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“Quem nestes vossos dias, compreende plenamente o esplendor da Minha Cruz? Bem poucos a compreendem. E é por isso que Eu venho, através de ti, a instruir o mundo com paixão. Na Minha sede pelas almas e na Minha agonia por vê-los cair no fogo eterno, eu chamo cada um, neste mundo, à conversão e a preparar-se para o Meu glorioso Reinado do Reino sobre a terra, em que a Minha Divina Vontade passa a ser a essência da vossa vida quotidiana e a insígnia na vossa fronte”
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E A HISTÓRIA SE REPETE...
Há pelo menos trinta anos, leigos, pelo mundo todo, alertam e se opõe aos descaminhos da tão decantada “modernização” da Igreja. Muitos desses que não capitularam a essa destrutiva ação, foram avisados e estimulados diretamente pelo Céus, nas centenas de manifestações de Nossa Senhora e de Nosso Senhor em Aparições e Locuções interiores. Inclusive já é hora de ficar bem claro a profundidade da seguinte palavra de Nosso Senhor JESUS CRISTO no Evangelho, que afirma para Pedro e os papas sucessores: “Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus”. (Mt. 16,19). Para que tudo seja ligado ou desligado nos Céus, à partir da ação dos Papas na terra... 1º - Tem que ser obrigatoriamente compatível com o Evangelho, no entendimento dos Céus; não no entendimento de teólogos apóstatas e suas “modernas” teologias. 2º - Tem de estar obrigatoriamente amparado pela Doutrina e os Dogmas da Igreja. 3º - Não pode, em hipótese alguma, “arranhar” nenhum dos Sacramentos da Igreja. 4º - Tem de respeitar a tradição da Igreja, herdada de seus santos doutores e papas. Portanto, nestes tempos de apostasia, onde proliferam tantas profanações e até heresias, todo cuidado é pouco, para não cairmos nas armadilhas do inimigo; só mesmo muita oração e estado de graça, para estarmos constantemente alertas pela Luz de DEUS Espírito Santo. Fizemos esta breve introdução apenas para que todos entendam nossa posição desde sempre, e também para que saibam porque somos chamados jocosamente de tradicionalistas, milenaristas, conservadores, retrógrados, lefebristas, fundamentalistas e etc... “Sei que depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas com o intuito de arrebatarem após si os discípulos. Vigiai!” (At. 20, 29-ss). A seguir, trechos do artigo de um Cardeal humilde, e por isso sensível e profético: “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!”. (Mt.5,3)
Quando os leigos sustentam a Igreja (Trecho de artigo publicado em The Rambler, julho de 1859) Autor: Cardeal Newman
“... É bastante notável que, embora falando historicamente, o século IV seja a época dos doutores, aquele que foi iluminado por santos como, Atanásio, Hilário, os dois Gregórios, Basílio, Crisóstomo, Ambrósio, Jerônimo e Agostinho (tendo sido bispos todos esses santos, com uma única exceção), contudo, nessa mesma época, tenham sido os leigos que mantiveram a tradição divina confiada à Igreja. Efetivamente, isso exige alguma explicação: dizendo isso, não nego evidentemente que, em sua expressiva maioria, os bispos tenham sido ortodoxos, no mais íntimo de sua fé; tampouco nego que tenha havido membros do clero para assistir os leigos e servi-lhes de guia e fonte de inspiração; nem desconheço que os leigos tenham recebido certamente a fé, em primeira mão, dos bispos e do clero; não nego que haja entre os leigos alguns ignorantes e que outros se tenham corrompido por pregadores arianos, os quais conseguiram apoderar-se das sedes episcopais e ordenar sacerdotes heréticos. No entanto, persisto em dizer que, nessa época de imensa confusão, o dogma divinamente revelado da divindade de Nosso Senhor foi proclamado, afirmado e mantido e, falando humanamente, preservado muito mais pela Ecclesia docta do que pela Ecclesia docens; que o corpo dos bispos foi infiel à sua missão, ao passo que os leigos permaneceram fiéis ao seu batismo; que ora o Papa, ora uma sede patriarcal, metropolitana ou outras sedes importantes, ora concílios gerais disseram o que jamais deveriam ter dito, ou realizaram atos que obscureceram ou puseram em perigo a verdade revelada. Entrementes, foi o povo cristão que, sob a orientação da Providência, constituiu a força cristã de Atanásio, de Eusébio, de Verceil e de outros confessores solitários da fé, que sem esse povo não teriam resistido [...]. Digo que houve suspensão temporária das funções da Ecclesia docens. O conjunto dos bispos foi infiel ao dever de confessar sua fé. Vejo, pois, na história do arianismo, um rematado exemplo de situação da Igreja durante a qual, se quisermos discernir onde está a Tradição apostólica, é aos fiéis que devemos recorrer”.
“Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos Céus”. (Mt. 18, 3-4)
Colaboração de
João Batista Klein, Porto Alegre RS, em 07/10/2003
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