentes ou não, todos reconhecerão que Deus os tocou com seu infinito poder e sua misericórdia, com vistas à salvação eterna”. (O.Cesca, A Profetiza etc, pag.65). Uma mística vivente, que passou por isto, chama o aviso “dor da luz”.

          Vassula, em ‘A Verdadeira Vida em Deus’, Vol.V, pag.172, diz: “...tendes recusado a acreditar no Meu tempo de Misericórdia e tendes proibido à Minha Voz que se difunda, através dos Meus porta-vozes ( profetas), para advertir e salvar as minhas criaturas, vós morrereis igualmente, com os perversos. Quando chegar a Hora das Trevas, Eu vos mostrarei o vosso próprio íntimo; apresentar-vos-ei a vossa alma, em todos os seus aspectos; e, quando virdes a vossa alma, negra como o carvão, não apenas sentireis uma angústia como nunca, mas uma dor atroz, batereis no peito, dizendo que a vossa própria negritude é de um tamanho bem maior que as trevas que vos rodeiam...”.

        

2º aspecto da grande tribulação: A revolta da natureza.

 

Segundo os profetas atuais, ao avistar o cometa no céu se devem contar sete dias. Durante este tempo Jesus pede de fechar bem a casa e tapar todas as fissuras, por causa do gás, e de preparar velas bentas pois haverá dias de escuridão, ( não  confundir com os famosos três dias de trevas, que virão bem no fim, na destruição do Anticristo). O núcleo do cometa baterá no mar e deslocará o eixo terrestre, causando terremotos destruidores e tempestades furiosas no mundo inteiro, maremotos etc. Estourarão os depósitos de combustíveis causando grandes incêndios. Até cidades pegarão em chamas. Tudo isto por uma semana.

Segundo os confidentes (sobretudo JNSR), depois disso haverá um período de grande confusão ecológica e de pragas. Sobretudo calor e secas terríveis.

Segundo Lucas 21,25-26 “ Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e na terra as nações estarão em angústia, inquietas pelo bramido do mar e das ondas; os homens desfalecerão de medo na expectativa do que acontecerá ao mundo habitado, pois os poderes dos céus serão abalados”.

Segundo o Apocalipse 6,12-17, após os mártires pedirem justiça, João conta o início do dia de Jahvé, isto é, da justiça divina. “ Vi quando ele abriu o sexto selo: houve um grande terremoto; o sol tornou-se negro como um saco de crina, e a lua inteira como sangue; as estrelas do céu se precipitaram sobre a terra, como a figueira que deixa cair seus frutos ainda verdes ao ser agitada por um forte vento; o céu afastou-se, como um livro que é enrolado; as montanhas todas e as ilhas foram removidas do seu lugar; os reis da terra, os magnatas, os capitães, os ricos e os poderosos, todos, escravos e homens livres, esconderam-se nas cavernas e pelos rochedos das montanhas, dizendo aos montes e às pedras: ’Desmoronai sobre nós e escondei-nos da face daquele que está sentado no trono e da ira do Cordeiro, pois chegou o Grande Dia da sua Ira, e quem poderá ficar de pé ?’.”

        

3º aspecto da grande tribulação: o Anticristo.

 

Não obstante as preditas tribulações, os ímpios não aceitarão dobrar-se e aceitar a lei de Deus. Um personagem misterioso, a 2ª besta do Apocalipse ou Anticristo, conseguirá instaurar um governo mundial e restaurar o mundo abalado com realizações fabulosas e pretensamente milagrosas. Se unirá ao antipapa e levará a falsa igreja para a apostasia total, até a abolição da Eucaristia nos três sentidos tradicionais de: a) Presença real, b) Alimento espiritual, c)Sacrifício da Nova Aliança. A Igreja verdadeira estará reduzida a um “resto” e perseguida.

         A tribulação maior para os católicos fiéis será escolher entre duas opções: a primeira será aderir ao Anticristo, aceitando a sua marca, isto é, o novo tipo de sociedade que ele imporá à força. Esta aceitação incluirá a perda da liberdade e da salvação eterna. A outra opção será perder todos os direitos, como emprego, aposentadoria, propriedades, órgãos públicos, etc. O dinheiro será abolido e substituído pelo “chip”; recusar o Anticristo significará tornar-se um miserável, um carente, um pedinte.

         Jesus se moveu à compaixão e está oferecendo um meio de se escapar: preparar Arcas e Refúgios, que ele mesmo protegerá. Neles se cultivará a oração, a pobreza, o trabalho e a igualdade dos primeiros cristãos. Em Apoc.7,3: os justos serão protegidos na grande tribulação e serão marcados com um sinal divino.

 

         4º aspecto da grande tribulação: as sete taças e o batismo de fogo. (Apoc. Cap.14 - 15 - 16)

 

a) O capítulo 14 do Apocalipse trata do Cordeiro (=Jesus Cristo) que

         ―prepara a celebração da sua vitória (14,1-5)

         ―manda seus mensageiros anunciar ao mundo inteiro a salvação e o julgamento (14,6-13),

         ―realiza o julgamento das nações pagãs (=ceifa e vindima) (14,14-20)

         ―e  celebra a vitória com uma liturgia divina (15,1-4).

b) A grande tribulação a encontramos na 2ª parte do cap.15 e no 16, dedicados à destruição do reino do Anticristo pelos sete anjos, que derramam sobre os ímpios as sete  taças do furor de Deus. Destas sete taças, a mais  terrível parece o fogo que abrasará a terra, destruirá e purificará toda obra e pessoa que tiveram influência demoníaca. Alguns profetas chamam tudo isso batismo de fogo.

 

c) Nesta destruição da apostasia e do reino do Anticristo, uma parte importante é operada pelo Espírito Santo através dos seus profetas; fenômeno,  este, que já começou, pois o Espírito Santo se está manifestando de modo sempre mais poderoso. Submeter-se desde já às mensagens dos profetas é começar a própria purificação e livrar-se do fogo abrasador. É o chamado  Segundo Pentecostes.

 

d) Vassula, no volume V, pág. 168 e seguintes, recebeu a seguinte mensagem de Jesus sobre este assunto em 23/12/1993:   “Escutai e compreendei: Eu disse que virei reunir as nações de todas as línguas. Muito de vós perguntais: ‘quando é que tudo isto deverá acontecer e qual será o sinal da Vossa vinda?’ Já vos tinha prevenido: quando virdes a desastrosa abominação de que fala o profeta Daniel, instalada no Lugar Santo, isto é, no Meu Santuário, Meu Lugar de Residência, quando virdes esse Rebelde a pretender ser bem maior que tudo quanto os homens chamam “deus”, bem maior que tudo quanto é venerado, e que ele mesmo se entroniza no Meu Santuário, pretendendo ser Deus, sabei que era este um sinal precursor, dado antes do sinal do Filho do Homem que agora aparece no céu para vos salvar. Levantai vossas cabeças e procurai, no céu, a minha Mãe Celeste. Ficai de pé, mantende as vossas cabeças erguidas, porque a vossa libertação está mesmo ao alcance da mão. Como é possível que o Meu Espírito Santo não consiga já ser percebido por tantos de vós? .....

Santificai-vos e purificai-vos, para entrardes no Jardim que é o Meu  Reino.  Eu Mesmo vos dou hoje, no céu, esse sinal do Meu Espírito Santo; ele enche o mundo inteiro e renova todas as coisas, manifestando a Sua força de um canto ao outro da terra e, apesar disso, muitos de vós desconfiais da Minha Misericórdia e arriscai-vos a dizer: “Onde estão os sinais de Deus? Não há sinal algum do Filho do Homem que apareça no céu, para nos provar que a salvação está às nossas portas”.  E ponde-vos, então, a espiar os ungidos do Meu Espírito ( os profetas), uma vez que eles vos provocam e se opõem à vossa maneira de pensar! Sim, já só a sua vista acaba por ser penível ao vosso espírito. Ah! E a raiz da vossa própria compreensão decompõe-se .... Eu Próprio vo-lo digo: os ungidos do Meu Espírito Santo podem parecer-vos frágeis, mas estão bem enraizados em mim...

Eu venho restaurar a Minha Casa. Eu venho renovar-te, geração. Revelo-vos, a todos, o Meu Santo Rosto, para vos salvar. Oh!  Tu que ainda hesitas, vem; Eu Mesmo te digo: desde o princípio que te não falo obscuramente e tais coisas chegaram a seu tempo.”

Concluímos este capítulo com o que disse Jesus a Vassula sobre a grande tribulação. As seguintes palavras são tão duras, que parecem inaceitáveis, mas alertamos que pertencem ao estilo profético-escatológico, comuns no V.T. e também na literatura hebraica, como Jesus mesmo demonstrou quando expulsou os vendilhões do templo e quando  cobriu de impropérios fariseus e sacerdotes (raça de víboras, etc...). Quem tem  ouvidos delicados faça a  menos de ler o seguinte trecho.

“O sexto selo está prestes a ser aberto  (Apoc 6,12) e vós sereis todos mergulhados na escuridão e não haverá mais qualquer iluminação, pois o fumo, saindo do Abismo, será como o fumo de uma grande fornalha que escurecerá  o sol e a atmosfera. E, pela Minha Taça de Justiça, far-vos-ei semelhantes a serpentes e víboras. Eu far-vos-ei caminhar sobre o vosso próprio ventre e comer o pó, nesses dias de escuridão. Eu Mesmo vos esmagarei  contra o solo, para vos lembrar que não sois melhores que as cobras... Sufocar-vos-ei e asfixiar-vos-ei nos vossos pecados (N.B.= o Aviso!).  Na Minha Ira, Eu Mesmo vos esmagarei; no Meu Furor, calcar-vos-ei aos pés! Vedes?  Os Meus quatro Anjos estão agora em ansiedade, ao redor do Meu Trono, na expectativa das Minhas ordens. Quando ouvirdes o ruído do trovão e o clarão do relâmpago (N.B. Choque com o cometa ?), sabei que é chegada a hora da Minha Justiça. A Terra será sacudida e, como estrela cadente, vacilará nos seus próprios fundamentos, removendo do seu lugar montanhas e ilhas. Serão aniquiladas nações inteiras. O céu retirar-se-á, como algo que se enrola, como tu própria o viste, na tua visão, Minha filha. Uma grande agonia atingirá todos os habitantes da terra e ai dos incrédulos” (Vol. IX, pag 36).

Ler: Laerte, 20/03/03

 

 

VII       A   PARUSIA

 

A palavra parusia significa Volta ou Chegada (de Cristo na glória);  Mas o significado original da palavra é  presença..

1) Os Evangelhos  sinóticos ( Mt+Mc+Lc) , as duas cartas aos Tessalonicenses e também o Apocalipse (14,14), falando da parusia,  apresentam o Cristo-que-volta com o seguinte cenário:“um semelhante ao Filho do Homem, sentado nas nuvens do céu, com grande poder e majestade”, etc.

 

2) Em outros textos a vinda de Cristo é tratada sem cenário; e a palavra parusia (ou palavra  equivalente), além de significar chegada, significa também presença ou permanência de Cristo.

Exemplos: 2 Pedro 1,16-17;  1Timóteo 6,14-19;  2Timóteo 1,10; Romanos 8,18-23.

 Em Atos dos Apóstolos 1,11, dois anjos avisam, na hora da ascensão de Jesus: “Este Jesus, que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”. Notar: voltará do mesmo modo (sem cenário); neste e noutros textos se subentende que Jesus é ressuscitado, portanto em estado glorioso.

        

3) Na 2ª carta aos Tessalonicenses 1,7 o Cristo voltará “no meio de uma chama ardente”.

       

4) O Apocalipse apresenta outra forma de parusia, em Apoc. 19,11-21: O Verbo de Deus vem em cavalo branco, chefiando um exército celeste e destruindo com suas espadas todos os inimigos de Deus, captura as duas bestas  e o grande Dragão, para fechá-los no inferno.

 Texto. Depois da profecia  e  da destruição de Roma e da celebração da sua queda (=Cap.17, 18 e 19), o Apocalipse passa a falar da Parusia de Cristo:

           (11) Vi então o céu aberto: eis que apareceu um cavalo branco, cujo montador se chama “Fiel” e “Verdadeiro”; ele julga e combate com justiça.(As palavras em  Itálico, estas como as seguintes, são citações ou cópias de textos proféticos do Velho Testamento, todas referentes ao extermínio dos inimigos deDeus e da Igreja, no Fim dos  Tempos).  (12) Seus olhos são chama de fogo; sobre sua cabeça há muitos diademas, e traz escrito um nome que ninguém conhece, exceto ele; (13) veste um manto embebido de sangue, e o nome com que é chamado é Verbo de Deus. (14) Os exércitos do céu acompanham-no em cavalos brancos, vestidos com linho de brancura resplandecente. (15) Da sua boca sai uma espada afiada para com ela ferir as nações. Ele é quem as apascentará com um cetro de ferro (Cristo como Rei-Messias).  Ele é quem pisa o lagar do vinho do furor da ira de Deus, o Todo poderoso. (16) Um nome está escrito sobre seu manto e sobre sua coxa: Rei dos reis e Senhor dos senhores.

(17) Vi depois um anjo que , de pé no sol, gritou em alta voz a todas as aves ( corvos e urubus) que voavam no meio do céu: “Vinde, reuni-vos para o grande banquete de Deus, (18) para comer carnes de reis, carnes de capitães, carnes de poderosos, carnes de cavalos e cavaleiros, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes.”

(19) Vi então a Besta reunida com os reis da terra e seus exércitos para guerrear contra o Cavaleiro e seu exército. (20) A Besta, porém, foi capturada juntamente com o falso profeta (= 2ª Besta) , o qual, em presença da Besta, tinha realizado sinais com que seduzira os que haviam recebido a marca da Besta e adorado a sua imagem: ambos foram lançados vivos no lago do fogo, que arde com enxofre. (21) Os outros foram mortos pela espada que saía da boca do Cavaleiro. E as aves todas se fartaram com suas carnes.”

        

5) É importante notar que a linguagem da nuvem ( nº1) e fogo (nº2), que sustentariam o Cristo na parusia, é,  na língua hebráica, uma expressão corriqueira, mais ou menos como no Brasil “cachorro quente”  ou “descascar  abacaxí”. Nestas expressões o sentido é bem diferente da soma das palavras. Todas as teofanias bíblicas (=aparições de Deus)   acontecem no meio de nuvens e fogo, que, portanto, mais que realidades, são metáforas da presença de Deus. Basta lembrar Moisés no monte Horeb e no monte Sinai. A frase das “nuvens do céu”  foi popularizada pelo profeta Daniel (7,13) e reproduzida na literatura apocalíptica, muito lida na Palestina ao tempo de Cristo.

Isto que dizemos das “nuvens do céu” vale  também para as outras expressões, como aquela do Cristo que voltaria num “cavalo branco”(nº4).  Portanto não podemos dizer com certeza em que forma Jesus Cristo  voltará. A volta de Cristo “na glória”  tem as seguintes certezas:  a) Que ele voltará com o corpo ressuscitado, portanto em estado glorioso; b) Que acontecerá de modo adequado ao Messias vitorioso, c) e de modo totalmente  diferente da  primeira vinda, quando  manifestou-se na humildade de Belém, na carpintaria de Nazaré  e  no madeiro da cruz.

 

6) A maioria do clero atual e da catequese juntam parusia com fim do mundo como dois eventos contínuos, um seguido pelo outro. Esta posição do clero se deve ao “Catecismo da Igreja Católica” (nº677), que parece sugerir a fusão de dois eventos bíblicos. Mas nós sabemos que estes dois assuntos são de livre interpretação, pois não existe documento oficial que defina aquela crença.

Ao contrário, S.Bernardo acha que, além da primeira vinda de Cristo na humildade e da última vinda gloriosa, existe a sua presença durante o Reino Messiânico de mil anos. S. Bernardo chama esta presença de Cristo na era messiânica de “vinda intermédia”, como também fazem alguns autores modernos e diversos  profetas atuais, como Lúcia de Fátima.

 

Conclusão: Nós preferimos estar com a Igreja antiga. Mais que vinda intermédia, a parusia pode não ser classificada “estritamente” como  nova vinda  mas como coroamento ou complemento natural da vida terrena de Jesus dentro da história. De fato Jesus Cristo não terminou sua vida terrena nem a sua missão, que são a mesma coisa;  pois a sua vida foi abruptamente interrompida, antes de chegar à sua fase final e sem alcançar os objetivos estabelecidos pelo Pai, isto é, realizar o Reino Messiânico, profetizado no Velho Testamento. Esta solução é sugerida por Lucas, quando narra a ascensão de Jesus Cristo, no início dos Atos dos Apóstolos.  Assim a palavra parusia volta ao seu significado original de  presença ou permanença  de Cristo.

Esta proposta  supõe a separação entre parusia e fim do mundo como dois fatos absolutamente separados e distantes, como veremos no próximo capítulo.

 

 

FASES  DA  VIDA  DE  JESUS  CRISTO

                                                                                              Vinda Final

1ª Vinda                                                              Parusia             fim do tempo = fim do mundo                                                                        

Caixa de texto: Morte e ressurreriç ão Caixa de texto: Natal  

 

Vida terrena de  Jesus Cristo

      Interrupção

             da vida  terrena                   

           (=história da Igreja)

Reino

Messiânico

com a presença do Messias Ressuscitado

 Ressurreição dos mortos

Juízo final

Novo céu e nova terra

Jerusalém celeste

 

 

VIII   Hipótese  do  Reino  Messiânico 

 

1) O Milênio  é  um período de tempo colocado entre o Fim dos Tempos e o Fim do Mundo. Diversas vezes o livro do Apocalipse diz que esse período duraria mil anos, durante os quais Cristo Glorioso reinaria com os Justos; contudo não se pode dizer com certeza que os mil anos do Apocalipse correspondam aos nossos conceitos. Na linguagem hebraica os números eram menos técnicos e mais simbólicos, especialmente os números 3, 7, 12, 40, e 1000, cada um dos quais tinha significados diferentes dos nossos. O número mil, por exemplo, equivalia a multidão. Uma multidão de pessoas era sempre de mil, seja  fossem 500, seja que fossem dois mil. Isto na linguagem popular.

 

  2) Na Igreja antiga, era majoritária a crença neste Reino Messiânico, colocado após a derrota do Anticristo.  O afirmam os escritos de S. Papias, discípulo do autor do Apocalipse, da Didaqué, de S. Justino, S. Ireneu, S.Metódio, Santo Ambrósio, etc. Também na Idade Média, famosos santos e videntes deram ao milênio o sentido literal, como S.Bernardo, Santa Catarina de Sena, Santa Brígida, Santa Hildegarda, Santa Gertrude, etc.

Sendo que uma série de escritores inventaram deformações de natureza política e materialista, a Igreja condenou estas “doutrinas milenaristas”. Exemplos de Milenarismo condenado: Jesus Cristo chefe (ou Rei) do mundo em sentido político; ou a cristandade transformada em Reino Messiânico; ou um reino onde só se banquetearia e se gozaria a vida em sentido nada virtuoso etc. Nós, junto com a Igreja, não aceitamos as doutrinas milenaristas, como manda “O Catecismo da Igreja Católica”, Nº 675-676. Todavia com o Cardeal Ratzinger (Revista Il Segno, Nº 30, pág10)  afirmamos que o problema do milênio se encontra em discussão e, portanto, se pode aceitar, sem a pretensão de ensinar essa hipótese  como se fosse doutrina oficial da Igreja. Não se pode confundir a verdade do milênio, claramente ensinada na Bíblia e na tradição, com uma explicação herética dessa verdade.

 

3) Apocalipse, capítulo 20.  Apresentação.

Depois do julgamento de Babilônia (= Roma, cap.17), das profecias contra ela e da sua destruição  (capítulo 18); depois da celebração celeste pela queda da grande meretriz (capítulo 19), o Apocalipse fala do extermínio das nações inimigas de Deus, na segunda parte do mesmo capítulo 19.

         Vencidos os inimigos, fechados no inferno, o Messias instala o seu reino que nós chamamos Reino Messiânico, com a duração de mil anos, no capítulo 20. Será uma espécie de Paraiso Terrestre restaurado. Para administrar e dirigir este Reino, o Messias realiza uma primeira e pequena ressurreição, reservada aos mártires.

         Depois de cumprido o prazo de mil anos, haverá aquele evento que se costuma chamar Fim do Mundo atual ou início do Mundo Novo, isto é: a) a condenação de Satanás e dos seus seguidores;        b) a ressurreição dos mortos;  c) o juizo universal; d) a mudança cósmica (vers.11: “o céu e a terra fugiram, sem deixar vestígios”); e) a realização da Jerusalém Celeste; f) as núpcias do Cordeiro; g) a vida eterna.

         4) Texto do capítulo 20.

“(1)Vi, então, descer do Céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. 

(2) Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos. (3) Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. depois disso ele deve ser solto  por  pouco tempo.

         (4) Vi também tronos, sobre os quais se assentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a fera ou sua imagem, que não tinham recebido o seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma vida nova e reinaram com Cristo por mil anos.(5) Os outros mortos não tornaram à vida até que se completassem mil anos. Esta é a primeira ressurreição. (6) Feliz e santo é aquele que toma parte na primeira ressurreição! Sobre eles a segunda morte não tem poder, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo: reinarão com ele durante os mil anos.

         (7) Depois de se completarem mil anos, Satanás será solto da prisão. (8) Sairá dela para seduzir as nações dos quatro cantos da terra, (Gog e Magog), e reuni-las para o combate. Serão numerosas como areia do mar.   (Gog e Magog são personagens lendários. pertencentes ao povo cita, inimigos e invasores de Israel,  dos quais fala o profeta Ezequiel, Cap. 38-39;  se tornaram  símbolo da maldade,  como Judas Iscariotes para nós).

 (9) Subiram à superfície da terra, e cercaram o acampamento dos santos e a cidade querida. Mas desceu um fogo dos céus e as devorou. (10) O Demônio, sedutor delas, foi lançado num lago de fogo e de enxofre, onde já estavam a fera e o falso profeta, e onde serão atormentados, dia e noite, pelos séculos dos séculos.

        5) Interpretações possíveis.

a) Com a parusia de Cristo e sua intervenção contra o reino do Anticristo, a história do mundo continua, sendo um mundo renovado, onde Satanás foi preso e as obras, inspiradas nele, todas destruídas. Este mundo renovado será a continuação da humanidade, agora remida, o tão profetizado reino de amor, de justiça e de paz. Será a plenitude da história e a restauração do paraíso terrestre. As pessoas continuarão a nascer, crescer, envelhecer, etc.

b) Haverá finalmente o triunfo dos fracos, dos oprimidos, dos últimos e o mundo não sofrerá mais exploração, mentira, violência, dominação e pobreza. Será o mundo tão sonhado no Velho Testamento e no tempo da Igreja.

c) Será durante esse Reino que se realizará a restauração de Israel (Romanos, 11,25-26 e Atos 15,13-17), a unificação das Igrejas, o batismo dos pagãos já convertidos, isto é, se concluirá a Nova Evangelização, tão pregada por João Paulo II; todas coisas que já haviam começado no fim da grande tribulação, quando aconteceu o batismo de fogo e os justos receberam o Espírito Santo no Segundo Pentecostes.

d) É difícil saber como será a condição humana durante este milênio quanto à morte, à doença e ao sofrimento. Pode ser que o sofrimento não exista mais; que a doença seja sempre superável; que a morte seja uma passagem sem luto e sem decomposição, como foi a morte de Maria, assunta ao céu.

e) Alguns profetas atuais recebem mensagens onde se afirma que será restaurada e respeitada a natureza; e que as invenções humanas que tornam a vida artificial serão destruídas, sendo de origem demoníaca.

f) Quando se fala da primeira ressurreição, a dos mártires, se pode entender em sentido não físico, mas em sentido espiritual, como participação deles ao reino messiânico, para realizar o qual colaboraram com seu sangue.

g) O comentarista bíblico Pablo Richard, no seu famoso livro ‘O Apocalipse’fala assim do Milênio: “...podemos dizer que o Reino dos mil anos é a utopia de todos os que lutam contra a idolatria e a opressão dos impérios, de instaurar o Reino de Deus sobre a terra. É a esperança de uma comunidade que crê num Deus sobre a terra. È a esperança de uma comunidade que crê num Deus que faz justiça agora na história; um Deus que destrói os impérios e entrega o poder ao povo dos santos e dos mártires. É, em geral, a utopia dos pobres e dos oprimidos de que finalmente é possível pôr ordem neste mundo, restaurar a ordem do Deus criador e do Messias Jesus libertador. A utopia do Reino dos mil anos nada tem a ver com as visões destrutivas e horrorosas do fim do mundo. Não se trata de uma visão sobre o fim do mundo, mas sobre o Reino de Deus que põe fim neste mundo à idolatria e ao crime dos impérios. Tampouco trata-se de uma utopia passiva, pois parte essencial da utopia é a incorporação, ao Reino do Messias, dos mártires, dos santos, de todos os que não adoram a Besta nem a sua imagem e não aceitaram a sua marca. Não é tampouco uma utopia violenta e vingativa, pois os mártires ressuscitam para reinar como um povo de Sacerdotes de Deus e de Cristo: não são guerreiros, tampouco são uma elite de poder, pois trata-se do sacerdócio de todo o povo dos santos. É também uma utopia complexa: antes do reino dos mil anos, ter-se-á dado o juízo da Roma/Babilônia, que põe fim ao tempo presente (capítulo 18). Da mesma forma, antes do Reino, temos a manifestação gloriosa (parusia) de Jesus, que destrói a Besta, o falso profeta e os reis da terra fiéis à Besta (19,11-21). O Reino dos mil anos dá-se num contexto de derrota de Satanás: antes do Reino, Satanás é acorrentado e arremessado ao abismo (20,1-3); depois do Reino, Satanás é solto, sai para fazer a guerra aos santos e é aniquilado (20,7-10).

 Em seguida, depois do Reino dos mil anos, vem o aniquilamento da morte e do lugar dos mortos (20,11-15). Por último, temos a nova criação: o céu e a terra novos e a Nova Jerusalém.

 A utopia do Reino dos mil anos é uma utopia transcendente: está além de toda possibilidade e factibilidade humana, supõe a parusia de Jesus e a ressurreição corporal dos mártires. O fato de que seja uma utopia transcendente não significa que seja uma utopia a-histórica: o Reino dos mil anos está além da destruição da Babilônia e das Bestas na derrota de Satanás, entretanto, não está além da história; realiza-se nela e é parte da nossa história.....

Assim, pois, a utopia do Reino dos mil anos é transcendente, encontra-se além de toda factibilidade humana, entretanto, isto não justifica uma interpretação espiritualista e a-histórica de utopia. Como dissemos, a utopia está além da opressão e da morte, porém não além da história, realiza-se nela; é a etapa da história antes do juízo final. Também podemos dizer que a utopia é história, pois orienta a história presente; acha-se além de toda possibilidade humana, entretanto, orienta nossa ação e nosso pensamento humano numa determinada direção; a utopia é transcendente, porém nos faz viver realmente a história de uma maneira diferente.” (Pág.263-265).

 

 

IX ARGUMENTOS   A   FAVOR   DO  REINO  MESSIÂNICO

 

        Introdução.  A expectativa do Reino Messiânico é tão estruturada na Bíblia, que é um dos fios condutores de Velho como do Novo Testamento. Os Salmos, Isaías, Miquéias, Jeremias, Ageus, Zacaria; assim como toda a história política, recheada de falsos Messias; o processo do Sinédrio e de Pilatos contra Jesus....tudo isso demonstra que a Bíblia e Israel esperavam a instauração de um Reino divino-humano na terra, prometido por Jahvé desde a maldição à serpente no Éden.  Sem falar de todo o esforço de Jesus para dar a essa expectativa o sentido certo, menos material e mais místico.  Enfim foi por esse Reino que Jesus foi condenado e morreu, como proclama a placa INRI da sua condenação.

 Como se pode negar que todo o plano da salvação dos dois Testamentos convirjam rumo a um Reino terrestre sob a liderança do Messias glorioso e livre do poder de Satanás ?

 

1) Mateus 6, 9-10. No PAI NOSSO  se reza: “...venha a nós o Vosso Reino,  seja feita a Vossa vontade...” Qual Reino pedimos?  Certamente não pedimos o fim do mundo, porque, neste caso, a oração seria sem sentido. Certamente não é o mundo atual, que está nas mãos do maligno. Resta uma só possibilidade: o Reino que pedimos no Pai Nosso é aquele que se realizará na volta gloriosa de Cristo; é o Reino de Deus, expectativa de toda a História Sagrada; é o Reino profetizado no V.T., pregado por Jesus e pela Igreja. 

         Trata-se, pois, de um Reino em que os homens viverão em obediência à lei do Senhor(Vossa vontade).  Trata-se de um Reino que os homens não poderão realizar sem uma intervenção especial divina(Vosso Reino).  Trata-se de um Reino fruto da oração que não pode deixar de ser atendida, porque rezada pelo próprio Deus. Trata-se de um Reino, que pertence  à plenitude da história  (assim na terra, como no céu).

 

         2) Atos dos Apóstolos 1,4-11. No dia em que Jesus subiu ao céu, os apóstolos perguntaram se era então que Jesus restabeleceria o Reino do Israel (o Reino Messiânico). A resposta de seres celestes foi a seguinte: “Esse Jesus, que vos foi arrebatado para o céu, voltará da mesma maneira, como agora o vistes partir para o céu”, subentendendo a resposta adequada à pergunta: para restaurar o Reino de Israel.

         3) Epístola aos Romanos 8,19-23.  Paulo Apóstolo fala da natureza e do cosmo, que esperam ser libertados pela vinda de Cristo. Essa libertação se refere à maldição original, que castigou não só o gênero humano, mas toda a criação (ver Gênesis 3,17). Quer dizer que, com a volta de Cristo, toda a criação será transformada e liberada da influência demoníaca. Tudo isso supõe que a história humana continue depois da volta de Cristo. Se o mundo terminasse com a volta de Cristo (tirando a continuação dos mil anos) como aconteceria essa libertação do cosmo? Pois no fim do mundo o cosmo desaparecerá.

         4) Doutores da Igreja.

No Oficio Divino da 4ª semana de Advento se lê o sermão de São Bernardo (do século XII), que fala das vindas de Cristo. A 1ª vinda aconteceu “na carne e na fraqueza”; a “última vinda acontecerá em glória e majestade” para o julgamento final; mas S. Bernardo fala também duma “vinda intermédia em Espírito e Poder”. “Nela somente os escolhidos o verão dentro de si mesmos e as suas almas serão salvas”.  Esta  vinda intermédia  é a presença de Jesus  durante o Reino Messiânico.

S.Jerônimo (347-419), falando dos mil anos do Apocalipse, escreve que pessoalmente preferia uma interpretação alegórica.; mas afirma que muitos católicos do seu tempo interpretavam literalmente, como Reino de Cristo de mil anos.

         5) Os profetas atuais.

a) Laerte: (23/03/02). “Bem estarão os poucos que Me escutarem, quando eu voltar lhes trarei a coroa de bom servo, abraçarei cada um, com um abraço que humano nenhum conheceu, revestí-los-ei de pureza e lhes entregarei a Terra Prometida, a Nova Terra, o Paraíso e por mil anos viverão felizes na minha presença.”  (A mesma coisa, mais ou menos, Jesus repete em 24/02/03)

b) Vassula: Vol.XI. Na pág.66 Jesus afirma: “Quem nestes vossos dias, compreende plenamente o esplendor da Minha Cruz? Bem poucos a compreendem. E é por isso que Eu venho, através de ti, a instruir o mundo com paixão. Na Minha sede pelas almas e na Minha agonia por vê-los cair no fogo eterno, eu chamo cada um, neste mundo, à conversão e a preparar-se para o Meu glorioso Reinado do Reino sobre a terra, em que a Minha Divina Vontade passa a ser a essência da vossa vida quotidiana e a insígnia na vossa fronte”

c) Vassula,Vol. VI, pág. 161-163: depois de falar da apostasia e da grande tribulação, Jesus fala da sua volta: ”Esse dia virá, e mais depressa do que pensais. Eu Mesmo realizarei estas profecias, ainda na vossa vida .... Quando todas estas coisas tiverem passado, Eu reerguerei o Meu Sacrifício Perpétuo, no Lugar Santo, tal como Eu era, nos dias de outrora. Imediatamente depois, todas as nações e todos os habitantes da terra Me adorarão e Me reconhecerão como Cordeiro Sacrifical, no Sacrifício Perpétuo. O anátema será levantado (=as heresias do falso papa serão anuladas) e o Meu Sacrifício Perpétuo estará de novo no Seu Lugar Santo. A partir de então não mais haverá noite, porque a Minha presença brilhará em todos vós. Então, de novo, cada um virá a beber  o Meu Sangue e comer o Meu Corpo, reconhecendo o Meu Sacrifício. Cada um, a uma só voz e num só coração, Me servirá dia e noite, no Meu Santuário, e Eu derramarei a Minha Palavra em cada coração ... Eu prometo-vos que nunca mais a terra cairá numa tal angústia. De novo, Eu Mesmo derramarei sobre todos vós a Paz e a Segurança. E os olhos dos que vêem jamais serão fechados e os ouvidos dos que ouvem estarão sempre atentos. Escuta-Me, Minha filha; diz ao Meu povo que o vosso Salvador regressa e traz Consigo o troféu da vitória; o Seu Nome: Fiel e Verídico, Senhor dos Senhores e Rei dos Reis.” ( Expressões tiradas do Apocalipse 19,11=Parusia).

 Esta e  a seguinte leitura sustentam que a humanidade e a religião continuam depois da parusia.

d) Vassula,Vol. III, pág. 90: “Hoje, a Minha Igreja jaz em ruínas e numa terrível desordem; mas bem depressa virão dias em que todo o homem cumprirá a Minha Lei, para que desabrochem as Sementes do Amor que agora estou a semear no seu coração. Acolherão a Minha Lei no mais íntimo do seu coração .....Sim, os muros do Meu Santuário serão reconstruídos, pedaço a pedaço, pedra a pedra: tudo será reconstruído pelas Minhas próprias Mãos ....O Amor viverá no meio de vós e eu estarei rodeado pelos Meus, que Me louvam, Me glorificam, todos unidos sob o Meu Santo Nome; e a rebelião cessará e chegará ao seu fim. Desejo libertar-vos das mãos do Maligno, fortificando-vos na Minha Luz.”. 

e) Lúcia de Fátima. Após falar da primeira vinda de Cristo na humildade e da vinda final na glória, Nossa Senhora dá a Lúcia a seguinte mensagem: “Grita a todos os meus filhos, ó Lúcia, que, como já o repeti em muitas das minha aparições a almas Minhas prediletas, todas estas Minhas mensagens têm este único fim: despertar a fé e preparar a humanidade inteira para esta VINDA INTERMÉDIA de meu filho a este mundo presente” ( Conferir na revista portuguesa “Anunciai a Boa Nova” nº 166 página 48).

         f) Dozulé II

Jesus diz a Hernanda Navarro: “O meu regresso à terra é justamente para deter o que vós próprios desencadeastes. Não declaro guerra aos meus filhos, vós viveis dentro dela. Eu venho para destruir essa mesma guerra e o seu cortejo de morte. Venho aniquilar o mal e trazer a vida. Estais vivendo os últimos instantes de uma terra que se extingue por falta de amor"(11/07/1897).

"O céu está alegre...tudo terá de acontecer bem depressa. O Reino de Deus na terra está próximo. A paz, a alegria e o amor inundam todos os meus santos anjos" (18/12/1997),

 "Em breve estareis todos reunidos. Em breve, os rios cantarão minha alegria. Aguardai o meu regresso, muito próximo, porque, como vós, o Senhor anda impaciente para vos estreitar ao seu coração. Sim, o tumor está em vias de rebentar e dói ainda, mas não poderá resistir muito tempo...Toda a terra será curada para sempre" (11/03/1997).

"Deveis preparar-vos para viver a transformação da vossa terra, que irá renascer. Ela vai tomar a forma definitiva nas mãos do divino oleiro, para passar a ser a jóia de pureza que abrigará os filhos santos de santidade de Deus...A vossa terra será transformada, ela terá um novo nascimento divino. Hoje toda a criação chora por não viver como Deus lhe ordenara. É necessário que este mundo seja dado à luz uma vez mais por aquele que foi dado à luz neste mundo" (06/05/1997).

 "Esta terra espera a beleza, como vós também a desejais. É como a mãe ansiosa por dar à luz o filho que nela palpita, porque a minha terra quer dar-vos o melhor de si, e vós não a ouvis: ela grita o meu amor. Os vossos corações também vão gritar o meu amor. Todos os seres passarão a ser belos... Ireis finalmente viver a vida para a qual fostes criados" (07/06/1997).

 

 

6)  Oito  diferenças  entre  Milenaristas  e  Antimilenaristas antigos

 

                    MILENARISTAS

 

1)  Entre a parusia e o fim do mundo ha o Reino   Messiânico, prometido no V.T.

 

2)  O Reino Messiânico terá a presença de Cristo, que governará o mundo com a ajuda de mártires e santos, ressuscitados para esse fim.

 

3) O Reino de Deus começou após a ressurreição, tornando-se possível e como uma semente. Se tornará visível e triunfante só na parusia, quando se realizará o Reino Messiânico.

 

4) A conversão dos judeus e das nações acontecerá só depois da destruição do Anticristo, por uma intervenção de Cristo, que para isso estará presente (= parusia).

 

5) As profecias do V.T. se referem a um Reino Terrestre do Messias e à restauração de Israel  (Rom11,25-26).

 

6) Este mundo é reino de Satanás e a Igreja corre no perigo da apostasia, predita na escritura para antes da parusia.

 

7) Vocês antimilenaristas a) têm medo de interpretar literalmente as escrituras; b) pecam pelo triunfalismo pos-constantiniano e pela infidelidade à lei da cruz; c) não vêem o crescimento do reino de Satanás, levando o mundo e a Igreja  à  apostasia final.

 

8) Resposta: a) É medida disciplinar sobre ensino de teologia e não definição doutrinária.

 b) O Santo Ofício não condena o Reino Messiânico, que fica de livre crença.

c) Fica proibido ensinar o Reino Messiânico como doutrina “oficial” da Igreja, que neste assunto não tem uma doutrina definida.

 

              ANTIMILENARISTAS

 

1) A parusia é a volta de Cristo para o julgamento e para o fim do mundo.A esta verdade leva a crer o Catecismo da Igreja Católica, nº 677.

2) O Reino de Cristo já começou com a ressurreição de Cristo; e o Reino é a Igreja, guiada pelo Espírito Santo.

 

3) O Reino Messiânico é a Igreja Católica, que até a parusia conquistará o mundo, com a ajuda dos mártires e santos, espiritualmente  presentes.

 

 

4) A conversão dos judeus e das nações acontecerá ao natural, pelo crescimento progressivo da Igreja Católica, pela graça de Deus.

 

5) As profecias do V.T. se referem à Igreja, que substitui Israel como povo de Deus. Israel , como povo escolhido, terminou.

 

6) Este mundo é já Reino de Deus em que Satanás é paulatinamente vencido e recluso no inferno.

 

7) Vocês milenaristas pecam a) pela infantilidade de interpretar literalmente qualquer parte da escritura sem um mínimo de fantasia; b) pelo pessimismo e a incapacidade de vêr nos eventos históricos os avanços silenciosos de Deus; c) pela atitude mágica  de soluções milagreiras.

 

 

8) Um decreto do Santo Oficio, de 28/07/1944, aprovado pelo papa Pio XII, afirma (em latim) que “...systema milenarismi mitigati tuto docere não posse”, isto é, em potuguês: que “...a doutrina do milenarismo mitigado não se pode ensinar com segurança (ou sem perigo)”.

 

 

7) A meu ver, a crença  no Reino Messiânico revela  mais fidelidade à Bíblia, pela interpretação

literal, sempre  mais segura. De outro lado o milênio levanta problemas.  Eis alguns exemplos:

         Pergunta dos antimilenaristas: Durante o Reino Messiânico, que é terreno, deve haver a continuação da Igreja. Como é conciliável uma Igreja oficial, com a presença de Cristo e, ainda, com a presença de seus Santos?  Resposta dos adversários: No mesmo modo como Jesus se conciliou com os apóstolos durante os 40 dias depois da ressurreição.

         Como se combina  a restauração de Israel povo preferido com a autoridade da Igreja? Respondem os Milenaristas: Do mesmo modo como Jesus teria tratado o Sinédrio, se este tivesse aderido aos seus ensinamentos.

         Para os profeta do V.T. o Reino Messiânico residirá em Jerusalém; A Jerusalém terrena ou a Jerusalém celeste? Resposta: Jesus, que caminhou nas águas do mar, será que afundará num copo de água?.

 

        X --  O   FIM   DO   MUNDO

 

O Fim do Mundo atual consiste: 1) na ressurreição universal e no julgamento final, 2) no novo céu e nova terra e na Jerusalém Celeste, 3) nas núpcias do Cordeiro e 4) na Vida Eterna.  Para descrever estas últimas coisas faltam conceitos, símbolos e palavras adequadas, pois vamos nos enfrentar com assuntos que são totalmente estranhos a  qualquer idéia, imaginação e experiência do mundo atual.

1)   Ressurreição universal e julgamento final.

         Texto do Apocalipse cap. 20, vers.11-15.  (11) Vi, então, um grande trono branco, e Aquele que nele se assentava. Os céus e a terra fugiram de sua face, e já não se achou lugar para eles. (12) Vi os mortos, grandes e pequenos, de pé, diante do trono. Abriram-se livros, e ainda outro livro, que é o livro da vida. E os mortos foram julgados conforme o que estava escrito nesse livro, segundo as suas obras. (13) O mar restituiu os mortos que nele estavam. Do mesmo modo a morte e a morada subterrânea. Cada um foi julgado segundo suas obras. (14) A morte e a morada subterrânea foram lançadas no tanque de fogo. (15) Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo”. ( É a descrição do Juízo Universal, narrado de modo diferente em Mateus, cap. 25).

Texto de Mateus 24,30-31. “(30) Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem ( a cruz ?  ou  o próprio Cristo ?) e todas as tribus da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória ( a escrita itálica indica citação de profetas do V.T.) (31) Ele enviará os seus anjos que, ao som da grande trombeta, reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma extremidade  até a outra extremidade do céu”

Ler Mateus, cap 25, vers.31 até 46, onde Jesus fala do julgamento final.

        

2) A Jerusalém  Celeste.

 Apoc. 20,11: “Vi então um grande trono branco e aquele que estava sentado: a terra e o céu fugiram de sua presença e não deixaram vestígio.

Apoc. 21, 1-8: “(1)Vi então um céu novo e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existe. (2) E a cidade santa, a nova Jerusalém, eu a vi descendo do céu, de junto de Deus, preparada como uma esposa que se enfeitou para seu esposo.

(3) E ouví uma voz forte, vinda do trono, que dizia: Eis a morada de Deus com os homens. Ele habitará com eles. Eles serão seu povo e ele será o povo que está com eles. (4)Ele enxugará toda lágrima de seus olhos. Já não haverá morte. Não haverá mais luto, nem clamor, nem sofrimento, pois o mundo antigo desapareceu.  (5) E Aquele que está sentado no trono disse então: Eis que eu faço novas todas as coisas !  Depois disse: Escreve: estas palavras são certas e verídicas.

(6) Disse-me ainda: Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o começo e o fim.  A quem tem sede, darei a fonte da água da vida. (7) O vencedor receberá esta herança, e eu serei seu Deus e ele será meu filho.

(8) Quanto aos covardes, aos infiéis, aos depravados, aos assassinos,aos impudicos, aos magos, aos idólatras e a todos os mentirosos, o seu quinhão (recompensa) se encontra no lago ardente  de fogo e enxofre; é a segunda morte”.

3) As núpcias  do Cordeiro = Aliança definitiva de Deus com seu povo. A 1ª Aliança de Javé foi com Abraão, Jacó e Moisés, renovada mais vezes, sempre no sangue de sacrifícios; a 2ª Aliança foi no sangue de Cristo; a Aliança do Cordeiro com o povo dos remidos é definitiva, eterna e acontecerá na Jerusalém Celeste. Esta Aliança podemos considerá-la uma explicitação e coroamento da “Nova e eterna Aliança” que Jesus Cristo estipulou com o Pai em nome de toda a humanidade, por meio do seu sacrifício na cruz; aliança que se renova na eucaristia, ato supremo do culto a Deus.

A Bíblia, quando fala de Aliança entre Deus e o seu  povo, simboliza esta Aliança com o casamento.

 Promessa das núpcias: Apoc. cap 19,7-10. Eis o canto da multidão no céu, após a derrubada da “(2)Grande Prostituta (Roma), que corrompeu a terra com sua prostituição.....(7) Alegremo-nos, exultemos e demos glória a ele, porque estão para realizar-se ( no fim do mundo) as núpcias do Cordeiro. Sua esposa ( a Igreja, o Povo dos Santos ) se preparou: (8) foi-lhe dado vestir-se de linho resplandecente e puro, pois o linho representa as obras boas dos santos. (9) Um anjo me disse: Escreve! Felizes os convidados ao banquete das núpcias do Cordeiro!  Depois disse-me: Estas são as palavras do próprio Deus. (10) Caí então aos seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Não faça isso! Sou um companheiro de serviço, teu e dos teus irmãos, que guardam o testemunho de Jesus. É a Deus que deves adorar, pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.”

 Realização das núpcias: Apoc. 21,9 e seguintes  (9) Então veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias dos sete últimos flagelos, e disse-me: Vem, e mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.

(10) Ele arrebatou-me em espírito a uma grande e alta montanha, e mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus. (11) Ela brilhava com a própria glória de Deus. Seu esplendor era como de uma pedra preciosa, como pedra de jaspe cristalino. (12) Tinha espessas e altas muralhas. Tinha doze portas ....(14) As muralhas da cidade tinham doze fundamentos....(18) O material das muralhas era jaspe, etc...”   Aqui João dá uma longa lista de características e números da Jerusalém celeste: tudo simbólico.  Estes símbolos são tomados dos profetas do Velho Testamento, como se pode ver em: Isaías 61,10; 62,4-5;  e Oséias 1,2 e seg.; e 2,16. 

É importante o versículo 22  “Nenhum templo, porém, vi na cidade, porque seu templo é o Senhor, o Deus Todo-poderoso, bem como o Cordeiro”. (N.B. Em João 2,21 o corpo de Cristo é o único templo da era escatológica.)

        4) A vida Eterna.

Apoc 22,1-5:  “(1)Ele mostrou-me depois um rio de água da vida (N.B. = Gen 2,10 A vida é de origem divina), brilhante como cristal, que jorrava do trono de Deus e do Cordeiro, (2) No meio da praça da cidade e dos dois braços do rio, há uma árvore da vida (=Gen 2,9) que frutifica doze vezes. Cada mês ela dá seu fruto, e sua folhagem serve para cura das nações. (3) Não haverá mais maldição. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade e seus servos lhes prestarão culto: (4) verão sua face, (N.B. Ver a face de Deus = ser participante da divindade)   e seu nome estará sobre suas frontes. (5) Não haverá mais noite, ninguém  precisará da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque o Senhor Deus difundirá sobre eles a sua luz e reinarão pelos  séculos  dos  séculos.” 

 

5) Quatro diferenças entre Parusia  e  Fim do Mundo

 

                     Parusia

a) Está dentro da história e do mundo atual  remido.É a plenitude da história, pois nela a humanidade alcança seu objetivo final, por intervenção de Cristo.

 

b) A parusia será repentina e inesperada.

 

c)A parusia será precedida pela apostasia, pela grande tribulação e pelo governo do Anticristo.

 

d) A parusia consiste na destruição de toda obra demoníaca e na realização do Reino de Deus que Jesus veio começar e na parusia vai completar, incluindo a sua presença em estado glorioso.

 

                  Fim do Mundo.

a) Será o fim do tempo e, portanto, da história e do espaço físico deste mundo; e entrada na eternidade.

 

 

b) O Fim do Mundo é previsto e preparado.

 

c) Será precedido pela realização do Reino Messiânico e pela prisão eterna de Satanás.

 

d) O Fim do Mundo consiste na Ressurreição Universal e Juízo Final, nas núpcias do Cordeiro, na inauguração da Jerusalém celeste e na vida eterna.

 

        

 

XI    REFÚGIOS  E  TEOLOGIA                                

 

O Falso Profeta ( ou 2ª Besta, Apocalipse 13) representa a estrutura ideológica do Império Romano: seus sacerdotes, mestres, magistrados e escritores; seus cultos e celebrações, seu circo e teatro; seus desportos e olimpíadas; seu direito e sistema jurídico.  As imagens do  Império prendiam o cidadão com suas numerosas estátuas e moedas. E tudo isso estava a serviço da idolatria, que era total e institucional.

Como nós, hoje, falamos dos milagres da tecnologia, medicina, comunicações etc, assim o Império Romano fazia maravilhas; era considerado um verdadeiro milagre na engenharia das construções e da guerra, nas comunicações, nas artes e no direito. Mas sempre a serviço duma sociedade idolátrica.

Os cristãos daquele tempo, para salvar a sua fé, tinham que se retirar desse mundo idolátrico, evitando suas instituições. Em Apoc 13,15 o Falso Profeta constrói  uma imagem viva da 1ª besta, para todo mundo adorar: era o dinheiro, isto é a moeda com a imagem do imperador, representado com traços divinos. O dinheiro representava a força sobrenatural do Império, que esmagava todo o mundo conhecido a serviço de uma pequena classe. Os cristãos tinham que evitar até o dinheiro, além das festas, esportes, cultos e teatros que eram todos atos idolátricos.

Os cristãos eram  como uma gota de azeite dentro do Império. Eram apontados universalmente como inimigos do gênero humano, pois não participavam da vida sócio política, tinham reuniões secretas e comportamento diferente. A perseguição oficial tinha apoio do povo, sendo eles considerados responsáveis pelos castigos dos deuses. Por isso os maiores espetáculos eram abrilhantados com o sacrifício dos cristãos, pasto das feras.

João, autor do Apocalipse, encoraja os cristãos a boicotar o Império; e ao mesmo tempo alimenta a esperança da vitória final, pois na Besta estava escrito o número 666, símbolo da imperfeição e do fracasso.

Por tudo isso a comunidade cristã dos primeiros tempos vivia num modo separado e diferente. Sua separação não tinha caráter territorial, mas era uma comunidade social e culturalmente unida, com suas reuniões, ritos, celebrações e ajuda fraterna. Era um grupo diferente de todo o contexto do Império. Podemos dizer que a comunidade cristã primitiva realizava, em modo diferente, aquilo que hoje pretendem as  arcas e os refúgios.

Jesus está pedindo aos profetas atuais de organizar arcas e refúgios. São comunidades rurais, onde se possa praticar a vida cristã de oração, trabalho  e de partilha de bens, com a prática concreta dos costumes cristãos e com o respeito à natureza.  Através dos refúgios

1)Nós nos protegemos deste mundo pervertido;   

2) Podemos evitar a apostasia, que ameaça toda a cristandade.

3) Podemos enfrentar o fim dos tempos, resistindo ao governo do Anticristo.

4) Podemos iniciar o mundo novo, criando as bases de um novo tipo de sociedade e de Igreja.

        

FATOS  Os primeiros cristãos enfrentaram o Império Romano. Nós hoje temos outro Império, também idólatra e perverso. Seus crimes são: a destruição ecológica, a vida guiada pela técnica, o armamentismo, a competição desenfreada, a exploração dos fracos, a exaltação do prazer, pai dos vícios, a lógica escravizante do mercado, a violência, a moda, o sucesso e a riqueza se tornaram a maior escola do mundo. Tudo isso é idolatria e obra de Satanás. Nós cristãos fomos arrastados como vítimas nesse roldão infernal, junto com nossa Igreja. Temos os profetas, que nos chamam a uma mudança radical, a uma reviravolta total; mas os ministro da Igreja fazem de tudo para silenciá-los...

A  BÍBLIA convida  os cristãos fiéis a congressar-se, separar-se e sair da sociedade humana, no Fim dos Tempos, quando o Anticristo se tornará dono do mundo, que ficará abandonado por Deus. Tudo isso aparece em 1Tess 4,15-17 ;  2Tess 2,1 em Apoc 18,4. onde o anjo do Apocalipse  grita aos fiéis que fujam de Roma, a Grande Prostituta, com palavras claríssimas: “ Saí, saí dela, ó meu povo...”. Sair para onde? A resposta não está escrita na Bíblia, mas está nas mensagens dos profetas atuais, que nos convidam a reunirmo-nos em refúgios, se quisermos ser salvos. No Apocalipse por duas vezes se promete proteção especial ao pequeno “resto” (7,3 e 14,1-5) que se congrega contra as forças do mal.

OS  PROFETAS.  Jesus assim nos fala através do profeta Laerte de Vargas:

1) Venho, nesta noite, vos falar sobre os refúgios. Estou pedindo para o mundo que me ouça, enquanto ainda há tempo. Vos falo de um tempo que está chegando, um tempo em que todos sereis marcados, em que todos que não aderirdes ao sistema do demônio, sereis chamados de ‘fora da lei’. Não podereis comprar, não podereis vender, não podereis viajar, não podereis viver, se não estiverdes refugiados, sereis presos ou morrereis de fome, pelas calçadas. Agora vos pergunto: - quem de vós não se deixará marcar? Somente os que me ouvirem; (não falo a quem é necessitado, a quem já passa fome; pesarei conforme for seu meio de vida). Deus providenciará comida a quem não puder plantar, Deus providenciará refúgio a quem não puder fazer; agora, aos que tem condições e não creram, aos que quiseram pagar para ver.... A esses Deus nada poderá fazer. Por isso, mais uma vez vos peço, muitos estão se esforçando para construir comunidades no interior, de pessoas que realmente querem aguardar a minha volta, porém vos repreendo:  só conseguirá se manter num refúgio, quem não ligar mais para bens materiais.. Essa é a parte mais estreita do caminho do paraíso, onde a pessoa tem que escolher entre o mundo e as suas facilidades, e Deus e suas dificuldades materiais.....

.Bem estarão os poucos que Me escutaram, quando eu voltar lhes trarei a coroa de bom servo, abraçarei cada um, com um abraço que humano nenhum conheceu, revestirei-os de pureza e lhe entregarei a Terra Prometida, a Nova Terra, o Paraíso e por mil anos viverão felizes na minha presença. Sou eu quem vos falo e não preciso vos provar isso, porque sou o todo poderoso, o único, o Senhor e Rei. (As Últimas Misericórdias de Deus, 23/03/02)

 

2) “Construam logo o que vos peço, sem burocracia, sem cerimônias. Esses lugares que peço que construam, seus refúgios, não peço por Mim, nem para Mim, peço que façais para vós mesmos.....  vão construir um refúgio, onde ficarão reunidos por um tempo... E olhem que será difícil; aquele que não crer, não poderá ser salvo. Quem está a falar, Sou Eu, o vosso Senhor, Eu tudo sei por isso aviso: - Logo virá o toque de recolher e cada um será levado para um lado e não podereis vos comunicar mais; telefone, não podereis usar; carros, para locomover-vos, nem pensar; não podereis sair de vossos esconderijos. Ouçais e guardais bem os Meus avisos e ensinamentos, pois será o que tereis para vos apoiardes, quando tudo começar a acontecer....” (Idem, 17/06/02)

 

3) “....Meu filho, os Refúgios e Arcas são sim um pedido meu; sempre foi assim e agora não será diferente. Esse será o sacrifício que o povo que confia na volta minha, terá que fazer para merecer a Nova Terra, a Jerusalém Celeste.... Quem achar que será tão fácil assim: a marcação da besta, os distúrbios climáticos e todas as catástrofes que virão, sabendo, ainda, que serão os dias em que o demônio se materializará e andará batendo às portas, procurando levar as almas; e que eu estarei recolhido, nesses dias......Quem achar que mesmo assim resistirá, sozinho, sem estarem todos juntos, numa corrente de oração e penitência, recolhidos em seus refúgios.... Quem achar que conseguirá, pague para ver...” (Idem, 23/05/02). 

 

Porque Jesus, falando dos refúgios, diz que “sempre foi assim” ?  Tento  encontrar  umas  respostas:                                                                                                                              

 

a) V.T. Deus mandou Abraão e família fugir de Sodoma, cidade de homossexuais, prática horrorizada por Deus. Até proibiu, na fuga, de voltarem-se e olhar para trás. Da cidade ‘civilizada’ e corrupta Abraão se refugiou na desértica solidão de Canaã. A Noé e seus filhos Deus mandou construir, por refúgio, uma arca, para poderem salvar-se do iminente castigo do dilúvio. (Gênesis, 6 e 7)

 

b) N.T.Jesus recomendou em Lucas 21,21 que, ao aproximar-se o exército inimigo ( na guerra do ano 70), os seus seguidores que estivessem na cidade de Jerusalém fugissem para o campo e os que estivessem no campo não voltassem para a cidade; pedido que os cristãos realizaram, escapando-se do massacre efetuado pelos romanos. Não podemos esquecer que a destruição de Jerusalém é apresentada como símbolo e amostra das catástrofes do Fim dos Tempos; e que, portanto, é válido interpretar  a recomendação de refugiar-se também como defesa da grande tribulação e da perseguição do Anticristo.

Jesus, em Marcos 13,14-16, trata mais claramente dos refúgios, quando diz, falando do Fim dos Tempos: “Quando virdes o Abominável Devastador ( Anticristo) instalado onde não deve (no Trono de Deus)..., então, os que estiverem na Judéia ( na cidade) fujam para as montanhas.....; e  quem estiver no campo não volte para trás.....”.  Neste trecho parece tratar-se dos Últimos Tempos; e parece que o endereço da recomendação seja a geração que deve enfrentar o Anticristo. Se o trecho se refere ao fim de Jerusalém, conserva o seu valor, por ser símbolo do fim do mundo.

 

c) História da Igreja Todos os grupos de seguidores de Cristo que quiseram viver integralmente o Evangelho, ao longo da história, tiveram que se separar do mundo em alguma espécie de refúgio; exemplos: 1) Os grupos cristãos citados nos Atos dos Apóstolos; 2) As comunidades que lutaram contra o Império Romano; 3) As comunidades monásticas da alta Idade Média, durante as invasões dos bárbaros; 4) As reduções jesuíticas das Missões, que as potências européias não conseguiram suportar e destruíram. Etc, etc.  

4) Quando se recolher aos refúgios?

Jesus falou do assunto ao profeta Laerte de Vargas em 14/07/03. Após ter advertido que haverá “confusão total”, ter pedido de ficar longe do fanatismo e que “respeitem e amem os sacerdotes” e a Igreja, Jesus diz: “...Vos falo, Meus filhos, que enquanto não chegará a hora certa eu não voltarei; e que o toque de recolhida ( nos refúgios ) não vos será dado por ninguém humano”.

         A este ponto Jesus dá cinco sinais para que cada um possa descobrir a hora do toque de recolhida aos refúgios. Os números são nossos: “(1º) A natureza vos mostrará os sinais no sol e na lua, no céu e na terra, (2º) a mudança no sagrado (= alastramento ou oficialização da apostasia ?) e (3º) o avanço sem limite no profano ( Pode-se  entender: progresso imoral na ciência, como a clonagem humana, o casamento de homossexuais, etc.

                      Outro provável sentido: o Anticristo, após os grandes desastres naturais e sociais da Grande Tribulação, fará o milagre de

                      reconstruir tudo, na natureza e na sociedade, aparecendo como um ser divino e querendo tomar o lugar  de Messias ou de

                      Deus).

(4º) Quando o que hoje é o centro da vossa fé ( = a Eucaristia? ), já for totalmente extinto, (5º) Quando a liberdade for total na casa santa ( = Igreja sem leis?  Libertinagem? ), esse será o momento da partida para os refúgios. Enquanto isso não acontecer, Eu vos digo em verdade, não chegará o meu dia. Apavoramento com loucuras não vos adianta, e pior, vos distancia de mim. Vos disse e vos repito, se estão perdidos e não sabem a quem seguir, venham a esta cidade e aconselhem-se com este pequenino; aqui vos garanto que sentirão a minha presença, verão a seriedade, sem loucura e fanatismo...”

 

Conclusão.  Jesus diz ao profeta Laerte em 19/06/03 (ver Site “As Últimas Misericórdias de Deus”): “As horas passam...os dias...os meses...os anos...e poucos se preparam...e dando importância à palavra refúgio, achando tratar-se de um punhado de fanáticos que seguem um louco que se diz profeta. Falo...falo...falo e poucos ouvem...Depois arrepender-se-ão mutuamente... As vossas economias, guardadas em bancos, só as retirareis se usardes os chip...decidirão adorar a Besta, colocando a sua marca...e quem adorar a Besta e colocar a sua marca não terá parte Comigo e não habitarão no meu Reino... Ninguém que não der crédito aos profetas se salvará, pois eles são o sal da terra...”

 

 

XII -    OS  TEMPOS  DE   DEUS ( em preparação)

 

 

XIII -  A MANIPULAÇÃO  DO  SEGREDO  DE  FÁTIMA(em preparação)

 

 

 

 Porto Alegre, Páscoa  2003.                       Autor: Agostino Giacomini 

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