|
“Quem nestes vossos dias, compreende plenamente o esplendor da Minha Cruz? Bem poucos a compreendem. E é por isso que Eu venho, através de ti, a instruir o mundo com paixão. Na Minha sede pelas almas e na Minha agonia por vê-los cair no fogo eterno, eu chamo cada um, neste mundo, à conversão e a preparar-se para o Meu glorioso Reinado do Reino sobre a terra, em que a Minha Divina Vontade passa a ser a essência da vossa vida quotidiana e a insígnia na vossa fronte”
|
|
MAIS APOSTASIA?
A seguir, transcrevemos, na íntegra, o texto de autoria do Pe. Virgílio Ciaccio ssp, publicado no Semanário Litúrgico-catequético “O DOMINGO”, de 31/08/2003, sob o n.º 42:
“VAMOS EVANGELIZAR AS LEIS"
Um fato é certo: Cristo não veio ao mundo para destruir a Lei: veio para completá-la e aperfeiçoá-la. Nem veio para apagar tradições sadias: veio para enriquecê-las e santificá-las. Da mesma forma, não estamos aqui para aposentar as leis justas ou enterrar tradições sadias. Quem não aceita lei alguma não passa de imaturo e individualista, de alguém incapaz de assumir os compromissos comunitários, a garantir-nos progresso, liberdade e segurança. E quem não sabe apreciar o valor das boas tradições acaba renegando a beleza de suas próprias raízes... Contudo, não se trata de tornar-nos escravos das leis. Elas é que são nossas escravas. Há leis e leis, tradições e tradições. As leis que se tornam instrumentos de manipulação e dominação dos mais fracos não merecem respeito algum. E as tradições que mantêm o ser humano escravo de seu passado não merecem sobreviver. Jesus declara guerra a toda idolatria pelas leis e tradições. Ainda mais quando elas não estiverem de acordo com a vontade de Deus nem se inspirarem em sua Palavra. No entanto, quantas vezes a vontade de Deus foi preterida e quantas leis foram elaboradas à revelia do evangelho... Há muitas leis por aí que sempre favorecem os mais fortes e põem a gemer os mais fracos. Pois bem, antes de serem divulgadas, elas precisariam ser evangelizadas – uma vez que são postas à nossa frente para salvaguardar e defender a dignidade humana... Perante o valor do homem e da mulher, até as igrejas, os santuários e as coisas sagradas passam para segundo plano. É que os templos e as coisas sagradas, bem como todas as leis e tradições, ainda que importantes, são transitórios – e jamais podem ser idolatrados. Ao passo que o ser humano é a imagem do Deus criador – e jamais pode ser rebaixado... Pe. Virgílio, ssp” ----------------------------------------------------------------------
“Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor.” (Rm.12,11).
No texto acima, alertamos para o último parágrafo, pois acreditamos que vivemos os tempos preditos por São Paulo, em sua 2.ª Carta aos Tessalonicenses, na qual ele nos diz: “Ninguém de modo algum vos engane, porque primeiro deve vir a apostasia...” (2Ts.2,3). Portanto, embasados na Sagrada Escritura, sentimos o dever de alertar sobre os fatos que estejam apontando nesse sentido. Não podemos aceitar calados que alguém, mesmo sendo um padre, venha externar conceitos que possam causar ainda mais confusão e insegurança nos corações dos fiéis, principalmente quando observamos que questões gravíssimas, hoje latentes dentro de nossa Igreja Católica, tais como dessacralização e profanação, foram desconsideradas. “Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu DEUS de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito.(Dt. 6,5). Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. (Lv. 19,18). Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas.” (Mt. 22,37-ss). Também, São João escreveu: “Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo de tua Casa Me consome.” (Sl. 68,10) (Jo.2,17). Citamos estas duas passagens do Evangelho, ou seja, verdades de nossa fé (pelo menos para quem ainda não apostatou), para que fique bem claro o seguinte: DEUS, em Sua Santíssima Trindade, deve estar em primeiríssimo lugar sempre, em qualquer circunstância ou situação, e por extensão todas as “coisas” que dizem respeito a ELE, tais como a Sua Igreja, com os Sacramentos, Doutrina e Dogmas, a santa tradição herdada de seus santos doutores e papas, os 10 Mandamentos, a Bíblia, o Catecismo, os santuários... Nada disso poderá ser considerado secundário e transitório, jamais, em hipótese alguma, sob pena de se estar atentando contra as verdades insofismáveis de nossa autêntica fé católica, e principalmente contra os alicerces da única Igreja instituída por Nosso Senhor JESUS CRISTO. São Paulo, em suas cartas, também sobre esses fatos, nos deixou diversos alertas; relatamos alguns: “Tu, porém, permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste. E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em JESUS CRISTO. Toda a Escritura é inspirada por DEUS, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na Justiça. Por ela, o homem de DEUS se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.” (2 Tm.3,14-17).
“...firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem.” (Tt.1,9).
Não sabemos se o autor do texto em questão (Pe. Virgílio) é entusiasta da “Teologia da Libertação” (alianças pretas), porém temos a convicção de que se agora acharmos “normal” rebaixar, colocando em segundo plano as “coisas” sagradas, ou seja, as que dizem respeito diretamente a DEUS, amanhã ou depois, se correrá o seriíssimo risco de alguém querer rebaixar o próprio DEUS, colocando-O também em segundo plano. Quem proporcionará o foco para uma correta evangelização com resultados alicerçados numa verdadeira e duradoura espiritualidade católica? O Santificador, DEUS ESPÍRITO SANTO. E como alcançar essa graça? Estando dentro da Igreja que Nosso Senhor JESUS CRISTO instituiu, a única (Mt.16,18), com amor, obediência e zelo a toda a sacralidade da autêntica fé católica. A partir daí, em estado de graça e em constante espírito de oração, poderá alguém, por misericórdia de DEUS, estar em condições de evangelizar e ser evangelizado, verdadeiramente. Para encerrar, observamos: amar e zelar pelas “coisas” sagradas que dizem respeito ao nosso DEUS, a nossa fé católica e a nossa Igreja, não pode ser considerado idolatria... Agora, se numa inversão totalmente absurda de valores, queremos colocar o homem, a criatura, no mesmo nível de DEUS, o Criador, aí sim estaremos cometendo uma gravíssima idolatria e ofensa ao DEUS Trindade. Leia Dt.8,11-20.
“Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se julga sábio à maneira deste mundo, faça-se louco para tornar-se sábio, porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de DEUS; pois (diz a Escritura) Ele apanhará os sábios na sua própria astúcia.” (Jó 5, 13), (1 Cor.3,18-ss).
Por João Batista Klein, em 25/09/2003 |
|
Envie mensagem a [email protected] com perguntas ou comentários sobre este site da
Web.
|