As Últimas Misericórdias de Deus - Ordem de Apóstolos MSM/OAFT

“Quem nestes vossos dias, compreende plenamente o esplendor da Minha Cruz? Bem poucos a compreendem. E é por isso que Eu venho, através de ti, a instruir o mundo com paixão. Na Minha sede pelas almas e na Minha agonia por vê-los cair no fogo eterno, eu chamo cada um, neste mundo, à conversão e a preparar-se para o Meu glorioso Reinado do Reino sobre a terra, em que a Minha Divina Vontade passa a ser a essência da vossa vida quotidiana e a insígnia na vossa fronte”


IV- O PIOR E MAIS ABSURDO DOS SUICÍDIOS

Sequem as últimas reflexões de nível dogmático que nos ocorre fazer, o nos atrevemos a tal, pois constituem repetição de tudo quanto a Igreja sempre ensinou a todos.

A) Sacerdócio ministerial supresso.

Influenciados pela teologia protestante, muitos dentre os senhores parecem pouco zelosos em relação ao próprio sacerdócio, isto é, aquele conferido pela Ordem sagrada, que imprime caráter, distinguindo-os dos simples fiéis. A cerca disso, com efeito, alguns repetem que o único sacerdócio de CRISTO é igualmente participado por todos os crentes, que, pelo Batismo, tornaram-se membros de Seu Corpo.

Os senhores mentem!

A catequese dos senhores vai suprimindo aquele “sacerdócio ministerial” que os torna representantes de CRISTO – CABEÇA, e lhes confere o poder exclusivamente dEle, pelo qual somente nos senhores e pelos senhores Ele consagra e absolve, abençoa, ensina, dirige.

Ora, supresso o sacerdócio decai a autoridade, de tal modo que, na comunidade eclesial, os senhores já não tem o que dar aos fiéis, nem eles o que receber. Não tendo nenhum poder a exercer sobre o povo, este não se vê obrigado a obedecer-lhes.

As únicas relações que restam são as invisíveis e independentes, de cada qual com CRISTO, seguindo-se daí um subjetivismo que abre caminho para a anarquia mais dissolvente.

Para evitá-lo, competeria ao fiel fazer-se governar por representantes livremente escolhidos segundo as normas de todo regime democrático... Seria, precisamente, o fim da Igreja tal como fora instituída por CRISTO: sociedade essencialmente hierárquica e monárquica.

 

B) Principalmente “sacrifício”, não “Banquete”

Muitos não gostam de ouvir isso de forma clara, pois só reconhecem a autoridade sagrada nos membros da Igreja revestidos do sacerdócio ministerial, essencialmente associado ao sacrifício eucarístico.

Não é outro o alvo de todos os desestabilizadores da Igreja, e infelizmente, a heresia protestante, não sem propósito, vai-se propagando em muitos ambientes católicos como a mais aberta desforra de Lutero.

De fato, a Missa é apresentada como Banquete, não mais como Sacrifício. Banquete de festa, porque CRISTO ressuscitou, e todos sabem que as “festas” constituem motivo de alegria, mesmo aquelas licitamente “descontraídas”, em que todos se dispõem a rir, cantar, dançar. Eis aí a alegre “assembléia” dos fiéis, que se sentam em torno da mesa, e não mais estão genuflexos junto ao altar, aos pés da cruz...

“Mesa” organizada não pelo “sacerdote” que na pessoa de CRISTO, sacrifica, mas por um qualquer “ancião” (presbítero) que, como representante dos comensais, preside o alegre encontro comunitário. E, assim, parte, distribui e consome o pão, símbolo da união de todos com CRISTO e entre si mesmos, co-celebrantes da glória de Sua ressurreição.

Estas as idéias, fatos e hábitos que, por todo parte, se firmam e difundem. De quem a responsabilidade? Dos senhores, principalmente, porquanto: ou muito não compreenderam os termos essenciais do dogma, ou toleraram e silenciaram, por uma mal entendida “abertura ecumênica”, ou não mais crêem no Mistério eucarístico, seduzidos pelas novidades heréticas reiteradamente condenados pelo Magistério.

C) Vendaval de profanações

Se a Missa é essencialmente um Banquete, e se neste os comensais podem comer e beber, e habitualmente o fazem, sem de fato se preocuparem com as migalhas de pão caídas, ou com os restos da bebida que permanecem no fundo do cálice, não espanta o fato de muitos padres não se preocuparem com os “fragmentos” da hóstia consagrada caídos no chão, que se dispersam e são depois lançados ao lixo.

Não é outra razão pela qual quase por toda parte foi abolida a “patena” usada sempre para impedir que isso ocorresse e, conseqüentemente, o Santíssimo fosse profanado. E explica-se também a naturalidade com a qual sacerdotes e fiéis (inclusive as freiras!) dão e recebem, respectivamente, a EUCARISTIA NA MÃO, tornando assim muitíssimo fácil que caiam e se espalhem os “fragmentos”, como previra e temera o próprio Paulo VI. Alguns há que depois de tocarem a hóstia, chegam a esfregar a mão na roupa. Temerão, talvez, que CRISTO tenha sujado suas vestes?!...

Responderão: - Certamente, não é esta a razão, e explicam; JESUS não mais está naqueles fragmentos. É o auge da inconsciência e da traição, pois:

-    o Magistério definiu solenemente que a presença eucarística existe em toda a hóstia consagrada e em qualquer uma de suas partes, sejam grandes ou pequenas;

-    admitida a transubstanciação, a presença eucarística refere-se a SUBSTÂNCIA do Corpo de CRISTO, não as DIMENSÕES do pão consagrado...

-    Devendo-se tal presença propriamente á SUBSTÂNCIA do Corpo de CRISTO (e não as dimensões da hóstia) um só FRAGMENTO, AINDA QUE APENAS VISÍVEL, CONTÉM CRISTO INTEIRO, bastando assim para alimentar espiritualmente os fiéis...;

-    Enfim, suposta uma presença eucarística condicionada as dimensões do pão, seria impossível definir COM EXATIDÃO O TAMANHO NECESSARIAMENTE EXIGIDO PARA AFIRMAR TAL PRESENÇA, e qualquer determinação nesse sentido seria inadmissívelmente arbitrária.

Concluindo: em quais fragmentos está ou não CRISTO?

Se não está nos fragmentos (quer sejam grandes ou pequenos), também não está na hóstia, que é formada dos fragmentos.    

Pelo contrário, estes, destacando-se da hóstia, conservam as propriedades naturais do pão consagrado, constituindo deste modo “indícios inequívocos da substância” do Corpo de CRISTO.

Se isso não fosse verdade, o Mistério eucarístico constituiria a mais colossal das imposturas...

 

D) Secularização do Clero

Da eliminação do sacerdócio ministerial provém ainda o fenômeno da laicização do Clero e seu corolário, a clericalização do laicato. Na verdade, vários dentre os senhores, também na Itália, orientam os fiéis a pronunciarem as palavras da “consagração” conjuntamente com o sacerdote, PORQUE – dizem – A MISSA É CELEBRADA POR TODOS;o padre “preside”, não para celebrar, mas para concelebrar...

Escolhido democraticamente, limita-se ele a assegurar a boa ordenação da cerimônia; em função do que, sempre conforme alguns dos senhores, absolutamente falando, sem ele, o povo, reunido em assembléia, poderia celebrar validamente a Eucaristia: o importante é que todos participem do “banquete”, que substitui o Sacrifício, da mesma forma que a mesa substitui o altar...

Assim, reverendíssimos sacerdotes, os senhores caíram na rede da teologia protestante, que teve sua maior expressão no famigerado  “ Novo Catecismo Holandês”, editado pela Elle Di Ci.

 

E) Abolição prática do “hábito eclesiástico”

Supressa a Hierarquia, o Clero automaticamente fica rebaixado ao nível dos leigos, dos quais não pode nem deve distinguir-se.

De fato, os padres, hoje, vestem-se como uns quaisquer, as premissas acima mencionadas prevaleceram sobre todas as prescrições do Direito Canônico e os renovados apelos do Papa.

O modismo vai-se generalizando.

Ora, abolido o “hábito eclesiástico “ – inclusive o “clergyman” – nas cidades e regiões da Itália católica, a Igreja, faz alguns anos, desapareceu... CRISTO, na pessoa de seus ministros, está ausente... No entanto, continuam a falar em “testemunho”, mesmo se muitos, em publico, envergonham-se de ser reconhecidos e apontados como sacerdotes (!).

Costumam distinguir-se, muito freqüentemente, por um equivoco traje “burguês” caracterizado pelo desleixo e pelo mau gosto... Moda, essa, que deixa transparecer lamentáveis deformações do corpo, grosseria de alma, péssimo gosto estético. É impossível definir quem sejam: se operários, camponeses ou simples desocupados...

Em compensação, tal indumentária parece-lhes cômoda, prática, e, sobretudo, deixa-os inteiramente livres para andarem com todos, entrarem em todos as casas, em logradouros, em ambientes equívocos; permite que sejam confundidos com as outras pessoas no cinema, nos estádios, nas praias; que circulem a noite, vejam e ouçam tudo quanto de torpe e violento a sociedade moderna oferece a todos.

Infelizmente, coisa um tanto estranha, até mesmo mulheres de má vida e homossexuais sabem reconhecê-los.

Muitos dentre os senhores imaginam que certas experiências, que a plena liberdade dos sentidos e do coração tornaram possíveis, contribuirão para amadurecê-los, desinibirem-se, libertarem-se de complexos, compreenderem a vida, prepararem-se para um ministério mais aberto e eficiente...

Os senhores se enganam!

Terão percebido que não mais conseguem recolher-se e refletir?

Perderam o hábito da oração; não mais sentem a necessidade de se unirem a DEUS no progressivo afastar-se das criaturas, da segurança econômica, das comodidades da vida. Muitas passagens do Evangelho afiguram-se-lhes obscuras, anacrônicas...

O exemplo dos santos, inclusive dos mais recentes, que estão na memória de todos, são tidos como superados... A liturgia, com suas rubricas, envolta no Mistério, reduziu-se a fórmulas e gestos desprovidos de sentido.

Desse modo, vão-se humanizando, como que arrastados pela correnteza de uma secularização que os torna presunçosos, fazendo-os descuidar-se de todas as preocupações, o que lhes embota a sensibilidade moral...

E é bem nisso que se enganam, ao serem liberais para com todos até o compromisso, e tomarem a consciência subjetiva como principal critério de juízo, acima de todas as normas.

Ora, consideramos o fenômeno alarmante, sobretudo nas relações dos senhores com as almas no sacramento da penitência...

 

F) Celibato não mais obrigatório

Eliminado o sacerdócio ministerial, que distingue o clero do laicato, o sagrado do profano, o celibato, enquanto consagração de todo o ser a DEUS, a Seu culto e a Sua causa, não mais se sustenta como lei imprescritível para todos os “presbíteros”.

Ao traje, comum a todos os fiéis, convém que corresponda a condição de vida a que todos naturalmente aspiram: o matrimônio.

A razão é simples: faltando uma consagração particular, a do sacramento da Ordem, o nível de santificação a que fica obrigado o sacerdote não vai além do que é desejável para todos os fiéis, como deputado do povo, é simplesmente funcionário do culto. Para tal efeito, convém que tenha um nível de cultura superior, distinga-se por um certo gênero de educação civil; entretanto, sendo “laico”, ninguém poderá exigir que renuncie ao amor, á família. Circunscrito ao âmbito humano, é incompleto, por isso busca uma integração em todos os níveis do ser.

 

G) A língua de todos

Escolhido na comunidade dos crentes, o sacerdote deve falar a língua, ou o dialeto, dos compatriotas, para que todos possam compreendê-lo, como fiel intérprete de seus sentimentos, ficando por isso mesmo excluída uma certa língua litúrgica não compreensível para todos.

Assim, contrariando a milenar tradição da Igreja Romana,as admoestações dos pontífices e as limitações prescritas pelo próprio Vaticano II, a língua latina, em concreto, foi inteiramente abandonada pelos senhores durante a celebração da Missa, na recitação das horas, em todas as funções litúrgicas. Mas como é possível falar ainda em “comunhão universal, em fraternidade”, em ecumenismo, se por exemplo nem o alemão em Roma, nem o italiano em Berlim compreendem coisa alguma durante o Sacrifício Eucarístico, logo não podem entender-se entre si e unir-se, nem mesmo quando rezam, professando a mesma fé, dirigindo-se ao mesmo DEUS?

Segundo muitos dentre os senhores, que capitularam ante a práxis protestante, a resposta é simples: se a Missa é a sagrada sinaxe ou assembléia litúrgica do povo de DEUS, reunido conjuntamente com o sacerdote que a preside, para celebrar o memorial do Senhor..., ou seja, se a Missa NÃO É O PRÓPRIO SACRIFÍCIO DA CRUZ, oferecido sob as espécies sagradas do pão e do vinho distintamente consagradas e inteiramente transformadas no corpo e no Sangue de CRISTO..., e se o sacerdote NÃO é o ministro de CRISTO, que se oferece ao Pai para expiar os nossos pecados e redimir o mundo..., se em última análise, a Missa CONSISTE ESSENCIALMENTE NUM BANQUETE FRATERNO, no qual todos possuem a mesma dignidade de membros do Corpo Místico em virtude do Batismo... Também a língua deve ser algo vivo, que todos falem e compreendam.

Tanto mais que, durante um banquete de amor e alegria, é precisamente este o veículo principal de comunhão entre os comensais.

A conclusão é lógica: mas, aceitando-se a idéia de Missa como sacrifício, as premissas estão erradas. Com efeito, concebendo a liturgia eucarística como essencialmente festiva, parecem pensar mais em algo á maneira de estar juntos, ou seja, conversa mais entre todos do que com DEUS, na participação do ato supremo do culto, que é exatamente a imolação na cruz...

Ora, precisamente isto, “cume e fonte de todo o culto e da vida cristã”, exige uma linguagem clara, concisa, estabelecida para sempre, como precisamente a latina. Esta, pela mesma razão, constitui a mais séria salvaguarda da inalterabilidade das fórmulas dogmáticas contidas no “Credo”, professado pelos povos de todas as culturas. E é por isso que todos, valendo-se da mesma língua, sentem júbilo ao professarem a mesma fé que os formou, e ao nutrirem a mesma esperança, permanecendo unidos no amor do único Cristo-Salvador...

Reverendíssimos sacerdotes: ignorando, olvidando e abolindo o latim, como poderão abrir-se para a universalidade da mensagem evangélica...? Será verdadeiramente sincero e coerente o ecumenismo dos senhores?

Poderão excluir, em meio a isso tudo, o perigo de dividir a Igreja Romana em “igrejas nacionais” e autônomas, rasgando a “túnica inconsútil” de CRISTO?

 

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